quarta-feira, 28 de maio de 2008

Propriedade Privada e Segurança

Todos já ouvimos os alardes dos esquerdistas sobre a crueldade da propriedade privada, sobre como a propriedade privada exclui milhares de pobres coitados em prol de um punhado de beneficiados. Também é farto o alarde da esquerda em culpar a propriedade privada por guerras externas e conflitos armados internos. Como já se tornou tradição, a verdade está na direção OPOSTA à sugerida pela esquerda.

A propriedade privada cumpre um papel FUNDAMENTAL na segurança e estabilidade de qualquer sociedade. Retire a propriedade privada e a sociedade rapidamente regredirá ao caos e miséria. A instituição da propriedade privada é o que garante o direito do fraco contra o forte. Sem propriedade privada, teríamos a volta da lei do mais forte: grupos mais fortes oprimiriam os grupos mais fracos e tomariam suas posses, legitimando suas ações pela força bruta. É a instituição da propriedade privada que IMPEDE os mais fortes de agirem assim. A propriedade privada garante aos donos de um bem que eles manterão a posse do mesmo enquanto desejarem, e não poderão ser coagidos a abdicarem de seu patrimônio. Isso tem o saudável efeito de trazer estabilidade para a sociedade. Ao invés de passarmos o tempo nos preparando para ROUBAR a propriedade alheia, gastamos nosso tempo PRODUZINDO e aumentando nossa riqueza.

Vejamos o que acontece no Brasil: no momento temos vários conflitos armados no campo, tais conflitos decorrem não da propriedade privada, mas sim da inexistência dela ou de seu desrespeito explícito. Caso o Estado brasileiro respeitasse a instituição da propriedade privada os invasores de terras já teriam sido presos e desmobilizados, e a paz já teria retornado ao campo. Mas a conveniência do Estado com o desrespeito a propriedade privada estimulou o aparecimento de novos grupos, e fortaleceu os antigos, que desrespeitam ainda mais o DIREITO alheio. O resultado é o aumento exponencial da violência. Recentemente, o exemplo mais claro é o que ocorre na Reserva Raposa Serra do Sol. Bastou o Estado bagunçar com o direito de propriedade que a violência surgiu imediatamente. Não são necessários soldados, ou policiais, para terminar com o conflito entre índios e não-índios: basta que o direito de propriedade seja claramente estabelecido e respeitado que a paz e tranquilidade voltarão a reinar.

Por fim, uma consideração técnica: a propriedade privada gera uma taxa de exploração dos recursos muito mais eficiente. Isto é, na ausência de propriedade privada a taxa de exploração dos recursos é muito alta. Daí o fato de que o desmatamento é muito maior em áreas públicas do que privadas (onde a regulação sempre é possível). Querem preservar a Amazônia? É fácil, basta privatizá-la.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Indesejabilidade da Igualdade de Oportunidades

Muito tem se dito que é obrigação do Estado propiciar a igualdade de oportunidades entre os indivíduos. ERRADO! O que o Estado deve garantir é que todos tenham CHANCES de melhorar sua vida, nada além disso. Tentar gerar igualdade de oportunidades é não só extremamente difícil como NOCIVO à sociedade.

Para os que discordam do parágrafo acima, pergunto: como poderíamos propiciar igualdade de condições para todos os indivíduos? Parece razoável supor que as desigualdades de oportunidades começam desde cedo, já no sistema educacional. Assim, para garantir igualdade de oportunidades deveríamos garantir uma boa educação pública a todos. Infelizmente isso não basta para garantir igualdade de oportunidades. Por melhor que seja a educação pública, sempre é possível ao setor privado montar uma escola privada, extremamente cara, superior em qualidade à escola pública. Nessa escola privada estudariam apenas filhos de pais abastados, ou seja, violaríamos a premissa de igualdade de oportunidades. A única alternativa ao Estado seria PROIBIR a existência de escolas privadas.

A ausência de escolas privadas não é o bastante para garantirmos a igualdade de oportunidades. Também seria necessária uma brutal padronização dos currículos escolares, aliada a uma ampla padronização da maneira como os professores se portam em sala de aula. Afinal, seria necessário impedir que professores mais aptos gerassem uma vantagem “desleal” aos alunos que porventura tivessem a sorte de ter aulas com eles.

