segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Entrevista com Mario Jorge Cardoso de Mendonça

Entrevista com o melhor macroeconometrista brasileiro da atualidade: Mario Jorge Cardoso de Mendonça. Mario Jorge é pesquisador do IPEA no Rio de Janeiro.

1) Existe algum argumento que justifique o governo ajudar o setor financeiro, mas não ajudar outros setores? Deveria o governo ajudar alguém?

Antes de responder se o governo deve ou não ajudar o setor financeiro gostaria de fazer alguns comentarios no que diz respeito às possíveis causas da crise econômica atual. Para começar penso que o desenho atual dos sistemas monetários com um Banco Central onipotente esta completamente em desacordo com aquilo que penso ser correto. Na verdade tenho a opinião de que as crises econômicas tem sido geradas por políticas incorretas praticadas pela autoridade monetária, sobretudo no que diz respeito a expansão desenfreada do credito seja ela estimulada pelo aumento da base monetaria ou pela redução da taxa de juros.
No meu entender a crise atual decorreu de uma política monetária praticada incorretamente pelos Bancos Centrais principalmente pelo FED que por um periodo muito longo manteve a taxa de juros bem reduzida. Alguns irão contra este raciocínio dizendo que aquela era a taxa de juros correta na medida em que não havia pressão inflacionária. Eu me oponho a este argumento por dois motivos. Primeiro, as importações oriundas da China cuja politica cambial era e é praticada artificialmente muito contribuíram para manter os preços sobre controle. Segundo, como bem frisava Von Mises nada garante que focar somente sobre o nivel de preços como objetivo de política seja o correto a ser feito já que este exprime uma media grosseira dos preços da economia. Por exemplo, há muito havia indícios importantes de que algo anormal estava acontecento no mercado imobiliário tendo em vista os preços neste setor estavam disparando. Isso por sua vez não afetava a inflação tendo em vista que a pressão exercida pelos gastos advindos pelo efeito riqueza era amortecida pelas importações por produtos chineses. A solução desta questão passa no meu entender pela reformulação do sistema monetário atual onde a taxa de juros ou oferta de moeda deve ser determinada pelo mercado, diminuindo assim capacidade dos Bancos Centrais de tirar proveito politico da política monetária.

Outro ponto que deve ser mencionado é que as políticas implantadas nos EUA para estimular a aquisição de imóveis pelos americanos sobretudo os de baixa renda também contribuíram fortemente para a crise. Assim, tendo em vista que o governo foi um dos grandes responsáveis pela crise, será que o mesmo terá a capacidade para diminuir o impacto dela com ajuda ao setor financeiro. Acredito que não. Poderá amortecer o efeito da crise no curto prazo, mas novas crises acontecerão no futuro. O que o governo deveria fazer e implantar medidas no sentido de restaurar a competição em todos os setores, incluindo o mercado de trabalho. Diminuindo o poder dos sindicatos, o qual por sua vez, foram um dos grandes responsaveis pela crise no setor automobilistico. Sabe-se que a qualidade do carro feito pela GM é similar ao das montadoras japonesas. Contudo o custo da mão-de-obra pago pela GM é quase o dobro daquele incorrido pela Toyota, por exemplo. O motivo é que as montadoras americanas estao localizadas em regiões onde existe a obrigatoriedade de se contratar trabalhadores sindicalizados.

2) Qual sua opinião sobre a recente incorporação do Unibanco pelo Itaú?

Não consigo entender como um estado que se preocupa com a união de empresas que produzem chocolate como é o caso da compra da Garoto pela Nestlé incentive a união de dois dos maiores bancos nacionais num modelo de setor bancário que é já altamente oligopolizado. A implicação para este fato é quase óbvia. A retração ainda maior do crédito ao setor privado na medida em que reduz ainda mais a competição no setor. O argumento do governo que tenta justificar a permissão do evento como uma maneira de diminuir a probabilidade de crise no setor não se coloca pois o nível de crédito ao setor privado oferecido pelos bancos no Brasil é bem baixo. Além disso o epicentro da crise se deu nos bancos de investimentos enquanto o Unibanco e o Itaú são bancos comerciais.

3) Por que a sociedade brasileira parece ser tão avessa às idéias liberais?

