segunda-feira, 30 de julho de 2007

Piquet perde carteira de motorista e faz curso no DETRAN

Já dizia o velho ditado: tem coisas que só acontecem no Botafogo.... Piquet deve ser botafoguense. Sempre achei Piquet o melhor piloto brasileiro. Sempre fui um admirador do talentoso piloto que conseguiu vencer um campeonato de F1 pilotando aquele carro com motor de fusca. Também sempre gostei do estilo direto e franco de Piquet, mesmo quando o estilo era um direto de direita em Eliseu Salazar..... mas Piquet se superou. O bom humor que ele revelou na entrevista a televisão, quando saia do curso do DETRAN, é para entrar na história. O mais interessante é que Piquet se sentou na primeira fila e, ao que tudo indica, prestou atenção no curso.

Como costuma dizer Reinaldo Azevedo: é bom ter cuidado antes de elogiar o governo. Mas desta vez o DETRAN merece elogio. Lei é lei. Não interessa se Piquet foi 3 vezes campeão do mundo de F1. Se ele quebrou a lei, tem que ser responsabilizado. Pontos também para Piquet, que como sempre não ficou se lamentando. Foi lá e pagou por seus atos.

Michael Moore e a Liberdade na América

Quando Michael Moore lançou Farenheidt 911 ele demonstrou da melhor maneira possível a beleza da liberdade nos Estados Unidos. Vamos aos fatos: 1) O filme faz um apanhado de todas as suspeitas (fundadas ou não) contra o presidente americano George Bush e o partido republicano; 2) no filme o presidente americano é representado, na melhor das hipóteses, como um tremendo mau caráter; 3) o filme foi lançado durante a corrida presidencial americana, quando o resultado final da eleição ainda era incerto; 4) perguntado sobre o filme, Moore foi enfático “Não me cobrem arte, não me cobrem jornalismo, tudo que quero é derrubar Bush”; 5) depois do lançamento do filme, Moore foi a uma das convenções do partido de Bush e, enquanto era vaiado, fazia o sinal de perdedor (um insulto gravíssimo para os americanos) para seus opositores. Após tudo isso, o que aconteceu com Moore? Após fazer várias acusações infundadas e tentar influir diretamente no resultado da eleição, o que aconteceu com Moore? Acertou quem respondeu: Nada, ele apenas ganhou muito dinheiro.

Que tal transpormos o exemplo de Moore para o caso brasileiro? Qual seria o resultado? Vamos a esse exemplo hipotético. Vamos supor que estamos na corrida presidencial de 2006 e a disputa entre Lula e Alckimin ainda é acirrada; então 1) O diretor X lança um filme retratando como verdadeiras toda e qualquer suspeita (fundada ou não) contra Lula e o PT; 2) perguntado sobre a qualidade do filme, o diretor X responde que esta mais interessado em derrubar Lula do que em retratar a verdade. O que teria acontecido com X? O que teria acontecido com todas as salas de cinema que tivessem exibido esse filme? O que teria acontecido com a equipe de produção do filme? Vamos ousar mais, vamos assumir que, não satisfeito com a confusão, X resolvesse ir numa das convenções do PT e lá chegando ofendesse as pessoas presentes na convenção. O que teria acontecido com X nós nunca saberemos, mas podemos ter uma idéia. Afinal, há alguns anos atrás um jornalista anunciou que nosso presidente gostava de uma cachaça. Resultado: quase foi extraditado do país.

O exemplo acima mostra o segredo que impulsiona a economia americana: a liberdade. Lá a liberdade de expressão é inviolável. Não cabe ao estado julgar o que pode, ou não, ser dito ou divulgado. Esse é o exemplo que devemos procurar seguir aqui no Brasil; a liberdade é a chave do desenvolvimento de qualquer sociedade. E para encerrarmos não custa relembrar a memorável frase de Benjamin Franklin: “Os que estão dispostos a trocar liberdade por segurança em breve ficarão sem ambos”.

