quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mensagem de Fim de Ano: O Fio da Navalha

Há alguns anos eu percorria as prateleiras de uma livraria quando me deparei com o interessante livro de Somerset Maugham: “O Fio da Navalha”. Enquanto me decidia se compraria o livro ou não, decidi ler o último parágrafo do mesmo. Foi o suficiente para me decidir pela compra do livro. Já não me lembro palavra por palavra, mas o último parágrafo era algo semelhante a isso:

Não sei se esse livro é bom ou ruim, mas relendo o mesmo pude verificar que ao longo de suas vidas todos os personagens encontraram o que procuravam. Os que procuraram a riqueza ficaram ricos, os que procuravam pela felicidade foram felizes e os que procuraram pela morte também a encontraram”.

Neste post de despedida de 2009, deixo registrado aqui o alerta de Somerset Maugham: neste mundo, cedo ou tarde, todos encontram o que procuram. Os que procuram pela felicidade a encontrarão, e os que procuram pelo mal e pela vingança também terão seu encontro. Dessa maneira, escolham bem seus objetivos e seus sonhos pois ao final de nossas vidas serão com eles que nos depararemos.

Um 2010 repleto de paz, saúde, felicidade e realizações são os votos do autor desse blog a todos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Exagerada Punição aos Atletas que usam Cocaina

Em primeiro lugar, quero deixar claro que esse post não tem como finalidade defender a liberação das drogas. O ponto aqui é apenas explicitar o extremo exagero da punição aplicada a atletas profissionais que fazem uso de cocaina. Devemos lembrar que a cocaina não melhora o desempenho físico dos atletas, ou seja, o atleta que usa cocaina não está obtendo uma vantagem ilegal em relação a seus pares. Isso é importante, e tanto é verdade que a punição de atletas que fazem uso de cocaína se baseia no argumento de que “atletas devem dar o bom exemplo”, ou seja, a punição aplicada ao atleta que usou cocaína não se baseia no argumento de que este obteve vantagens físicas ilegais (como acontece quando atletas usam outros tipos de substâncias proibidas).

Quando um atleta é flagrado usando cocaína ele pode ser suspenso por 6 meses. Isto é, ele fica sem sua fonte de renda, sem o seu sustento e o sustento de sua família por 6 meses. Se ele for reincidente pode ser banido do esporte. Ou seja, ele perde permanentemente a sua princiapl fonte de renda. Meu ponto é apenas um: que tal aplicarmos a mesma punição dos atletas a outros usuários de cocaína? Me parece que um advogado é uma figura tão importante numa sociedade quanto um atleta, assim nada mais justo do que aplicar ao advogado a mesma punição que o atleta receberia (afinal o crime é o mesmo). Isto é, que tal banirmos do exercício do direito todos os advogados reincidentes no uso de cocaína? Mas por que pararmos nos advogados? Médicos, economistas, contadores, operadores de telemarketing, cantores de rock, artistas de TV, que tal todos receberam a mesma punição dos atletas?

Vamos agora finalizar meu argumento com a mais simples das colocações: quem fornece mais exemplo para as novas gerações: o professor que dá aulas para elas todos os dias ou os atletas (muitos dos quais nem famosos são)? Ora, creio que um professor seja extremamente importante na formação de uma criança e de um jovem. Sendo assim, os professores também deveriam dar o “bom exemplo”. Dessa maneira, nada mais justo do que professores tanto do ensino fundamental, como do ensino médio e do ensino superior serem banidos de suas profissões caso sejam flagrados duas vezes usando cocaína ou maconha. Que tal fazermos uma visita aos departamentos de sociologia, ciências políticas, antropologia, geografia, história, entre outros, das universidades? Que tal aplicarmos aos professores a mesma punição aplicada aos atletas?

Banir um atleta, tirar dele sua fonte de sustento, apenas porque ele fez uso de cocaína me parece uma punição extremamente alta.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Questão da Migração Chinesa

Por princípio acredito que todos tenham o direito de buscar sua felicidade e realização. Assim, sou contrário a leis que limitem a migração. Migrar é uma das maneiras mais antigas usadas por pessoas descontentes em sua região de origem em busca de um futuro melhor. Contudo, acredito que um pouco mais de atenção deva ser dada a grande onda de migração chinesa.

