sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Pode não ser o que parece: O que traz felicidade, com quem se casar, quais amigos ter ou como a ciência ajuda você a tomar as melhores decisões.

O que traz felicidade, com quem se casar, quais amigos ter ou como a ciência ajuda você a tomar as melhores decisões.

Escrito porSamy Dana (FGV/Globo News) e Sérgio Almeida(USP)

Quem tem mais dinheiro é mais feliz? O amor tem um preço? Por que nos importamos com a opinião dos outros? Como as emoções afetam nossas decisões? Talvez essas não pareçam perguntas que interessem a um economista, mas Samy Dana e Sergio Almeida vão muito além do cálculo de juros, inflação e crescimento do PIB. A economia também é a ciência que estuda como os seres humanos tomam decisões — em muitas das escolhas que fazemos, há um lado oculto que tem muito a ver com economia. Usando como base dezenas de estudos e artigos científicos, Pode não ser o que parece foge do senso comum e responde às dúvidas que afligem a todos. Um livro que mudará sua maneira de enxergar o mundo.

Nos capítulos deste livro trataremos de vários temas do cotidiano, sem a pretensão, obviamente, de esgotá-los. Falaremos sobre felicidade, casamento, dinheiro, sexo, emoções, além de temas mais específicos, como criação dos filhos, desempenho escolar, combate às drogas, o impacto das amizades em nossas vidas, políticas de segurança e como encontrar o par ideal. É difícil imaginar — não importa sua idade ou formação profissional — que não haja aqui algum assunto que já não tenha merecido sua atenção, que não tenha sido um problema de decisão.

Pode não ser o que parece é um livro que funciona, portanto, como uma ponte entre, de um lado, as pessoas produzindo conhecimento sobre esses assuntos de uma forma mais metódica e baseada em cuidadosa análise dos dados e, de outro lado, todos nós que nos deparamos com as dificuldades de entender eventos cruciais da nossa vida. O livro é também, ainda que como produto indireto, uma tentativa de mostrar como o olhar dos economistas pode ser útil também para entender temas comportamentais comuns às nossas vidas, e não apenas para falar de juros, inflação e finanças. Fugimos do senso comum e respondemos com números, dados e pesquisas a questões que afligem a todos.

VENDAS



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Martins Fontes: http://bit.ly/2hlMjdn

Livraria da Travessa: http://bit.ly/2wCKOSz


domingo, 15 de outubro de 2017

Dona Rute e Dona Odete, minhas professoras inesquecíveis! Feliz dia do Professor

Dona Odete me ensinou a ler e escrever, e fazer as primeiras contas. Foi minha professora do primeiro ano no Colégio Universitário em Londrina. No segundo ano, continuei aprendendo com a Dona Rute. Ambas mulheres incríveis e professoras magníficas. Dona Odete na sua juventude pegava a charrete para ir ensinar aos índios. Quando me deu aula já tinha mais idade, guardo-a no  coração. Dona Rute era dona de uma paciência incrível, e uma didática maravilhosa, certa vez pediu para que chegasse mais cedo para me ensinar matemática, na época não conseguia fazer contas de subtração. Também me lembro da Dona Suely, professora do Pré II, mas sem tanto carinho pois ela me puxou a orelha chamando-me de burro (Rsssss puxar a orelha vá lá, mas não precisava dizer que era por burrice). Guardo-a com o respeito de quem dedicou sua vida a educar.

Também me lembro de meu professor de história, Geraldo, que dava aulas inspiradoras. Do Gilleno de matemática, e do Vivaldo (também de matemática), do SS (física), da Graça (gramática) e Denise (literatura), Deus como sofri para aprender português!!! Duas mulheres importantes e super competentes me ensinaram com paciência. Da Leo de inglês (outra matéria que sofri horrores para aprender). Rssss lembro que quando me formei no inglês uma professora virou pra mim e disse: "Nunca imaginei que você conseguiria" Rsssss eu consegui! E foi graças a professoras maravilhosas que me ajudaram muito no caminho!

Lembro do Hugo Yabe e do professor Piraju nas aulas de natação. Hugo foi um dos professores mais brilhantes que tive na vida, suas lições sobre a vida me marcam até hoje.