domingo, 29 de julho de 2007

O Pan do Rio e a verdade sobre Cuba

O Pan do Rio terminou, mas a grande lição dele ficará eternamente marcada nos registros históricos: Cuba fugiu para impedir que seus atletas fugissem. FUGIR esse é o nome, os cubanos são prisioneiros de Cuba. Cuba é uma prisão, quem pode foge; quem não pode volta. Essa foi a lição do Pan do Rio. Com o tempo o Brasil baterá novamente o recorde de medalhas. Com o tempo novos heróis brasileiros substituirão os atuais. Contudo, NADA poderá apagar a cena dos atletas cubanos sendo REMOVIDOS do alojamento do Pan de volta para suas prisões, digo de volta para Cuba. Os ônibus da delegação cubana mais pareciam camburões de polícia, transportando presos de altíssima periculosidade e não atletas. Sim, os atletas cubanos foram tratados como criminosos perigosos. Mereceram esse tratamento. Afinal, nada é mais perigoso para uma ditadura do que a busca da liberdade. Buscando a liberdade os atletas cubanos atentaram diretamente contra o regime que é aplaudido de pé por alguns brasileiros. Buscando a liberdade os atletas cubanos mostraram ao mundo a verdade que não quer calar: Cuba é uma prisão, e os cubanos são ao mesmo tempo guardas e prisioneiros. Os cubanos que apóiam a ditadura são os guardas; os cubanos que lutam pela liberdade são os prisioneiros.

O Pan do Rio terminou, mas a mensagem foi dada: Cuba é uma prisão. Até quando iremos aplaudir assassinos como Fidel Castro? Até quando chamaremos os carrascos cubanos de libertadores? Até quando teremos que assistir calados aos atletas cubanos serem tratados como bandidos dentro de nossa sociedade? Que Fidel Castro não tem problemas em assassinar cubanos não é novidade; mas desde quando nós brasileiros devemos ser cúmplices? Os atletas cubanos estavam em solo brasileiro, sob a jurisdição de leis brasileiras; aqui a busca pela liberdade não é crime. Aqui as autoridades cubanas não podem tratar seus atletas como prisioneiros; aqui não se prendem pessoas sem acusações formais; aqui matar é crime. Claro que nosso país não é nenhum paraíso, mas imaginem o horror que não deve ser Cuba. Imaginem o desespero desses atletas cubanos para arriscarem tudo apenas para não terem que voltar à sua pátria. Nosso país não é o paraíso, brasileiros arriscam a sorte para entrar nos Estados Unidos, mas imaginem o horror que deve ser Cuba.

O Pan do Rio terminou, não importa o que a imprensa noticie. Não importa que as televisões não dediquem tempo o suficiente para a pergunta básica: por que os cubanos têm tanto medo de voltar à Cuba? A resposta sempre continuará lá: Cuba é uma prisão.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Muito barulho por nada

Há aproximadamente 250 anos Adam Smith praticamente inventou a moderna teoria econômica. Fez uma pergunta simples e inteligente: De onde vem a riqueza das nações? A resposta proposta por Smith destruiu a idéia reinante à epoca, isto é, o mercantilismo. De acordo com o mercantilismo a riqueza de uma nação provém de sua habilidade em gerar superávits comerciais. Em outras palavras, para os mercantilistas um país era rico a medida que tivesse superávit na balança comercial (ou seja, exportações maiores que importações). Smith, de maneira muito perspicaz, compreendeu que a riqueza de uma nação tem muito pouco a ver com a balança comercial. Para Smith a riqueza de uma nação provém de sua capacidade de produção. Rica é a nação que produz mais, pouco importando a posição da balança comercial. A posição adotada por Smith é, até hoje, a maneira padrão de se medir a riqueza de um país.

No primeiro semestre de qualquer curso de economia os alunos aprendem que a riqueza de uma nação depende de sua capacidade produtiva. Se perguntarmos na prova qual é a maneira usual de se medir a riqueza de um país, a imensa maioria dos estudantes responderá: “PIB per capita” (produção do país dividida pelo tamanho da população). E eles estarão certos. Mas, por algum motivo desconhecido, quando o aluno (ou o seu professor) vai trabalhar para o governo ele muda de opinião. De repente, o fundamental para o crescimento de uma nação passa a ser gerar superávits comerciais. Do nada, o aluno (ou o seu professor) joga 250 anos de evolução no lixo. Sem maiores reflexões, tais pessoas começam a defender que um país necessita de resultados positivos na balança comercial para poder crescer.

