Caros amigos, creio que notaram que as postagens no blog andaram meio devagar nas ultimas semanas. Isso ocorreu pois estava tendo discussoes razoaveis com alguns colegas. Depois de 2 semanas de discussoes chegamos a um programa MINIMO, mas suficiente, para garantir a riqueza e o desenvolvimento de uma nacao.
Abaixo seguem as recomendacoes de politicas economicas do nosso grupo, que nesse tempo ficou conhecido como Gummersbach Boys. Nos proximos dias estarei comentando especificamente uma a uma das 5 recomendacoes abaixo. Elas nao abrangem todos os problemas de uma sociedade, mas nos as consideramos que um governo que adota-las tera direcionado definitivamente seu pais no rumo do sucesso economico e social.
1) Abertura comercial imediata e unilateral
2) Corte brutal na burocracia requerida para a abertura de novos negocios
3) Reforma tributaria diminuindo a carga tributaria para valores ao redor de 20% do PIB
4) Flexibilizacao das leis trabalhistas
5) Politica monetaria consistente com uma inflacao abaixo de 5% ao ano.
13 comentários:
Adolfo,
A terceira recomendação está de acordo com o que postula um modelinho de crescimento econômico endógeno proposto por Robert Barro em 1990, intitulado "Government Spending in a Simple Model of Endogenous Growth" e publicado no JPE. Se for considerado que a participação do capital total na renda é de 0,8 - a evidência empírica internacional aponta isso - chega-se ao número de 0,2 como uma alíquota tributária ótima de longo prazo.
J. Coelho
PS: Qual é a razão do limite de 5% para a inflção anual? Por que não 1% ou 2%? Ou 0%? Alguém pensa em ressussitar a curva de Phillips?
Alo Adolfo,apoio todas as medidas. Quanto a flexibilizar as leis trabalhistas, só aceito tal proposta se ela for aplicável ao serviço público.
Um abraço
Marco Bittencourt
Sos un grande... Un abrazo a la distancia
Caro Adolf,
Vou te chamar assim, já que estás por estas bandas germânicas. Gostei de quase todas as propostas, sobretudo da primeira. Minha única restrição é quanto à quinta proposta: 5% de inflação anual é muito.
Abraços e bom retorno,
Rogê
É Adolfo, mas a UNB de onde vc é, se destaca pelo progressismo tosco, cotista, etc
pq vc nao começa a debater as idéias com toda a comunidade da UNB?
Coelho,
De onde você tirou que a participação da renda do capital na renda total é de 0,8? A melhor análise para dados internacionais que eu conheço é a do Golin (JPE, 2002) e fica em torno de 0,4.
Abraço,
Roberto
Roberto,
0,4 incluindo capital humano? Parece pouco.
Abraço,
J. Coelho
Roberto,
Não é uma estimativa encontrada em algum artigo ou algo semelhante. O que fiz foi uma aproximação usando o artigos Barro (1990) e Mankiw, Romer e Weil (1992). O último postula que se os capítais físico e humano forem substitutos (na verdade, ali assume-se que são substitutos perfeitos), então eles se confundem e a participação do capital total na renda aumenta. Apenas achei que se considerarmos que a soma dos dois tipos de capital tenha uma participação de 80% na renda - daí a expressão capital total -, então a alíquota tributária ótima, no longo prazo, seria 20%. De qualquer modo, lerei o paper do Golin (2002). É possível que eu esteja equivocado.
Um abraço,
J. Coelho
concordo em muitos aspectos com vc
mas e bom q vc comente, cada um deles
para gerar uma discussão maior e
quem sabe chegarmos em conclusões construtivas
Coelho,
Se somarmos tudo o número 0,8 é razoável. Orientei uma tese (do Zenobio) onde esta questão foi crucial. O problema é como (onde) somar capital humano nesta história.
Abraço,
Roberto
È verdade Adolfo,
Concordo com os comentários.
5% é uma inflação anual ainda muito alta. Fico no aguardo dos seus comentários a respeito.
Um Abraço.
Eduardo Borges ( UCB )
Meus Caros,
Obrigado pelos comentários. Notei que a proposta de inflação MÁXIMA de 5% ao ano ainda parece alta para muitos. CONCORDO que ela é alta. Em breve estarei postando os motivos desse número.
Obrigado,
Adolfo
O Caminho para o Primeiro Mundo.
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