terça-feira, 25 de novembro de 2008

Você usaria uma camisa com a foto de Bin Laden?

Vi um jovem usando uma camisa estampada com a foto do terrorista Osama Bin Laden. Me dirigi até ele e disse que achava estranho alguém apoiar assassinos. Claro, todos temos liberdade de pensamento. Mas é importante entendermos que somos responsáveis por nossas ações e pelas implicações óbvias de nossos pensamentos e idéias.

Acabo de ler que o grupo Taleban, aquele que apoiou e apóia Bin Laden financiou um grupo de delinquentes para jogarem ÁCIDO em estudantes e professores. Incrível que estudantes brasileiros apoiem um grupo com essa mentalidade.

O mesmo vale para camisas de Che Guevara, outro assassino de carteirinha. Usar uma camisa com a foto de Che Guevara é moralmente igual a se usar uma camisa com a foto de Adolf Hitler. Realmente estranho que estudantes brasileiros, tão ardorosos defensores da liberdade de pensamento, adotem como vestimenta básica camisas com fotos de assassinos caracterizados pela intolerância com opiniões distintas.

Bin Laden é um assassino. Che Guevara foi um assassino. Fidel e Raul Castro são assassinos. Usar camisas com suas fotos estampadas ou recebê-los em sua casa é o mesmo que apoiar os métodos que eles usam: assassinato.

15 comentários:

JOÃO MELO disse...

Professor, EU nunca entendia porque tantos alunos usam camisas com fotos desse pessoal. Porém, pensando com meus botões,hoje estou convencido que é por falta de conhecimento de HISTÓRIA. Na quase totalidade das vezes, NUNCA leram todos os lados da moeda. Ficam sempre com alguns trechos da história e acham que estão do lado certo. É muita falta de leitura para o meu gosto. ABraço, João Melo, direto da selva.

Fábio Mayer disse...

Infelizmente, Adolfo, 99,9% dessa juventude de hoje em dia é incapaz de distinguir um assassino de um ator de cinema.

Anônimo disse...

A única liberdade de pensamento que esses jovens defendem é a liberdade do pensamento único. São uns fascistinhas. O que esperar, se têm os professores que têm?

Anônimo disse...

Por que não nos cotizamos para comprar uma passagem para os EUA para o estudante fã do BIN? Faço questão de contribuir até para o McDOnald que ele irá comer e com a esperança que ele faça uma boa viagem (só de ida, com certeza).

Anônimo disse...

é por isso que eu falo para as pessoas que usam a camisa do flamengo... apoiar esse pensamento é um absurdo!!!

Igor Martins disse...

e se usasse uma camiseta estampada com o rosto do Mandela, qual seria sua opinião?

marco bittencourt disse...

Depois que li reportagem que saira hoje no Estadao e reproduzo abaixo, acho que vou comprar uma camisa com a cara do BIN na esperança que ele derrube a torre certa (na hora certa também!).

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081126/not_imp283663,0.php#comentar'

'Aracruz sabia das operações com derivativos''

Irany Tereza
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As operações da Aracruz com derivativos cambiais - que resultaram em perdas superiores a US$ 2 bilhões para a empresa - foram detalhadamente acompanhadas pelos acionistas controladores da empresa. Foi o que afirmou ontem o ex-diretor financeiro da empresa, Isac Zagury, afastado do cargo depois que o prejuízo veio a público, há dois meses. O executivo, com 30 anos de experiência no mercado, teve sérios problemas de saúde depois do caso, entrou em depressão, ficou dez dias internado e agora decidiu dedicar-se integralmente à sua defesa.

Em decisão tomada anteontem em assembléia, os acionistas da Aracruz decidiram processar judicialmente Zagury pelos prejuízos, que chegam a US$ 2,13 bilhões. A empresa, que estava entrando em um novo ciclo de investimentos, suspendeu uma reestruturação acionária em curso, uma vultosa obra de ampliação de uma de suas fábricas, no Rio Grande do Sul, e se prepara para um resultado ruim em 2008, ano que despontava como uma grande guinada para o grupo.