Para ser honesto, excluindo o caso de externalidades, existe uma única situação onde superávits comerciais são necessários ao crescimento econômico: quando a economia opera com câmbio fixo (isto é, quando o preço da moeda estrangeira não varia em relação à moeda doméstica). Neste caso, a geração de resultados positivos na balança comercial é vital para a manutenção da taxa cambial. Fora desta situação não existem grandes motivos para se preocupar com resultados negativos na balança comercial, nem para se alegrar com resultados positivos.

Voltando ao nosso aluno do primeiro ano de graduação em economia, ele é submetido a diversos exemplos que comprovam que o congelamento de preços é uma má idéia. Pergunte numa prova: num mercado próximo ao competitivo, faz sentido o tabelamento de preços por parte do governo? E a maioria absoluta dos alunos responderá “não, o governo não deve regular preços. Quem regula preços é o mercado”. E eles estarão certos. Mas, por algum motivo difícil de compreender, tão logo tais alunos (ou seus professores) vão trabalhar para o governo e já começam a querer congelar o câmbio (que nada mais é do que o preço da moeda estrangeira). Parece que tudo aquilo que aprenderam (ou ensinaram) deixa de valer. Pelo menos 95% dos economistas aceitam que a taxa de câmbio tem que flutuar, os manuais básicos de economia suportam essa opinião, mais do que isso: existe um consenso generalizado de que congelando preços o governo afeta negativamente a eficiência alocativa de uma economia (em palavras simples, quando fixa preços o governo atrapalha).

De acordo com o parágrafo acima, fica evidente que fixar o câmbio é uma má idéia. Dessa maneira, basta deixarmos o câmbio flutuar (como o Brasil faz hoje) para não termos que nos preocupar com a balança comercial. Assim, essa discussão toda sobre se o governo brasileiro deve, ou não, intervir no câmbio tem uma resposta simples: Não. Basta que o governo não interfira no câmbio para que em breve esses superávits comerciais se transformem em déficits, que se transformarão em superávits depois, e assim por diante. Como já afirmava Smith: a riqueza de um país depende de sua capacidade produtiva, e não de seus saldos comerciais.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Oportunidade para advogados e economistas

Se existe justiça no Brasil estamos perto de ver o enriquecimento meteórico de alguns economistas e advogados. Explico: a crise aérea vai abrir uma temporada de processos milionários contra o governo. Além do fato óbvio de que as famílias das vítimas podem abrir processo contra o governo por negligência, temos que:
1) Vários empresários deixaram de viajar devido ao caos na aviação, isso se traduz em menos negócios;
2) Várias empresas não puderam cumprir prazos de entrega, simplesmente porque não havia como entregar determinadas mercadorias por outro meio que não o aéreo;
3) Vários consultores de empresas perderam seus clientes por não poderem chegar a eles a tempo;
4) Vários funcionários de empresas aéreas podem ter desenvolvido traumas psicológicos decorrente da péssima situação do controle de tráfego aéreo;
5) Casamentos foram desfeitos pelo fato do marido (que trabalhava em outra cidade) ser incapaz de passar os finais de semana em casa;
6) Empresas foram fechadas e pessoas perderam seus empregos em decorrência direta do caos nos aeroportos (empresas de turismo, por exemplo);
7) Famílias não puderam aproveitar suas viagens de férias, uma vez que ficaram retidas nos aeroportos;
8) As próprias empresas aéreas podem, e irão, processar o governo por sua ineficiência no gerenciamento dos aeroportos.

Obviamente, essa lista não pretende abranger todos os prejudicados por esses 10 meses de caos do tráfego aéreo. Queremos apenas ilustrar o grande número de potenciais processos contra o governo que irão aparecer nos próximos meses. Nesses processos duas figuras serão essenciais: o economista e o advogado. O economista para calcular a perda de lucro da empresa em decorrência da crise aérea; e o advogado para montar o processo. Em breve estaremos presenciando um bom número de economistas e advogados se especializando nessa questão.