Ausência de escolas privadas, padronização de currículos e uniformização dos métodos pedagógicos também não são suficientes para gerar igualdade de oportunidades. Afinal, quando o aluno chega em sua casa ele irá conviver com seus pais. Alguns pais irão tentar ajudar seus filhos, estudando junto com eles. Outros pais, não tão zelosos, irão preferir outra maneira de passar seu tempo em casa. Assim, filhos de pais zelosos terão uma vantagem sobre os demais. Para evitar essa vantagem só existe uma solução: separar os filhos dos pais. Ou seja, seria responsabilidade do Estado separar os filhos de seus respectivos pais já no nascimento, cuidando de toda sua educação e garantindo condições iguais a todos. Se não me engano, era essa a proposta de Platão.

Acabar com as escolas privadas, padronizar currículos e métodos, e separar pais de seus filhos, são os passos necessários para se gerar a igualdade de oportunidades advogada por tantos. Acredito que, uma vez expostos a tal procedimento operacional, poucos continuem defendendo tal idéia. Aos que ainda insistem neste absurdo deixo uma palavra final: nada disso adiantará. As pessoas são diferentes, possuem gostos e aptidões diferentes. Separar um filho de seu pai e submetê-lo a um treinamento espartano não o torna igual aos demais. Sempre existirão os mais e os menos aptos, os mais e os menos esforçados, os mais e os menos talentosos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

De onde vem a inflação brasileira?

Duas podem ser as causas da inflação: choques de oferta ou de demanda. Creio que, no momento, ambos os choques estejam ocorrendo no Brasil. Pelo lado da oferta, temos um grande aumento no preço de um insumo básico. Com a elevação do preço do barril do petróleo, vários outros preços da economia são pressionados para cima ocasionando um aumento no nível geral de preços. Pelo lado da demanda, temos o gasto público como o grande vilão. O Brasil não controla o preço do barril do petróleo, mas controla o gasto do governo. Assim, a primeira medida para se conter o aumento do nível de preços deveria ser a redução do gasto público.

Muitos têm incriminado o arroz, o feijão e os alimentos em geral, como vilões inflacionários. Mas se esquecem que o arroz, o feijão e os alimentos estão sujeitos também às regras de oferta e demanda. Assim, a pergunta a ser feita é: por que o preço dos alimentos estão subindo? E a resposta é a mesma apresentada no parágrafo acima. O aumento no preço do petróleo pressiona para cima os custos agrícolas. Além disso, a política pública do governo brasileiro de dar dinheiro aos mais pobres (gasto público), aumenta a demanda por alimentos. Ou seja, a inflação no preço dos alimentos tem muito pouco em comum com o etanol.

Combater a inflação no Brasil é fácil: 1) redução do gasto público; 2) uso do superávit fiscal para pagar a dívida pública; 3) abrir a economia para o mercado externo; e 4) facilitar a abertura/fechamento de empresas no país. A medida 1 reduz a demanda agregada, diminuindo a pressão sobre o nível de preços. A medida 2 reduz a necessidade de financiamento público, liberando recursos para o setor privado. As medidas 3 e 4 aumentam a oferta agregada no pais, aumentando tanto a quantidade como a qualidade de bens e serviços disponíveis na economia brasileira. Com mais competição na sociedade é natural que a inflação se reduza. Interessante notar que para combater a inflação no Brasil não precisamos usar a taxa de juros. Até porque o uso da taxa de juros para se combater uma inflação de oferta nem sempre é uma boa idéia.

Os monetaristas podem argumentar que para combater a inflação basta reduzir a oferta monetária (ou sua taxa de crescimento). Sim, eles estão certos. Contudo, tal medida não corrige o problema básico da economia brasileira: no Brasil FALTA oferta. O problema no Brasil é um problema de oferta, e não de demanda (como argumentam os keynesianos).

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Estatal do Ar Irá Decolar?

