quinta-feira, 24 de julho de 2008

Como Combater o Terrorismo? (primeiro post publicado por esse blog)

Há um ano atrás este blog iniciava suas atividades com o post abaixo.

Uma breve inspeção pelos jornais parece indicar um incremento das atividades terroristas ao redor do mundo. Qual seria a justificativa para isso? Para os democratas americanos a invasão americana ao Iraque é a explicação. Já seus adversários políticos, os republicanos, argumentam que sem a invasão ao Iraque o nível de ataques terroristas seria ainda maior. A meu ver, essa discussão não toca na principal questão: quem é o inimigo da liberdade? Se o Iraque era um potencial inimigo da liberdade então nao interessa se sua invasão aumentou ou não o número de atentados terroristas, pois esta teria sido a escolha correta. Os Estados Unidos e seus aliados estariam lutando contra um inimigo (tal como a guerra contra o nazismo no passado), e custos de curto prazo são uma condição necessária para a estabilidade de longo prazo. Assim, a questão a ser respondida é: Era o Iraque um pais inimigo da liberdade?

O senso comum parece sugerir dois grandes inimigos, fortes o bastante, para ameaçar a liberdade: regimes ditatoriais e radicais islâmicos. As duas principais implicações de políticas que se seguem são: 1) Os Estados Unidos deveriam pressionar paises ditatoriais pela adoção de regimes democráticos; e 2) Esforços para aumentar a luta contra radicais islâmicos deveriam ser incluídos na guerra contra o terror. Note que o argumento (1) foi a justificativa para a intervenção americana no Iraque.

Antes de aceitarmos que ditaduras e radicais islâmicos são os adversários a serem batidos, vamos analisar três países: Irã, Coréia do Norte e Venezuela. Todos eles possuem posições muita claras contra os Estados Unidos e não são exemplos de países que respeitem as liberdades individuais. Enquanto podemos comprovar a presença de radicais islâmicos no Irã, é muito difícil acreditar que tal grupo seja parte integrante da população venezuelana (onde a maioria da população é cristã) ou da Coréia do Norte (onde o culto religioso não é considerado prioridade de estado). Já em relação a regimes ditatoriais temos que enquanto a Coréia do Norte é uma ditadura, tanto Irã como Venezuela são países democráticos (pelo menos no que diz respeito à existência de eleições periódicas com mais de um único candidato).

Após a leitura do parágrafo acima, devemos questionar nossa crença inicial sobre a força de regimes ditatoriais e de radicais islâmicos para ameaçarem a liberdade. Parece que a origem do poder que ameaça a liberdade repousa sobre algum outro fator que é comum não somente ao Irã, a Coréia do Norte e a Venezuela, mas esta presente também na Síria, Afeganistão e em todos os outros países que ameaçam a liberdade. O que é que todos esses países têm em comum? A resposta é simples: todos eles possuem um alto grau de controle do governo sobre a atividade econômica. Em outras palavras, o inimigo real a ser vencido é o controle estatal sobre amplos setores da atividade produtiva. Ou, de maneira mais simples, o verdadeiro inimigo são os países de economia centralmente planejadas.

Talvez você concorde comigo, talvez não, mas gaste algum tempo analisando os exemplos acima e você verá que os países de economia centralmente planejadas são aqueles mais propensos a investirem contra a liberdade dos indivíduos. Esta afirmativa tem uma importante implicação de política: o verdadeiro desafio no Iraque não é a implementação de um regime democrático, mas sim a implantação de uma economia de mercado. Quanto mais a liberdade econômica se desenvolver no Iraque menos seus cidadãos irão depender do governo, e menor será a força do governo iraquiano para pressionar seus cidadãos a tomarem atitudes que vão contra seus próprios interesses (suas vidas inclusive). O mesmo vale para o Irã, para a Venezuela, e Coréia do Norte entre outros.

A existência de economias centralmente planejadas será sempre uma ameaça àqueles países que baseiam suas sociedades na liberdade de fazer escolhas.

9 comentários:

Iliada disse...

Congratulações!!
Manter um blog não é fácil, requer disciplina e temas inovadores, como por exemplo, as entrevistas. Posso afirmar que há um aninho tenho sido leitora contumaz. Foi uma fonte de informação adicional. Agora que estou usufruindo férias merecidas, elaborei uma lista dos autores citados, Friedman, Hayek entre outros para que possa acompanhar as idéias liberais. Desejaria escrever mais, no entanto o tempo é meu inimigo.

KATIA FERNANDA disse...

Parabéns! Como a colega Iliada disse, esse blog passou a ser para mim uma fonte de informação adicional, principalmente de idéias liberais. Vamos torcer para que não dure mais um ano, mas vários anos.
Um abraço,
Kátia Velásquez

Augusto Araújo disse...

Ei, Adolfo

pq vc nao publica alguns textos seus como este, nos jornais de Brasilia ou outros lugares

este texto está bem atual, mesmo tendo sido escrito há um ano, garanto q há outros seus q poderiam ser publicados e difundirem as idéias para os q nao leem blogs

Anônimo disse...

Excelente interpretação dos fatos. Parabéns pelo primeiro ano do blog.

Um abraço,

J. Coelho

Anônimo disse...

Toda força para seguir em frente, Dodô!

Abração,
Luiz Flávio.

Anônimo disse...

Mais uma praga para colocarmos na conta do comunismo.

Joao Melo disse...

Adolfo, parabéns pelo blog e vamos ficar mais outro ano, aqui direto da selva, acompanhando seus ácidos comentários. Continue escrevendo que é muito bom ler alguma coisa que você ou eu gostaria de falar para "alguns" e não consegue. Ácredito que podemos mudar muita coisa. Até eu que antigamente pensava que blog era coisa de adolescente. Hoje vejo como tem texto nota dez para ler. Grande abraçao e bom domingao.
João Melo

Blog do Adolfo disse...

Valeu amigos, obrigado pelo apoio. A participacao de voces e fundamental para o sucesso do blog.

Adolfo

casca1989 disse...

Parabéns pelo Blog Adolfo. Saiba que não consigo ficar uma semana sem visitá-lo. Grande Abraço!

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