quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Uma Sugestão para Alunos e Professores Universitários

Quando você entrar em sua sala de aula, faça a seguinte pergunta aos presentes: “Em termos profissionais, onde você se vê daqui há 10 anos?” Tenho para mim que uma grande parcela dos alunos irá responder que pretende estar trabalhando para o governo, ou seja, querem ser funcionários públicos. Outra boa parcela, acredito eu, responderá que pretende estar trabalhando para uma grande empresa (talvez multinacional). E a minoria, uma parcela extremamente pequena, responderá que quer ter sua própria empresa.

Acho que a resposta à pergunta acima diz muito sobre o nosso país. Tive a oportunidade de fazer essa mesma pergunta para alunos americanos. Resposta: a maioria queria abrir seu próprio negócio; outra parcela expressiva gostaria de trabalhar em grandes empresas que propiciassem uma carreira no exterior; em momento algum ouvi sequer um único aluno dizer que gostaria de ser funcionário público. O mais próximo que chegaram disso, foi um grupo de alunos que disse querer trabalhar em instituições internacionais.

Quando boa parte do capital humano que esta sendo formado almeja seguir para o setor público, isto me parece sinalizar problemas futuros para a economia. O setor público se destina na sua maioria à regulação e fiscalização, não à produção. Quando noto que uma parcela expressiva dos melhores alunos estão estudando para concurso público, isto parece indicar que o setor privado não poderá contar com eles. Quando parcela expressiva dos melhores alunos do colegial tentam ser aprovados no curso de direito com a justificativa que “o curso de direito prepara muito bem para concurso público”; isto é um sinal de que nossas melhores mentes (com as honrosas exceções) estão se preparando para ingressar no setor público, e não poderemos contar com as mesmas para aumentar a produção no setor privado. Quando engenheiros formados por boas universidades decidem estudar para concurso público, isto mostra que o setor privado perde bons funcionários (que ajudam na produção) para o setor público (que provavelmente os usará em atividades burocráticas que nada tem em comum com sua formação básica). Quando doutores em economia (ou em física, ou em química, etc.) abandonam sua área de formação para começar um curso de graduação em direito, tentando obter os melhores salários disponíveis no setor judiciário, isto é, definitivamente, sinal de que algo esta muito errado em nosso país.

Por favor, façam essa pergunta em suas salas de aula e mandem as respostas para esse blog. Enviem também suas experiências com esse tema, vamos fazer uma grande discussão sobre isso. O motivo para tal discussão: tenho para mim que a migração de capital humano do setor privado para o setor público é um dos grandes responsáveis não só pelas precárias condições atuais de nosso pais, mas também por boa parte dos problemas que iremos enfrentar no futuro.

14 comentários:

J. Coelho disse...

Adolfo,

Há dois dias mantive um debate acadêmico com um professor de meu departamento de economia, motivado por uma frase dele: "A Argentina tem de subisidiar suas empresas, se quiser sobreviver!". Usei o argumento de praxe de que subsídios são uma distorção e devem ser evitados. Neste ponto o debate desandou para problemas de eficiência e desaguou, obviamente, na discussão sobre o tamanho do estado. Argumentos de que as privatizações ocorridas na década de 1990 são uma prova cabal da redução do estado na economia, foram os que mais ouvi. Rebati com três colocações: (1) os gastos públicos têm aumentado em velocidade bem maior do que o PIB real; (2) a carga tributária vem aumentando fortemente; e (3) ninguém quer trabalhar no setor privado. Isso é suficiente para provar o aumento do controle do estado sobre a economia, com os resultados funestos que vemos todo dia.

Belo post!

Abraço.

J. Coelho

C.Chad disse...

Caro Adolfo,

Isso me lembra uma anedota mais ou menos assim:

Daqui a alguns anos, quando o petismo assumir de vez o poder e a burocracia estatal e o governo empregar 80% da população um cidadão resolve ir a ópera. Ele trabalha no governo, claro. Para poder assistir a tal ópera ele tem que sair mais cedo do trabalho e, para isso, tem que pedir autorização no "Departamento de Liberação e Autorização de saída antecipada do trabalhador, o DLASA".