De maneira alguma sou contrário a migração de chineses, mas algumas considerações devem ser feitas. A primeira delas refere-se a uma questão simples: como os chineses estão chegando ao Brasil? Quem está financiando essa viagem? E acima de tudo: o que há de ilegal nessa operação? Boa parte dos chineses não tem visto de trabalho no Brasil, isto por si só já é uma irregularidade. Mas estou mais interessado em saber qual tipo de contrato de trabalho está sendo feito entre os chineses que migram para o Brasil e os empregadores/financiadores dessa viagem. Tal contrato implica em algum vínculo ou pacto para participar em atividades ilícitas? De maneira direta: contrabando, venda de produtos falsificados ou pirateados, formação de gangues e atividades relacionadas a venda de drogas fazem parte desse contrato de trabalho?

Outro detalhe que me preocupa é a falta de interação entre chineses e não-chineses no Brasil. Um dos grandes méritos dos colonizadores portugueses foi tornar o Brasil um país que assimila culturas. Aqui, judeu come carne de porco, muçulmano toma caipirinha, alemão cai no samba e assim por diante. Ou seja, ocorre efetivamente uma mistura de raças e culturas. Tal interação parece não estar ocorrendo no caso dos chineses. Estes me parecem sempre fechados dentro de sua própria comunidade. Parece que os chineses não fazem amigos fora de sua comunidade e também parecem evitar relacionamentos íntimos com pessoas de outras etnias. Pior, ao contrário dos demais migrantes, parecem manter a língua nativa como meio principal de comunicação. Sem aprender a língua de um país, a assimilação dos migrantes chineses torna-se difícil e a formação de inimizades passa a ser um risco.

Está mais do que na hora de tentarmos inserir os chineses dentro da nossa sociedade, dando chances para que os mesmos possam progredir e realizar seus sonhos. Contudo, é fundamental conhecermos melhor a estrutura da migração chinesa e punirmos os eventuais desvios da legalidade.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal: “Papai não desista de mim”

O Natal está chegando e meu blog deixa aqui uma mensagem a todos os pais que estarão passando este Natal longe de seus filhos: não desistam. A frase acima, “Papai não desista de mim” foi escrita por uma criança, impedida de ver seu pai, e reflete o sentimento de várias crianças que todo dia são impedidas de verem seus pais.

A vida é cheia de mistérios e obstáculos, mas nós somos responsáveis por nossos atos. Na vida existem eventos que controlamos e eventos que estão fora de nosso controle. Quanto a estes últimos existe muito pouco o que fazer, mas no que se refere aos eventos que controlamos somos responsáveis por eles. A justiça é lenta, e o rancor de determinadas pessoas é profundo e amargo, mas é responsabilidade de todo pai não desistir de seus filhos. Infelizmente algumas pessoas colocam a vingança à frente da felicidade de seus próprios filhos. Este é um fato que está fora de nosso controle, mas está sob nosso controle nos levantarmos contra o mal, e enfrentarmos a maldade com todas nossas forças é a melhor resposta que podemos dar; é o exemplo que deixaremos na mémoria de nossos filhos: a lembrança de que nunca desistimos deles.

Não meu filho, eu não desistirei de você. Esse é o melhor presente que um pai pode dar a seus filhos. A certeza de que mesmo de longe estamos por perto é o que conforta e acalma o espírito de uma criança. O tempo passa e com ele nossos filhos crescem, a lembrança deles de que tudo fizemos para estarmos por perto é a garantia de que cedo ou tarde passaremos um Natal juntos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ninguém segura esse país!!!!!

O IBGE divulgou os resultados do PIB brasileiro em 16/11/2009... hoje, 16/12/2009 (ou seja, apenas 1 mês após a divulgação dos dados) o IBGE reviu os mesmos. Vamos a uma análise bem simples das mudanças que ocorreram em 1 mês:

Período Correção

janeiro-março 2007 2.26%
abril-junho 2007 2.59%
julho-setembro 2007 2.58%
outubro-dezembro 2007 2.37%
janeiro-março 2008 4.24%
abril-junho 2008 3.28%
julho-setembro 2008 4.26%
outubro-dezembro 2008 4.18%
janeiro-março 2009 4.79%
abril-junho 2009 3.01%

Sim, vocês leram corretamente. Em alguns casos as revisões chegam a incríveis 4,79% do PIB!!!! Por exemplo, o PIB revisto para abril-junho de 2009 se situou 3% acima do indicado anteriormente. De maneira semelhante o PIB revisto para janeiro-março de 2009 ficou 4,79% acima do anunciado anteriormente. Essas revisões começam em janeiro-marco de 1995 e vão até abril-junho de 2009, mas as mudanças significativas começam a partir de janeiro-março de 1999.

