domingo, 14 de setembro de 2008

Abertura Comercial Imediata e Unilateral

Abertura comercial imediata e unilateral é o carro chefe da proposta de política econômica dos Gummersbach Boys. Ela embute vários incentivos para o aumento da produtividade, e consequente crescimento econômico, num país. Operacionalmente, também é uma proposta extremamente simples de ser colocada em prática. O governo pode operacionalizar essa medida até mesmo por medida provisória, apesar de nossa proposta pedir por um projeto de lei nesse sentido. Em termos legais, o maior entrave a essa proposta são os acordos comerciais (tais como o Mercosul) que o Brasil já tem assinados. Em termos políticos, o maior entrave são os grupos de pressão (de empresários e trabalhadores de setores oligopolistas) que agem no Congresso Nacional.

Os ganhos gerados pela abertura comercial imediata e unilateral seriam imensos. Em primeiro lugar, os consumidores de todo país teriam acesso a uma gama muito maior de produtos a preços muito inferiores aos praticados atualmente. Os empresários também se beneficiariam, pois teriam acesso a insumos de melhor qualidade e mais baratos. Mas as vantagens não terminam por aí, existe considerável evidência empírica de que países mais abertos se confrontam com menores níveis de inflação. Assim, a abertura econômica ajudaria a manter a estabilidade interna dos preços. Outra importante vantagem é que num mercado mais aberto existe mais competição, e com mais competição temos menos poder de mercado por parte dos oligopólios. Dessa maneira, o poder dos cartéis nacionais são reduzidos drasticamente e uma importante falha de mercado é corrigida.

Preços mais baratos para os consumidores. Insumos mais baratos para os empresários. Menor inflação para toda a sociedade. Mais competição na economia. Maior produtividade e maior crescimento econômico. Os efeitos da abertura econômica são positivos demais para serem relegados. Não importa se os demais países do mundo irão fazer o mesmo ou não, abrir a economia para o comércio internacional é a maneira mais rápida e fácil de se dinamizar o crescimento de um país.

Abertura comercial unilateral pode parecer uma medida estranha a muitos, mas ela está longe de ser nova. A Grã-Bretanha no período 1850-90, o Chile, e Cingapura são exemplos de países que já adotaram essa política econômica. Em todas as situações em que foi adotada, essa medida produziu expressivos ganhos de bem estar na sociedade tanto para trabalhadores quanto para empresários.

5 comentários:

Anônimo disse...

Competição é tudo. Valeu Adolfo!!!

Anônimo disse...

Por indicação de um amigo comecei a frequentar seu blog há algum tempo.
Sempre gostei dos seus comentários. Acho que eles são inteligentes e empíricos.
Entretanto, nesses últimos meses não tenho visto por aqui discussões sobre o que vem acontecendo com a economia nacional e mundial. E olha que não são poucos os assuntos que podíamos ver por aqui. Entre eles, o mais importante, é uma possível crise financeira mundial.
Acho que vc, como uma pessoa que me parece com grande capacidade de analisar esses fatos de uma maneira diferente, como já vi por aqui, acaba por perder com nós que lemos o seu blog.
Veja-se vc mesmo que, quando escreve de assuntos que estão acontecendo atualmente, a participação de seus leitores é muito maior.
Que tal continuar defendendo as suas idéias - que acredito serem ótimas, e apoio vc nisso - mas, sobretudo, contribuir com o seu conhecimento nos acontecimentos atuais, na formação das opiniões de nós leitores do seu blog??!!
Queria vê vc escrevendo sobre o que anda acontecendo com a Bolívia, com os números divulgados do PIB, sobre a quebradeira dos bancos dos EUA, sobre a política econômica do Banco Central Brasileiro, etc...
Acredito que muitos leitores do seu blog, assim como eu, anseiam por isso. Porque, afinal de contas, é pelos seus comentários inteligentes que o lemos.

Fica o meu "protesto"!

t+

Anônimo disse...

Evidentemente os empresarios que vão ficar sem a boquinha protecionista vão perder, juntamente com os seus operarios. Só que essa turma é grande: são sindicalizados e patrocinam o mensalão e dão sustentação ao PT. O que fazer?
Um abraço

vitor moreira disse...

tudo bem que traria um bem estar tremendo aos trabalhadores, mas com essas medidas, a compretição internacional vai ficar tão forte que vai acabar com a nossa produção interna de produtos industrializados principalmente...
será que vale a pena penalizar a industria nacional em detrimento da nossa industria?

Anônimo disse...

Tudo bem que traria um bem estar tremendo aos trabalhadores, mas com essas medidas, a compretição internacional vai ficar tão forte que vai acabar com a nossa produção interna de produtos industrializados principalmente...
será que vale a pena penalizar a industria nacional em detrimento da nossa industria?
Parece ser uma boa idéia fomentar a “indústria nacional” em detrimento do “consumidor nacional”? Qual o argumento que você utiliza para justificar defendermos o salário do trabalhador das indústrias protegidas, em detrimento do salário ganho pelo consumidor desses produtos? Qual é a justificativa em considerar-se o emprego do sujeito que trabalha nas indústrias protegidas, mais importante do que o emprego dos que estão em outras indústrias?
Se desejamos o bem GERAL, e não o bem de grupos específicos de trabalhadores, empresários, burocratas e políticos. Devemos adotar essa medida, já.
Alias pense da seguinte forma:
Se o comércio é ruim. Porque permitimos que as cidades brasileiras façam comercio entre sí? Na lógica protecionista, deveríamos fechar as fronteiras estaduais e até municipais. Se comércio entre países é ruim, o comércio entre São Paulo e Bahia também TEM de sê-lo, e tanto paulistas quanto baianos se beneficiariam de sua proibição.
Obviamente trata-se de um delírio, já desmistificado desde o século 19. O Espanto é que essa falácia ainda seja popular.
Defender uma indústria ineficiente frete uma eficiente que está em outro país, além de uma bobagem nacionalista tosca, é a defesa da pobreza.
Como sermos mais pobres pode nos ajudar?


FIX

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