Sendo assim ele pega o ramal do DLASA e liga:

- "Bom dia, madame, gostaria de pedir autorização para sair mais cedo, vou assistir uma ópera".

E, na lata, a senhora responde:

-" MADAME NÃO, COMPANHEIRA! E não é nesse departamento que se pede autorização para eventos culturais e sim no "Departamento de Liberação de trabalhadores para eventos culturais, o DLTC".

Sendo assim o cara liga no DLTC e pede autorização para ir ver uma ópera:

- "Bom dia, madame, gostaria de pedir autorização para sair mais cedo, vou assistir uma ópera".

Logo segue uma resposta praticamente igual a anterior:


-" MADAME NÃO, COMPANHEIRA! E não é nesse departamento que se pede autorização para eventos musicais e sim no "Departamento de Liberação de trabalhadores para eventos musicais, o DLTEM".

Meio impaciente e quase desistindo o cara liga no tal DLTEM:

- "Bom dia, é aí que eu peço autorização para sair mais cedo e assistir uma ópera".

A moça responde: "É sííímm (Com aquela voz preguiçosa de aspone)".

- "Gostaria então de pegar uma autorização"

A moça pergunta:
- "Qual é o nome da ópera?"

E o cara responde, sem medo de errar:

- "COMPANHEIRA BUTTERFLY".

Anônimo disse...

Adolfo, nós temos uma amiga, que tinha seu próprio negócio (uma gráfica com trinta funcionários), que foi para os Estados Unidos trabalhar para pagar sua dívida trabalhista, e hoje, pensa em voltar para o Brasil com dinheiro que juntou e ficar em casa estudando para concurso público...
Fireley

Anônimo disse...

Como tudo na vida tudo depende do risco se eles querem arriscar pouco deixa eles estudarem para passar em um concurso e depois de passar vai fazer greve por que os salarios são baixos, tendo inveja dos empresários que preferiram arriscar um precioso tempo da sua vida e quando a aposta dar certo eles ainda querem botar a culpa nos empresários pela vida mediocre que tem.

Mônica disse...

Essa é uma grande questão...
Quando pensamos em conquistar uma vaga no serviço público dificilmente pensamos nas consequências dessa conquista que é o sonho de muitos brasileiros...
Pode ser por falta de ousadia, pode ser por desespero, pois mesmo sem confiar no Estado, o vemos como um bom patrão. E sonhamos em auxíliá-lo no seu "não faz nada!"
Mas se formos pensar em contribuição por meio do trabalho, temos muitas vezes que reconhecer que não estamos nada preocupados com isso, o que não é bom para o nosso país. Afinal, não é o setor público que enriquece uma nação, mas sim, o setor privado.
E como não se está muito interessado em investir - de todas as formas - nele, então fica difícil e cada vez mais difícil mudarmos a mentalidade do Brasil afim de que todos ou pelo menos a maioria passe a pensar em produtividade ao invés de estabilidade.

Anônimo disse...