Na universidade lembro do professor Rogério, do professor Miguel e nossas discussões. Do professor João Faria (Jocka) que mudou minha carreira para sempre e que foi fundamental para meu crescimento profissional, sem sombra de dúvidas o professor mais importante dessa fase de minha vida. Lembro até hoje das aulas do Hermes e tantas outras histórias.

No mestrado/doutorado posso citar o professor Joaquim Andrade (meu orientador no mestrado), e o professor Joanílio Teixeira (orientador no doutorado), e claro o professor Francisco Carneiro que me ensinou a importância da publicação acadêmica e que me deu uma importante oportunidade profissional ao me contratar como professor da Universidade Católica de Brasília. Destaco ainda o professor Geraldo da estatística com quem aprendi muito.

E assim se passaram 45 anos, minha vida retratada por alguns de meus professores. Obrigado por tudo, obrigado por todo carinho, paciência, amor, dedicação, e vontade de superação. E Dona Suely, obrigado pelo  puxão de orelha, não me fez mal e hoje é uma lembrança querida.

Obrigado a todos os meus professores, obrigado a todos os professores, obrigado por tudo. Professor é para a vida toda!


domingo, 8 de outubro de 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

Uma Homenagem Simples a professora Heley de Abreu Silva Batista

Querida Professora Heley,

Obrigado por seu sacrifício, obrigado por seu exemplo, obrigado por sua dedicação. Não existem palavras para descrever a gratidão que tenho por seu gesto, por sua coragem, por sua honra, por sua valentia e determinação frente ao perigo.

A senhora sacrificou sua vida no altar de gigantes, Deus queira que quando minha hora chegar eu demonstre sua bravura e coragem. Não sei mais o que dizer, mas saiba que estará em minhas preces de amanhã na missa.

Um indivíduo sempre pode fazer a diferença, e com o sacrifício de sua vida a senhora nos lembrou uma vez mais disso.

Descanse em paz.

sábado, 30 de setembro de 2017

Liberdade de Expressão, Autonomia dos Pais para Criar Seus Filhos, e Propriedade Privada: Perguntas e Dúvidas Honestas

Existe um limite para a liberdade de expressão? Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Existem limites para a propriedade privada?

Nos Estados Unidos, terra da liberdade, a liberdade de expressão é um pilar básico. Lá você tem o direito de protestar no enterro de pessoas que você sequer conhece. Isso efetivamente ocorre. Grupos se reúnem com cartazes para dizer que determinado soldado morreu pois a América está pecando. Consegue imaginar isso? Enquanto a família chora seu ente querido um monte de pessoas segura cartazes dizendo que ele morreu por culpa de seus pecados. Detalhe, a Suprema Corte decretou que, em acordo com a liberdade de expressão, tais grupos tem direito a esse protesto.

Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Pais costumam amar seus filhos, será que o Estado tem direito a interferir nessa relação? Será que o Estado tem o direito de obrigar os pais a matricularem seus filhos em escolas, e negar-lhes o direito do ensino domiciliar (homeschooling)? E quando uma mãe decide levar sua filha de 5 anos de idade para uma exposição de arte com pessoas nuas e estimulá-la a tocá-los? E quando um pai decide que, em defesa de sua crença, seu filho não receberá determinado tratamento médico? E um pai que decide deliberadamente matar seu filho, tem esse direito?

Imagine uma prefeitura que pretende construir um novo terminal de ônibus para melhorar o transporte público, será que ela tem o direito de desapropriar propriedades privadas para realizar seu projeto? E quando o dono de uma obra de arte importante decide destruí-la, ele tem esse direito? E quando o dono de um estoque de vacinas decide destruí-las, apenas para ver seus vizinhos morrerem, ele tem esse direito? E o que dizer de alguém que aumenta o preço da gasolina e da água potável logo após furacões, ele tem esse direito?

Peço que reflitam sobre as perguntas acima, verá que seguir princípios (quaisquer sejam eles) apresenta um custo razoável (e as vezes desnecessário) em realidades concretas. Claro que princípios são importantes como uma regra geral, claro que as vezes devemos pagar o preço de nossos princípios,  mesmo que o pagamento seja em sangue. Contudo, é fundamental entender que nossa sociedade é baseada em princípios E magnitudes. Princípios não são absolutos em nossa sociedade, é exatamente por isso que diferenciamos transgressões à regra com base também em sua magnitude. Um ladrão de balas e um ladrão de bancos infringiram o mesmo princípio, mas por óbvio merecem punições distintas. Ao contrário do que alguns argumentam, ser corrupto e desviar 100 milhões de obras públicas NÃO É o mesmo que ser corrupto e furar uma fila de cinema.

