quinta-feira, 26 de julho de 2007

Oportunidade para advogados e economistas

Se existe justiça no Brasil estamos perto de ver o enriquecimento meteórico de alguns economistas e advogados. Explico: a crise aérea vai abrir uma temporada de processos milionários contra o governo. Além do fato óbvio de que as famílias das vítimas podem abrir processo contra o governo por negligência, temos que:
1) Vários empresários deixaram de viajar devido ao caos na aviação, isso se traduz em menos negócios;
2) Várias empresas não puderam cumprir prazos de entrega, simplesmente porque não havia como entregar determinadas mercadorias por outro meio que não o aéreo;
3) Vários consultores de empresas perderam seus clientes por não poderem chegar a eles a tempo;
4) Vários funcionários de empresas aéreas podem ter desenvolvido traumas psicológicos decorrente da péssima situação do controle de tráfego aéreo;
5) Casamentos foram desfeitos pelo fato do marido (que trabalhava em outra cidade) ser incapaz de passar os finais de semana em casa;
6) Empresas foram fechadas e pessoas perderam seus empregos em decorrência direta do caos nos aeroportos (empresas de turismo, por exemplo);
7) Famílias não puderam aproveitar suas viagens de férias, uma vez que ficaram retidas nos aeroportos;
8) As próprias empresas aéreas podem, e irão, processar o governo por sua ineficiência no gerenciamento dos aeroportos.

Obviamente, essa lista não pretende abranger todos os prejudicados por esses 10 meses de caos do tráfego aéreo. Queremos apenas ilustrar o grande número de potenciais processos contra o governo que irão aparecer nos próximos meses. Nesses processos duas figuras serão essenciais: o economista e o advogado. O economista para calcular a perda de lucro da empresa em decorrência da crise aérea; e o advogado para montar o processo. Em breve estaremos presenciando um bom número de economistas e advogados se especializando nessa questão.

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