Gostaria de ver os resultados de papers acadêmicos refeitos com esses dados....

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Lado Triste da ANPEC e da SBE

O encontro da ANPEC e da SBE, em teoria, reúne os melhores pesquisadores em economia do Brasil. O nível das sessões está bom e melhorando a cada ano (o que confirma alguns estudos sobre os níveis de publicação internacional).

O lado triste do encontro da ANPEC e da SBE fica por parte do silêncio absoluto de vários pesquisadores ortodoxos sobre a taxa de câmbio. Os heterodoxos nadaram de braçada no encontro: sempre havia um deles disposto a defender algum mecanismo de ajustamento do preço do câmbio (claro que nenhum deles sugere o óbvio: abrir o mercado).

Digo que isso é triste, pois mostra uma falta de força, ou de vontade, de intervir no debate nacional num momento crítico. O conhecimento traz consigo responsabilidades, e os ortodoxos brasileiros estão se esquivando desse debate. Uma pena, pois cedo ou tarde o preço disso irá aparecer.

Gostaria de fazer um pedido aos alunos da EPGE e da PUC-RJ, no papel os centros mais ortodoxos do Brasil, para que cobrem participação de seus professores. Claro que para alguns professores da PUC-RJ é díficil pedir pela liberação do câmbio (uma vez que boa parte deles são contrários a isso). Mas as escolas devem ser consistentes com o que ensinam: se você ensina que preços devem ser flexíveis, então deve ensinar também que o câmbio deve ser flexível.

Câmbio é preço e do ponto de vista ortodoxo preços devem ser flexíveis. Se o câmbio está valorizado isso decorre de impedirmos que as importações aumentem (ou de estarmos estimulando artificialmente as exportações). A solução para o dilema cambial é simples: abertura comercial.

Eu entendo a UFRJ, a UNICAMP e mesmo alguns professores da UnB irem contra essa idéia. Afinal, como heterodoxos eles tem outro modelo em mente. Contudo, é difícil ser contra a liberação da taxa de câmbio sendo ortodoxo. Essa é uma contradição razoável.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Escandaloso Golpe de Estado nos Estados Unidos da América

Os fins não justificam os meios”.

Criminoso, para dizer o mínimo, o atentado ao Congresso Americano patrocinado pelo governo Obama. Dar a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) o poder para legislar sobre a emissão de gases (com o argumento de que os mesmos são prejudiciais a saúde) é concentrar poder demais na mão de um único homem: o presidente dos Estados Unidos.

Vamos por partes: 1) Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, o presidente não tem tanta força como parece. 2) Há anos determinados setores da sociedade americana querem impor sua visão (altamente viesada e questionável do ponto de vista científico) de que está ocorrendo o aquecimento da Terra (o que é questionável) e de que esse aquecimento foi provocado pelo homem (o que é mais questionável ainda). 3) Esse movimento conta com adeptos famosos, mas o grosso da sociedade americana nunca deu muita bola para isso. 4) Leis que limitem a emissão de poluentes devem OBRIGATORIAMENTE ser aprovadas pelo Congresso Americano. 5) Na ânsia de aprovar medidas contra o (suposto) aquecimento global o governo Obama usou de um ardil: argumentou que os gases emitidos por indústrias afetam a saúde da população. 6) Esse truque de semântica TIRA DO CONGRESSO AMERICANO o poder para legislar sobre esse tema, e transfere essa obrigação (e poder) a uma agência do governo (a EPA).

A medida descrita no parágrafo acima equivale a um golpe de Estado, pois tira do Congresso (e consequentemente dos representantes do povo) o direito a legislar sobre um tema altamente polêmico e de interesse público. Pior do que isso: concentra muito poder na mão do presidente americano. Vamos a um exemplo simples: o presidente americano não tem poder de declarar guerra a uma nação estrangeira. Para declarar guerra ele necessita da APROVAÇÃO DO CONGRESSO. Isso limita em muito o poder de um presidente, e fortalece muito uma instituição o Congresso. Contudo, a ardilosa medida elaborada por Obama pode perfeitamente ser usada para tirar do Congresso também a prerrogativa para declarar guerra. Basta a EPA dizer que a poluição na China esta causando danos a saúde dos americanos e pronto: tira-se o Congresso da jogada. Ou então a EPA pode argumentar que o deflorestamente na Amazônia esta causando prejuízo às gerações futuras de americanos e, novamente, o presidente americano terá mais prerrogativas do que deve.

