sábado, 2 de junho de 2012

Minhas sugestões para a presidência do IPEA

O IPEA está com sua presidência vaga. Dado que a Presidente Dilma diz que o mérito deve permear a escolha de cargos técnicos, aqui vão os nomes que o Sachsida sugere para presidirem o IPEA. Atenção, estou listando apenas nomes que pertencem ao quadro do IPEA. Mas, CERTAMENTE, existem vários outros com capacidade nas Universidades, Banco Mundial, FMI, etc. Além disso, podem existir vários outros técnicos do IPEA de gabarito, mas que por eu não conhecer tão bem acabei não listando (o que não quer dizer que a pessoa não tenha os méritos).

O próximo presidente do IPEA precisa reunir as seguintes características: 1) ter conhecimento da casa (saber quem são os técnicos (quais são suas expertises e projetos), e conhecer os procedimentos administrativos do instituto bem como sua história de respeito a diversidade de opiniões); 2) ter capacidade técnica (titulação, publicações, liderança acadêmica em sua área de atuação); 3) ter tido experiência prévia em cargos de direção (seja como chefe de departamento, diretor de pesquisa, ou qualquer outra experiência administrativa); e 4) bom senso (talvez a mais importante de todas as características).

Repito o que já disse antes, se existem pessoas melhores de fora do IPEA, então que a elas sejam dados os cargos de presidência e direção. Mas elas devem ser NECESSARIAMENTE melhores que os técnicos do IPEA. É ridículo levar para dentro do IPEA, para assumir posições de destaque, pessoas sem a qualificação necessária.

Pessoas de dentro do IPEA que poderiam ocupar a presidência (está em ordem alfabética, e não em ordem de prioridade ou competência):

1) Alexandre Ywata
2) João de Negri
3) Leonardo Monasterio
4) Mansueto Almeida
5) Marcelo Caetano
6) Marco Antônio F. de H. Cavalcanti
7) Mario Jorge Cardoso de Mendonça
8) Rogério Boueri Miranda
9) Serguei Soares
10) Waldery Rodrigues Junior

As vezes bate o desânimo...

As vezes bate o desânimo... aquela sensação de mais uma derrota vem forte, e a derrota se confirma. Nao é apenas mais uma derrota, é aquela sequência incrível de derrotas para adversários medíocres. Perder ou ganhar faz parte do jogo, mas perder para imbecis e mediocres machuca.

Tudo bem, amanhã é outro dia. Cedo ou tarde todos terão que prestar contas. De minha parte fico pensando, será que vale a pena? Não seria mais fácil desistir? Deixar pra lá, me conformar?

Quando o mérito deixa de valer é porque a moral já foi abandonada faz tempo. Amanhã é outro dia, quem sabe não será um de vitórias....

quarta-feira, 30 de maio de 2012

2 posts sobre o IPEA

Em 11 de novembro de 2008, escrevi o post "O Futuro do IPEA". No dia 19 de dezembro de 2010 escrevi o post "Quem será o Próximo Presidente do IPEA?". Abaixo destaco partes importantes de ambos.

Quem será o próximo Presidente do IPEA:

"(...) Se existem pessoas melhores de fora do IPEA, então que a elas sejam dados os cargos de presidência e direção. Mas elas devem ser NECESSARIAMENTE melhores que os técnicos do IPEA. É ridículo levar para dentro do IPEA, para assumir posições de destaque, pessoas sem a qualificação necessária.

O IPEA tem o potencial humano, estrutura física, e recursos financeiros para ser o melhor instituto de pesquisas econômicas do hemisfério sul do planeta
".

O Futuro do IPEA:

"No passado o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) foi extremamente influente na formulação de políticas públicas no Brasil. Contudo, com o passar do tempo, essa influência foi gradativamente diminuindo. Atualmente o IPEA encontra-se em um momento chave de sua história: como voltar a ser influente e ajudar na elaboração de políticas públicas brasileiras?

Primeiramente devemos entender a origem da influência do IPEA. Nas décadas de 1960, 1970 e 1980 a formação acadêmica da maior parte dos funcionários públicos federais era baixa quando comparada à formação dos técnicos do IPEA. Dessa maneira, existia um espaço muito grande para que técnicos do IPEA fossem chamados a responder questões importantes de políticas públicas. Além disso, técnicos do IPEA eram sempre convidados a assumirem cargos altos da administração pública. Ou seja, até o final da década de 1980, foi a alta qualificação acadêmica de seu corpo técnico que garantiu uma posição de destaque ao IPEA.

