terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ponto para a Democracia Americana

Bush, Paulson e Bernanke acharam que estavam no Brasil: bastava assinar uma medida provisória que o dinheiro entrava na conta. A Câmara Americana deu uma lição de democracia ao mundo: não tem essa de aprovar uma medida na base do supetão, na base da ameaça. Dar 700 bilhões de dólares ao setor financeiro baseado no medo é um absurdo completo. Apóio a decisão da Câmara Americana, eles fizeram muito bem em REJEITAR o pacote de ajuda ao setor financeiro.

Como este blog tem alertado desde o começo da crise, é absurdo o fato do governo americano querer ajudar empresas privadas que tiveram prejuízos decorrentes de suas más escolhas no passado. A Câmara Americana não precisa ficar preocupada:

1) A crise americana NÃO será nem de perto parecida com a de 1929. Basta o governo não tentar salvar o sistema que a crise será breve. Aliás, devemos ressaltar que a economia americana NÃO está em crise. O PIB americano está crescendo e vai terminar 2008 positivo. TALVEZ o PIB americano CAIA em 2009, e esta será a crise. Dificilmente o crescimento americano será negativo em 2010.

2) Aposto que as bolsas de valores voltam a subir na quarta-feira.

3) Esse papo de crise sistêmica é papo-furado. Se uma economia não suportar a quebra de alguns bancos, então é melhor que não ajam bancos na economia. Afinal, se tivermos que socorrer o sistema financeiro toda vez que ele tiver prejuízo então logo logo alguém pedirá pela estatização desse sistema. Ou seja, é melhor abandonar essa estrutura e deixar espaço para o mercado criar algo no lugar. Afinal, os bancos são apenas uma forma criada pelo mercado para facilitar empréstimos. Na ausência de bancos outros sistemas apareceriam.

4) O que gera crise é tirar dinheiro do setor produtivo e DAR para setores ineficientes. O pacote de ajuda ao sistema financeiro se propunha a tirar 700 bilhões de dólares do setor produtivo para ajudar os agentes que foram ineficientes no passado.

5) A origem da crise americana esta no EXCESSO de regulação, e NÃO na ausência desta. DAR dinheiro ao setor financeiro só iria gerar pressão por mais regulação.

6) Quem tem que estar preocupado é a China. A China é certamente o país que mais títulos podres deve ter em sua carteira. Fosse a China uma democracia e já saberíamos o tamanho do prejuízo deles. Cedo ou tarde esse número vai aparecer.

7) Se regulação é a chave, então deveríamos esperar que os fundos menos regulados apresentassem os maiores prejuízos. Então, por que os fundos de hedge (um dos menos regulados) foram os que menos sofreram?
Excelente a postura da Câmara Americana, verdadeira lição para o resto do mundo.

Democracia não é dar poderes absolutos a um presidente, mesmo que este tenha sido eleito.

domingo, 28 de setembro de 2008

Trabalhar no Brasil é Crime

“Não se deixa o pobre mais rico empobrecendo o rico” (Abraham Lincoln).

As explicações sugeridas para o péssimo nível de desenvolvimento da sociedade brasileira são muitas. Alguns adoram dizer que o brasileiro não é patriota, outros dizem que falta mais intervenção do Estado. Em minha opinião, o problema brasileiro é mais simples: aqui trabalhar é crime.

Quer ser punido? Basta trabalhar duro. Quer punição ainda maior? Então abra um negócio. Não acredita em mim, então leia essa notícia: governo vai cobrar COFINS dos profissionais liberais retroativa a 12 anos!!!! Isso mesmo: 12 ANOS!!! Como alguém pode abrir uma empresa num ambiente de tamanha insegurança jurídica???

Um país cresce com trabalho duro e honesto, limitar a capacidade de trabalho das pessoas equivale a impedir o crescimento, e desenvolvimento, econômico e social de uma nação. Como o governo quer gerar desenvolvimento econômico impedindo que os melhores trabalhem?

O governo acredita que limitando a capacidade de trabalho dos melhores haverá emprego para os piores. ERRADO. Impedir que os melhores trabalhem só gera pobreza. A escolha das empresas pelos funcionários não é aleatória; as empresas escolhem os melhores. Quando os melhores são impedidos de trabalhar essa vaga de emprego NÃO vai para os piores, elas simplesmente deixam de existir.