Interessante notar que a imprensa e os analistas de plantão estão mais interessados nos aspectos práticos e imediatos dessa medida, do que nos potenciais efeitos danosos de longo prazo. Para eles parece que os fins justificam os meios.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Panetonegate e o Financiamento Público de Campanhas Eleitorais

O governador do Distrito Federal, José Arruda, está envolto num escândalo semelhante ao de Lula há alguns anos atrás. Acredito que nada acontecerá com ele. Arruda não perderá seu cargo e, provavelmente, será reeleito governador do Distrito Federal. Essa foi a grande contribuição do PT para a jurisprudência nacional. O PT provou que verbas não contabilizadas de campanha, o popular caixa 2, não pode ser considerado um crime sério e nem deve ser motivo para maiores delongas. Afinal, de acordo com a jurisprudência propiciada pelos advogados petistas: “todo mundo faz caixa 2”. Arruda apenas confirmou o que a jurisprudência petista já previra.

Um fato que chama a atenção é o profundo desconhecimento dos magistrados brasileiros dos mecanismos econômicos que levam a corrupção. Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes se pronunciou favorável ao financiamento público de campanhas eleitorais. Em sua opinião, isso diminuiria a corrupção. Vamos por partes: o que é caixa 2? Caixa 2 é exatamente um dinheiro que não foi contabilizado como doação ao partido. Ou seja, deixar o financiamento das campanhas eleitorais a cargo do erário público em nada afeta esse problema. Talvez mesmo o piore. Afinal, agora ao invés de fazer doações legais aos partidos as empresas fariam doações ilegais (exatamente o caixa 2), tornando o problema ainda pior.

Usar dinheiro público para financiar campanhas eleitorais é um equivoco, é extremamente difícil justificar que devemos pagar mais impostos para que os políticos possam fazer campanhas eleitorais de “melhor” qualidade. É absurdo retirar verbas da saúde e da educação para que as mesmas sejam usadas para pagar panfletos e propagandas políticas (apesar de isso já acontecer em parte). O financiamento público de campanhas eleitorais não diminui o problema da corrupção, pelo contrário pode perfeitamente agravar tal problema ao estimular o aumento de doações ilegais para partidos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Educação e qualidade do voto

"Uma população bem educada vota melhor". "Educação melhora a qualidade do voto".

Quantas vezes você já ouviu os argumentos acima?

Educação é muito importante, contudo leva mais fama do que merece. Parece até que educação é remédio para tudo, não é.

Educação, por si só, não melhore a habilidade de uma população em votar. Vamos a um exemplo simples: o Distrito Federal esta certamente entre os estados com o maior nível de escolaridade do Brasil. Além da quantidade, a qualidade do ensino no DF é melhor do que na maioria dos outros estados.

Que tal olharmos agora as últimas escolhas dos eleitores do DF para o Senado Federal: Arruda (cassado), Estevão (cassado) e Roriz (cassado). Agora o governo do DF esta mergulhado em uma crise com probabilidade de levar a mais desastres. Arruda, dessa vez governador do DF, está no centro da crise.

Para garantir a qualidade do voto dois são os requisitos necessários: 1) opções de candidatos (ou seja, é necessário que existam candidatos decentes); e 2) vergonha na cara por parte da população (em não votar em bandidos comprovados). Infelizmente, sem essas condições educação ajuda muita pouco.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Heterodoxia, Ortodoxia e a Questão Cambial

Qual é o preço justo de um carro? De maneira geral, os vendedores sempre esperam receber mais por seu produto. Em contrapartida, os compradores gostariam de pagar menos pelas mercadorias de que necessitam. Dessa maneira, economistas evitam falar sobre “preço justo”. Afinal, o que é justo para os vendedores provavelmente difere do justo para os compradores. Em economia o conceito que vale é o preço de mercado. O preço de mercado tem uma característica extremamente interessante: ele é o preço que propicia ganhos a ambos, compradores e vendedores, que aceitam participar de trocas voluntárias.

Economistas discordam em muitas coisas, mas 99% dos economistas concordam com uma questão simples: preços devem ser flexíveis para igualar oferta e demanda. A taxa de câmbio de um país nada mais é do que o preço da moeda estrangeira. Como preço deveria ser flexível, e ter liberdade para variar. Contudo, no Brasil as coisas soam diferentes. Tanto economistas heterodoxos como ortodoxos passaram a defender algum tipo de política cambial. Isto é, algum tipo de controle do governo sobre o mercado cambial. De repente economistas brasileiros começaram a debater sobre o “preço justo” ou “preço correto” do câmbio.

