quinta-feira, 3 de abril de 2008

Lições de 1930 para a crise americana atual

Após a Grande Depressão americana de 1930, vários estudiosos tentaram descobrir as origens daquela catástrofe econômica. Pensadores como Milton Friedman atribuíram boa parte da responsabilidade ao comportamento desastroso do Banco Central americano (FED). Em 1930 a taxa de câmbio seguia o padrão-ouro, isto é, era fixa. Assim, superávits ou déficits comerciais tinham o poder de alterar a oferta de moeda. Para Friedman, durante o ano de 1929, o movimento da Balança Comercial americana retirou muita moeda da economia, gerando dificuldade de liquidez no setor financeiro. Essa falta de liquidez teria sido a origem da Grande Depressão. Para Friedman o FED poderia ter amenizado a depressão caso aumentasse a liquidez do sistema. Contudo, em 1929, o FED fez justamente o contrário agravando a depressão.

O FED esta usando as lições de 1930 para resolver a crise atual, ou seja, esta aumentando a liquidez do sistema financeiro para evitar falências generalizadas. Contudo, existe uma grande diferença entre 1930 e 2008: a taxa de câmbio agora é flexível. Isto é, a origem da crise não está na brutal redução da oferta de moeda em decorrência de déficits no Balanço de Pagamentos (como ocorreu em 1929), mas sim num comportamento de aceitação de risco por parte de várias empresas. Dessa maneira, AUMENTAR a oferta de moeda é a resposta ERRADA para a crise atual. E o FED, tal como no passado, está PIORANDO a economia ao invés de melhorá-la. VOLTO A REPETIR: esse comportamento do FED será usado para justificar mais intervenção governamental no futuro. E mais intervenção do governo, geralmente, é o prelúdio de crises mais severas.

Por fim, quero saber quanto a CHINA PERDEU com a crise americana. Não tenho dúvidas de que cedo ou tarde esses dados virão a tona, e ficará comprovado que o governo chinês foi QUEM MAIS PERDEU DINHEIRO com a crise americana. Afinal, grande parte dos superávits comerciais chineses estavam aplicados no mercado americano.

5 comentários:

Anônimo disse...

Grande análise (gostaria de dizer: comentário). Vou até pesquisar os últimos balanços de pagamentos dos USA.
Quanto á indagação final, também pertinente, que tal saber o percentual de importação de produtos chineses, por parte dos USA, em relação ao resto do mundo?
Estou torcendo para que os chineses se voltem para seu próprio mercado interno.

Anônimo disse...

Quais as conseqüências da crise?

Entre os americanos, quem comprou e não pagou perdeu o bem. Daí, fica o banco sem o dinheiro (coisa bastante real, porque é com dinheiro que acontecem consumo e investimento), mas fica com um bem duplamente imobilizado, porque em mercado saturado e descapitalizado é reduzido o poder de compra. Como o tempo não pára, ele nunca envelhece, três agentes passam a corroer, sem parar, o patrimônio: depreciação, desvalorização e sucateamento.

Anônimo disse...

Em aditamento ao comentário “Quais as conseqüências da crise”, vai uma dica: darmos um bom tempo para que a desvalorização dos imóveis chegue a um preço ótimo, comprá-los, e em seguida faturar em cima dos aluguéis, porque os despejados fatalmente necessitarão de residências.

Matheus↔Schäffer disse...

ME AJUDOU NO TRABALHO DE GEOGRAFIA, OBRIGADO, NÃO ENTENDO NADA, ENTENDI SÓ QUE O FED SÓ FAZ CAGADA SOIAHSOAIHSA

Anônimo disse...

Vc é alguma espécie de discipulo de Friedman?? Só pode!

Qual seria outra forma de mudar as expectativas negativas dos agentes??
A preferência pela liquidez se mostra nesta crise e o gov deve intervir na economia para mudar estas expectativas!

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email