Apesar de sua importância histórica, a partir do começo da década de 1990 a influência do IPEA passou a dimuir. O motivo disso foi simples: os funcionários públicos federais passaram a ser contratados por concursos públicos cada vez mais concorridos. Tal competição por uma vaga no serviço público aumentou consideravelmente a capacitação acadêmica dos funcionários dos Ministérios. Hoje é muito comum se encontrar profissionais com nível de doutorado ocupando cargos concursados dentro de Ministérios. Devido a melhora do capital humano trabalhando como gestores e associados dentro dos Ministérios, a antiga influência exercida pelo IPEA nesses locais foi em muito reduzida.

Analisando os parágrafos acima, parece-me que a chave para o sobrevivência a longo prazo do IPEA é manter o diferencial de qualidade com o restante do serviço público. Mas tal diferencial não pode mais ser mantido apenas pela titulação de seu corpo técnico. Afinal, doutores agora existem também em abundância entre outras carreiras do setor público. O que o IPEA deve fazer é investir fortemente em pesquisa acadêmica. Essa é a verdadeira vocação do IPEA, e é onde o IPEA pode fazer a diferença. Exercendo liderança acadêmica, o IPEA pode voltar a encontrar o papel de destaque que já exerceu no passado.

Pesquisa acadêmica de ponta, auxiliando a implementação e checando o desempenho das políticas públicas, é a chave para a existência de longo prazo do IPEA. (...)
".

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O douto facilita a minha ai que eu facilito a tua aqui...

Obstrução da justiça é crime.... corrupção ativa é crime....tráfico de influência é crime... coação no curso de processo judicial é crime... chantagem é crime...

sábado, 26 de maio de 2012

Comissão de Ética e Autoritarismo da Extrema Esquerda

Artigo escrito por Roberto Ellery Jr, professor da Universidade de Brasília.

Uma característica marcante dos militantes de esquerda é o autoritarismo. A certeza de serem detentores da verdade histórica os torna arrogantes e incapazes de viver com a diversidade de opiniões. Pouco importa se tal verdade invariavelmente leva a miséria e a morte de milhões.

Aqui na UnB estamos vivenciando um destes momentos onde radicais de esquerda mostram toda sua intolerância com a diversidade de ideias. Na semana passada foi deflagrada uma greve em uma assembleia com menos de duzentos professores. Embora grande para os padrões destas assembleias, o número de professores presentes não chegou a dez por cento do total de professores da UnB. Já divulguei meus motivos para ser contra esta greve e não vou abusar deste espaço para listá-los novamente. O que me fez escrever este texto foi a decisão do Comando de Greve de criar uma Comissão de Ética para determinar o que os professores podem ou não podem fazer durante a greve (detalhes em http://cienciabrasil.blogspot.com.br/2012/05/comando-de-greve-e-agora-o-dono-das.html)

Nos últimos tempos temos visto várias tentativas de grupos de esquerda de criar comissões de ética formais ou informais para regulamentar todas as atividades da sociedade, destaco as que pretendem regulamentar a imprensa. Aos poucos todas as nossas decisões são confrontadas com padrões éticos determinados por estes grupos. Desde decisões o sobre o que comemos ou bebemos até como embalar nossas compras passaram a ser avaliado por esta métrica das comissões de ética. Como estas comissões são tipicamente controladas por grupos de esquerda somos coagidos a nos comportarmos pelos padrões coletivistas, do contrário somos condenados com aéticos.

Pois bem, a tal Comissão de Ética do Comando Local de Greve acaba por ser um exemplo claro da lógica destas comissões. Incapaz de convencer a maioria dos professores de aderir à greve, os grevistas passaram ao terreno das ameaças. No passado faziam ameaças físicas, como ameaças físicas tendem a ser ineficientes no longo prazo hoje fazem ameaças morais. Na essência nada mudou. Incapaz de convencer a maioria, a extrema esquerda passa para intimidação.
Peço a todos que defendem a liberdade individual ajudem a denunciar esta prática fascista de criar uma Comissão de Ética para impor adesão a greve, mesmo os que forem favoráveis à greve ou completamente indiferentes à UnB e seus professores. Hoje é uma comissão de ética para intimidar professores que não querem aderir a uma greve, amanhã pode ser para intimidar você a seguir certo comportamento em nome de um suposto bem coletivo. Exagero meu? Digam qual autoritarismo não se impôs a partir de uma ética ou qual terrorismo não parte de uma ética.

