terça-feira, 22 de abril de 2008

ONG’s: mais uma vez o governo vai na direção errada

Já dizia o velho filósofo que: “ONG demais não cheira bem”. A idéia básica de uma Organização Não-Governamental (ONG) é muito similar à caridade. Isto é, a sociedade observa um problema e a própria sociedade tenta solucioná-lo sem a ajuda do governo. Perfeito, nenhum problema nisso. Aliás, é típico de economias de mercado gerarem organizações sem fins lucrativos para ajudarem os mais necessitados: a Cruz Vermelha é um exemplo claro disso. O problema é que no Brasil nós não temos tanto trabalho voluntário assim. Em palavras, o brasileiro não parece ser um povo tão caridoso para justificar a existência de tantas ONG’s por aqui.

A explicação mais paupável para a existência de tantas ONG’s no Brasil é a malandragem pura e simples. As ONG’s não precisam se submeter a uma série de procedimentos que são exigidos de outras empresas (tipo não precisarem participar de licitação pública). Assim, abre-se uma brecha jurídica enorme para todo tipo de irregularidades. Por exemplo, o Ministério das Cidades funciona à base de ONG’s, basta investigarem e aposto que aparece coisa errada por lá.

Atualmente as ONG’s estão sofrendo uma JUSTIFICADA crise de credibilidade. Afinal, se duvidar, é capaz de existirem mais ONG’s para cuidarem de crianças de rua no Rio de Janeiro do que crianças de rua propriamente ditas. Parece evidente que tem algo errado nesse mercado. Para tentar moralizar, e disciplinar, as ONG’s o governo, como de praxe, vai no caminho errado. A idéia do governo é AUMENTAR a fiscalização e a regulamentação das ONG’s. Mas por que o governo quer regulamentar a CARIDADE? Afinal, esse é o papel das Organizações NÃO-Governamentais. Ao invés de fiscalizar, e regulamentar, o Estado deveria apenas NÃO DAR DINHEIRO para as ONG’s. Afinal, se elas não estão no governo, não disputam licitação, não pagam uma série de impostos, e fazem questão de dizer que não são o governo, então por que querem receber dinheiro do governo?

Existem ONG’s que fazem trabalhos sérios, outras não. Isso não vem ao caso aqui, caridade é uma decisão pessoal, que não envolve governo. Assim, o melhor mesmo é que a caridade seja PRIVADA, ou seja, SEM recursos públicos. Tentar normatizar uma ONG, para que a mesma possa receber dinheiro do governo, é o mesmo que transformá-la numa repartição pública. O Brasil já está cheio de repartições públicas, não precisamos de outras delas.

3 comentários:

Badger disse...

Perfeita a análise, Adolfo.

Anônimo disse...

Na mosca Adolfo. Uma organização NÃO governamental que vive de dinheiro do governo é uma contradição ambulante... e cara.

Abraço,

Roberto

Anônimo disse...

Eu sempre odiei as ONGS. Até mesmo a da Portelinha que trata de prostitutas perdidas na Europa.
um abraço
marco b

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