O presidente Lula já deu a deixa: disse que se as empresas privadas nacionais não se ajustarem, ele será “obrigado” a criar uma empresa aérea estatal. Ou seja, o presidente já está com a idéia na cabeça. Caso a sociedade permita, é exatamente isso que ele pretende fazer.

Qualquer estudante de nível intermediário em economia sabe que para aumentar a eficiência das companhias aéreas nacionais basta aumentar a competição. Ou seja, basta permitir que companhias aéreas estrangeiras operem no Brasil. Criar uma empresa estatal, ineficiente por definição, em nada contribuirá para aumentar a eficiência das empresas aéreas atuais. Mas o plano do governo é outro: primeiro cria-se uma empresa aérea estatal, depois fecham-se as empresas privadas existentes.

Lula já criou uma fábrica estatal de camisinha no Acre. Agora quer criar uma estatal do ar. Não podemos crer que estes são movimentos aleatórios, ao contrário fazem parte de uma estratégia de aumento do poder governamental na economia. Dia após dia o Estado brasileiro aumenta sua intereferência na nossa vida. Há duas semanas atrás o Estado escolheu quais setores receberiam estímulos do Estado. Semana passada, ventilou-se a idéia da estatal do ar. O que está reservado para semana que vem?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A Bolha Brasileira

Os analistas internacionais parecem culpar uma “bolha” no mercado imobiliário como a principal responsável pela crise americana atual. A seu próprio modo o Brasil também está com uma “bolha”. Mas, ao contrário da americana, a bolha brasileira parece passar despercebida pela grande maioria dos experts em finanças. Até o momento ninguém notou o perigo que representa o aumento da inflação para os financiamentos de longo prazo, que estão sendo providenciados na economia brasileira.

Hoje é muito comum um consumidor ir numa loja de material de construção, ou num supermercado, ou numa financeira, ou numa concessionária de veículos, e tomar empréstimos (com valores constantes ou decrescentes) para um longo período de tempo. É claro que a taxa de juros embutida em tais empréstimos não é baixa, contudo as prestações são fixas. Ou seja, um aumento da inflação REDUZ a rentabilidade desses empréstimos.

Vamos a um caso concreto: venda de automóveis. Hoje uma pessoa consegue financiar a compra de seu carro em até 6 anos pagando prestações FIXAS. Caso a inflação brasileira aumente para patamares de 10% ao ano (como o IGP já projeta) teremos uma brutal redução na rentabilidade dos fundos que financiaram a compra do automóvel. Os bancos e as financeiras não são estúpidos, eles certamente já se anteciparam ao risco inflacionário e devem ter repassado parte desses papéis para o mercado. Assim, a pergunta correta a se fazer é: quem está com os títulos que geraram o financiamento dos automóveis? Afinal, são tais pessoas que irão ter severos prejuízos na eventual manutenção da inflação nos patamares atuais.

A inflação tem vários custos para a sociedade. No Brasil, além dos custos tradicionais, poderemos ter também um custo adicional gerado pelo aumento da inflação: a perda de rentabilidade, e conseqüente problema de solvência, de vários fundos que financiaram a compra de bens a longo prazo. Da próxima vez que você for ao banco, pergunte ao seu gerente se a sua carteira de investimento financia compras de longo prazo. Se a resposta for positiva preocupe-se com a inflação, pois ela pode te machucar mais do que você imagina.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mais um truque do governo federal

Nessa semana foram anunciadas uma série de reduções de impostos para estimular as exportações brasileiras. À primeira vista deveríamos aplaudir tal medida, afinal redução de impostos sempre soa como algo bom. Contudo, esse é mais um truque do governo federal com o objetivo de aumentar o tamanho do Estado e aumentar ainda mais sua intervenção na economia.

Notem que ao reduzir os impostos o governo federal não o fez de maneira similar para todos os setores. Nada disso, alguns setores foram ESCOLHIDOS para receberem tal benefício. Em termos práticos isso significa que o Estado AUMENTOU sua intervenção na economia. Ou seja, ao reduzir os impostos para determinados setores o governo aumenta a distorção na economia ao invés de reduzí-la. Isso acontece porque o Estado, com esta política industrial, acaba artificialmente aumentando a rentabilidade de setores menos eficientes. Com isso, recursos que antes estariam indo para os setores mais eficientes da economia passam a ser direcionados para os setores menos eficientes. Este tipo de política econômica beneficia algumas empresas, e os trabalhadores que nelas trabalham, mas prejudicam todo o resto da sociedade.

