segunda-feira, 21 de julho de 2008

Caso Isabella

Um comentário meio que sem nada com nada: acabei de ver a montagem eletrônica do caso Isabella. Na minha opinião o vídeo inocenta o casal, um bom advogado enterra o caso com esse vídeo. Note que o vídeo deveria ser usado como ACUSAÇÃO, mas ele esta tão estranho que vai inocentar o casal. Falhas do vídeo:

1) Tem sangue demais. O vídeo se refere a uma agressão da madrasta, mas a ferida fica na testa da menina. Só existem 3 lugares na face que geram muito sangramento: supercílio, nariz e orelha. O ferimento da menina é na testa: nesse lugar não dá pra ter tanto sangramento.

2) Se o ferimento fosse tão sério teria sido encontrado sangue na roupa do pai.

3) Existe uma marca de mão com sangue na cama, como justificar essa marca se a menina estava desacordada?

4) a diferença de tempo entre as versões da polícia e do casal é irrelevante: 2 minutos não é tempo o suficiente para se apontar uma irregularidade grave.

5) Onde estão as marcas de pegadas das outras pessoas na cama?

6) Parece que o vídeo foi montado para culpar o casal, e não para esclarecer o crime.

Sei não, mas acho que o casal só será preso se: 1) confessar o crime; ou 2) o juri decidir por emoção, e não por provas. Caso contrário ninguém será condenado por esse crime brutal.

8 comentários:

Anônimo disse...

Por que Al Capone foi preso?
Esta é uma pergunta que os 'puliça' deviam fazer tanto no caso Isabella quanto no do Daniel Dantas e em tantos outros.
Melhor do que forçar a barra para provar o crime grande é se contentar em prender o bandido pelo que é mais fácil de provar. No caso Isabella, um trabalho bem feito da policia poderia provar que arrumaram o apartamento depois da pericia e antes de ter sido liberado (se não for possível provar nem isto é melhor mandar os dois para casa e pedir desculpas), no caso do Daniel Dantas é possível provar a tentativa de suborno. Em ambos os casos isto é suficiente para botar os possíveis bandidos na cadeia sem apelar para prisão preventiva, ordem pública ou coisas do tipo.

Abraço,

Roberto

Anônimo disse...

Como sempre aqui no Brasil tudo tem um jeitinho, utilizam de tudo e de todos para solucionar um caso, mas esquecem de enfatizar a raíz desses problemas é só olhar as estatísticas, este crimo como outros são mais comuns que imaginamos e ninguem busca saber o motivo de tanta violênacia.
JUNARA

Anônimo disse...

É por isso, Adolfo, que te considero um sujeito sensato: baseia-se em evidências para opinar. Sempre que ouvia o promotor argumentar, sentia uma inquietação estranha. Percebia uma pré-disposição em condenar o casal, a priori. Lembro-me de uma frase publicada, se não me engano, no blog do Noblat, atribuída ao tal promotor. Algo, mais ou menos, assim: "Conheço o Alexandre Nardoni. Foi meu aluno na faculdade. Ele não presta. É um filhinho de papai.". Claramente há uma combinação de pré-disposição em condenar (por parte do promotor de justiça) com "justiçamento". Logo, nada mais natural do que o caminhão de incoerências apontados por você. Nesse caso, se o casal tiver bons advogados, mesmo em caso de condenação (como não há juri imparcial em um caso com tal repercussão, haverá condenação), o casal será libertado. E aí, amigão, fica a dúvida: será que eles são inocentes?

J Carlos disse...

Bom, vamos por partes:

1) O sangue encontrado no apartamento foi comprovado ser da Isabela, através de teste de DNA. Logo, se o sangue era da Isabela não faz sentido dizer que tem sangue demais.

2) Não porque depende em qual posição Isabela foi carregada pelo pai.

3) Esse pode ser um ponto falho realmente. Provavelmente ela não estava totalmente desacordada.