Aos economistas que se dedicam a discutir qual seria o “preço justo” do câmbio tenho apenas uma questão a fazer: por que o valor que você sugere é mais justo que o preço de mercado? Evidentemente, eles não poderão responder a essa pergunta. O motivo é simples: tais economistas argumentam que o “preço justo” é justamente o preço de mercado. Ora se assim o é, então por que não deixamos o próprio mercado determinar a taxa de câmbio?

Um país não pode ter superávits, ou déficits, comerciais por um período extremamente longo de tempo. No Brasil confude-se superavits comerciais com estabilidade dos fundamentos econômicos. A rigor é justamente o contrário: um país com os fundamentos econômicos saudáveis não pode ter superávits comerciais expressivos por longo tempo. Afinal, um dos fundamentos econômicos mais importantes é a flexibilidade dos preços. Com preços flexíveis, grandes superávits comerciaism aumentam a oferta de dólares na economia, e o preço do dólar cai (é justamente o que está acontecendo no Brasil hoje). Contudo, a queda no preço do dólar torna as exportações menos atrativas, e fortalece as importações. Com o aumento das importações, e redução das exportações, haveria um aumento na demanda por dólares e o dólar valorizaria (esse passo não esta ocorrendo no Brasil na magnitude que deveria). Isto é, a uma sequência de superávits comerciais se seguiria uma sequência de déficits comerciais. Tais oscilações seriam cada vez menores, levando eventualmente ao equilíbrio nas contas externas.

Se existe algum problema cambial no Brasil hoje, ele é decorrente de mecanismos que impedem que os consumidores brasileiros importem mais produtos do resto do mundo. Os problemas cambiais de hoje decorrem justamente do fato de que a teoria econômica funciona: superavits comerciais levam a desvalorização do dólar, e consequente aumento das importações. E é o aumento das importações que conduz a valorização subsequente do dólar. Interessante notar que no Brasil nem os ortodoxos e nem os heterodoxos sugerem a abertura comercial como mecanismo para levar ao equilíbrio cambial. Ao invés disso, preferem fórmulas mágicas que dizem que o equilíbrio cambial ser dará com o dólar a 2,30 ou 2,43 reais. Não seria mais fácil liberar o comércio e deixar o próprio mercado dar a resposta?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lula, Ahmadinejad, e o Brasil na ONU

Há longo tempo o Brasil alimenta o sonho de fazer parte do conselho de segurança da ONU. Acredito que tal sonho tem pouco probabilidade de realização, o motivo é simples: caso se aumentem o número de países que fazem parte do conselho de segurança, será inevitável a inclusão do Japão no mesmo. A China nunca permitirá que o Japão entre no conselho, logo o mais provável é que o número de países que fazem parte desse conselho continue como está.

Por mais distante que pareça o sonho de fazer parte do conselho de segurança da ONU o Brasil continua tentando. Contudo, chama a atenção a maneira pela qual o Brasil tenta ganhar espaço no cenário mundial. A diplomacia brasileira parece ter optado pela barganha política, e não pela liderança pelo exemplo. Isto é, o Itamaraty está fazendo política exterior da mesma maneira que os políticos brasileiros fazem política: na base da troca descarada de favores.

A diplomacia brasileira poderia ter escolhido condenar a ditadura cubana, os golpes escandalosos de Chaves, e condenar abertamente o absurdo programa nuclear do Irã, e a postura do líder iraniano em relação a Israel. Sim, isso nos trariam inimigos. Não há dúvidas de que condenar ditaduras e se posicionar contra regimes opressores das liberdades individuais trariam inimigos ao Brasil. Contudo, se o nosso país quer mesmo se sentar na mesa dos grandes esse é o preço a se pagar. O Brasil poderia ser o exemplo, a liderança a ser seguida, na América Latina. Seria o país que quer seu lugar no Conselho de Segurança da ONU por sua liderança moral no continente. O assento do Conselho de Segurança seria obtido não via favores entre compadres, mas obtido pelo mérito.