A princípio não somente no Brasil como no mundo existe uma tendência contrária ao liberalismo. No meu entender isso se deve a diversos fatores distintos. Em primeiro lugar, parece ser algo comum ao ser humano não aceitar o ônus decorrente de seus próprios atos. Assim é muito mais fácil culpar os outros por aquilo que deu errado que aceitar sua própria culpa, e com isso tentar aprimorar sua maneira de agir. A liberdade que tanto a escola liberal preza tem um custo e este custo é a responsabilidade do indivíduo pelo que ele próprio faz. Visto isso, é muito mais fácil culpar o capitalismo, que é na verdade o que permite o indivíduo ser livre, se desenvolver e melhorar seu bem-estar, que assumir o ônus de seu próprio fracasso. Em geral um militante de esquerda inserido num diretório acadêmico, num sindicato ou num movimento qualquer é um exemplo clássico disso. Em segundo lugar, pode-se explicar tal aversão a partir de um pensamento de Nelson Rodrigues onde ele diz “só os gênios percebem o óbvio”. Notemos que foi somente a partir da implementação das ideais liberais que a civilização chegou a um nível de prosperidade que pela primeira vez permitiu o acesso em grande escala à educação, cultura, melhoria na qualidade de vida, aumento da renda além de outros fatores que culminaram por sua vez com um aumento sem precedente da riqueza. Não obstante tudo isso as pessoas se deixam iludir ou querem ser iludidas pela mentira socialista que promete o paraíso mas que de fato conduz ao inferno. Cuba, Correia do Norte e Venezuela são exemplos atuais de países que seguem integralmente a proposta socialista. EUA e Hong Kong seguem mais de perto o liberalismo econômico. Notem a diferença. A própria China somente despontou para o mundo do momento em que aderiu à boa parte das propostas liberais.
Por fim, aponto como último motivo o fato que entender as idéias econômicas é algo realmente difícil como já há muito demonstrou David Hume, pois a distinção entre o efeito e a causa não é algo perceptível aos olhos requerendo esforço do intelecto. Vejamos um exemplo, algumas pessoas são a favor da ampliação das leis que protegem os empregados. Isso contudo onera o custo do emprego. Este custo deverá ser pago por uma das seguintes vias. Ou pela redução no emprego ou pela proteção de mercado nas indústrias onde isso está sendo feito, ou por ambas. No primeiro caso, é própria classe trabalhadora quem paga a conta pela redução da oferta de trabalho. As pessoas que estão empregadas estão sendo privilegiadas enquanto aqueles que estão fora do mercado de trabalho terão mais dificuldade para obter emprego. No segundo, o penalizado é o consumidor pelo encarecimento do produto. Na verdade o governo pode subsidiar isso de alguma forma mas no fim paga a conta é o contribuinte. De fato não existe almoço grátis.

Por fim, gostaria de lembrar que foi com um custo muito alto em termos de vidas e sofrimento que a humanidade desfruta hoje de liberdade e que deve ser entendida no seu aspecto mais amplo. Por exemplo, num sistema socialista o indivíduo não é um escravo, contudo sua vida está cerceada em muitos aspectos. Um sistema socialista é fechado à informação exterior, assim o indivíduo está impedido de obter informação, tem limitação de renda ja que seu salário é restrito ao que o Estado deseja pagar , está restrito a um mercado de consumo cuja oferta de bens é insipiente, etc. Pode-se ver que ele tem esta limitação em muitos aspectos de sua vida. É uma ilusão achar que a liberdade que temos atualmente nos legada pelo liberalismo econômico é algo já conquistado e que nunca iremos perder. Os inimigos da liberdade são muitos e poderosos. Basta destruirmos o sistema de incentivos que gerou a riqueza que desfrutamos hoje, sem precedentes da riqueza na historia do homem, que iremos novamente conhecer uma era de trevas.

4) Vários setores do governo têm pedido por políticas industriais e regionais que impulsionem o desenvolvimento econômico. O que você pensa dessas políticas?

Sou totalmente contrário a qualquer forma de incentivo dado pelo estado como meio de viabilizar políticas industriais e regionais. Um simples exame dos argumentos bem como dos supostos benefícios de tais políticas é o suficiente para mostrar o quanto falho eles são. Existe o argumento teórico de que determinado segmento industrial deve ser subsidiado ou protegido da competição externa em sua fase inicial de implantação sob a desculpa de que em tal estado é difícil para tal indústria florescer num ambiente onde a competição já está a muito estabelecida. Vejamos a fragilidade de tal argumento. Inicialmente como já apontou Milton Friedman em seu brilhante trabalho de divulgação Free to Choose em qualquer ramo de negócio o início de um empreendimento novo é sempre difícil. Além disso uma vez que o governo entra na economia dificilmente ele sai. Portanto a influência do governo em tal atividade se mantém indefinidamente. Também por trás desse tipo de política está implícita a idéia de que o burocrata tem maior conhecimento da economia que os agentes econômicos quanto ao que deve ser feito. Na verdade o fato é exatamente o contrário. Qualquer um que conheça minimamente a história dos monopólios sabe que o Estado geralmente está por trás da coisa. Em geral é sempre falaciosa a justificava apontada para a intervenção do estado. Um exemplo que posso citar é da indústria de petróleo no Brasil. O argumento de que não havia, na época do estabelecimento do monopólio da exploração do petróleo pelo Estado, agentes privados com fôlego econômico para fazer florescer essa atividade é simplesmente falso. Na verdade existem muitos interesses privados escondidos que comumente estão por trás de tais políticas de incentivos. Eles geralmente são provenientes de sindicatos de trabalhadores, empresários nacionais e políticos agindo em conluio e montando redes de influência que tendem a se perpetuar eternamente.

