segunda-feira, 19 de maio de 2008

Estatal do Ar Irá Decolar?

O presidente Lula já deu a deixa: disse que se as empresas privadas nacionais não se ajustarem, ele será “obrigado” a criar uma empresa aérea estatal. Ou seja, o presidente já está com a idéia na cabeça. Caso a sociedade permita, é exatamente isso que ele pretende fazer.

Qualquer estudante de nível intermediário em economia sabe que para aumentar a eficiência das companhias aéreas nacionais basta aumentar a competição. Ou seja, basta permitir que companhias aéreas estrangeiras operem no Brasil. Criar uma empresa estatal, ineficiente por definição, em nada contribuirá para aumentar a eficiência das empresas aéreas atuais. Mas o plano do governo é outro: primeiro cria-se uma empresa aérea estatal, depois fecham-se as empresas privadas existentes.

Lula já criou uma fábrica estatal de camisinha no Acre. Agora quer criar uma estatal do ar. Não podemos crer que estes são movimentos aleatórios, ao contrário fazem parte de uma estratégia de aumento do poder governamental na economia. Dia após dia o Estado brasileiro aumenta sua intereferência na nossa vida. Há duas semanas atrás o Estado escolheu quais setores receberiam estímulos do Estado. Semana passada, ventilou-se a idéia da estatal do ar. O que está reservado para semana que vem?

2 comentários:

Hilton Leal disse...

Primeiramente quero deixar bem claro que sou contra essa idéia de dar poder ao governo, pois todos só pensam no momento, mais ao longo prazo só traz complicação para economia brasileira.

Mais a minha maior preocupação é que se um presidente de um país não precisa ter preparo acadêmico para exercer um papel de tamanha importância, o mesmo tinha que no mínimo se cercar de profissionais muito bem gabaritados.

Não estou querendo tirar a culpa das costa do presidente, mais com certeza a equipe econômica dele, tem uma culpa maior ainda, pessoas com formações consideradas altamente qualificadas compactuarem com idéia tão absurda, que só trará prejuízos econômicos para um país que tudo indica, que tem força para crescer, mais não crescer por incompetência administrativa e governamental.

poisze disse...

Creio ser um pouco ingênuos se acreditarmos que os planos do governo se limitam a recriar uma estatal aérea para fechar as empresas privadas. Creio que os planos vão mais longe.
Num primeiro momento a estatal do ar competiria com as empresas privadas. Dada que a qualidade hoje dos serviços prestados pelas empresas privadas é muito baixo, o governo não terá dificuldade de recriar uma Varig com lanchinhos mais calóricos. Neste ponto ou as empresas privadas melhoram a qualidade, ou por força do governo, fecham. Mas logo a sociedade estará descontente com os serviços prestados e reaparecerá no governo outros comunas vestidos de neo-liberais para privatizar a nova estatal do ar.
E obviamente o BNDES (com dinheiro público) irá financiar os Fundos de Pensões (de servidores públicos) e talvez até um grupo de investidores externos...
Pasmém, mas parece que este governo pensa no longo prazo.

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