quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Um Comentário ao Artigo de Mansueto Almeida

Mansueto Almeida é certamente uma das maiores autoridades brasileiras em questões fiscais. Aprecio e aprendo muito com seu excelente blog. Desta vez, contudo, tenho um comentário a respeito de seu último texto: "A dificuldade do ajuste fiscal".

No texto Mansueto mostra como será difícil ao atual governo realizar um ajuste fiscal sem frustrar suas promessas de campanha. Verdade, concordo com ele. Aliás, os leitores desse blog sabem, desde março de 2011, exatamente como deve ser feito um ajuste fiscal no brasil.

Sim, concordo com o texto de Mansueto. Contudo, talvez por ser mais otimista que eu, Mansueto deixa de analisar o real ajuste fiscal do próximo governo. O ajuste fiscal do próximo governo Dilma será via INFLAÇÃO. Esse é o caminho que o PT irá escolher. Em vez de realizar os cortes necessários, em vez de realizar as reformas imprescindíveis, o governo irá gerar inflação para acomodar o orçamento.

No Brasil, dada a estrutura das receitas e despesas, a inflação é uma maneira eficaz (apesar de ERRADA) para se reduzir gastos e aumentar receitas nominais. Meu palpite é que o governo irá tolerar uma inflação acima de 6%, e usar isso como uma maneira de se fazer o ajuste fiscal.

REPITO: usar inflação para realizar o ajuste fiscal é uma medida ERRADA. Contudo, me parece que esse será o ajuste fiscal a ser realizado pelo próximo governo Dilma.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dilma Aplica a Kansas City Maneuver na Reforma Política

O que é a Kansas City Maneuver? Essa é uma manobra diversionista: faz-se um movimento para um lado quando o ataque verdadeiro se dará no lado oposto.

Dilma esta aplicando essa manobra na questão da reforma política. Ela alardeia para todos os cantos que quer uma reforma política via plebiscito. MENTIRA!!! Dilma e o PT sabem que isso é operacionalmente impossível. Um plebiscito deve necessariamente ser feito com perguntas que impliquem em respostas do tipo SIM ou NÃO. Mesmo em questões simples, do tipo: "Você é a favor do financiamento público de campanha?", ainda que a resposta implique em SIM ou NÃO, a sequência da pergunta impede isso. Por exemplo, suponha que se responda "sim" a pergunta acima. Então necessariamente precisaremos de uma segunda questão que disserta sobre como será feita a divisão dos recursos públicos para bancar as campanhas. Por exemplo, todos os partidos receberão a mesma quantia? A quantia será proporcional à bancada no Congresso ou ao número de votos recebidos? Notem que mesmo uma questão simples como essa gera desdobramentos que não podem ser respondidos num plebiscito.

O truque aqui é simples: Dilma e o PT NÃO querem um plebiscito para a reforma política, o que eles querem é: 1) a vantagem moral de dizerem que tentaram incluir a população na discussão; e 2) a própria reforma política. Entenderam? Eles pedem por um plebiscito, mas no fundo o que querem mesmo é a reforma política. Esse é o truque!!! Infelizmente boa parte do Congresso tem caído nesse truque: recusam o plebiscito, mas dão como certa a reforma política!!! O PT ainda controla a Câmara e o Senado, é extremamente arriscado fazer uma reforma política nesse cenário.

Diga NÃO a reforma política!!! Sim, temos que mudar nosso sistema político. Contudo, tal mudança deve ser feita quando partidos que respeitam a democracia e a alternância de poder estejam em condições de enfrentar os inimigos da sociedade aberta. Esse não é o momento da reforma política, o PT irá dominar o cenário e implementar mudanças que dificilmente darão chances a outros partidos nas próximas eleições.

Nada de culparmos o Nordeste pela vitória do PT, temos que aprender com essa derrota

Neste vídeo mostro que Dilma venceu em estados fora do Nordeste. A vitória de Dilma foi um desastre, não faz sentido culparmos o nordeste. Temos que aprender com essa derrota, e não criarmos mais divisões em nosso país. Para assistir ao vídeo clique aqui.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Um Pedido de Desculpas a Aécio Neves

Em 2002, e depois em 2006 e 2010, critiquei severamente Aécio Neves. Reclamava de que ele fazia corpo mole em Minas Gerais nas eleições presidenciais. Em 2002, Aécio foi eleito governador de Minas (ainda no primeiro turno) com 57,7% dos votos válidos. Contudo, no segundo turno presidencial em Minas, o candidato tucano José Serra obteve apenas 33,5% dos votos contra 66,4% de Lula. Em 2006, Aécio foi reeleito governador de Minas, novamente no primeiro turno, com incríveis 77% dos votos válidos. Mas para presidente repetiu-se a derrota: Alckmin com 35% e Lula com 65%. Em 2010, Aécio se elegeu para o Senado, mas Serra (com 41% dos votos válidos) foi derrotado em Minas Gerais por Dilma (que obteve 58%). Em todas essas derrotas culpei Aécio Neves.