A idéia de se beneficiar alguns setores, ditos estratégicos, não é nova em economia. No Brasil, ela já foi tentada antes e gerou pérolas estatais como a Engesa (privatizada pelo valor de 1 dólar) ou então empresas privadas (como as de informática) tão ineficientes que só sobrevivem até hoje por causa do subsídio estatal (imposto de importação).

Entre realizar uma política industrial e cavar buracos, eu prefiro que o Estado cave buracos. Afinal, depois basta cobrí-los e está tudo certo. Já no caso da política industrial as coisas não são tão simples assim. Após incentivar o surgimento de uma indústria ineficiente (que não teria surgido sem o apoio estatal) não é tão fácil fechá-la. Surgem grupos de pressão, empresários se organizam para não perder o apoio do Estado, e os trabalhadores se mobilizam para eleger deputados que votam contra a competição externa. Dessa maneira, a ineficiência daquele setor originalmente estimulado pelo Estado nunca desaparece e toda a sociedade é obrigada a pagar por isso. Com o tempo, mais e mais recursos dos setores eficientes são drenados para os setores ineficientes (mas apoiados pelo Estado). O resultado disso é muito simples: uma economia ineficiente, uma sociedade pobre, e uma desigualdade de renda ENORME que foi criada NÃO pelo mercado, mas pelo Estado.

Al Capone e os flanelinhas brasileiros

Al Capone tinha um negócio lucrativo na Chicago dos anos 1930: vendia proteção. Os capangas de Al Capone iam a uma loja e pediam uma parcela do lucro da empresa em troca de proteção. Caso o comerciante se recusasse a pagar, a loja passava a ser saqueada. Num país civilizado isso se chama extorsão, no Brasil chama-se flanelinha e é uma profissão reconhecida pela sociedade. Em algumas localidades já temos até sindicatos de flanelinhas. Al Capone foi preso, os flanelinhas brasileiros propagam-se, e ocupam praticamente todo espaço público.

A grande maoiria dos cientistas sociais brasileiros, com o atraso intelectual de praxe, procura maneiras de culpar a sociedade por erros individuais. No caso dos flanelinhas não é diferente: a culpa não é do flanelinha, mas sim da sociedade. Você é extorquido por um marginal, mas a culpa é sua e de sua família, nunca do marginal. Este é um coitado, produto da sociedade materialista. Parece escapar aos cientistas sociais brasileiros o detalhe da responsabilidade individual, isto é, indivíduos são responsáveis por suas decisões.

Flanelinhas são bandidos, são marginais que nos roubam, nos coagem, nos extorquem, diariamente. Seu lugar é na cadeia. Basta a polícia começar a prendê-los que rapidamente esta festa acaba. Mas a impunidade, gerada pela complacência da sociedade e falta de ação da polícia, tem estimulado cada vez mais essa profissão. Aos que acreditam na inocência, e benevolência, dos flanelinhas lanço um desafio: da próxima vez que pedirem para guardar seu carro responda “não, obrigado”. Vamos ver o que acontece.

Justificar a ação dos flanelinhas como uma maneira de se minorar as mazelas da sociedade é uma trajetória perigosa, pois o mesmo argumento pode ser usado para justificar o roubo explícito. Os mesmos princípios que orientaram Al Capone orientam os flanelinhas: coação e extorsão. Como a história nos ensinou, esse tipo de crime só tende a crescer e se fortalecer. Hoje pagamos para cuidarem de nossos carros, amanhã de nossas casas, depois para não sequestrarem nossos filhos. Essa coação não terá fim, se recusar a enfrentá-la no presente implicará num alto custo no futuro.

domingo, 11 de maio de 2008

Por que ajudar Myanmar?

Uma terrível catástrofe se abateu semana passada em Myanmar. Mais de 50 mil pessoas podem ter perdido a vida. A comunidade internacional esta mandando ajuda, minha pergunta é simples: está correto ajudar Myanmar?