Adolfo, você está , corretamente, sempre tocando no mesmo ponto: o problema crucial do Brasil é político. Foi isto que Douglas North declarou na reportagem da Veja em 16/agosto de 2006 , fazendo a descrição adequada do modelo brasileiro . Ele explicou por que o Brasil não cresce. Em resumo, ele disse que no Brasil há uma aliança entre interesses políticos e econômicos, resultando numa barreira à competição e à eficiência. É um grupo econômico que controla o sistema político e o usa para seu próprio benefício. Douglas North não deu nomes aos bois. Mas é fácil fazê-lo. Um executa a política monetária, amarrando a fiscal a um superávit primário para fins exclusivo de bancar a dívida interna que será usufruída por este grupo. O outro trata de garantir os benefícios pela política industrial, com o domínio de Instituições como o BNDES, Banco do Brasil e outras instituições (tal como ....) de forma a obterem favores crediticios bastante exagerados ou contratos com garantia de retorno. Os políticos servem para mudar a legislação em seu próprio beneficio e manter privilégios dos dois baronatos– os políticos brasileiros são, em sua grande maioria – basta olhar quem aceitou contribuição de banqueiros, industriais, ruralistas e mineradoras – empregadinhos desses dois baronatos. É claro esta leniência dos servidores públicos não sai de graça: um salário acima do de mercado para quem está efetivamente fazendo as mudanças em favor desses grupos econômicos. De fato, o povo brasileiro perdeu a sua direção política quando enterraram todos os nacionalistas e fizeram ressurgir os grandes oportunistas políticos. A garotada de hoje não sabe que Ulisses Guimarães e Tancredo Neves eram “moderadíssimos” e só quando o General Figueiredo garantiu a abertura política é que eles se pintaram de guardiões da democracia, golpeando o movimento nacionalista capitaneado pelo General Serpa de um lado e Brizola que estava recuperando seu prestígio político entre os militares. O primeiro desserviço constitucional que esses políticos oportunistas fizeram se deu na Constituinte de 1988 em que o chamado Centrão venceu. Muitos não sabem, mas pessoas como Fernando Henrique Cardoso e o ex Juiz do Supremo Federal, hoje ministro da Defesa (que confessou que escreveu a Constituição em cima das coxas) trataram de montar as diretrizes da Constituição em direção aos interesses dos dois baronatos. Os dois foram devidamente recompensados: um com a presidência da república e o outro com uma vaga no supremo, pois sempre pertenceram a esses grupos poderosos. Puderam então continuar a executar o modelo político gestado na ditadura militar. O modelo continua funcionando. O que nos faz pensar que a esquerda brasileira sempre foi a verdadeira “direitona”. Diante desse quadro é claro que não podemos eleger uma situação econômica específica como a responsável pela crise brasileira. O problema é político ,........

um abraço
Marco

Chrystiany disse...

Adolfo, concordo com você em gênero, número e grau. Isso é causa e se torna também conseqüência, pois a máquina pública inchada e com altos salários acaba por exigir mais impostos e investir menos em produção de riquezas. E sabemos que a visão da grande maioria é de curto prazo, ou seja, prá que tentar uma carreira de empreendedor, ou de funcionário de uma grande empresa privada, com salários no ínicio menores, cobranças maiores, altos custos com impostos, obrigações trabalhistas e atividades que deveriam receber recursos estatais (por exemplo,segurança), se uma carreira no serviço público oferece um salário razoável (quando não excelente) muito além da responsabilidade e produtividade exigidas?
A questão é que um país não tem como se sustentar dessa forma.

Iliada disse...

Certamente, para o Governo Federal. Tenho a experiência dos meus tios que vivem para a empresa, levam calote do Banco do Brasil, instituições consideradas "idôneas" e outras mais, quando querem entrar de férias, dão coletivas, pois o roubo é explícito. Não quero uma vida dessas para mim. Confinada na empresa. O que recebem vai todo em tributos. Convivem com conchavos políticos para conseguir entrar no mercado. No Brasil a realidade é bem diferente da americana. Quero as mordomias do judiciário!

Joel Pinheiro disse...

Belo texto! Nos faz pensar!

Só faço questão de ressaltar: o setor público não produz, ponto.

Mesmo um engenheiro que trabalhasse fazendo projetos de prédios e pontes estaria apenas dando uma alocação particular aos recursos produzidos pela sociedade e tirados à força dela. Estaria utilizando-os para fazer algo que certamente os membros da sociedade não teriam escolhido fazer (se assim não fosse, para que meter o governo no meio? Seria só deixar o mercado).

Não que o governo não deva existir. Mas é um fato que ele não produz, de fato, nada; ao menos não no sentido que se fala de produção no mercado. O governo simplesmente tira, à força, recursos da população.

Mais gente querendo trabalhar no governo, dadas as proporções gigantescas do nosso governo, é de fato assustador.

Diego disse...

