segunda-feira, 31 de março de 2008

Pelo fim da Anistia

Ao final do regime militar acertou-se uma anistia geral para todos os envolvidos em manobras ilegais, desde que as mesmas tivessem alguma com finalidade política. Assim, vários torturadores e bandidos foram automaticamente inocentados.

A anistia tinha um propósito claro: evitar que a chegada da democracia coincidisse com a abertura de feridas que poderiam levar a uma guerra civil. A anistia foi um erro: Deus certamente perdoa, os homens podem ou não perdoar, mas o Estado não pode perdoar nunca. Não é direito do Estado perdoar alguém que agiu às sombras da lei.

Sou pelo fim da anistia: quem cometeu crimes tem que pagar por eles. Assim, quero ver Dilma (a famosa mãe de um bebê que não nasceu, o PAC) atrás das grades. Ela roubou. Quem rouba é ladrão e lugar de ladrão é na cadeia. O mesmo eu quero para TODOS os comparsas que roubaram, mataram, torturaram e agiram como terroristas. Lugar de bandido é na cadeia, não em ministérios do governo.

Quando uma pessoa rouba na ilegalidade, em nome de uma causa maior, o que esperar dessa mesma pessoa à frente de um Ministério? Quando uma pessoa mata outra, em nome de uma causa maior, o que esperar dela quando esta estiver no comando da polícia? É evidente que, em nome de uma causa maior, eles irão roubar e matar todos que estiverem em seu caminho. Chega de anistia: cadeia nesse pessoal. Já está mais que na hora dos bandidos do passado responderem por seus crimes.

6 comentários:

Badger disse...

Tem todo o meu apoio.

Fábio Mayer disse...

Ah, mas os ditos "esquerdistas" só querem que os crimes dos militares sejam punidos...

O conceito de justiça deles é relativo, se bem que é a prática deles, quando são pegos roubando dinheiro público, dizem que é culpa e perseguição da imprensa pig.

Anônimo disse...

Acabou a pouco tempo 'Queridos Amigos'(uma minisérie da Rede Globo)que tinha em um dos seus núcleos a questão da anistia e o exílio. Muito bem abordada, a discurssão se baseava em não deixar livres aqueles que cometeram delitos.
Estaria certo, depois de tantas vidas destroçados os torturadores continuarem livres como se nada tivesse acontecido?
Eu sou a favor do fim da anistia ,afinal eles são criminosos e vão ter que responder por seus atos...

Priscilla O.
Aluna UCB

Murilo Aleixo disse...

Concordo, nem sabia dessas coisas, que "rebeldes" ou "idealistas" que fizeram horrores estão a frente de instituições publicas e ministerios..... Dificil arrumar o Brasil, mas vamos tentando !

Anônimo disse...

Eu sou contra a anistia. A razão é simples. Ela não foi uma reivindicação com respaldo popular, embora transformada em Lei. Foi produzida nos botequins da noite dos ricos e malandros federais pelos próceres da ditadura e dos partidos políticos. Foi um pacto de gabinete mequetrefe que acabou por viabilizar um esquema de proteção a sindicalistas malandros, a advogados espertalhões e a políticos sem prestígio, principalmente o financeiro. O tema importante nesse arranjo libertário deveria ter sido o da transparência dos atos da ditadura, delação e punição dos torturadores e criminosos fora dos padrões da luta armada e punição política dos criminosos políticos, tanto da direita, quanto da esquerda. No caso das punições políticas, conforme recomendam os grandes líderes políticos (os brasileiros de outrora e tantos outros de boa procedência), dever-se-ia adotar penas brandas para não enterrarem a semente da rebeldia em pântano da desesperança. Mas o que fizeram aqueles próceres tupiniquins? Anistiaram todos numa canteada só, misturando o joio com o trigo. De fato, não vimos punição aos torturadores e vimos presentearem malandros criados no processo de distensão política, iniciado pelo Geisel, e tratar como heróis os que de fato estavam totalmente fora da lei. Diga-se de passagem que o fato de terem concedido remuneração de General ao Lamarca, foi legítima, se aceitamos a lei da anistia. Bem feito para os milicos bananas que aceitaram a pecha de bandidos, sendo apenas legalistas, permitindo aos milicos golpistas enlamear toda uma corporação. A instituição militar não irá se recuperar da descrença que se lhe abateu há mais de 10 anos em menos de trinta ou cinqüenta anos. Se fosse militar, pregaria o mea culpa e trataria de repor na galeria de heróis os Generais Lott, Dutra e Serpa, firmando posição de respeito a constituição e as leis, sem deixar a semente da rebeldia perdida na hipocrisia de um silêncio perturbado apenas pelas cantilenas de suas mulheres. Tiraria da Galeria, o Castelo, o Médici, o Geisel e o Figueiredo. Não sou mais duro com a ditadura militar, porque de fato, pela contabilidade de um político de oposição ao regime militar, só umas 50 mil pessoas ficaram efetivamente contra a ditadura militar. Diga-se de passagem, foram eles, os militares legalistas, que prefeririam transformar o clube militar em clube recreativo e que pela verdade dos tempos nem lá eles aparecem para dançar, com medo de serem assaltados.
Um abraço
marco B

Reginaldo Almeida disse...

O que mais me chamou a atenção a respeito da anistia foi que ela anistiou crimes perpetrados por terceiros contra terceiros. Se os crimes contra o estado (sei lá, assalto ao banco do brasil, roubo de armas etc) foram anistiados, sei lá, eu até aceito. Mas o que é o dinheiro do Adhemar de Barros tem a ver com o estado com com a gatunagem de Dilma Rousseff? Desde quando o governo tem a prerrogativa de legislar sobre bens legítimos de terceiros (num país sério, um estado de direito)?

E o sujeito que perdeu a perna num atentado a bomba, este poderia dar um tiro no FDP que o F**deu?

O grande erro da anistia é que em nome de proteger uns poucos delinquentes de direita, anistiou-se toda a horda de delinquentes de esquerda.

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email