Se Myanmar fosse um país democrático, onde a liberdade individual fosse respeitada, creio que minha pergunta não teria sentido. Contudo, este é um país ditatorial, onde as liberdades individuais são severamente coibidas. Ajudar esse país, na presença de uma catástrofe, pode significar eliminar a chance de mudança. Uma tragédia é sempre uma tragédia, mas ela pode trazer mudanças positivas. Por exemplo, pode enfraquecer o poder central o suficiente para abrir caminho para uma série de mudanças em prol das liberdades individuais. Ajudar tais ditaturas pode causar mais danos do que benesses a longo prazo. Por exemplo, tão logo a ajuda internacional chegue e o governo central tentará usá-la em proveito próprio para fortalecer o regime. Isso já aconteceu antes numa série de países. Na Somália as milícias locais usavam os mantimentos, enviados pelo resto do mundo, para fortalecerem seu apoio junto a população. Na Coréia do Norte, anos de ajuda internacional evitaram que a população local morresse de fome, mas evitaram também o enfraquecimento do regime comunista norte-coreano que era o responsável direto pela pobreza assombrosa do país.

Ajudar ditaduras na esperança de que elas reconheçam o favor é estupidez pura e simples. Pior do que isso, pode fortalecer regimes que agem contra os interesses da população local. A ajuda internacional dificilmente chegará a população necessitada, seja por causa da corrupção, seja por causa da interferência do poder político local, ou apenas por incompetência. No mais das vezes tais ajudas internacionais costumam salvar governos, mas não a população.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Outro Link para a compra do livro

Ai vai outro link para os interessados em comprar o livro "Fatores Determinantes da Riqueza de uma Nacao" pela internet. Clique aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Link para a compra do livro

Para os que quiserem adquirir o livro "Fatores Determinantes da Riqueza de uma Nacao" pela internet, aqui esta o link.

A noite de lancamento foi um sucesso, vendemos tantos livros que o gerente da loja ja encomendou uma nova remessa. Foi bom ver colegas de Goiania vindo ate Brasilia apenas para prestigiar o lancamento do livro. Foi bom conhecer pessoas que eu so conhecia por e-mail. Mas o melhor de tudo foi notar que as ideias liberais ainda estao vivas na nossa sociedade. Pouco a pouca elas conquistam novos adeptos e aumentamos o numero de defensores da liberdade.

Obrigado pelo apoio de todos.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fatores Determinantes da Riqueza de uma Nação

Quarta-Feira, 07 de maio, na livraria Leitura do Patio Brasil Shopping, às 19:30 horas ocorrerá o lançamento de meu livro, em conjunto com João Batista de Brito Machado, Fatores Determinantes da Riqueza de uma Nação.

O livro apresenta dados sobre 61 países ao redor do mundo e levanta várias questões interessantes sobre a origem da riqueza de um país. Foram mais de 12 meses de trabalho árduo entre o começo e o fim dessa obra. Coletar dados referentes a tantos países não é tarefa fácil, ainda mais quando os dados se referem a variáveis difíceis de se mensurarem tais como “nível de empreendedorismo de um país”.

Em Brasília, o livro está sendo vendido pela livraria Leitura do Pátio Brasil Shopping. Fora de Brasília, além da livraria Leitura, o livro poderá ser obtido pela internet diretamente no site da Editora Interciência (www.interciencia.com.br). O livro custa R$ 27,00 na livraria e tem o mesmo preço no site da editora.

Creio que o livro será leitura importante nos cursos de Desenvolvimento Econômico, Teorias de Crescimento Econômico e Jornalismo Econômico. Afinal, ele apresenta dados capazes de apoiar ou refutar várias teses. Além disso, o material presente no livro é importante para análises e comparações entre países. Por fim, creio que o livro tem importantes implicações, e sugestões, de políticas econômicas.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Divulgação do Índice de Custo de Vida do Distrito Federal

Hoje foi divulgado o Índice de Custo de Vida do Distrito Federal (ICV-DF), indicador inédito que mede a variação no custo de vida do Plano Piloto e de 3 cidades satélites: Taguatinga, Ceilândia e Guará. O ICV-DF é calculado pelo curso de Economia da Universidade Católica de Brasília, em conjunto com a Empresa Júnior de Economia e com os alunos de Gestão Macroeconômica. Abaixo algumas informações interessantes:

O custo da cesta básica no Plano Piloto é 11,3% superior ao custo da mesma cesta na cidade de São Paulo. Comprar a cesta básica em Taguatinga representa uma economia de 3% em relação à mesma cesta no Plano Piloto, em termos de produtos, essa economia equivale ao consumo de arroz de uma família de 4 pessoas por um mês.

