quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Precisamos de um outro Ronald Reagan

Reagan foi um dos únicos líderes mundiais a reunir três qualidades fundamentais: a) compreendeu que a batalha contra os inimigos da sociedade aberta era não só militar ou econômica, era também moral; b) tinha determinação para combater o que acreditava errado; e c) tinha habilidade para convencer a população de seu país sobre os sacrifícios necessários a preservação da liberdade.

Causa muita estranheza a TOTAL apatia dos meios de comunicação – dos líderes mundiais, das organizações civis, e de quase todo o mundo civilizado – em criticar o Comite Olímpico Internacional (COI), que escolheu um país que NÃO RESPEITA os direitos humanos, que NÃO RESPEITA a democracia, que NÃO RESPEITA a liberdade individual, que NÃO RESPEITA a liberdade de imprensa, que NÃO RESPEITA a liberdade de outro país (Tibet) para ser sede dos Jogos Olímpicos.

Vários países no mundo concorrem pela honra de sediar as Olimpíadas, por que dar tal honra a uma ditadura que já matou MILHÕES de seus próprios cidadãos? Por que ninguém faz essa pergunta ao presidente do COI? A verdade é que a China é uma ditadura comunista, e como tal desfruta de vários admiradores (todos devidamente morando FORA da China). Engraçado notar que os mesmos que aplaudem a ditadura chinesa vaiam a democracia americana. Fato este que não deixa de ilustrar muito sobre o caráter dessas pessoas.

Reagan teria boicotado as Olimpíadas de Pequim, e eu teria aplaudido. A China não merece essa honra e, um dia, o COI terá que dar explicações sobre essa escolha. Quanto será que vale o voto de um membro do COI em prol de um país? Um dia esse número vai aparecer.

4 comentários:

Anônimo disse...

Sim, foi por isto que aquele império se esfarelou.

Uma coisa é de deixar intrigado: a apatia, a passividade do empresariado brasileiro diante da ameaça totalitária que avança a cada dia. Quem recolhe os impostos? As empresas. Embora o contribuinte pague os impostos, os elementos recolhedores são as empresas, não é isso?

Cada empresa sabe exatamente o que recolhe (ou deixa de recolher) em impostos. Claro que as empresas têm (ou devem ter) as melhores informações sobre as tendências que se projetam sobre suas atividades, são a ponta da pirâmide... Além disso, têm tremendo potencial humano, informativo e financeiro suficientes para influírem nos destinos da nação.

Digamos que empresário não goste do cheiro do povo. Não gosta? Como o ordenhador pode detestar a vaca que lhe fornece o leite? Taí. Tou dissecando “A Arte da Persuasão”, de G.R.Shell e M. Moussa. Trata de negócios. Em algumas passagens, revelam a principal característica de Abraham Lincoln: interação, com todas as pessoas, sem exceção. Estruturou a base da democracia e do progresso americanos.

Se os empresários não se atualizarem, continuarão perdendo terreno para aventureiros demagogos que, se possível for, lhes puxarão totalmente os tapetes por onde transitam.

Anônimo disse...

Comentário:

"A única condição para o triunfo do mal é que os homens de bem não façam nada." (Edmund Burke).

Fábio Mayer disse...

Reagan foi um dos maiores presidentes da história dos EUA, pois foi ele quem ganhou a guerra fria e recuperou a economia do país dos desastres dos anos 70.

Mas uma coisa em faço reparo. As Olimpíadas em Moscou, apesar de na URSS, foram feitas em um país que, apesar do seu regime, já não violava regras internacionais como nos tempos de Stalin e nem perto do que hoje em dia faz a China.

Anônimo disse...

Belas palavras, mas temo dizer, vazias.
O mesmo Reagan que fazia uma cruzada moral contra a União Soviética e o comunismo, armava Saddam Hussein e algumas outras ditaduras ao redor do mundo - o inimigo de meu inimigo é meu amigo.
Duvido que boicotasse a China - um dos principais parceiros comerciais americanos - pura e simplesmente por razões de violações aos direitos humanos. Como não o faz hoje em dia, ou faz muito timidamente como a chanceler alemã, qualquer outro estadista. A China é o grande dragão consumidor que está alimentando o crescimento de muitos países, inclusive o Brasil. O bolso, ou os interesses comerciais, sempre fala mais alto.
A retórica americana de liberdade e democracia na maioria das vezes se revela figura de propaganda. Olhem no caso mais recente o que eles fizeram com o Iraque.

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