A política do é dando que se recebe, a nível internacional, escolhida pelo Itamaraty não nos levará a um assento no Conselho de Segurança da ONU. Ela nos levará sim a nos aliarmos cada vez mais a regimes sanguinários e a ditadores que desrespeitam seus vizinhos e que estão prontos a destruir nossa civilização. Receber o ditador iraniano é apenas mais um capítulo vergonhoso nas páginas da política internacional brasileira. Para referência para as gerações futuras deixo aqui registrado: eu não apóio essa política internacional implementada pelo governo brasileiro. Tenho nojo de um governo que se alia a um homem que quando puder lançará bombas nucleares em Israel, e se não for detido levará o caos nuclear a nossa civilização. Isso vale para os líderes do Irã e da Coréia do Norte.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mega Sena e Casamento

Alguns resultados de uma pesquisa que estou concluindo com um aluno de doutorado. Foram entrevistados 1.521 indivíduos no Distrito Federal entre agosto e outubro desse ano. Olhem só algumas estatísticas descritivas para a seguinte pergunta: “Caso você ganhe 10 milhões de reais na mega-sena você continuaria com o mesmo parceiro?

1) 18,6% dos indivíduos de nossa amostra trocariam de parceiro caso acertassem as dezenas da mega sena. Devemos lembrar que existe um certo viés nessa resposta. Isto é, por vergonha ou considerações morais, as pessoas se sentem impelidas a responderem que manteriam o mesmo parceiro. Ou seja, devemos entender 18,6% como sendo o limite inferior das pessoas que trocariam de parceiros. Dessa forma, no mínimo 18,6% dos indivíduos entrevistados trocariam de parceiros pelo simples fato de terem ganho na mega sena.

2) 20,2% dos homens estariam dispostos a trocar de parceiras, enquanto que apenas 17,2% das mulheres estão dispostas a mudar de parceiro caso acertem na mega sena. Os dados mostram que apesar dos homens estarem mais propensos a trocarem de parceiras em decorrência do prêmio da mega sena, esta diferença não é assim tão significante. Mostrando dessa maneira que, pelo menos nesse quesito, as mulheres são bem parecidas com os homens.

3) É digno de nota que 16,1% das mulheres casadas estariam dispostas a terminar seu casamento caso ganhem um alto prêmio monetário. Em outras palavras, aproximadamente 1 em cada 6 mulheres casadas está inclinada a acabar seu casamento caso acerte as dezenas da mega sena.

Nossa pesquisa refere-se a choques positivos de renda, sendo que a mega sena é uma proxy para isso. Os resultados aqui reportados também podem ser aplicados para o caso do recebimento de heranças por exemplo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Violência, Insegurança e Ditaduras

Por que uma sociedade aceita a ditadura? Por que cidadãos conscientes aceitariam abrir mão de suas liberdades em prol de um regime repressor? Essas perguntas são fundamentais para se entender o processo de formação de uma ditadura. Uma ditadura não se forma da noite para o dia. Pelo contrário, é um processo longo em que gradativamente os cidadãos vão abrindo mão de suas liberdades mediante um processo generalizado de aumento da violência e da insegurança. Uma pessoa só abre mão de suas liberdades quando o nível de violência e confusão de uma sociedade atingem níveis insuportáveis.

De acordo com o parágrafo acima, a primeira coisa que grupos interessados em implementar uma ditadura devem fazer é aumentar o nível de violência e confusão de uma sociedade. Só mediante níveis alarmantes de insegurança é que a população passa a clamar por líderes fortes, que inevitavelmente irão concentrar altos níveis de poder com a justificativa de que só um governo forte é capaz de restaurar a ordem na sociedade.

Uma das maneiras mais efetivas de se desestabilizar uma sociedade, do ponto de vista econômico, é por meio do processo inflacionário. Natural então que grupos que almejam uma ditadura pressionem por políticas de gasto público irresponsáveis. Ou então que pressionem pelo relaxamento da política monetária, sob o pretexto de que um pouco de inflação é necessário ao crescimento econômico. O processo inflacionário desestabiliza a ordem econômica e é um importante aliado dos inimigos da sociedade aberta.

Do ponto de vista social, aumentar as taxas de criminalidade é um importante motivador da desestabilização da sociedade. Assim, grupos que almejam o poder ditatorial são também defensores de penas brandas, indultos de natal, criminalização da polícia e de qualquer mecanismo que aumente as taxas de crime.

