segunda-feira, 30 de julho de 2007

Michael Moore e a Liberdade na América

Quando Michael Moore lançou Farenheidt 911 ele demonstrou da melhor maneira possível a beleza da liberdade nos Estados Unidos. Vamos aos fatos: 1) O filme faz um apanhado de todas as suspeitas (fundadas ou não) contra o presidente americano George Bush e o partido republicano; 2) no filme o presidente americano é representado, na melhor das hipóteses, como um tremendo mau caráter; 3) o filme foi lançado durante a corrida presidencial americana, quando o resultado final da eleição ainda era incerto; 4) perguntado sobre o filme, Moore foi enfático “Não me cobrem arte, não me cobrem jornalismo, tudo que quero é derrubar Bush”; 5) depois do lançamento do filme, Moore foi a uma das convenções do partido de Bush e, enquanto era vaiado, fazia o sinal de perdedor (um insulto gravíssimo para os americanos) para seus opositores. Após tudo isso, o que aconteceu com Moore? Após fazer várias acusações infundadas e tentar influir diretamente no resultado da eleição, o que aconteceu com Moore? Acertou quem respondeu: Nada, ele apenas ganhou muito dinheiro.

Que tal transpormos o exemplo de Moore para o caso brasileiro? Qual seria o resultado? Vamos a esse exemplo hipotético. Vamos supor que estamos na corrida presidencial de 2006 e a disputa entre Lula e Alckimin ainda é acirrada; então 1) O diretor X lança um filme retratando como verdadeiras toda e qualquer suspeita (fundada ou não) contra Lula e o PT; 2) perguntado sobre a qualidade do filme, o diretor X responde que esta mais interessado em derrubar Lula do que em retratar a verdade. O que teria acontecido com X? O que teria acontecido com todas as salas de cinema que tivessem exibido esse filme? O que teria acontecido com a equipe de produção do filme? Vamos ousar mais, vamos assumir que, não satisfeito com a confusão, X resolvesse ir numa das convenções do PT e lá chegando ofendesse as pessoas presentes na convenção. O que teria acontecido com X nós nunca saberemos, mas podemos ter uma idéia. Afinal, há alguns anos atrás um jornalista anunciou que nosso presidente gostava de uma cachaça. Resultado: quase foi extraditado do país.

O exemplo acima mostra o segredo que impulsiona a economia americana: a liberdade. Lá a liberdade de expressão é inviolável. Não cabe ao estado julgar o que pode, ou não, ser dito ou divulgado. Esse é o exemplo que devemos procurar seguir aqui no Brasil; a liberdade é a chave do desenvolvimento de qualquer sociedade. E para encerrarmos não custa relembrar a memorável frase de Benjamin Franklin: “Os que estão dispostos a trocar liberdade por segurança em breve ficarão sem ambos”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Este cidadão,diretor X, teve uma tremenda sorte, por não ter, no final das contas, participado do projeto: queima de arquivo( como vítima, claro!)

Badger disse...

Adolfo, perfeita esta comparação do Brasil com os EUA.

ph disse...

Excelente, meu caro, excelente!
ph

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