terça-feira, 19 de agosto de 2008

Soberano no dos outros é refresco

O governo quer porque quer aprovar o fundo soberano. A idéia do fundo soberano é mais ou menos a seguinte: o governo tira o couro da população brasileira, cobrando (e arrecadando) seguidos recordes tributários. Depois disso, o governo devolve o mínimo possível à sociedade. Com essa reserva de dinheiro (fruto de ter arrecadado mais do que gasto), o governo defronta-se com duas opções: 1) pagar o que deve. Isto é, pagar sua dívida que tem um custo financeiro superior a 13% ao ano; ou 2) poupar o dinheiro, e receber um retorno financeiro aproximado de 5% ao ano. Alguém em sã consciência optaria pela segunda alternativa? Pois o fundo soberano é justamente a opção 2.

Vendo o governo apoiar a estupidez da criação do fundo soberano, algumas explicações malucas me vêm a cabeça: a) o governo não pretende pagar sua dívida, logo não faz diferença que ela cresça a taxas altíssimas; b) alguém vai pegar o dinheiro do fundo soberano e sumir com ele, alguma coisa tipo caixa 2 de campanha; c) alguém falou isso de sacanagem e agora está com vergonha de voltar atrás; ou d) ocorreu uma inundação de maus economistas nos altos cargos públicas.

Ou o governo usa os recursos disponíveis para pagar suas dívidas, ou então que ele ao menos reduza a carga tributária. Mas tirar nosso couro para dar dinheiro pros outros (fundo soberano) é o fim da picada. Caso o governo esteja com vergonha de admitir seu erro, então vamos fazer o seguinte: pegamos o superávit fiscal do governo e o usamos para abater a dívida pública. Depois quando o cenário macroeconômico melhorar dizemos que foi tudo graças ao fundo soberano (mesmo sem este ter sido sequer criado).

9 comentários:

saboya disse...

Nada de novo no front. Com a experiência petista com fundos de pensão, esse é um movimento natural.

Badger disse...

A incompetência econômica do governo é tão gigantesca que é difícil ver onde começa e onde termina. Ou talvez isso aí seja apenas outra forma de esconder os famosos 10% (que a esta altura já devem estar beirando os 20).

Anônimo disse...

Adolfo,

De cara, o fundo soberano é ruim. De quem é a idéia? Do grupo do BURRÃO. Logo, só pode ser ruim. Como não acredito em sacanagens desse povo (não são tão inteligentes), as opções corretas são (a), (b) e (d).

PS: Prá quem não entendeu o BURRÃO, a palavra burro significa manteiga, em italiano.

Totti_ucb disse...

Isso tem cheiro de mais imposto no ar.
La vem mais um Arrocho!
Mas fazer O que, quando a coisa estiver pior do que já esta, o povo pede intervensão estatal e nos fod.. mais ainda!
Fazer oque isso é o Brasil do PT.

Anônimo disse...

Gostaria de ler algo escrito por voce sobre: Uma nova Estatal para cuidar da descoberta de Petróleo.






Cesar.carlos@hotmail.com

Carlos disse...

Quarta-feira, 20 de agosto de 2008, 14h00

Relator do FSB aposta em mais três fundos soberanos

Estadão - ADRIANA FERNANDES

O relator do projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), deputado Pedro Eugênio (PT-PE), disse que o modelo do fundo permite receber os recursos da exploração do petróleo na chamada camada pré-sal (uma reserva que se encontra a 7 mil metros de profundidade), mas defendeu a criação de três novos fundos soberanos. Esses fundos receberiam também os recursos de exploração do pré-sal, mas teriam destinação específica para as áreas de saúde, educação e previdência. "A criação desses três fundos é uma boa aposta", disse Pedro Eugênio, que é também presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. "O excedente de arrecadação com o pré-sal vai exigir mais fundos", disse.

Segundo o deputado, a criação desses três fundos específicos permitiria uma aplicação mais focada dos recursos nessas áreas prioritárias para o País. Ele ressaltou que o modelo do FSB tem foco fiscal (poupança de recursos) e o desenvolvimento de empresas no Brasil e no exterior com a compra de ativos. "Esse fundo não é um fundo soberano típico. É um fundo fiscal e um fundo que tem um componente importante de desenvolvimento", ponderou. Para ele, a função anticíclica do FSB (nos momentos de poupar recursos para serem utilizados nos momentos de maior dificuldade) não é prioritária. Segundo Pedro Eugênio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai estruturar as operações de compra desses ativos.

O deputado informou que vai apresentar seu relatório sobre o projeto de lei que cria o FSB nos primeiros dias de setembro. Ele disse que é preciso votar o projeto até o final do ano, nas duas casas (Câmara e Senado Federal). O deputado disse ainda que seu relatório vai evitar "engessar" as regras do FSB de retorno dos recursos que foram poupados. A idéia, segundo ele, é criar parâmetros "qualitativos" e não "quantitativos" para essas regras. Ele quer evitar estabelecer regras fixas, como por exemplo um determinado patamar de crescimento econômico, para o retorno dessa poupança.

Publicado em: 20 de agosto de 2008, 14h00

vítor moreira disse...

Além de isso está parecendo muito com um fundo de aposentadoria de quem está no governo(alta cúpula) isso acaba refletindo um dos vários motivos que fazem com que o Brasil não cresça e muitas vezes é confundido na história como colonização...

Richard disse...

Eu gostaria muito que fosse a letra c), poque não dá para acreditar na tamanha burrice desse povo.

Bruno disse...

Se fosse a letra d seria ótimo, mas acho que está mais para letra b. Com certeza tem falcatrua no meio. Nem duvido muito de que haja pessoas inteligentes, capazes na administração pública, o problema é que boa parte delas é corrupta, malandra, golpista, brasileira.

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