domingo, 7 de outubro de 2007

O dia em que o mercado venceu o Estado

24/25 de dezembro de 1914. Inimigos armados, combatendo ferozmente uns contra os outros. Anos de apologia ao ódio contra o inimigo. Nada disso foi suficiente para vencer o mercado.

Na mais brutal de todas as guerras da humanidade, o mercado mostrou que quem cria guerras são governos centralizadores. NUNCA na história da humanidade uma guerra foi tão horrenda e brutal. A segunda grande guerra matou mais pessoas, mas em termos de horror nada se compara a primeira guerra.

A lição que fica do natal de 1914 é o poder da religião, da crença em Deus, e das maravilhas propiciadas pela liberdade de escolha. Deus deu ao homem o livre arbítrio, ninguém tem o direito de tomá-lo de nós. Quando os homens não são coagidos pelo Estado, e são sujeitos apenas a regras de respeito a liberdade dos outros, eles podem exercer ao máximo sua liberdade individual. Homens assim não tentam massacrar outros homens, preferem ir para suas casas e descansar perto de suas famílias.

A liberdade de escolha, fortificada moralmente por princípios saudáveis de respeito ao próximo, é a maior riqueza de qualquer sociedade. Preservá-la é o mesmo que preservar nossa herança para as próximas gerações.

O natal de 1914, quando em plena primeira guerra mundial, soldados ingleses, escoceses, franceses e alemães celebraram um cessar-fogo SEM A INTERVENÇÃO DO ESTADO é a prova máxima do poder pacificador do mercado. A liberdade individual, associada ao baixo poder do Estado, é não só um pré-requisito para a prosperidade econômica, mas é também uma garantia de paz entre as nações e entre os homens.

6 comentários:

Anônimo disse...

Não sei se a guerra civil americana foi mais horrenda do que a primeira guerra mundial. Mas as lições da guerra civil americana para mim são emblemáticas. Em síntese, vejo nitidamente os grupos de interesses. De um lado, um grupo que quer manter o status quo da grande propriedade e, portanto apóia a escravidão. De outro lado, os que idolatram o trabalho individual e, portanto crêem em terra livre e trabalhador livre. Venceram os ideólogos do trabalho livre. Mas a verdadeira vitória veio depois. A idealização de uma constituição simples e com regras avassaladoras que no fundo extirpou da cultura americana a possibilidade de se ter grandes latifúndios e classe ociosa. Enfim, o equilíbrio político e econômico só foi conquistado na bala e não no blá-blá-blá. E o equilíbrio só se perpetuou porque as boas leis vicejaram.É o que penso.
Um abraço
Marco B

PS: a única escolha dos lideres americanos naquela ocasião que me parece infeliz foi a escolha do inglês como a língua oficial dos Estados Unidos da América (ganhou apenas por um voto da língua alemã )

Fernando A. Filho disse...

Mesmo apos estes quase dez anos de vida academica, n�o consigo entender como existem pessoas que ainda acreditam na eficiencia da sociedade com a ausaencia plena do Estado.

Nem os atuais acontecimentos internacionais convencem a todos voc�s que isso � uma loucura teorica.

O pior de tudo que usam argumenta�es sem embasamento historico, ou quando usam torna-se distorcido.

Com todo respeito meu amigo, o Estado � a representa�o da classe dominante e vao ao encontro de seus interesses.

No caso em que voc� citou a primeira guerra mundial, lembre se meu caro, que esta iniciou n�o por quest�es politicas, ou de interesse publico, mas representava a disputa economica. E o mercado sozinho, como voc� disse, n�o foi o responsavel pelo fim do conflito, e caso fosse apenas estaria corrigindo seus proprios erros.

Anônimo disse...