Caro Adolfo,

Estou no segundo período do curso de Ciências Econômicas na UCB e descobri seu blog há pouco tempo. Muito bom!

Eu acredito que a livre iniciativa é a pedra fundamental da prosperidade em qualquer lugar, e no Brasil falta este espírito do capitalismo e esta cultura de empreendedorismo cruciais para que o país amadureça e se firme como uma economia de mercado definitiva. Infelizmente, eu não vejo futuro onde impera a cultura do emprego público, do paternalismo, onde todos esperam do Estado o papel de um pai protetor e promotor do desenvolvimento, todos querem apenas assegurar seu lugar no bolo estatal. Se isso já é um fardo insuportável para países ricos como a França e a Itália, que dirá de um país emergente de baixa renda como o nosso?

Eu fiz três períodos de direito em Manaus antes de me decidir por economia em Brasília, e a "ambição" geral e última era de fato firmar-se num grande cargo público, a advocacia parecia pouco atrativa. Freqüentemente encontrava pessoas que odiavam o curso, mas o faziam pelo leque de "oportunidades" que abria. Mas no curso de economia, estranhamente, não é o que percebo, ainda bem. Parece que as pessoas estão aí para aprender a "lidar com negócios", eu sinto um espírito de empreendedorismo muito maior nessa turma do que havia na de direito. Eu imagino que o curso de direito chama todos os que buscam segurança, por isso está saturado assim em todo o país. Naturalmente, é o curso para isso.

Eu não sei bem o que me vejo fazendo em 10 anos, se trabalhando numa companhia ou dirigindo meu próprio negócio, meu interesse por economia é desde o início científico, queria entender o mundo e nada mais fascinante que a ciência econômica rss.. Mas sei de uma coisa, emprego público não é meta de vida para mim, até me permitiria essa experiência, mas não é a ambição última. Aliás, meta de emprego público para mim só se for o assento do Meirelles! rss.

Agora, aqui entre nós, eu vejo(ou assumo) que você é da linha monetarista da Escola de Chicago de Milton Friedman, o que me deixa curioso... se me permite, vou perguntar... Quais correntes têm mais presença no corpo docente da UCB? keynesianos, monetaristas, marxistas? Adianto-lhe que tenho grande concordância com o liberalismo e respeito por seus pensadores. Milton Friedman era o cara!

Pode ter certeza que manterei contato e espero ser seu aluno em breve. Um abraço!

Diego Cezar

Anônimo disse...

Quem disse que governo não produz nada!!!
ele produz ineficiência, burocracia, e corrupção.

Anônimo disse...

Prof. Adolfo,

fiz essa pergunta para uma sala do quarto de economia e o resultado: 80% querem passar em concurso público e o restante um emprego em alguma empresa. Ninguém disse querer ter seu próprio negócio.
Concordo plenamente com sua argumentação.
Os alunos ficam perdidos e almejam um concurso público para ter estabilidade e um bom salário. É complicado conseguir emprego na área de economia (e em outras também) no setor privado e eu vejo muitos bons alunos (alunos excepcionais inclusive) trabalhando como caixas de banco. É um desperdício de talento.
Parabéns pelo blog
Abraços

Anônimo disse...

Adolfo, penso que o ponto chave para todas as pessoas que almejam ingressar no setor público, gira em torna da segurança. Pois conhecendo a nossa realidade, cheia de desigualdades, corrupção, e tudo mais, pensar em se manter financeiramente abrindo seu próprio negócio, de duas uma, ou é arriscar demais ou se manter vivo na corda bamba,com mil preocupações para a cabeça,e sempre a beira de afundar. Por isso, a maioria dos brasileiros, como eu, que não nasceram em berço de ouro, a opção pela segurança
financeira, continua sendo a príncipio a melhor. Acho que você tem toda a razão quando cita que essa falta de estrutura do país hoje, acarretará sérios problemas ao sistema produtivo.

Anônimo disse...