Um país não pode punir sua mão de obra qualificada, um país não pode punir seus empresários. Limitar a capacidade destes de ganhar dinheiro não gera riqueza para o pobre, pelo contrário gera apenas pobreza. Quando todos ficam mais pobres a desigualdade de renda diminui, mas é difícil dizer que a população melhorou de vida.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

As Peculiaridades do Mercado Financeiro

O mercado financeiro tem determinadas características que são inerentes a ele, mas que não são tão importantes assim em outros mercados. As duas principais peculiaridades do mercado financeiro são: alta alavancagem (empresta recursos que não tem) e necessidade de alta credibilidade. Durante uma crise estas duas peculiaridades colocam o mercado financeiro em grande dificuldade. Isso acontece pois na ausência de credibilidade as pessoas não confiam nos bancos. Sendo assim, elas irão aos bancos pegarem de volta seu dinheiro. Contudo, dada a alta alavancagem, se várias pessoas fizerem isso os bancos quebram. Mas à medida que um banco quebra a desconfiança aumenta. Confiando menos nos bancos, as pessoas vão a outros bancos retirarem seus depósitos. Isso é o que os economistas chamam de corrida aos bancos. Esse efeito gera uma falência geral no mercado financeiro. Nada mais natural então que o Estado ajudar o setor financeiro em momentos de crise.

Apesar de interessante, o parágrafo acima omite alguns detalhes importantes. Primeiro, todo tipo de mercado tem especificidades. Por exemplo, o mercado agrícola depende em demasia das condições climáticas. Se o governo tiver que ajudar todo mercado que tem especificidades, então teremos que ajudar todo mundo (o que não faz sentido, uma vez que os recursos dos contribuintes são limitados). Segundo, alta alavancagem e necessidade de credibilidade NÃO SÃO exclusividade do mercado financeiro. Praticamente TODOS os mercados de uma economia moderna funcionam com base em credibilidade e alavancagem. Alguém realmente acredita que a TAM não esta alavancada (ou seja, vendeu recursos que não tem)? Para comprar aviões, a TAM pega empréstimos e parte das garantias são suas receitas futuras (ou seja, esta alavancada). Alguém acredita que a TAM não necessita de credibilidade? Basta olharmos para o passado e iremos notar que há algum tempo atrás ninguém comprava passagem da VARIG, pois as pessoas não acreditavam que iriam receber o produto. O mesmo argumento vale para o Carrefour, para as Casas Bahia, para as Lojas Americanas e até mesmo para o Bar do Seu Zé. Ou você acredita mesmo que o Seu Zé paga a vista pela cerveja que vende no bar? Isto é, até o Bar do Seu Zé funciona alavancado.

Por fim, dois detalhes importantes: a) credibilidade é algo que se conquista durante as crises, se não podemos confiar no setor financeiro o melhor mesmo é deixar essas empresas quebrarem. O mercado não é passivo, outras estruturas mais bem preparadas irão surgir, basta o governo dar a elas uma chance; e b) por que será que os bancos que mais sofrem com os saques dos clientes são também os que mais erros cometeram no passado? Os indivíduos não são tão estúpidos como o governo costuma acreditar. Muitos desses bancos que estão culpando a “corrida bancária” estão sendo na verdade vítimas de outro problema: estão sendo vítimas de seus próprios erros no passado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

FGTS e Petrobras

O governo federal anunciou sua idéia de permitir aos trabalhadores o uso de seu saldo do FGTS para a compra de ações da Petrobras. A idéia do governo é usar o recurso do FGTS para capitalizar a Petrobras, e possibilitar investimentos na área do pré-sal.

Duas questões devem ser feitas ao governo federal. Primeiro, por que apenas a Petrobras tem direito a esse benefício? Sendo uma empresa que opera em bolsa, sob as leis do mercado, e com vários acinionistas privados, qual a justificativa para o governo beneficiar a Petrobras e não o Banco Itaú? e b) o governo perdeu o juízo? Afinal, a primeira regra de finanças é: NUNCA coloque todos seus recursos numa única empresa. Contudo, o governo federal estimula os trabalhadores a fazer exatamente o contrário, ou seja, a colocarem suas reservas de FGTS em apenas uma única empresa.