Nesses eleições aconteceu o impensável: Aécio que por duas vezes havia sido governador em Minas (ambas no primeiro turno), que saiu do governo com um índice de aprovação acima de 90%, foi derrotado em seu próprio estado por Dilma. Aécio recebeu 47,5% dos votos contra 52,4% recebidos por Dilma. Esses número deixam claro que Aécio não fez corpo mole, ele não foi desleal com seus colegas de partido. Infelizmente, para Presidente da República, Minas Gerais vota mesmo é no PT. Como mudar isso? Essa é uma pergunta importante, e que deve ser estudada com calma, para que ajustes sejam feitos na próxima eleição. Contudo, fica claro que a culpa da derrota tucana nas eleições presidenciais passadas não pode ser colocada nos ombros de Aécio Neves.

Deixo aqui, publicamente, meu pedido de desculpas ao Senador Aécio Neves. Desculpe-me por culpá-lo dos fracassos do PSDB em Minas nas eleições presidenciais passadas. Hoje resta evidente que o senhor atuou com lisura e respeito aos candidatos tucanos que foram derrotados nas eleições de 2002, 2006, e 2010.

domingo, 26 de outubro de 2014

Perdemos mais uma. A única coisa boa dessa derrota é ver o desastre que o PT plantou ser colhido pelo próprio PT


Perdemos mais uma. Mais uma vez um candidato sem expressão, sem talento político, vence um candidato mais preparado. Na internet todos buscam por um culpado. Acho isso perda de tempo, estamos todos de cabeça quente. O momento agora não é de procurar culpados ou bodes expiatórios. O momento é de esfriar a cabeça e corrigir erros. Não adianta culpar o Nordeste, se perdemos lá cabe a pergunta: por que perdemos lá e o que podemos fazer para mudar essa situação? Minas Gerais foi outra incógnita, como Aécio foi perder lá? E o que deve ser feito para mudar isso?

Enfim, perdemos. Meu sentimento de derrota é enorme, mas enfim, fiz o que estava a meu alcance. A partir de amanhã é juntar os pedaços, por a cabeça no lugar, e começarmos de novo. Acredito que em 2018 as eleições serão de outro tipo, não acredito que teremos mais eleições nos moldes atuais. O PT vem com tudo: reforma política, controle social da mídia, e conselhos populares tirando autonomia do Congresso Nacional. Enfim, serão 4 anos de batalhas duras para manter viva a chama da democracia no Brasil. Ou nos unimos, ou nos apoiamos, ou deixamos algumas de nossas diferenças de lado, ou não teremos a menor chance em 2018.

A única coisa boa da vitória do PT é que a crise que o PT plantou em nosso país nos últimos anos será colhida pelo próprio PT. Serão anos ruins pela frente. Os próximos anos serão de duras provações econômicas: inflação alta, crescimento econômico baixo, salários estagnados ou em queda, e desemprego subindo. Tal como alertei em inúmeras oportunidades ao longo dos últimos anos, teremos a volta da década de 1980.

Em toda grande crise econômica os extremos ganham força. Isso quer dizer que a extrema esquerda e a extrema direita irão crescer. Nosso objetivo pelos próximos quatro anos deve ser um só: elegermos alguém de centro ou de direita para ser o próximo presidente do Brasil. Se você concorda então junte-se ao Foro de Brasília, uma entidade criada para combater o avanço da esquerda em nosso país. Outra opção é juntar-se ao Café da Tarde, outro movimento criado para defender ideias liberais em economia e valores conservadores em questões morais.

sábado, 25 de outubro de 2014

E Agora?

Neste domingo, dia 26 de outubro de 2014, os brasileiros se confrontarão com uma de suas mais importantes decisões: Aécio x Dilma. Amanhã descobriremos se a frase “Todo povo tem o governo que merece” é um ditado popular ou uma maldição.

Votarei em Aécio Neves e, com a graça de Deus, poremos fim a esse pesadelo.

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