Rompendo o silêncio que se havia imposto há dois meses, Zagury recebeu a Agência Estado ontem em seu apartamento, em São Conrado, no Rio, para dar a sua versão da história. Abatido, mas tranqüilo, ele afirma que enviava relatórios "praticamente diários" sobre os contratos ao Comitê Financeiro da empresa, formado por representantes de todos os controladores (Safra, família Lorentzen e Votorantim Celulose e Papel). Do final de 2004 a junho de 2008, a Aracruz ganhou, segundo os cálculos de Zagury, US$ 350 milhões com operações de hedge (proteção) cambial na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

De abril a agosto, os ganhos com derivativos cambiais bancários foram de US$ 50 milhões. E ele nega que os limites de exposição tenham sido extrapolados. "Todos nós tínhamos a interpretação de que estávamos dentro do limite. Quando surgiu o episódio do Lehman Brothers e o dólar passou de R$ 1,60 para mais de R$ 2, alguém tinha de ser culpado...", disse o executivo.

Segundo Zagury, a Aracruz chegou a operar com 12 bancos diferentes em contratos que foram oferecidos a partir de janeiro deste ano, chamados "sell target foward". Esses contratos são operações de derivativos cambiais com prazo mais longo, em torno de 12 meses, enquanto as operações na BM&F são mensais. Para os contratos bancários, porém, há limite de ganhos, a partir do qual a operação é encerrada e outro contrato tem de ser assinado. Para perdas, no entanto, não há limite estabelecido. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Por que a demora na apresentação da sua versão dos fatos?

Primeiro, porque não havia nenhuma manifestação da empresa contra mim. Mas, agora, diante de uma ação que está sendo movida, tenho obrigação de dar a minha versão dos fatos, de me defender. A Aracruz exporta 99% de sua produção. E os custos são 80%, 85% em reais. Teoricamente, é a empresa que mais tem de se preocupar com o câmbio no Brasil.

O hedge é decidido pelos acionistas?

Entrei para a Aracruz em junho de 2003 e a recomendação que me foi feita foi: "Olha, se preocupa com hedge. Estamos entrando numa fase de apreciação da moeda." Em 2002, o dólar havia chegado a quase R$ 4. Quando o Lula entrou, mostrou um trabalho correto, os preços das commodities coincidentemente também começaram a subir no mercado internacional, houve um ingresso líquido de recursos para o Brasil, o balanço de pagamentos melhorou muito. O real foi caindo até chegar, em agosto, a R$ 1,56. Imagina o que isso significa para uma empresa que tem toda a sua receita em dólar e custos em reais. Tínhamos por obrigação, por imperativo de gestão, fazer o hedge. O que eu perdia no custo, ganhava na BM&F. Do final de 2004 até junho de 2008, ganhamos cerca de US$ 350 milhões na BM&F. Conseguíamos compensar a perda com o câmbio com ganho financeiro.

A Aracruz fazia hedge puro e simples?

Até bem pouco tempo, operávamos com venda de dólar na BM&F. Este ano, os bancos passaram a oferecer um produto diferente, chamado sell target foward. Na BM&F é preciso rolar os contratos mês a mês. Os bancos ofereceram um produto com venda de câmbio em prazo mais longo. Isso convinha às empresas. Já que eu tinha um fluxo de exportação, prefixava meu câmbio e me protegia. E sempre numa curva ascendente, o que para nós, como exportadores, era interessante. É um produto que já veio de outros países. A Aracruz não foi a primeira a fazer isso. Quando começamos a fazer, já havia várias empresas grandes fazendo.

Quantas?

Acredito que umas 400 empresas, dos mais variados tamanhos, estavam fazendo. Falou-se muito na Aracruz, na Sadia e na Votorantim. Mas, com 20 bancos operando nisso, não iriam fazer isso para três empresas. Somente um desses bancos declarou que chegou a fazer isso para 300 empresas. Essas três foram as mais faladas talvez porque sejam maiores, com mais visibilidade, e porque foram mais transparentes ao divulgar essas coisas. Ninguém gosta de dizer que perdeu. Mas, na realidade, todas perderam e não foi culpa de ninguém. Não foi culpa do diretor da Aracruz, do presidente da VCP, do diretor da Sadia. O que aconteceu foi um fato imprevisível.

Não é possível apontar um culpado?

O que aconteceu não foi culpa de ninguém. Foi a maior crise mundial que já aconteceu nas finanças mundiais, mais do que a crise de 1929. Há um grande início de recessão econômica. Isso criou também uma crise de confiança que secou as linhas de crédito para o Brasil. Pela primeira vez se viu uma escassez de crédito internacional para o Brasil das linhas de ACC (Antecipação de Contrato de Câmbio), o capital de giro do exportador, que nunca faltou na história do Brasil. Empresas grandes, maiores que a Aracruz, não conseguiam crédito nem para 30 dias.

A diferença dos instrumentos de derivativos na BM&F e nos bancos era o prazo?

