terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Sustentáculo do Poder dos Ditadores

Como um ditador se mantém no poder? Evidentemente, não é apenas devido ao uso da força bruta. Em qualquer ditadura do mundo, os ditadores são auxiliados por pessoas normais, daquelas que tomam cafezinho contigo e contam piadas. Contudo, muitos desses indivíduos, inofensivos em ambientes normais, assumem posturas agressivas e perigosas numa ditadura. O exemplo mais óbvio é representado por uma parcela dos burocratas a serviço do governo.

Os burocratas nazistas foram um importante sustentáculo de Hitler no passado. Atualmente, funcionários públicos ávidos por poder, ou se corrompendo em troca de uma simples gratificação salarial, ajudam Nicolas Maduro a incrementar ainda mais o regime bolivariano na Venezuela. Tudo isso sob o silêncio covarde de muitos observadores externos.

No Brasil, diversos burocratas justificam a ditadura bolivariana na Venezuela. Ou são cegos ou apenas querem o óbvio: sua gratificação. Protestar contra tal ditadura é perigoso mesmo no Brasil. Funcionários públicos que se posicionam publicamente contra essa afronta são marcados no serviço público. Outros burocratas chegam a escrever para jornais elogiando a “democracia” venezuelana.

Tal como apontou brilhantemente Edmund Burke “A única condição para o triunfo do mal é que os homens de bem não façam nada”. Neste texto nós cobramos dos burocratas brasileiros uma condenação firme e veemente da ditadura venezuelana. Como pesquisadores, como intelectuais, como cidadãos de bem exigimos que a ditadura bolivariana instalada na Venezuela seja denunciada.

O recente episódio da prisão arbitrária e imoral do prefeito da região metropolitana de Caracas é apenas mais um episódio desta triste história. Sabe como Hitler controlava os alemães? Ele os controlava por meio de conselhos (conselho de ética, conselho de cidadãos, etc.). Era assim que a máquina nazista enquadrava e perseguia os inimigos do regime. No Brasil estamos caminhando para situação idêntica.

Os cidadãos venezuelanos já são obrigados a combater uma tirania, não é necessário que sejam também obrigados a sofrerem com o apoio de burocratas brasileiros que apoiam esse regime. Você apoia Nicolas Maduro? Então saiba que apoias um ditador, um criminoso, um inimigo dos direitos humanos e da liberdade individual. E a história tem um nome para você: crápula.

Adolfo Sachsida
Roberto Ellery Jr.
Rodrigo Saraiva Marinho

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dilma e a pergunta que não quer calar: De quem é a culpa pela corrupção na Petrobras?

Para qualquer brasileiro honesto a corrupção na Petrobras tem necessariamente um culpado: o PT. Pode não ser o único culpado, podem existir muitas explicações. Mas, repito, nenhuma explicação honesta deixa de fora a culpa do PT. Claro, podemos dizer que num Estado grande a corrupção será necessariamente grande. Podemos argumentar que em empresas estatais, e dado o sistema politico brasileiro, a influência política é muito forte. Contudo, não deixa de ser irônico e absurdo ouvir as explicações petistas. Esse post tem um único objetivo, ajudar a presidentA Dilma a pelo menos dar desculpas melhores sobre a corrupção na Petrobras.

1) A primeira sugestão para Dilma é a clássica resposta de Homer Simpson: "A culpa é minha e eu boto em quem quiser".

2) Que tal a sempre funcional, e enigmática, resposta dos dirigentes de futebol: "A culpa é do calendário".

3) Outra boa resposta tentado agradar a bancada católica/evangélica: "Foi a vontade de Deus, para nos ensinar uma lição".

4) Que tal essa: "A culpa foi da EVA que mordeu a maçã, o resto é consequência!".

5) "Culpado é Cabral que descobriu o Brasil".

6) Por fim poderia escutar seu mentor, o homem que nunca sabe de nada, e dizer "Que corrupção? Não sei de nada".


Melhor faria Dilma se ouvisse Homer em vez de Mercadante: "Já estava assim quando cheguei. Não fui eu. E não sei quem fez".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Inflação e aumento de impostos, esse é o nome do ajuste fiscal do governo

Não é segredo para ninguém que tenho pouca fé na habilidade da equipe econômica atual fazer um verdadeiro ajuste fiscal.