Comprar a cesta básica no supermercado mais barato pode significar uma economia de até 90 reais/mês, o que equivale a uma economia de 27% do custo da cesta básica. Além disso, comprar as marcas mais caras, ao invés das mais baratas, pode representar um aumento de 100% no custo da cesta básica.

Na média, o aluguel mensal de um apartamento no Plano Piloto custa R$ 1.825 (R$ 18,15 o metro quadrado) contra um aluguel médio de R$ 479 em Taguatinga (R$ 7,87 o metro quadrado), R$ 380 em Ceilândia (R$ 7,20 o metro quadrado), e R$ 671 Guará (R$ 9,61 o metro quadrado). Nas 5 quadras mais caras do Plano Piloto o aluguel mensal médio custa R$ 4.060. Já nas 5 quadras mais baratas de Ceilândia o aluguel mensal médio custa R$ 261.

Uma família composta de 4 indivíduos, com renda familiar média mensal de 10,3 salários mínimos, que reside num apartamento de 3 quartos no Plano Piloto consome, em média, 47% de sua renda com gastos referentes a alimentação e aluguel; valor esse que cai para 29% se a família residir num apartamento de 3 quartos em Taguatinga; 18% caso o imóvel seja em Ceilândia; e 25% num imóvel situado no Guará.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Carambola e Estado

A cidade de Jau-SP proibiu que pessoas com problemas renais se alimentem de carambola. A justificativa eh que carambola faz mal para quem tem problemas renais.

Que tal impedirmos de que pessoas com altas taxas de colesterol sejam impedidas de comer ovos? Ou entao tirarmos o sal de pessoas com pressao alta? Ou ainda por que nao obrigarmos os obesos a fazerem exercicios fisicos? Afinal, o Estado estaria agindo no melhor interesse da saude da populacao ao agir dessa maneira.

A fome do Estado por poder eh ilimitada. Hoje ele proibe carambola, amanha seremos obrigados a assistir programas nacionais na TV a cabo.... opa isso ja parece estar acontecendo.

Hoje foi a vez da carambola, o que o Estado nos reservou para amanha? Esta na hora de darmos uma basta em tanta intervencao publica em nossas vidas privadas.

Índice de Preços do Distrito Federal

Na próxima segunda-feira, 05 de maio, às 19:30 horas, no auditório do Bloco M da Universidade Católica de Brasília estaremos divulgando o inédito índice de custo de vida do Distrito Federal. Essa é uma iniciativa dos alunos do 8º semestre de economia em conjunto com a Empresa Júnior de Economia. Eu tive o prazer de ser o idealizador desse projeto, mas foi graças ao trabalho dos alunos que ele virou realidade.

A idéia desse índice é servir de base para o reajuste de contratos no Distrito Federal. Ele irá medir a evolução do custo de vida em 4 regiões administrativas do Distrito Federal: Brasília, Taguatinga, Ceilândia e Guará. Além de verificar a evolução dos preços que compõem a cesta básica, o índice também traça um mapa do preço dos aluguéis mostrando os locais mais caros, de cada região administrativa, para se morar.

O índice de preços do Distrito Federal será divulgado toda primeira segunda-feira de cada mês. A concretização desse projeto só foi possível graças aos esforços e trabalho árduo dos alunos do 8º período e da empresa júnior de economia. A eles eu deixo o meu muito obrigado pela maneira profissional que se comportaram nessa árdua empreitada.

A divulgação do índice acontecerá nessa segunda-feira às 19:30 horas no Bloco M da UCB. Todos estão convidados para comparecer.

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