Para os trabalhadores, e para toda a economia, seria muito mais prudente e saudável permitir que os recursos do FGTS fossem utilizados em qualquer lugar, e não apenas num único investimento. Um ano ruim da Petrobras irá transformar o prejuízo de uma empresa numa situação caótica para vários trabalhadores. Fato esse que gerará pressão política para o socorro estatal da Petrobras e prejuízo para todos os contribuintes.

Acabei de ler que o governo esta desmentindo essa idéia. Isto é, está dizendo que não tem liberação do FGTS para a compra de ações da Petrobras.... vai entender o governo. Mas dessa vez concordo com Lula.

A Recuperação das Bolsas de Valores

As Bolsas de Valores ao redor do mundo exibiram expressivas altas na sexta-feira passada. O motivo foi simples: o governo americano decidiu devolver 700 bilhões de dólares à pessoas e empresas que haviam perdido esse dinheiro. Quando empresas perdem 700 bilhões de dólares é natural que seu valor de mercado caia, também é natural que as pessoas que tinham dinheiro nessas empresas passem por dificuldades. Mas o governo americano facilitou para elas, elas agradeceram e trataram de investir mais dinheiro nas bolsas.

A ajuda do governo americano terá pelo menos três outros efeitos: a) estimulará a tomada de maiores riscos no mercado financeiro (afinal sempre restará a certeza de que o Estado voltará a ajudar caso algo dê errado); b) mais empresas e indivíduos deixarão de pagar suas contas (para pressionar o Estado a transferir dinheiro para eles também); e c) teremos mais regulação no mercado financeiro para evitar novas crises (que não terão grande efeito para evitar novas crises, mas que diminuirão o volume de crédito na economia). No conjunto esses três efeitos irão diminuir a taxa de crescimento e o bem estar da economia. Ou seja, evitar a crise vai custar muito mais caro do que a crise em si. Muito mais saudável e benéfico teria sido não fazer nada, o que puniria as empresas que fizeram as escolhas erradas e economizaria o dinheiro dos contribuintes.

Por fim, o que acham de dividirmos os ganhos da bolsa de valores na última sexta-feira? Afinal, quando os mercados financeiros entram em crise somos obrigados a socorrê-los. Assim, nada mais justo do que partilharmos dos ganhos também. Apesar de absurda essa proposta vai ganhar espaço (sob diferentes nomes e camuflagens), e este será outro custo decorrente da ajuda do Estado para salvar empresas financeiras falidas.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Crise Financeira e o Efeito Contágio

Quando um banco vai a falência seus clientes perdem parte do dinheiro aplicado naquele banco. As empresas com aplicações naquele banco ficam sem recursos para pagarem seus funcionários e seus fornecedores. Sem receber da empresa os funcionários também não conseguem pagar suas dívidas e a crise vai se alastrando por toda a economia. Esse efeito é conhecido por “efeito contágio”. Efeito contágio é o fato de que empresas saudáveis podem ser prejudicadas por problemas originados fora de sua esfera de decisão.

O efeito contágio é o argumento usado pelos defensores da ajuda estatal aos bancos, e financeiras, em dificuldade nos Estados Unidos. Para tais pessoas, caso o governo americano não ajude os bancos teremos um contágio do setor financeiro para o resto da economia. Isso levaria a uma quebradeira generalizada entre as empresas e a uma grande recessão.

Tenho uma pergunta: por que ajudar apenas os bancos? O efeito contágio não se refere apenas a bancos, refere-se sim a qualquer empresa suficientemente grande. Por exemplo, se o Wall Mart estivesse em dificuldade o argumento referente ao “efeito contágio” também poderia ser invocado para ajudar essa grande empresa. Afinal, se o Wall Mart quebrar todos seus funcionários perderão seus empregos (e o Wall Mart tem mais funcionários do que o exército americano). Sem emprego os funcionários não terão como pagar suas dívidas e a crise no Wall Mart irá se espalhar por toda a economia. Mais do que isso, indo a falência o Wall Mart não poderia pagar seus fornecedores, e estes não poderiam pagar seus funcionários e mais uma vez a crise se espalharia por toda a economia. Outro detalhe, o Wall Mart também tem um setor financeiro. Assim, não existe grande diferença entre o Wall Mart e um banco.