5) Você teria alguma sugestão para acabar com o problema das favelas no Rio de Janeiro?

Da a dimensão que alcançou o problema das favelas no RJ, creio que uma solução em grande escala como por exemplo a remoção da maior parte delas é no momento inviável, até por que não haveria onde acomodar tanta gente. Diversos fatores contribuíram para tal estado de coisas como por exemplo a estagnação econômica, complacência da classe política que transformam favelas em currais eleitorais, etc. Contudo gostaria de direcionar a minha análise no sentido de sugerir meios de mitigar o problema. Muitos gostam da idéia de que favela é um problema social criadopela sociedade, é portanto somos todos responsáveis por isso. Essa colocação é falsa e conduz ao fato de que o indivíduo não é responsável pelo seu estado. ONGs que se beneficiam de recursos públicos utilizam recursivamente tal argumento. Na verdade, se formos contabilizar veremos que desde que o governo tem investido dinheiro em programas sociais o problema somente aumenta. Desnecessário dizer que maior parte dos recursos fica pelo meio do caminho.
Outro ponto que gostaria de chamar atenção que o favelado não é miserável, miserável é aquele que mora na rua. Sabemos que a maior parte das pessoas que mora em favela possui renda do trabalho, embora sejam pobres. Contudo isso não justifica que elas possam invadir áreas públicas ou mereçam ser ajudadas. Na verdade existem também incentivos para que se habitar em tais regiões. Um deles é o desfrute de muitos serviços tais como luz, telefone, TV a cabo além de outros sem o pagamento dos mesmos. A penalização disso poderia fazer diminuir parte do problema restringindo o incentivo a morar em tais localidades. Outra sugestão é que o poder público deve sinalizar que novas a invasões não serão permitidas retirando certas favelas de locais nobres como é o caso da Avenida Niemeyer no Rio de Janeiro, uma das regiões mais belas da cidade. Em outras situações o Estado deveria dar a posse do terreno ao morador. Passado a adquirir valor de mercado tais áreas atrairiam atenção do setor imobiliário expandindo as áreas realmente urbanizadas. Uma sugestão agora de cunho social é ampliação do ensino básico de boa qualidade. Evidentemente recursos devem ser gerados para isso. Minha sugestão na diminuição da ênfase no ensino superior dada pelo governo e devido ao fato que como muitos estudos já comprovaram o retorno marginal em escolaridade para níveis mais elevados de escolaridade é inferior ao obtido para um nível de escolaridade mais baixo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CRISE!!!!!

A seleção espanhola de futebol terminou o ano em primeiro lugar no ranking da FIFA... só pode ter uma explicação para fato tão estranho: é a crise!!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bush e a Sapatada

O mundo parece ter adorado o evento dos sapatos atirados no Presidente Americano George W. Bush. Eu interpreto o ocorrido sob um prisma diferente: nunca vi nenhum jornalista atirar sapatos em Saddam Hussein. Aliás, tivesse o nobre jornalista atirado sapatos em Saddam Hussein e já teria sido fuzilado. Mas agora, desfrutando da liberdade propiciada pela ação americana, atirar sapatos no Iraque já não é tão perigoso assim. Interessante notar como as pessoas, e a imprensa, deixaram esse fato passar despercebido.

Os sapatos atirados em Bush são a prova definitiva de que o Iraque está melhor hoje do que há 10 anos atrás. Dada a antiga força de Saddam Hussein, e as recentes altas nos preços do petróleo, seria de se esperar que a ditadura de Hussein durasse ainda muitos anos. Foi graças a interferência americana, liderada por Bush, que hoje o Iraque desfruta de liberdade. Liberdade até para atirar sapatos nos outros.

A maioria de nós é incapaz de compreender um fato histórico: liberdade não é o estado natural da humanidade. O normal é a ditadura, a opressão e a escravidão. Mesmo na antiguidade clássica a escravidão era a norma. Gregos e romanos escravizaram várias civilizações; no mundo oriental a escravidão também era fato corriqueiro. O novo mundo também não teve problema algum em aceitar escravos. Foi apenas ao final do século XIX que a palavra liberdade começou a ganhar o sentido pelo qual a conhecemos hoje.