Era. O banco te oferecia a possibilidade de um prazo mais longo, em vez de ficar todo o mês rodando na BM&F. As empresas acharam interessante. A própria Aracruz, de abril a agosto, chegou a ganhar US$ 50 milhões só nessa operação. Eram operações com nocaute, quer dizer, quando se ganhava um "x", a operação terminava. Tinha limite de ganho e a operação era interrompida. Era possível contratar a operação por 12 meses e ela durar apenas dois meses. Se você estava pré-vendido a R$ 1,80 e o dólar chegasse a R$ 1,60, a operação morria e você ganhava uns tantos milhões.

Tinha limite de ganho, mas não de perda?

Essa era a questão. Mas, para isso, o banco te dava um "upside" enorme. Se o câmbio estava a R$ 1,56, ele te dava RS 1,90 no primeiro mês. Então, você tinha uma chance enorme de ganhar. Até agosto, praticamente todo mundo ganhou. O que aconteceu é o que se chama em Direito de teoria da imprevisibilidade. Um fato extra, totalmente fora de controle dos agentes econômicos, uma crise internacional sem precedentes, que modificou totalmente o câmbio. E, aí, ninguém tem controle sobre isso. Não é culpa de X, Y ou Z. Não foi a Aracruz que perdeu, foram 300 que perderam. Isso vai ficar claro quando divulgarem o balanço no final do ano.

Não há limite para esse tipo de operação nas empresas?

Tem um limite, mas essa operação era mais complexa. Quando você atua na BM&F, sabe exatamente o seu limite. Nessa operação, com nocaute, com possibilidade de fechar a operação no segundo mês, você nunca sabia a sua exposição certa. A gente fazia uma média em relação à previsão de ter nocaute para chegar dentro do limite do que seria aceitável. Tecnicamente, considerando a complexidade do produto e a freqüência que esse produto dá nocaute, a empresa operou dentro do limite, embora o próprio fato relevante dê como justificativa ter ficado acima do limite.

Quem sabia dessas operações?

Além do Conselho de Administração e da diretoria, há seis comitês técnicos que assessoram o conselho. Um deles é o Comitê Financeiro, que supervisionava o trabalho do diretor-financeiro, principalmente em relação a essas operações. Quando eu assinava um contrato desses, passava por uma análise até de advogados. O Conselho de Administração não se envolvia diretamente. O Conselho é responsável por formular as políticas. Os comitês eram responsáveis por acompanhar a execução dessas políticas junto à diretoria.

Os acionistas dizem que não tinham conhecimento.

Eles tinham conhecimento, porque o Comitê Financeiro tinha um representante de cada acionista controlador. E a diretoria encaminhava periodicamente para esse comitê os resultados dessas operações, as posições, as informações que eles queriam. Havia relatórios quase diários. O Conselho se reúne somente a cada três meses. Mas, como eles têm representantes em todos os comitês, as informações ficam disponíveis. Se alguém do comitê achasse que o limite estava estourado, poderia ter falado: "Interrompe a operação, cancela, pára." Mas, eles tinham a mesma interpretação que a gente, que o limite não estava estourado. Essa operação foi feita em abril e só foi interrompida em setembro. A auditoria independente feita em junho também poderia ter visto que havia estourado, porque o volume de operações não se alterou muito de junho a setembro. Mas todos nós tínhamos a interpretação que estávamos dentro do limite. Quando surgiu o episódio do Lehman Brothers e o dólar passou de R$ 1,60 para mais de R$ 2, alguém tinha de ser culpado...

E o senhor foi o bode expiatório?

Porque o diretor-financeiro é sempre o alvo de qualquer coisa dentro de uma empresa. Mas, estou com consciência supertranqüila. Tudo o que foi feito foi de boa-fé, pelo interesse da empresa. A empresa fazia operações de hedge desde 2004 sempre com sucesso, eles elogiavam. Agora, quando deu errado, por causa de uma maxidesvalorização... Com relação à ação que decidiram ontem (segunda-feira) estou tranqüilo. Ninguém pode me acusar de irregularidade. Porque escolheram só a mim, aí só perguntando a eles.

marco bittencourt disse...

Como o poder econômico tem poder mesmo, não saiu a reportagem no Jornal O Estadão. Bem que salvei na íntegra. Faço agora o serviço final: reproduzo os comentários postados na madrugada.