Desestabilizar a ordem econômica e social de um país é o primeiro passo para se implantar uma ditadura. Fiquem alertas a partidos políticos que defendam tais princípios, eles são os candidatos naturais a implementação de uma ditadura. A maneira da sociedade aberta se defender desses grupos é simples: colocar os bandidos na cadeia e manter a inflação sob controle.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E não é que a CCJ acertou!!!!!

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara acertou e eu apóio essa medida importante para o crescimento saudável das crianças.

Não há sentido numa mãe, ou um pai, falarem mal do antigo parceiro para seus filhos. Infelizmente nem todos os casamentos dão certo, e separações já são duras demais para as crianças. Não há razão para tornar esse processo ainda mais dramático. Quando um conjuge tenta jogar os filhos, ou permite que alguém o faça, contra o antigo parceiro esse é um crime moral desprezível, que nada de bom pode trazer para a criança.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tem o Estado o Direito de Dizer Quais Roupas Devemos Usar?

A liberdade individual é o maior bem da humanidade. Contudo, existem claras limitações a mesma. Geralmente, assume-se que você é livre para fazer o que quiser desde que seus atos não prejudiquem outras pessoas.

Para evitar que os atos de um indivíduo prejudiquem a outro, o Estado costuma manter um aparato legal que garante as liberdades individuais, mas ao mesmo tempo restringe uma série de comportamentos. Será que o Estado deveria restringir a maneira como as pessoas se vestem? Isto é, tem o Estado o direito de dizer quais roupas podemos, e quais não podemos, usar?

Não se apresse em responder. A questão acima é muito mais complicada do que parece a primeira vista. De maneira geral me parece absurdo que o Estado tente legislar sobre as vestimentas de uma pessoa. Não cabe ao Estado dizer com qual roupa devo trabalhar e com qual roupa devo ficar em casa. Contudo, existem situações cinzentas. Por exemplo: devemos permitir que gangues andem organizadas por roupas de cores iguais? O que dizer de mulheres muçulmanas obrigadas a andarem com o rosto coberto? Ou ainda, muitas vezes a vestimenta pode estimular a segregação numa sociedade, como é o caso de grupos religiosos que se identificam por vestimentas específicas.

A questão acima é bem complicada, e honestamente eu não sei a resposta. Mas acredito que esta é uma questão que valeria a pena pensarmos a respeito.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Efeito Pré Sal

Diz a lenda que "tem coisas que só acontecem no Botafogo...". Mas a cada dia que passa acredito que temos que mudar essa frase para "tem coisas que só acontecem no Brasil". De repente os marxistas estavam corretos... a teoria econômica que vale para os Estados Unidos talvez não tenha valor por aqui....

Vamos ao ponto: a Petrobras anuncia novas descobertas de petróleo. O governo anuncia que as reservas de petróleo no pré-sal são maiores do que se esperava. Os preços internacionais do petróleo não estão subindo. Resumindo: a disponibilidade (oferta) de petróleo aumentou, os preços internacionais estão estáveis, mas o preço da gasolina subiu.... alguém entende isso?

Este é o efeito pré-sal: aumenta-se a oferta de um bem e o preço dele aumenta!!! Esta é a contribuição genuinamente brasileira para a teoria econômica. A teoria econômica já tinha o famoso bem de Giffen (bem que tem sua demanda aumentada quando seu preço sobe). Agora o Brasil criou o Efeito Pré-Sal: quando ocorre um choque positivo de oferta de um bem (deslocamento a curva de oferta para a direita) o seu preço sobe.

Não meus amigos, a teoria econômica não parece estar errada. O que parece estar errado é o governo e a Petrobras. Uma vez alguém perguntou: qual é a proposta liberal para o pré-sal? Meu amigo José Carneiro deu então uma excelente resposta: "a proposta liberal eu não sei, mas a proposta de viabilidade econômica é clara: não cave".

domingo, 15 de novembro de 2009

A Loira do Banheiro

Quando eu era criança, circulava pela escola a lenda da "Loira do Banheiro"... um espírito que assombrava a escola e perseguia os desavisados enquanto estes usavam o banheiro da escola. Isso deve ter ocorrido há uns 30 anos atrás.

Hoje, por pura coincidência, descobri que as crianças de 7 anos de várias escolas também já ouviram a história da "Loira do Banheiro".... me inteirando com as crianças notei que a lenda é exatamente a mesma.

Resumindo, no Brasil, nem lenda evolui....

