quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Grandes Momentos da Burocracia

O post de hoje é dedicado a divulgar as bizarras, e as vezes engraçadas, experiências que cada um de nós já tivemos com a burocracia pública ou privada. Assim, caro leitor, peço que você envie a esse blog seus comentários e experiências com esse ícone da estupidez humana chamado burocrata.

Para começar relato 3 fatos que já ocorreram comigo:

1) Estava eu em uma reunião com vários representantes do setor público, após 4 horas de intensos debates, sobre coisas sem o menor sentido e que não constavam da pauta original, decidiu-se marcar outra reunião para a próxima semana. Notem que na maior parte das reuniões a única coisa que fica realmente decidida é o horário da próxima reunião.
2) Há alguns anos atrás fui ao DETRAN-PR, que é considerado a experiência em vida mais próxima ao inferno, cheguei lá às 6:00 horas da manhã. Quando o DETRAN abriu, às 9:00 horas, fui informado que não poderia ser atendido naquele dia. Motivo: eu tinha chegado muito tarde. O funcionário, com o desprezo característico dos burocratas, sugeriu que eu não deveria ser tão preguiçoso e deveria chegar lá mais cedo da próxima vez.
3) A matéria mais difícil que eu já estudei chama-se “Inferência Estatística e Teste de Hipótese”, cursei essa matéria no mestrado em estatística da UnB. Quando terminei meu doutorado, notei que essa matéria não constava no meu histórico. Para resumir uma história longa, após várias idas e vindas, fui informado do seguinte: “você já tem créditos suficientes, esqueça isso”. Por incrível que pareça, depois de 1 semana tentando entender o que havia ocorrido, essa foi, sem dúvida alguma, a coisa mais sensata que lá me informaram.
Agora aguardo a contribuição de vocês leitores. Enviem para o blog seus memoráveis momentos esperando em fila, aguardando o fim de uma reunião inacabável, ou mesmo jogando jogos no celular enquanto o pessoal ao redor está fazendo cara de gênio e discutindo como salvar o Brasil.

8 comentários:

Anônimo disse...

Adolfo, Estou passando por isso em algumas ações trabalhistas, os magistrados que se dizem juízes e que encorporam o senhor Deus não admitem 5 minutos de atraso, porém quando o caso se vira para eles, com total descaso e desprezo para com o ser humano e simples mortais, faz com que esperemos horas de atraso, cerca de 3 horas, para anunciar que a audiência será transferida para um outro dia,motivo: tempo,total desrespeito e descaso,....
Ju Junara

Anônimo disse...

Já faz um tempo que leio seu blog e suas sensatas colocações.

Quem com mais de 30 anos não lembra do kit obrigatorio de Primeiros Socorros para automoveis?
Aquele que obrigou milhares de motoristas a gastarem pelo menos 15 reais, distribuiu multa para centenas de outros e por fim caiu no esquecimento.

Na modesta opinião de que vos tecla esse foi um dos ápices da estupida burocracia estatal, imputar uma obrigatoriedade sem nenhuma serventia para revoga-la pouco tempo depois.

Pensando melhor, antes assim, pior seria se perpetuassem estupidez semelhante como o fazem com exigencia de titulo de eleitor e quitação eleitoral para renovação de passaporte.

Este é o Brasil.

William dos Reis disse...

Engraçado você falar de reunião Adolfo, porque me veio à cabeça algo parecido com o que disse.
Quando fui estagiário na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), participei de uma reunião em que o técnico da soja teria que falar por 30 minutos sobre o cenário atual do produto. Conclusão: Ele falou por UMA HORA E VINTE E CINCO MINUTOS, sem que ninguém o interrompesse. O pior é que, na verdade, ele não falou muito sobre o produto... Ele apresentou tantos números (variância, desvio-padrão, médias, enfim) que as pessoas que estavam presentes no local ficavam olhando uma para a cara das outras sem entender nada. Mas o mais cômico ocorreu no final quando foi feita uma pergunta à ele sobre o produto, ou seja, nada de números!! Resultado... Ele não sabia responder!!!
Moral da história: Ele podia até ser bom em números, mas sobre o produto... hummmm!!!
Por fim. UMA NOVA REUNIÃO FOI MARCADA!!! rsrsrs...