Caro Fernando, sei que é difícil entender o que significa liberalismo. Não pela natureza do assunto, mas sobretudo pelas distorções introduzidas nas escolas e universidades brasileiras. No Brasil, associam liberalismo a Fernando Henrique Cardoso. Associam liberalismo a Roberto Campos. Associam liberalismo a ausência do Estado na economia e por ai vai. Nunca em lugar nenhum que trata do assunto liberalismo se disse que não há papel para o Estado. Muito pelo contrário. Sempre os liberais privilegiaram o equilíbrio político. Ele é mais importante do que o equilíbrio econômico. O que os liberais dizem é que se você quer tratar de questões de desenvolvimento e crescimento, deixe o Estado de fora, se o mercado for um mecanismo mais adequado. E o mercado só pode ser um mecanismo mais adequado se o ambiente for competitivo. Qual a importância de um ambiente competitivo? É que não podem brotar forças econômicas poderosas e dominadoras a partir dos negócios engendrados num ambiente competitivo (podem existir os Gates da vida, mas todos estarão de olho neles). Muitos estarão usufruindo as oportunidades de negócios. E não pode haver acomodação, pois se existirem lucros econômicos, os invejosos vão querer entrar no mercado e serão muito bem aceitos pelos economistas liberais. Veja que o esquema competitivo prescinde de solidariedade (eu espero que todos a exerçam livremente). Cada um trata do seu interesse. Não existe salvador da pátria. Agentes fortes economicamente não podem proliferar. Pobreza no sentido de exclusão não pode existir. É claro que o fim último do liberalismo é a liberdade e este mecanismo de mercado competitivo garante isto. Já os mecanismos de planejamento levam exatamente para o oposto à liberdade, principalmente se não houver uma historia de compromissos das elites com o seu povo. Todavia, o mundo se move por interesses. São grupos que o tempo todo procuram manter seus privilégios. No Brasil os grupos que criam as maiores distorções são FEBRABAN – FIESP – RURALISTAS, chamado alhures de baronato paulista. Todos esses baronatos se dizem liberais. Você acredita? Existem outros grupos como os sindicalistas, os funcionários públicos, etc. Todos querem manter seus privilégios. Eu quero mudar este estado de coisas através de um mecanismo de mercado competitivo. Mas como poderemos garantir um ambiente competitivo? Com boas leis. Este é o elemento chave. As leis devem observar o máximo possível um padrão de neutralidade e promover incentivos de forma a estimular os agentes a alcançarem os objetivos sociais implícitos nas leis. Por exemplo. Um liberal apóia uma lei que garanta que o subsolo seja do proprietário da terra e não da União. Por que? Um liberal apóia uma lei que garanta a existência de pequenas propriedades. Como fazê-la? A história americana responde boa parte dessas perguntas e muitas outras relativas ao tema liberalismo. Agora, se você acredita em política industrial, em planejamento centralizado, etc verifique os resultados dessas coisas aqui no Brasil. Depois se pergunte, quando o Brasil se aproximou de um ambiente competitivo? Com certeza apenas antes do golpe militar de 1964. É o que penso. Um abraço
Marco B

Fernando A. Filho disse...

Caro amigo Marco, concordo perfeitamente com a ideia de que uma concorrencia livre( do Estado) e perfeita traria prosperidade para economia. Mas acaso acredita que a economia caminha naturalmente para a concorrencia perfeita, da forma que voce ve em seus livros de ,macroeconomia ? Ja escrevi diversos artigos sobre isso, ate me canso um pouco, mas basta dizer para você, aplique o liberalismo em paises subdesenvolvidos como o Brasil, e a oligopolização virá como consequencia, ai é que mora o perigo.

Anônimo disse...

Caro Fernando, aplique o liberalismo tera que vir o liberalismo. Isto é da lógica. Só que o problema é político. Aplique o falso liberalismo, virão os falsos liberais e as falsas politicas liberais. Você acha que é fácil fazer o discurso liberal? eu acho que não. Você acha que é fácil fazer a política liberal? Também não. O problema é politico. Embora eu tenha o rumo, o meu e o seu fazer cotidiano é que farão a diferença.A minha e a sua prática política é que serão decisivas. Dizem por aqui que aplicamos o consenso de washington. Mentira. Pior do que o proprio consenso de Washington em si mesmo é aplicá-lo de forma distorcida. um abraço
marco b

Anônimo disse...

Ainda não me defini como favorável ao liberalismo ou ao controle do Estado. Mas até agora não vi sequer um argumento coerente dos liberais às colocações tais como a do Fernando. Voce falou de um Estado Intervencionista pouco eficiente, mas isso obviamente será prejudicial da mesma maneira que um Estado Liberal ineficiente. A questão colocada pelo Fernando é que, mesmo tendo-se um Estado Liberal eficiente, ainda assim teríamos a formação de oligopólios, o que não viria a acontecer no caso de um Estado regulador íntegro.
Bem pelo mal, em todos os casos de Estado incompetente, tem-se prejuízo economico.
Por favor contra-argumente a colocação dele sem desviar do foco.

"Por que, em um Estado Liberal, no contexto da economia brasileira, não haveria oligopolização?" é a pergunta a ser respondida.

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