Excelente análise, precisa do ponto de vista econômico, mas assim como Marx (vou levar um escracho?), criar uma hipótese social a partir de pressupostos econômicos induz no mínimo, a um exercício de imaginação teórico, tal como a utopia marxista, ou a um erro. No presente caso, a análise feita não leva em conta o próprio mercado de emprego nacional. Não é segredo algum que no Brasil, ascensão social por mérito próprio nunca foi algo corriqueiro, muito menos incentivado. Percebe-se uma melhoria nessa ascensão com a abertura do país na década de 80, mas não uma mudança cultural nesse sentido, o que só surge em períodos mais longos e com mais mudanças. Dá-se ainda no período a concomitância da mudança do paradigma do emprego público no Brasil após a CF de 88, pois o Estado que era um feudo político de empregos vem se transformando gradualmente num ambiente competitivo de busca por melhor renda e estabilidade. Digo "vem", e não "foi" porque a parcela do Executivo e de outros poderes que retem os famigerados cargos em comissão continua significativa, especialmente nas cúpulas de órgãos do Executivo, e nas entranhas dos demais poderes.
Assim, cabe à apática sociedade se mobilizar no sentido de expulsar da governança os arrimos em comissão e o séquito de bajuladores que cada parlamentar, juiz, presidente de estatal, chefe de poder, e tantos outros ao redor das tetas do Estado, o que me leva à conclusão que, gostando ou não do papel atual do Estado na Economia, o concurso público é uma ferramenta benéfica para a profissionalização e aumento da eficácia deste, o que no final acaba por beneficiar a economia e a sociedade como um todo, sem ônus real à população, já que não se trata de inchaço do Estado, mas sim de substituição.
Analisando agora o lado do concursando, não vejo, fora do setor público, outro meio seguro e decente (sim, decente) de condições de trabalho para tantas mentes capacitadas exercerem sua labuta dignamente. Existe oferta de trabalho bem remunerado nesse país sem uma carga de trabalho opressora (conheço casos de 14, até 18h dia, nos moldes do início da revolução industrial), inocorrência de direitos trabalhistas (que de tão abusivos são verdadeiros redutores do nível de emprego), ou em setores cuja atividade não seja degradante, ilegal, anti ética ou extenuante?
Para esses serviços com certeza há bons vencimentos, mas me diga você que está lendo esse blog, vale a pena mais ir atrás desse tipo de oportunidade ou um concurso público? É uma conjuntura, que pode e deve ser freada assim que o Estado brasileiro deixar de ser esse dinossauro mantenedor de cabides e vir a ser mais eficiente... pelo menos essa deveria ser a sua meta. E a iniciativa privada? Salvo raras empresas-exceções das metrópoles urbanas, em grande maioria multinacionais ou gigantes do setor que já aprenderam que selecionar meritocraticamente é bom para si mesmas, o que se vê no restante do país é que a falta de profissionalismo na seleção de pessoal, onde laços sociais são o critério de contratação, um hábito colonial que perdura até nossos dias, o de confiar mais no amigo / parente que no competente. Resta então aos bons profissionais sem sobrenome o contingente mirrado das boas empresas seletivas na contratação. Ora, alguém conhece uma empresa que ofereça mais ofertas de emprego por bons salários e sem regimes semi-escravos que o governo? Vamos então a ele, e ainda ganha-se o bônus da estabilidade, eliminado há décadas do trabalho brasileiro, e nunca reposto satisfatoriamente (deixaram um fundo com cara de imposto, e que rende abaixo da inflação no lugar).
Por isso, senhores, fico eu com a humilde opinião de que o concurso público é sim, um bem à sociedade, seus resultados sociais suplantam em muito a perda hipotética econômica da ausência desse pessoal no setor produtivo, e que, a meu ver, torna o governo o principal empregador de mão-de-obra qualificada do país, estabelecendo assim os parâmetros para os demais empregadores.
Bom para o governo, bom para o trabalhador, ruim para o empresário que não distribui seu lucro razoavelmente, ruim para quem lucrar com a ineficiência do Estado.

yO

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