4) Pelo contrário. O tempo é essencial para invalidar a tese da terceira pessoa.

5) Se outras pessoas não pisaram no sangue, porque deveria haver marcas de pegadas de outras pessoas?

6) Segundo a polícia, o crime já foi esclarecido.

Blog do Adolfo disse...

Caro J Carlos,

O sangue no apartamento é de Isabella. Contudo, NADA garante que o ferimento tenha sido provocado pela madrasta (esse é o meu ponto). Um soco na testa não gera um sangramento tão grande, só isso.

Quanto ao tempo, repito: 2 minutos não é tempo suficiente para se apontar incongruências. Um atraso no elevador ou uma conversa no carro já dão conta de explicar essa diferença.

Muito obrigado pelo comentario e grande abraco,

Adolfo

J Carlos disse...

Caro Adolfo

Não, o seu ponto é que era sangue demais. Repetindo parte do seu comentário:

"Tem sangue demais. O vídeo se refere a uma agressão da madrasta, mas a ferida fica na testa da menina....O ferimento da menina é na testa: nesse lugar não dá pra ter tanto sangramento."

Ora, claramente você duvida que o ferimento na testa tenha provocado essa quantidade de sangue. Bom, sendo o único ferimento encontrado com sangue (não foi afirmado pelos legistas que foi um soco, e sim uma chave ou anel), logo o sangue veio desse ferimento. O que indica (ok, não prova) que o ferimento tenha sido provocado pela madastra é o sangue encontrado no carro, que não pelo DNA, mas por tabelas comparativas utilizadas pelos legistas evidenciam uma maior probabilidade de ser de Isabella, isso somado a posição das pessoas no carro e também a distribuição de sangue pelo apartamento (mostrando que ela chegou sangrando da rua). Podemos dizer que não há provas absolutas que a madastra provocou o ferimento e os indícios são fracos, mas a maior probabilidade é que ela chegou ferida da rua, então foi um dos dois.

Quanto ao tempo deixa eu te explicar: O tempo de 14 minutos e 21 segundos foi determinado entre o desligamento do carro, informado pelo GPS instalado nele, e o primeiro telefonema. O tempo levado pelos Nardoni, NA VERSÃO DELES, simulado pela polícia foi de 16 minutos e 56 segundos, MAIOR que o tempo entre o desligamento do carro e o primeiro telefonema. Por si só, isso já descarta a versão dos Nardoni. QUALQUER atraso que você se refere só AUMENTA esse tempo, para algo MAIOR que 16min e 56seg, entende? Logo, não há incongruência nenhuma no tempo.

[]'s

Blog do Adolfo disse...

Caro J,

Entendo seu argumento referente ao tempo, mas você realmente acredita que 2 minutos são suficientes para poderem ser usados como prova para incriminar alguém? Note que outras explicações podem ser facilmente elaboradas para esclarecer essa diferenca de tempo. Insistir nesse ponto so vai fortalecer a defesa.

Eu fico com o ponto levantado pelo Roberto: o mais sensato mesmo era tentar provar algo menor, mas que fosse comprovado.

Grande abraco,
Adolfo

Anônimo disse...

como uma pessoa bem interpretativa, e agindo com a tecnica nao com a coracao,,,,e tirandoa opniao publico que afeta muito,, as provas tecnicas nao sao conclusivas, o promotor esta afirmando que eles sao culpados,,mas nao e assim,,,varias falhas tecnicas da pericia ,,como e todo sistema brasileiro "falho" unica prova concreta e o relogio "tempo" so isso ,,o sangue era dela mas isso nao diz que foram eles, a agressao nao comecou dentro do carro como promotor disse , nao havia sangue no carro,,,supoe se que foi agredido com algum objeto por causa da marca,,mas que objeto? cade o sangue? eu acho que eles vao ser condenado pela opniao publico ,,,mas com toda certeza as provas nao sao suficientes

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