Rodrigo de Souza Duarte disse...

Eu fui estagiário na Agência Gama da Caixa. Lá eu atendia, entre outros, trabalhadores demitidos sem justa causa que iam dar entrada no FGTS. Em um desses atendimentos fui obrigado a solicitar ao trabalhador algumas cópias de documentos pessoais e antes de sair, o trabalhador me questionou do prazo para recebimento do FGTS e lhe informei que seria de 5 dias úteis, o que é uma eternidade para quem está desempregado. Quando o trabalhador retornou ainda teve que esperar eu terminar de atender a outra pessoa, sendo que ele já tinha esperado mais de 2 horas para chegar sua vez, sem almoçar e sem dinheiro e foi ai que ele disse em tom alto e claro: ISSO AQUI É UMA “DEMOCRACIA” DANADA PRA RECEBER O DINHEIRO DA GENTE. No local deveria ter umas 50 pessoas aguardando o atendimento e todas elas se acabaram na gargalhada do cidadão.

Handbook cultural economics disse...

A burrocracia não está só no serviço público. Devido à proximidade a própria UCB pratica o mesmo mal. O meu caso por exemplo: Entrei com pedido de aproveitamento de estudo da matéria X, que foi indeferido, como a católica funciona com prazos, só pude entrar com o recurso no semestre seguinte. A burrocracia da católica me fez preencher primeiramente o formulário branco, porém, para recurso de aproveitamento de estudo deveria ter sido no formulário da cor verde. Por isso meu processo foi indeferido novamente e tive que só no próximo semestre (devido ao calendário acadêmico) entrar com novo recurso, e só então foi deferido...

Anônimo disse...

Eu tive experiências na pós graduação em economia da UFSC e na pós graduação em economia da UCB. A UCB foi muito mais burocrática (filas, muita demora no atendimento e muita desinformação), a estrutura física é pior do que a da UFSC (as salas são desconfortáveis e não tem ar condicionado, numa cidade quente como Brasília influencia na hora de prestar atenção nas aulas), biblioteca com menos livros do que a UFSC, fora o fato de cobrar pelo ar respira nas suas dependências.
A burocracia e a ineficiência estão presentes tanto na iniciativa privada como no serviço público. A grande questão é como desenhar os incentivos para que ambos sejam eficientes.

Anônimo disse...

Prezado Adolfo,
todas as experiências com a burrocracia citadas por você e pelos outros internautas, apesar de certamente terem sido muito irritantes para vocês, ficam no campo do hilário quando olhamos para o passado.
Ainda bem para vocês, pois há casos em que para os que precisam recorrer a esses serviços escabrosos fornecidos pelo setor público, a situação será sempre trágica.
É o qui vi ontem no (21/02) no telejornal, sobre as vítimas do Palace II (Sérgio Naya, alguém lembra?). Dez anos depois, muiitas delas ainda não foram indenizadas e aguardam decisão da justiça.
Ou ainda, esta notícia (ou melhor porcança) que saiu no jornal Valor Econômico de hoje : "Após 30 anos, Justiça definirá valor a ser devolvido no caso Paulipetro".
A coisa é mais trágica ainda quando se olha o montante de recursos que é necessário para manter essa turma da burocracia (juízes, fiscais, promotores, ......)

D.A.M disse...

Engraçado.
Tenho uma encomenda vinda do E.U.A, o produto esta na receita desde do dia 01/02. Preocupado com a demora, liguei para a Receita para pedir informações só que é um 0300, ou seja, além de cobrar imposto para manter essa estrutura, ele ainda cobra informação para você pagar e não virar sonegador. E ainda depois de 15 minutos o atendente me falou que eu tinha que ir à própria receita. Então eles cobram para falar que não resolve nada nem uma simples informação de prazo para liberar a mercadoria. Já que se eu tenho que pagar imposto no prazo estabelecido nada mais justo que eles forneçam prazo para liberar uma simples encomenda de 30 dólares.

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