O “efeito contágio” é apenas um argumento desenvolvido por grandes empresas para justificar seus pedidos de ajuda governamental; e é a maneira como o governo justifica gastar dinheiro do contribuinte para ajudar empresas privadas. Aceitar o “efeito contágio” como argumento para ajudar empresas significa dar carta branca às grandes companhias, significa que o contribuinte terá sempre que arcar com as más decisões dos grandes conglomerados.

Numa economia de mercado existem períodos de prosperidade e de crise. Manda o bom senso que as companhias usem os períodos de prosperidade para se prepararem para os períodos de crise. Mas hoje parece que as empresas, cientes do apoio do governo, gastam na bonança para receberem socorro dos contribuintes nas adversidades.

O mercado financeiro não é diferente de nenhum outro mercado. As mesmas regulamentações que se aplicam ao mercado de bananas devem ser aplicadas ao mercado financeiro. As mesmas regras que valem para os produtores rurais devem também valer para os especuladores financeiros. Novas empresas vão e vêm na economia, os bancos não são exceção e não devem ter tratamento diferenciado.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Greenspan e a Crise Financeira Americana

Em 1997 Peter Ireland publicou um importante artigo mostrando que as autoridades monetárias americanas não tinham conseguido derrotar a inflação. Para Ireland a baixa inflação americana era muito mais consequência da boa sorte (choques positivos na economia) do que do bom manejo da política monetária. Em 2006, eu e mais dois colegas fizemos algumas extensões no modelo de Ireland e chegamos aos mesmos resultados. Para ser mais explícito, nosso artigo mostrava que nada havia de genial na política monetária adotada pelo badalado Alan Greenspan, então presidente do Banco Central Americano (FED).

Em 2007 explodiu a crise no mercado sub-prime americano e absolutamente ninguém se importou em checar a culpa de Alan Greenspan. Por que Greenspan é tão badalado? Uma inspeção no período em que Greenspan chefiava o FED nos mostra que ele SEMPRE procurou acomodar os choques na economia. Qualquer pessoa com formação mais forte em economia monetária sabe que está é a PIOR postura possível. Com seu comportamento Alan Greenspan incentivou o mercado a apostar sempre no perfil acomodador do FED e, consequentemente, se expor a risco cada vez maiores. Greenspan tinha horror a recessões, e procurou evitá-las ao máximo. Um dos artifícios para evitar recessões era manter a taxa de juros extremamente baixa. Contudo, essa postura estimulou um incrível aumento na demanda por crédito e o excesso de crédito, em última instância, foi o causador da crise no mercado sub-prime americano. Tivesse Greenspan permitido algumas pequenas, e esporádicas, recessões dificilmente teríamos a crise financeira atual que está se abatendo sobre a economia americana.

Resumindo: foi o FED, por meio de seu presidente Alan Greenspan, que insistiu numa política de juros extremamente baixa, o principal causador da crise financeira atual nos Estados Unidos. Mais um vez vemos a contribuição perversa do Estado para transformar pequenos e temporários desajustes em sérias crises financeiras. Mas o problema não termina aqui. Tal como esse blog vem alertando desde o ano passado: a maneira que o FED está se portando na crise atual está ERRADA. Ajudar bancos falidos só aumenta o custo do ajuste. Ajudar financeiras que fizeram escolhas erradas só ESTIMULA que outras financeiras cometam o mesmo erro no futuro.