Roberto Ellery Jr, UnB

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dia de Liberdade de Impostos e o Malvado Rei da Idade Média

Nesta sexta-feira comemora-se o dia de Liberdade de Impostos. Para comemorar essa data, posto novamente o post que escrevi em 27 de junho de 2008.

O Estado Brasileiro e o Malvado Rei da Idade Média

Durante a Idade Média os pobres sofriam na mão dos reis: eram obrigados a trabalhar 1 dia por semana de graça para o malvado rei. O Estado Brasileiro arrecada ao redor de 36% do PIB, isso equivale a obrigar o trabalhador a trabalhar 2,5 dias por semana de graça para o Estado. Em palavras, hoje trabalhamos segunda, terça e a parte da manhã de quarta-feira apenas para pagar impostos.

Como contra-partida aos impostos o Rei era obrigado a conservar estradas, emprestar o moinho (capital) aos pobres, zelar pela segurança interna e externa do reino. Já o Estado Brasileiro é obrigado a fornecer educação, saúde, moradia, e segurança. Fica evidente que tanto o rei quanto o Estado Brasileiro falham em suas obrigações. Contudo, temos uma vantagem importante para o rei: ele pelo menos custa menos.

No Brasil quase 60% da atividade econômica esta ligada, direta ou indiretamente, ao Estado. Praticamente nada pode ser feito sem a intervenção estatal, daí que as poucas empresas capazes de sobreviver no Brasil são obrigadas a se unir ao poder público, aumentando ainda mais o poder do Estado.

Trabalho duro e honesto, esse é o segredo que nossos pais nos ensinaram. Esse é o segredo para o sucesso. Quanto mais intervenção estatal tivermos mais distante estaremos de nossos objetivos, mais honestidade e trabalho seremos obrigados a abdicar em favor das benesses do Estado. O Estado NÃO É seu amigo, ele é que toma seu dinheiro e nada lhe dá em troca. Só existe um caminho possível para preservarmos nossa liberdade: REDUZIR O TAMANHO DO ESTADO.

O muito obrigado do Sachsida ao Instituto Mises Brasil, ao Movimento Endireita Brasil, e ao Instituto de Formação de Líderes, que são os organizadores dessa bela iniciativa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Novo Pacote Econômico do Governo, ou Ainda bem que a JBS Friboi não produz carros!!!

Num país sério um Ministro da Fazenda deveria explicar porque ele lança um pacote de medidas de recuperação da atividade econômica, dado que ele mesmo afirma que não há problemas com a atividade econômica. Mas enfim, nessa dialética desenvolvimentista que caracteriza a pior equipe econômica de todos os tempos, nada é tão ruim que não possa ser piorado.

O Governo lançou um pacote de estímulos que diminui impostos, e aumenta o crédito, para determinados segmentos do mercado automotivo e de bens de capital. Cabe ressaltar que no tocante a impostos a redução vale até agosto desse ano. Então vamos ver porque esse pacote também não vai funcionar:

1) O problema do Brasil não é conjuntural, é estrutural. Medidas conjunturais não irão resolver o problema básico da economia brasileira: alta carga tributária, baixa produtividade, legislação trabalhista inadequada, etc.
2) O problema do Brasil não é de demanda, é de oferta. O pacote do governo parece acreditar que é possível consumir sem produzir antes.
3) O pacote é tão ruim, mas tão ruim, que nem mesmo na indústria automobilística irá ajudar. Acontece que muitas pessoas iriam comprar carro até o final do ano, mas com o estímulo tributário elas irão antecipar a compra. Isto é, o número total de veículos vendidos no ano vai se alterar pouco.
4) Geralmente na compra de um veículo novo você usa seu veículo usado como entrada. Como o preço de carros novos irá cair, o preço dos usados TAMBÉM irá cair. Logo, é bem provável que a diferença final que o consumidor deve inteirar se reduza pouco.
5) Uma pessoa que pretendia reformar a casa esse ano, e trocar de carro ano que vem, pode perfeitamente inverter suas prioridades. Comprando o carro agora e deixando a reforma para depois. Isso implica que o estímulo ao setor automobilístico terá sido obtido a custa de perdas em outros setores da economia.

O pacote do governo para ajudar MAIS UMA VEZ o ineficiente setor automobilístico brasileiro só não é pior porque o JBS Friboi não produz carro.... mas como disse antes, para essa equipe econômica, nada é tão ruim que não possa ser piorado.