No final do dia o ajuste fiscal por aqui será feito mesmo por aumento de impostos e inflação. Ou seja, da PIOR MANEIRA POSSÍVEL.

Marquem minhas palavras, no final do ano se houver superávit primário ele terá vindo do aumento de impostos e da inflação.

Uma inflação acima de 7% aumenta nominalmente a arrecadação, mas não altera a despesa do governo em valores nominais. Isto é, a arrecadação pode até cair em valores reais, mas a despesa do governo pode cair mais ainda. Continuo duvidando MUITO da capacidade dessa equipe econômica fazer um primário de 1,2% do PIB, mas se isto ocorrer terá sido em grande magnitude graças ao aumento de impostos e da inflação.

Ajuste fiscal por aqui tem duas palavras: impostos e inflação.

Samba, A Mulher Perfeita, o Mercado de Trabalho e o Problema dos Critérios Objetivos


Há muito tempo alerto sobre o problema dos critérios objetivos. Julgar alguém com base em critérios objetivos é muito mais difícil do que parece. Não acredita em mim? Então faça o seguinte: monte sua mulher perfeita! As pernas da fulana, o nariz da ciclana, os olhos da outra, etc. Ao final veja o resultado... provavelmente será uma mulher feia. Resumindo, se fossemos montar a mulher perfeita (ou o homem perfeito) elegendo as melhores partes de cada um provavelmente teríamos frankestein ao final. Claro que para quem já assistiu a primeira versão de Robocop (quando querem montar um software para o policial perfeito) isso não é novidade.

Escolha um critério para eleger um bom jogador de basquete. Que tal o cara ser capaz de acertar ao menos 60% dos lances livres (uma marca bem modesta)? Bom, Shaquille O'Neal ficaria de fora por essa medida. Escolher critérios objetivos para elencar produtividade pode ser útil numa série grande de atividades, mas em outras é pior do que inútil, é danosa. Numa série enorme de profissões a escolha de critérios objetivos para avaliar desempenho individual é o caminho certo para a ruína da empresa.

Critérios objetivos na avaliação de desempenho fazem as pessoas mudarem seu comportamento e direcionarem seu esforço para tarefas onde obtém o máximo de pontos. Claro, isso pode ser extremamente positivo em algumas profissões, mas em outras é o caminho para bagunçar tudo. Veja o exemplo do carnaval do Rio de Janeiro. Dificilmente a escola de samba que levanta a Sapucaí é a mesma que é eleita campeã do carnaval. Isso ocorre pois ao se avaliar o desempenho das escolas de samba quesito a quesito perde-se a visão do todo. O resultado é que por vezes escolas com sambas medianos, que não empolgam ninguém, são declaradas campeãs. Por outro lado, as preferidas do público são relegadas ao esquecimento.

A escolha de critérios objetivos para a avaliação de desempenho individual nas empresas é importante. Não quero desmerecer isso. Contudo, não adianta basear a escolha de quem deve ser promovido com base unicamente em tais critérios. O ser humano é muito superior a soma individual de suas partes. Esquecer disso é um erro grave.

O que eu disse em 2010 e o que aconteceu em 2014

A teoria econômica realmente é cruel com o governo brasileiro...

No ano de 2000 eu avisei que era errada a alternativa adotada pelo governo federal para lidar com estados e municípios.

Em 2010 alertei novamente que a alternativa adotada pelo governo ACABAVA na prática com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Bom adivinhem o que aconteceu em 2014? Isso mesmo!!! Estamos criando uma tremenda BOMBA nas contas de estados e municípios.

Tal como alertei aqui, no final desse ano vários estados e municípios não terão como pagar o 13o salário.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pela demissão imediata do Ministro da Justiça

Se Dilma mantiver o ministro da justiça no cargo estará dando seu aval para o comportamento de seu ministro.

Aqui está o resumo da história.

Aqui estão mais informações.

Deixa eu resumir: o Ministro da Justiça se encontra com advogados das empresas envolvidas na operação Lava-Jato e OMITE isso de sua agenda oficial. Esse não é um erro simples. A agenda oficial existe EXATAMENTE para que a população, a sociedade, possa acompanhar os movimentos de seus representantes públicos de primeiro escalão. Omitir informações em tal agenda é falha GRAVE, que fica pior ainda ao ser negada pelo ministro apenas para ser depois desmentido pelos fatos.