COMENTÁRIOS
Aracruz e Votorantim Faturaram - Irany Tereza
Qua, 26/11/08 23:44 , marcomartins@estadao.com.br
Nunca havia lido, em toda a minha vida, uma reportagem tão reveladora da baixidade ética e moral sobre essa curriola, auto-denominada grandes-empresários, grandes-banqueiros, que domina o Brasil, e que não presta para nada a não ser sangue-chupar, diariamente, o sangue de cada brasileiro que trabalha. O Banco do Brasil vai comprar o Banco Votorantim? Não tem nenhum partido político com vergonha na cara para reagir? Assinado: Marco A C Martins.

Aracruz, Votorantim e os Três Pivetes
Qui, 27/11/08 00:10 , marcomartins@estadao.com.br
Há um aspécto estarrecedor nessa reportagem: que história é essa de 100, 150, 200, 400 grandes empresas, todas ligadas ao Poder, apostarem no mesmo cavalo? Desconfio que existem três pivetes no pedaço: (1) - o primeiro, encontra-se dentro do Banco Central, informando e dando garantias aos malandros de que tal e tal medida seria adotada - por exemplo, sobre juros e câmbio; (2) -o segundo é o contato, o pseudo-acadêmico-banqueiro, que circula livremente entre as duas curriolas, faz a ponte; (3) - o terceiro pivete é a curriola pêga de surpresa, que não esperava a crise e faturaria US$ bilhões, não fossem os céus. Assinado, Marco A C Martins.
Aracruz e Votorantim Faturaram - Irany Tereza
Qua, 26/11/08 23:44 , marcomartins@estadao.com.br
Nunca havia lido, em toda a minha vida, uma reportagem tão reveladora da baixidade ética e moral sobre essa curriola, auto-denominada grandes-empresários, grandes-banqueiros, que domina o Brasil, e que não presta para nada a não ser sangue-chupar, diariamente, o sangue de cada brasileiro que trabalha. O Banco do Brasil vai comprar o Banco Votorantim? Não tem nenhum partido político com vergonha na cara para reagir? Assinado: Marco A C Martins.
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Blog do Adolfo disse...

Caro Igor,

Excelente ponto. Eu não sou o dono da verdade e nem tenho todas as respostas.

Mandela foi um terrorista, por isso não usaria uma camisa com sua foto. Mas, verdade seja dita, muitos o consideram um libertador (da mesma maneira que consideram bin ladem um libertador).

Eu acredito que: os fins NAO justificam os meios. Assim, sou contra qualquer ato de terrorismo.

Igor Martins disse...

justo.

Agora eu não sei se concordo contigo ao comparar Hitler com Che Guevara. Mas vou assumir que isso é só pra enriquecer seu discurso.

Basilio Muhate disse...

Fiquei arrepiado com o post que indicava Mandela como um assassino. Isso só pode caber no pensamento de um racista de primeira categoria.
Aconselho a procurar abstrair-se um pouco mais.

sabe porque é que os jovens estão a usar camisetas de Bin Laden e de Ché Guevarra e Mandela ? Porque DESCOBRIRAM que esses homens provavelmente não sejam tão assassinos como as mentes ocidentalizadas e capitalistas que enxugam o planeta terra.

Basílio
Africa - Moçambique

Anônimo disse...

"Porque DESCOBRIRAM que esses homens provavelmente não sejam tão assassinos como as mentes ocidentalizadas e capitalistas que enxugam o planeta terra."

Bem Vindo ao Século XIX.

FIX

Rafael Papageorgiou disse...

Camiseta do Hitler eu não usaria.

Já as vítimas do nosso querido médico asmático argentino não eram o que se pode chamar de civis inocentes. Só se vocês leram a reportagem da Veja sobre o Che... "Che era uma assassino cruel sedento de sangue". É... A mesma revista que aplaudiu a ajuda do governo aos bancos que o professor Adolfo tanto condena.

Poderia ter mencionado também o Bush para equilibrar ideologicamente as coisas. Todo mundo sabe que muitos civis morreram atingidos pelas "bombas inteligentes" (quando é inteligente utilizar uma bomba contra seres humanos?).

Anônimo disse...

E camiseta da Nike, Tommy, Adidas, etc?
Só porque não são rostos, não são assassinos?

Comparar che guevara à hitler deve ser coisa de leitor da veja mesmo.
Chamar de assassinato um ato de revolta física contra tiranos é coisa de quem é incapaz de perceber a tirania que te controla.

Se tivesse falando do Axl Rose usando camiseta do Charles Manson era uma coisa. Agora citar revolucionários políticos pra falar essas coisas...
Helter Skelter!

Washington pereira disse...

Eu usaria pequeno gafanhoto e todos sabem que ele representa e usaria só para chocar borboletas iguais a você !!!!!

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