Em resumo, se você é daqueles que seguem princípios até o extremo de suas implicações talvez valha a pena refletir um pouco. De maneira alguma digo quem está certo e quem está errado, eu não sei a resposta. Mas o conservadorismo é um guia importante para essas respostas. Ao não se alinhar a princípios absolutos o conservador media cada situação de acordo com suas peculiaridades, creio que isso é uma vantagem (mas claro que posso estar errado).

Vamos agora as minhas respostas (e lembre-se de que não sou o dono da verdade, lembre-se também que como conservador tenho minhas idiossincrasias, mas que as vezes elas estão corretas).

1) Existe um limite para a liberdade de expressão?
Resposta) Sim, devemos ter muito cuidado em termos tolerância com os intolerantes. Devemos ter muito cuidado com quem tenta usar nossos princípios para nos destruir. Regras de tolerância são importantes, mas elas não podem ser usadas para permitir o crescimento  de grupos que pretendem destruir nossa sociedade e modo de vida. Claro que minha resposta levanta riscos, afinal quem irá decidir quem pode e quem não pode ser tolerado? Quem irá decidir o que representa e o que não representa riscos a sociedade? Por exemplo, governos totalitários decidem que a imprensa livre é um risco a sociedade. Sim, não há resposta fácil e isenta de riscos aqui. Exatamente por isso Ronald Reagan afirmava que a liberdade nunca estará segura por mais de uma geração. Cada geração precisa defendê-la.

2) Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Sim.
2.1) Pais costumam amar seus filhos, será que o Estado tem direito a interferir nessa relação? Sim.
2.2) Será que o Estado tem o direito de obrigar os pais a matricularem seus filhos em escolas, e negar-lhes o direito do ensino domiciliar (homeschooling)? Não.
2.3) E quando uma mãe decide levar sua filha de 5 anos de idade para uma exposição de arte com pessoas nuas e estimulá-la a tocá-los? Sim, ela tem esse direito.
2.4) E quando um pai decide que, em defesa de sua crença, seu filho não receberá determinado tratamento médico? Sim, ele tem esse direito.
2.5) E um pai que decide deliberadamente matar seu filho, tem esse direito? Não.

3) Existem limites para a propriedade privada? Sim.
3.1) Imagine uma prefeitura que pretende construir um novo terminal de ônibus para melhorar o transporte público, será que ela tem o direito de desapropriar propriedades privadas para realizar seu projeto? Sim
3.2) E quando o dono de uma obra de arte importante decide destruí-la, ele tem esse direito? Não
3.3) E quando o dono de um estoque de vacinas decide destruí-las, apenas para ver seus vizinhos morrerem, ele tem esse direito? Não
3.4) E o que dizer de alguém que aumenta o preço da gasolina e da água potável logo após furacões, ele tem esse direito? Sim.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Escândalo: Estadao MENTE escandalosamente sobre Criança tocando homem nu no MAM. VEXAME!


Um verdadeiro vexame a reportagem no Estadão sobre uma criança tocando um homem nu numa exposição de arte. Se você tem estômago aqui está o link para a filmagem.

Agora vejam o que diz a matéria do Estadão:
"A criança parece mostrar curiosidade enquanto engatinha pelo tatame, vendo uma mulher adulta tocar os pés do artista. A mulher a incentiva a participar, a menina ri, toca rapidamente os dedos dos pés dele, e volta à plateia diante de sorrisos do público".

1) só o Estadão que viu a menina rindo, eu vi uma criança querendo sair dali.

2) O reporter se esqueceu de dizer que: a) a criança tocou primeiro a mão do homem, e depois tentou ir embora. Foi então que a mulher chamou a criança de volta para tocar os pés do homem nu. É nítido o constrangimento da criança.

3) O público que sorriu disso é doente. Uma pessoa normal teria tirado a criança dali.