O Ministro, o carro oficial e a vaga para deficientes

Nessa semana fomos brindados com mais uma peripécia de um ministro da república. Dessa vez, o ministro Mangabeira Unger teve seu carro oficial fotogrado estacionado numa vaga para deficientes físicos, num shopping de Brasília, às 21:00 horas. A imprensa identificou rapidamente dois delitos graves: 1) estacionamento em local proibido; e 2) uso de carro oficial do governo para fins particulares. O ministro preferiu se calar e não dar explicações.

No episódio acima o que mais me alarmou não foi o delito em si (que quando comparado às gafes de outros ministros desse governo passa despercebida). Mas sim a reação do mesmo. Vamos aos fatos: 1) alguém realmente acredita que o ministro estava dirigindo seu carro? O mais provável é que o ministro tenha entrado no shopping e pedido para o motorista esperar no carro. O motorista então parou na vaga para deficiente sem o conhecimento ou a anuência do ministro. Dessa maneira, não podemos culpar o ministro por essa infração; e 2) o ministro deveria estar trabalhando até tarde, deveria ter compromissos importantes pela manha do dia seguinte, logo não havia muito sentido em ir até sua casa e trocar de carro para ir ao shopping. Ele então resolveu economizar tempo e usou o carro oficial para passar no shopping (um delito com certeza, mas certamente um bem pequeno e justificável). O que realmente me incomoda, a pergunta que não quer calar é a seguinte: se era tão fácil explicar a situação, por que o ministro resolveu se calar? A resposta que me vem a mente é que para os integrantes desse governo eles simplesmente não devem explicações à sociedade. Se acham acima do bem e do mal.

O ministro Mangabeira Unger morou e trabalhou nos Estados Unidos. Se tal fato se desse nos EUA, acho bem pouco provável que o ministro se calasse. Lá ele não só receberia uma multa por estacionar em vaga para deficientes físicos como também teria que responder aos seus pares. Afinal, se espera um comportamento bem diferente de um professor de DIREITO de Harvard.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

350 mortos e ninguém é culpado.

10 meses de crise no setor aéreo, mais de 350 vidas desperdiçadas, mas apenas uma certeza: ninguém é culpado.

Esse é o discurso do governo “não podemos nos apressar para encontrar culpados”, rapidamente apoiado pela aeronáutica segunda a qual “não procuramos culpados, apenas maneiras de se evitar novos acidentes no futuro”. Arnaldo Jabur no Jornal da Globo também endossou essa opinião dizendo não ser o momento de achar culpados.

Em momentos de crise deve-se ter cuidado com decisões apressadas, contudo isso não equivale a atrasar deliberadamente a punição dos responsáveis. Em 10 meses quantas pessoas perderam o emprego? Quantas estão respondendo na justiça? Qual foi a multa aplicada pelos órgãos reguladores às companhias aéreas? Responda tais perguntas e verá que muito pouco foi feito. Outro detalhe: por que o governo demorou tanto para demitir o ministro da defesa? Por que tanta demora em realizar mudanças na INFRAERO ou na ANAC? A resposta é simples: para o governo ninguém é culpado.

A aeronáutica se comporta de maneira curiosa: condecora diretores da ANAC por relevantes serviços prestados ao país. Caberia a pergunta: que serviços foram estes? Ao realizar tal condecoração a aeronáutica conseguiu de uma única vez: 1) humilhar o povo brasileiro; 2) ofender a memória de todos os que antes haviam recebido tal condecoração; e 3) disse de maneira indireta que a ANAC não pode ser responsabilizada pela crise. Aliás, soa muito estranha a afirmação “não procuramos por culpados...”, uma vez que a aeronáutica é ela mesma uma das suspeitas de falha no controle do tráfego aéreo.