O que aconteceu com o Ministro da Justiça, seu amigo, e o advogado da empresa foi mais ou menos o seguinte: eu convido um amigo para almoçar comigo na asa norte (em Brasília), mas para facilitar combinamos de nos encontrar em frente ao Ministério da Justiça (um ponto de referência absurdo dado outros pontos de referência mais próximos).... e então, eis que de repente, do nada, surge o ministro e fica batendo papo conosco e nos convida para um cafezinho...., claro tudo isso por puro acaso.

Esse governo é uma sequência incrível de coincidências que desafiam as leis da probabilidade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Salário Mínimo, os Empacotadores, e o Aumento de Impostos

O salário mínimo aumentou para R$ 788, certamente é um dos valores mais elevados de sua história. Esse é o efeito que todos veem. Contudo, atrelado a tal aumento ocorrem vários outros movimentos na economia que muitas vezes passam despercebidos, esses são os efeitos que o grande pensador francês do século XIX Frédéric Bastiat chamava de efeito que não se vê.

Onde estão os empacotadores de supermercado? Lembram-se deles? Ficavam ali empacotando nossas compras, nos ajudando, mas atualmente não se tem notícias deles. Ocorre que empacotar compras no supermercado é uma profissão que demanda muito pouco conhecimento. No passado tais vagas eram ocupadas por pessoas com baixa qualificação profissional. Com o aumento do salário mínimo passou a ser muito oneroso para o supermercado manter pessoas com baixa qualificação recebendo salário mínimo. O resultado foi a demissão em massa dos empacotadores. Muitos deles obrigados a sair do setor formal da economia (protegidos pela legislação trabalhista) para o setor informal. Tal como ocorreu aos empacotadores, aconteceu também a uma série outra de profissões que empregavam pessoas de baixa qualificação recebendo mensalmente um salário mínimo. O aumento do salário mínimo tornou oneroso para as empresas manter tais ocupações, resultando em perdas de emprego e obrigando vários desses trabalhadores a se refugiarem no setor informal da economia, ou então a recorrerem a algum programa governamental de transferência de renda, tal como o Bolsa Família. Esse é o efeito que Bastiat chama de efeito que não se vê.

Outro efeito que não se vê, decorrente do aumento do salário mínimo, é a necessidade do aumento de impostos. Apenas para dar uma ideia, cada R$ 1,00 de aumento no salário mínimo implica em aproximadamente um gasto anual extra de R$ 300 milhões nas contas da previdência. Esse último aumento do salário mínimo (elevando seu valor para R$ 788) implica num gasto anual adicional para o governo federal de aproximadamente R$ 19 bilhões. Notem que as últimas medidas econômicas anunciadas pelo governo (perda de direitos trabalhistas e previdenciários aliado a aumento de impostos) visam justamente reduzir o déficit público (que na sua maior parte é causado justamente pelo déficit previdenciário, que por sua vez é fortemente impactado pelo reajuste do salário mínimo). Perda de direitos trabalhista e previdenciário e aumento de impostos é outro dos efeitos que não se vê decorrentes do aumento do salário mínimo.

Quando a crise chegar, e ela chegará forte a partir do meio do ano, o aumento do salário mínimo mostrará outro de seu efeito que não se vê: o aumento na taxa de desemprego das pessoas menos qualificadas. Elas serão as mais prejudicadas e boa parte delas será obrigado a recorrer ao setor informal ou ao Bolsa Família.

Em economia mais importante do que os efeitos do que se vê são os efeitos do que não se vê. Perda de emprego dos menos qualificados, aumento da informalidade no mercado de trabalho, perda de direitos trabalhistas e previdenciários e aumento de impostos, são alguns efeitos deletérios que o aumento exacerbado do salários mínimo tem sobre a economia.

Quando o salário mínimo sobe acima da produtividade da economia tal aumento não é sustentável, é artificial. Para manter esse salário mínimo artificialmente elevado o governo é obrigado a recorrer a outros expedientes (tal como o ajuste fiscal). Além disso, o próprio mercado faz outros ajustes (aumentando por exemplo o grau de informalidade no mercado de trabalho). Aumentar o salário mínimo de maneira artificial (acima da produtividade) pode ser bom para políticos que se beneficiam do efeito do que se vê, mas é péssimo para a sociedade que é obrigada a pagar pelo efeito do que não se vê.

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