O que o FED deveria fazer é simples: NADA. A política atual do FED, de tentar amenizar a crise, é semelhante a adotada por Greenspan e terá o mesmo resultado: irá gerar uma crise maior ainda no futuro. Ben Bernanke (atual presidente do FED) sabe disso, mas ele confia que será capaz de AUMENTAR a regulação do mercado financeiro para evitar novas crises. Pois eu tenho uma dica para Bernanke: quem ganha 100 mil por ano geralmente não é mais esperto do quem ganha 10 milhões por ano. Os reguladores do FED ganham 100 mil/ano. Os especuladores de Wall Street ganham 10 milhões/ano. Cedo ou tarde Wall Street vai achar um jeito de burlar as regulações e uma nova crise, mais profunda que a atual, aparecerá no horizonte.

domingo, 14 de setembro de 2008

Abertura Comercial Imediata e Unilateral

Abertura comercial imediata e unilateral é o carro chefe da proposta de política econômica dos Gummersbach Boys. Ela embute vários incentivos para o aumento da produtividade, e consequente crescimento econômico, num país. Operacionalmente, também é uma proposta extremamente simples de ser colocada em prática. O governo pode operacionalizar essa medida até mesmo por medida provisória, apesar de nossa proposta pedir por um projeto de lei nesse sentido. Em termos legais, o maior entrave a essa proposta são os acordos comerciais (tais como o Mercosul) que o Brasil já tem assinados. Em termos políticos, o maior entrave são os grupos de pressão (de empresários e trabalhadores de setores oligopolistas) que agem no Congresso Nacional.

Os ganhos gerados pela abertura comercial imediata e unilateral seriam imensos. Em primeiro lugar, os consumidores de todo país teriam acesso a uma gama muito maior de produtos a preços muito inferiores aos praticados atualmente. Os empresários também se beneficiariam, pois teriam acesso a insumos de melhor qualidade e mais baratos. Mas as vantagens não terminam por aí, existe considerável evidência empírica de que países mais abertos se confrontam com menores níveis de inflação. Assim, a abertura econômica ajudaria a manter a estabilidade interna dos preços. Outra importante vantagem é que num mercado mais aberto existe mais competição, e com mais competição temos menos poder de mercado por parte dos oligopólios. Dessa maneira, o poder dos cartéis nacionais são reduzidos drasticamente e uma importante falha de mercado é corrigida.

Preços mais baratos para os consumidores. Insumos mais baratos para os empresários. Menor inflação para toda a sociedade. Mais competição na economia. Maior produtividade e maior crescimento econômico. Os efeitos da abertura econômica são positivos demais para serem relegados. Não importa se os demais países do mundo irão fazer o mesmo ou não, abrir a economia para o comércio internacional é a maneira mais rápida e fácil de se dinamizar o crescimento de um país.

Abertura comercial unilateral pode parecer uma medida estranha a muitos, mas ela está longe de ser nova. A Grã-Bretanha no período 1850-90, o Chile, e Cingapura são exemplos de países que já adotaram essa política econômica. Em todas as situações em que foi adotada, essa medida produziu expressivos ganhos de bem estar na sociedade tanto para trabalhadores quanto para empresários.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Gummersbach Boys


Caros amigos, creio que notaram que as postagens no blog andaram meio devagar nas ultimas semanas. Isso ocorreu pois estava tendo discussoes razoaveis com alguns colegas. Depois de 2 semanas de discussoes chegamos a um programa MINIMO, mas suficiente, para garantir a riqueza e o desenvolvimento de uma nacao.

Abaixo seguem as recomendacoes de politicas economicas do nosso grupo, que nesse tempo ficou conhecido como Gummersbach Boys. Nos proximos dias estarei comentando especificamente uma a uma das 5 recomendacoes abaixo. Elas nao abrangem todos os problemas de uma sociedade, mas nos as consideramos que um governo que adota-las tera direcionado definitivamente seu pais no rumo do sucesso economico e social.

1) Abertura comercial imediata e unilateral
2) Corte brutal na burocracia requerida para a abertura de novos negocios
3) Reforma tributaria diminuindo a carga tributaria para valores ao redor de 20% do PIB
4) Flexibilizacao das leis trabalhistas
5) Politica monetaria consistente com uma inflacao abaixo de 5% ao ano.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Por que é tão difícil aos Economistas entender de Economia?

Robert Solow foi um dos grandes economistas de nosso tempo. Acreditava no controle de preços.

Samuelson foi um dos maiores economistas de todos os tempos. Acreditava que a União Soviética superaria os Estados Unidos em 1990.