4) Digno de nota é o título da matéria que está presente em vários jornais.... "Interação de criança com artista nu em museu de São Paulo gera polêmica."

5) Quando um jornal faz ginástica na sua manchete, e mente em seu texto, é porque está querendo tornar uma mentira mais palatável. É isso que a matéria do Estadão faz.

Arte hoje se reduziu a isso: a vontade de chocar. Infelizmente os "artistas" modernos esqueceram que a arte é transcendência, reflexão, beleza. Sou contra a censura, se malucos querem cagar e chamar aquilo de arte não tenho problemas com isso (aliás, já fizeram isso). Contudo, é fundamental que tais manifestações artísticas que pretendem chocar sejam feitas 1) para uma plateia de pessoas capazes (isto é, não pode ser permitido fazer determinadas performances para crianças); 2) pagas com dinheiro privado (e não com desonerações dos cofres públicos); e 3) em espaços fechados.

Por fim uma pergunta: qual dessas performances será imortalizada? Qual delas será lembrada em 100 anos? No fundo, nenhuma dessas performances foi feita para a imortalidade, seguem apenas uma pauta política.

domingo, 24 de setembro de 2017

Histórias Reais do Crime para você contar a seu amigo isentão esquerdista

Esse post conta algumas histórias reais que eu conheço sobre como a criminalidade destruiu a vida de várias pessoas e criou inconvenientes grandes na vida de outros. Esse é um relato para você contar a seu amigo isentão esquerdista que adora falar que prender não resolve, que a culpa é do sistema, e que o bandido é a vítima.

ATENÇÃO: Quem gosta de criminoso é marginal, rico, ou intelectual, pobre odeia bandido! Botem isso na cabeça: quando um rico é assaltado, ou mesmo assassinado, isso é horroroso, é terrível, uma tragédia. Contudo, por ser rico ele, ou sua família, podem seguir em frente. Quando um pobre é assaltado, ou mesmo assassinado, isso pode representar não apenas o fim de sua vida, mas o fim da vida de toda sua família. O custo do crime é pesado para toda sociedade, mas é muito mais pesado para os mais pobres.

1) O dia que encontrei uma mulher chorando no ponto de ônibus. Era faxineira, os ladrões tinham roubado tudo dela: seu telefone, seu passe de ônibus, seu dinheiro, e até mesmo sua marmita. Ela não teria dinheiro para ir trabalhar, e sem trabalhar não teria como voltar pra casa com dinheiro. Era mãe solteira, contava com o dinheiro para comprar comida pra casa.

2) O dia que encontrei um eletricista carregando seu equipamento a pé. Perguntei o que ocorreu: os ladrões levaram seu carro. Como ele usava o carro pra trabalhar agora ele tinha que carregar no braço todo equipamento, o que por óbvio limitava muito os serviços que podia atender. Sua renda tinha despencado, e sem carro sua renda continuaria baixa por muito tempo.

3) O dia em que fui no enterro de meu amigo Silvinho de apenas 10 anos de idade. Um assassino havia matado ele e sua mãe, seu pai estava internado em estado grave no hospital (ele sobreviveria a essa tragédia). Silvinho tinha dois irmãos menores que cresceram sem seu irmão mais velho e sem sua mãe.

4) O dia em que roubaram o botijão de gás de minha faxineira. Ela estava desesperada, sem botijão não teria como preparar comida para sua família.

5) O dia que roubaram e estupraram uma amiga  minha. Desnecessário comentários adicionais.

Tais como essas, milhares de famílias brasileiras sofrem na mão da criminalidade. Ricos e pobres, negros e brancos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, somos todos vítimas de uma das sociedades mais violentas do mundo.

Quando um intelectual repetir que prender não resolve, então sugira a ele levar os bandidos para casa. É muito fácil para um intelectual da zona sul carioca, tomando seu vinho de frente para praia, dizer que o Brasil prende muito, e que deveríamos punir menos com penas de prisão. Para ele é fácil dizer isso, pois o bandido solto não mora em Ipanema. Não é para Ipanema que esse criminoso irá retornar. Não é seu carro blindado que corre risco, não é seu apartamento com segurança 24 horas por dia que estará na mira do bandido. Já o pobre que anda de ônibus, que tem que chegar em casa sozinho a noite, é esse que será a principal vítima do bandido.

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