Repito: 350 mortos e ninguém é culpado. Esse será o saldo dessa tragédia. Ninguém será publicamente responsabilizado pela mesma, nem pessoa física nem órgão regulador. No fim, culpados serão a imprensa (que noticiou o fato) e as vítimas (que criaram o fato).

terça-feira, 24 de julho de 2007

Como Combater o Terrorismo?

Uma breve inspeção pelos jornais parece indicar um incremento das atividades terroristas ao redor do mundo. Qual seria a justificativa para isso? Para os democratas americanos a invasão americana ao Iraque é a explicação. Já seus adversários políticos, os republicanos, argumentam que sem a invasão ao Iraque o nível de ataques terroristas seria ainda maior. A meu ver, essa discussão não toca na principal questão: quem é o inimigo da liberdade? Se o Iraque era um potencial inimigo da liberdade então nao interessa se sua invasão aumentou ou não o número de atentados terroristas, pois esta teria sido a escolha correta. Os Estados Unidos e seus aliados estariam lutando contra um inimigo (tal como a guerra contra o nazismo no passado), e custos de curto prazo são uma condição necessária para a estabilidade de longo prazo. Assim, a questão a ser respondida é: Era o Iraque um pais inimigo da liberdade?

O senso comum parece sugerir dois grandes inimigos, fortes o bastante, para ameaçar a liberdade: regimes ditatoriais e radicais islâmicos. As duas principais implicações de políticas que se seguem são: 1) Os Estados Unidos deveriam pressionar paises ditatoriais pela adoção de regimes democráticos; e 2) Esforços para aumentar a luta contra radicais islâmicos deveriam ser incluídos na guerra contra o terror. Note que o argumento (1) foi a justificativa para a intervenção americana no Iraque.

Antes de aceitarmos que ditaduras e radicais islâmicos são os adversários a serem batidos, vamos analisar três países: Irã, Coréia do Norte e Venezuela. Todos eles possuem posições muita claras contra os Estados Unidos e não são exemplos de países que respeitem as liberdades individuais. Enquanto podemos comprovar a presença de radicais islâmicos no Irã, é muito difícil acreditar que tal grupo seja parte integrante da população venezuelana (onde a maioria da população é cristã) ou da Coréia do Norte (onde o culto religioso não é considerado prioridade de estado). Já em relação a regimes ditatoriais temos que enquanto a Coréia do Norte é uma ditadura, tanto Irã como Venezuela são países democráticos (pelo menos no que diz respeito à existência de eleições periódicas com mais de um único candidato).

Após a leitura do parágrafo acima, devemos questionar nossa crença inicial sobre a força de regimes ditatoriais e de radicais islâmicos para ameaçarem a liberdade. Parece que a origem do poder que ameaça a liberdade repousa sobre algum outro fator que é comum não somente ao Irã, a Coréia do Norte e a Venezuela, mas esta presente também na Síria, Afeganistão e em todos os outros países que ameaçam a liberdade. O que é que todos esses países têm em comum? A resposta é simples: todos eles possuem um alto grau de controle do governo sobre a atividade econômica. Em outras palavras, o inimigo real a ser vencido é o controle estatal sobre amplos setores da atividade produtiva. Ou, de maneira mais simples, o verdadeiro inimigo são os países de economia centralmente planejadas.

Talvez você concorde comigo, talvez não, mas gaste algum tempo analisando os exemplos acima e você verá que os países de economia centralmente planejadas são aqueles mais propensos a investirem contra a liberdade dos indivíduos. Esta afirmativa tem uma importante implicação de política: o verdadeiro desafio no Iraque não é a implementação de um regime democrático, mas sim a implantação de uma economia de mercado. Quanto mais a liberdade econômica se desenvolver no Iraque menos seus cidadãos irão depender do governo, e menor será a força do governo iraquiano para pressionar seus cidadãos a tomarem atitudes que vão contra seus próprios interesses (suas vidas inclusive). O mesmo vale para o Irã, para a Venezuela, e Coréia do Norte entre outros.

A existência de economias centralmente planejadas será sempre uma ameaça àqueles países que baseiam suas sociedades na liberdade de fazer escolhas.

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