Tanto Samuelson quanto Solow receberam o prêmio Nobel de Economia. Contudo, ambos eram incapazes de entender a lição mais simples de economia: os preços devem refletir a escassez relativa de um produto, e apenas mercados livres produzem tal informação.

As vezes culpamos a imprensa por falar besteiras, mas a verdade é que os maiores economistas de nosso tempo foram incapazes de entender uma regra básica do mercado: os preços DEVEM ser flexíveis. Claro que alguns economistas como Friedman, Hayek e Mises sempre alertaram para esse fato, mas a grande maioria dos economistas nunca prestou atenção a essa regra simples.

Vejamos o FMI: até 1995 o FMI elogiava a Argentina, e vários países asiáticos, por manter uma política de câmbio fixo. Câmbio fixo é uma violação básica do princípio econômico de que os preços devem refletir a escassez relativa de um bem. Em 1997, quando do advento da crise asiática, ficou evidente o erro do FMI. Quantos economistas do FMI perderam o emprego? Que eu saiba nenhum.

Por algum motivo que me foge os economistas aprendem uma coisa na universidade mas, com raras exceções, são incapazes de aplicar no mundo real o que aprenderam com anos de estudos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Você é a Favor das Privatizações?

Privatizar significa vender a propriedade, ou o direito de uso, de um bem do Estado para o setor privado. Por exemplo, até 1990 a TELEBRAS (que era uma empresa estatal) cuidava do setor de telecomunicações no Brasil. Com a privatização do sistema TELEBRAS novas companhias telefônicas se instalaram no nosso país.

Uma parte importante do processo de privatização refere-se ao direito de vender. Isto é, você só é realmente dono de um bem se for capaz de vendê-lo. Por exemplo, por mais que se repita que a Petrobras é do Brasil isto não é verdade. Afinal, se a Petrobras fosse do Brasil ela seria dos brasileiros, e se fosse dos brasileiros seria minha também. Mas se a Petrobras também é minha, então eu quero vender minha parte. Dado que vender minha parte da Petrobras não é possível, então ela também não é minha e nem dos brasileiros. Se você não pode vender um bem então ele não é seu. Defender a privatização significa defender o direito de compra e venda.

Vamos a outro exemplo: a floresta amazônica. Diz-se que a floresta amazônica pertence aos brasileiros. Isto é falso, pois se ela me pertence quero vender minha parte. Como isso não é possível, a verdade é que a floresta brasileira pertence ao Estado brasileiro, e não ao povo brasileiro. Essa não é uma diferença pequena. Pertencendo ao Estado, a floresta amazônica cai numa categoria conhecida como recurso comum. Um recurso comum é um tipo de bem que é não-excluível (não se pode evitar que as pessoas usem), mas é rival (quando uma pessoa o usa, isso afeta significativamente a possibilidade de outra pessoa usá-lo). Em palavras isso significa que a taxa de exploração da amazônia é muito maior do que a desejável para a sociedade.

Quer salvar a floresta amazônica? A solução é simples: devemos transformá-la num bem privado. Isto mesmo, para salvar a floresta amazônica devemos privatizá-la. Quer saber qual é a melhor parte? Não importa para quem você dê ou venda a floresta, tão logo os direitos de propriedade sobre a floresta estejam estabelecidos, o próprio mercado se encarregará de salvá-la (isto é, desde que as pessoas realmente queiram salvar a floresta). Para salvarmos a floresta amazônica, devemos permitir que a mesma seja vendida.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Contribuição Brasileira para o Mundo

Finalmente o Brasil tem chance de fazer uma contribuição concreta para a humanidade. Mais do que isso, ao mesmo tempo estaremos melhorando a situação econômica do nosso país. Vamos contribuir com a paz mundial e com nosso bem estar econômico ao mesmo tempo. Para tanto basta darmos o Piauí para Israel. Isto é, estaríamos resolvendo uma das questões mais difíceis do mundo atual: a paz entre judeus e palestinos e árabes no oriente médio. Vindo para o Piauí, o Estado de Israel teria a paz e a terra que tanto almeja. Com a saída de Israel do oriente médio, os palestinos e árabes poderiam ter também sua paz e terra.