Defender a liberdade não é isento de custos ou sacrifícios. Defender a liberdade é uma tarefa contínua e custosa. Defender a liberdade chega mesmo a ser uma tarefa ingrata em alguns momentos. Mas defender a liberdade é equivalente a defender o nosso direito à existência. Se permitirmos que nos usurpem esse direito, estamos desistindo também do nosso direito à vida. Hoje o Iraque é um lugar muito melhor de se viver do que há 10 anos atrás por um motivo simples: hoje o povo iraquiano tem mais liberdade, tem mais capacidade de exercer seu sagrado direito à liberdade de escolha. Gostem disso ou não, esse foi um bem gerado ao povo iraquiano por George W. Bush, pelas tropas americanas e por seus aliados no Iraque.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pior do que não aprender é aprender errado

O que aprendemos com a recente crise nos Estados Unidos? Aparentemente não só não aprendemos nada como o pouco que aprendemos aprendemos errado. Existe um certo consenso de que a crise atual começou no setor imobiliário americano. Também existe o entendimento que a crise imobiliária se deu pelo excesso de crédito, e de facilidades, providenciado por agências ligadas ao governo americano. De maneira direta, podemos destacar dois mecanismos responsáveis diretamente pelos problemas no setor imobiliário: a) ausência de requerimento de down payment; e b) políticas públicas equivocadas facilitando a aquisição de imóveis. Vamos explicá-las com mais detalhes abaixo.

Down payment é um requerimento para que o comprador faça um pagamento inicial, geralmente em torno de 20% do valor do imóvel financiado. Dessa maneira, os bancos ou financeiras emprestam apenas 80% do valor do imóvel, mas recebem 100% do imóvel como garantia. Esse mecanismo força os devedores a continuarem pagando suas prestações mesmo na presença de razoáveis desvalorizações do imóvel. Nos Estados Unidos, vários empréstimos imobiliários estavam sendo feitos sem a necessidade do down payment. Esse fato diminuiu o incentivo dos devedores saldarem suas dívidas quando da desvalorização dos imóveis; o que agravou em muito a crise.

Outro problema severo foram as políticas públicas que estimularam bancos a emprestarem recursos para famílias com poucas condições de saldarem suas dívidas. Dessa maneira, famílias que poderiam pagar imóveis de U$ 100 mil foram estimuladas a comprar imóveis muito mais caros; quando a crise chegou tais famílias perderam todo seu investimento. Sem a interferência do governo tais famílias teriam comprado imóveis mais baratos e ainda estariam neles.

Releiam os parágrafos acima e notem que o governo brasileiro esta cometendo exatamente os mesmos erros que levaram à crise americana. O governo brasileiro está acabando com a exigência de down payment em alguns dos financiamentos da Caixa Econômica Federal. Além disso, tais financiamentos estão sendo extendidos a pessoas com pouca probabilidade de honrarem seus compromissos. Isto está ocorrendo não só no mercado imobiliário, mas também no mercado de automóveis.

Quando a conta dos erros acima aparecer não faltarão pessoas para culpar a ganância do mercado, ou a irresponsabilidade do “sistema”. Poucos irão se lembrar que a crise começou no Brasil da mesma maneira que começou nos Estados Unidos: com políticas erradas do governo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SENSACIONAL!!!!!!!!

LONDRINA CAMPEÃO DA COPA PARANÁ !!!!!!!!!!!!!!!

Sensacional mais essa conquista da maior força futebolistica do sul do país.

O Londrina Esporte Clube acabou de vencer a Copa Paraná. Seguindo a mais nobre das tradições futebolísticas o LEC fez questão de empatar com o Cianorte no tempo normal e na prorrogação para, após quase matar metade de seus torcedores do coração, vencer o embate nas penalidades máximas.

LONDRINA CAMPEÃO!!!! DÁ-LHE TUBARÃO!!!!!!!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

13 + 13 = 26

Meus Caros,

Acabei de ter meu paper aceito de número 26. Publiquei com meus co-autores dessa vez na International Review of Law and Economics.

A International Review of Law and Economics é um TOP journal na área de law and economics. Dessa maneira, passo a ter 13 papers internacionais e outros 13 papers nacionais publicados (ou aceitos para publicação). Como terminei meu doutorado em dezembro de 2000 isso implica numa média superior a 3 artigos/ano. Média essa que na área de economia é razoavelmente alta.

Mantendo a mais nobre tradição de nosso grupo, vamos estar celebrando essa vitória com muita cerveja:

Local: 209 norte (Mont Sion Bar, ou o que quer que tenha no lugar dele).
Horário: 19:00 horas
Dia: Quinta-feira (04/12)

Dada minha contusão não estarei dirigindo, estarei de carona, e poderei tomar cerveja com todos os atenciosos leitores que porventura passarem por lá.

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