Pelo lado brasileiro, estaríamos resolvendo a situação de um de nossos estados mais pobres. Com a vinda dos judeus para o Piauí haveria um incremento maciço de investimentos na região. Além disso, os judeus trariam consigo a expertise de fazer negócios. Habilidade essa que faz falta no Brasil. Em 15 ou 20 anos o antigo e pobre Piauí seria a região mais rica da América Latina. Sem ter que gastar tantos recursos com segurança, o Estado de Israel (localizado agora no Piauí) poderia dinamizar ainda mais sua economia. No espaço de 50 anos seria um dos países mais ricos do mundo.

Sei que a proposta parece estranha, mas não tenho dúvidas de que os israelenses e os piauienses seriam os maiores ganhadores desse acordo. O Brasil também sairia ganhando, tanto no campo político como no campo econômico. No campo político, passaria a ser legítmo almejarmos por um lugar no conselho de segurança das Nações Unidas (apesar de não ser um grande fã dessa idéia). No campo econômico, o dinamismo e o capital vindos de Israel iriam ajudar no desenvolvimento dos estados próximos ao Piauí e a todo o país.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Marta pra La, Sarah pra ca

Ter uma Marta ja eh ruim o bastante, mas saber que existe uma Sarah torna as coisas piores ainda.

Esta na hora de fazermos o que faziamos quando jogavamos bola na rua.... assim que identificavamos que um time estava mais forte que o outro gritavamos logo algo como... manda o janjao pra ca e voces ficam com o mauricinho.

Seguindo a tradicao, esse blog pede... manda a Sarah (governadora, mae, e esposa)pra ca, e que os americanos fiquem com a marta (sociologa, sexologa, e autora da famosa frase "relaxa e goza") pra la!!!!!!

Este Blog apoia Sarah Palin

Escolha SENSACIONAL para se tornar a futura vice-presidente dos Estados Unidos.

A Governadora do Alaska, Gov. Sarah Palin, ja mostrou valor antes e vai mostrar muito mais agora. Num episodio famoso, o governo dos EUA quis mandar dinheiro federal para a construcao de uma ponte no Alaska que ligava nada a lugar nenhum. A governadora apenas respondeu "O dia que quisermos essa ponte, construiremos ela nos mesmos". Ganhou no ato o apoio do blog.

Alias, o video enviando pelo Roge mostra que a mulher e fera.

Alias, a piada que a governadora conta eh a seguinte "A diferenca entre uma mae que torce pelos filhos e um pitbull eh que a mae usa batom". Boa governadora, estamos com voce.

Bem que a sociologa ou sexologa ou sei la o que Marta Suplicy poderia ser um pouco mais parecida com a governadora Sarah Palin.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Fechar para o Balanço

A Catedral de Colonia, na Alemanha, foi construída por volta do ano de 1250. A Catedral de Brasília foi construída por volta do ano de 1950. Entre ambas as catedrais temos 700 anos de avanços tecnológicos, de surgimento de novas técnicas e do desenvolvimento de novos conhecimentos. Clique nos links acima, vale a pena, e compare ambas. Em 700 anos não fomos capazes de diminuir nosso atraso em relação a uma obra que foi concluída na Idade Média.

A Catedral de Colonia tem sozinha mais história e cultura do que tudo que já foi gerado no Brasil. Essa é a história de nosso país: temos menos importância histórica do que uma Catedral que sequer está entre as 3 mais famosas do mundo.

Meus amigos, está na hora de fechar nosso país para balanço. Do jeito que está não iremos longe, aliás nós não só não vamos longe como parece que estamos andando para trás em alguns aspectos. Temos que dar um basta. A partir de hoje esse blog vai parar com a polidez que o tem caracterizado, e começar uma campanha mais agressiva de posts. As verdades devem ser ditas, e devem ser ditas de uma maneira clara e objetiva, doa a quem doer. Chega de meias palavras, de hoje em diante esse blog joga só no ataque.

Novos desafios nos esperam, e iremos confrontá-los sem subterfúgios, sem meias palavras, e com o respeito que o futuro de nossas famílias merece.

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