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Custo da Covardia

Setembro de 1938: tudo estava preparado para o golpe. Os arquitetos: Marechal de Campo Erwin von Witzleben e General de Infantaria Karl-Heinrich von Stulpnagel. O chefe do Estado-Maior do Exército, Coronel General Franz Halder, apoiava o golpe.

A idéia era simples: Hitler queria invadir a Tchecoslováquia, a Tchecoslováquia possuia acordos de proteção com a Grã-Bretanha e a França. Segundo o cálculo dos conspiradores, tão logo a invasão alemã começasse as potências aliadas interviriam e invadiriam a Alemanha (que nessa época ainda não era páreo para seus adversários ocidentais). Assim, para evitar a guerra e a destruição da Alemanha, os conspiradores prenderiam (e se necessário fuzilariam) Hitler. Aliás, fuzilar ou prender Hitler era a única dúvida dos conspiradores. As tropas em Berlim já estavam em prontidão, sob o comando de Witzleben, para tomar o poder.

Aconteceu então o momento decisivo: Hitler ordenou a invasão da Tchecoslováquia, e o exército alemão marchou para os sudetos tchecos. Bastava que a Grã-Bretanha e a França declarassem guerra contra a Alemanha que o golpe seria posto em prática. Hitler seria deposto e preso (ou assassinado) no mesmo dia. Mas então aconteceu o inesperado: o primeiro ministro do Reino Unido, Arthur Neville Chamberlain, cedeu às exigências de Hitler e na Conferência de Munique aceitou a maioria das exigências nazistas. Ele acreditava que assim procedendo evitaria a guerra. O que Chamberlain fez foi evitar o golpe e salvar a vida de Hitler. O medo de ir à guerra, por ironia do destino, foi exatamente o que causou a guerra. Tomando o caso Tcheco como base, e acreditando na falta de empenho e de fibra dos Aliados, em setembro de 1939, Hitler ordenou a invasão da Polônia dando início a Segunda Guerra Mundial.

A decisão covarde dos aliados em setembro de 1938 não evitou a guerra, apenas adiou o seu início dando tempo para que seu inimigo se tornasse mais forte. Aproximadamente 50 milhões de pessoas morreram em decorrência da covardia aliada em não respeitar o acordo de proteção com a Tchecoslovaquia. Bastava uma simples declaração de guerra à Alemanha em setembro de 1938, e Hitler teria sido apagado das páginas da história. A covardia tem um preço, e cedo ou tarde todos são obrigados a pagarem suas contas.

Permitir que o Irã e que a Coréia do Norte tenham acesso a armas nucleares é um erro. Evitar a guerra com esses paises acreditando que os mesmos irão se conscientizar da importância da paz é cometer o mesmo erro que Chamberlain cometeu em setembro de 1938.

De maneira mais localizada, está na hora de darmos um basta no MST, está na hora de darmos um basta na corrupção e no bando de selvagens, inimigos da liberdade individual, que estão destruindo o Brasil. Acreditar que ceder aos inimigos da liberdade evitará o conflito é incorrer no erro de Chamberlain. Ditadores só entendem uma linguagem: força física.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães

Abaixo seguem algumas diretrizes do Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o programa original contém 25 pontos):

11. Que toda renda não merecida, e toda renda que não venha de trabalho, seja abolida.

13. Nós exigimos a nacionalização de todos os grupos investidores.

14. Nós exigimos participação dos lucros em grandes indústrias.

15. Nós exigimos um aumento generoso em pensões para idade avançada.

16. Nós exigimos a criação e manutenção de uma classe média sadia, a imediata socialização de grandes depósitos que serão vendidos a baixo custo para pequenos varejistas, e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários aos Estaso, às províncias e municipalidades.

17. Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com nossas necessidades nacionais, e a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários sem compensação de quaisquer terras necessárias para propósito comum. A abolição de arrendamentos de terra, e a proibição de toda especulação na terra.

19. Nós exigimos que a lei romana, que serve a um arranjo materialista do mundo, seja substituída pela lei comum alemã.

20. A fim de tornar possível para todos os alemães capazes e industriosos obter educação mais elevada, e assim a oportunidade de alcançar posições de liderança, o Estado deve assumir a responsabilidade de organizar completamente todo o sistema cultural do povo. Os currículos de todos os estabelecimentos educacionais serão adaptados para a vida prática. A concepção da idéia do Estado (ciência de cidadania) deve ser ensinada nas escolas desde o início. Nós exigimos que crianças especialmente talentosas de pais pobres, quaisquer que sejam suas classes sociais ou ocupações, sejam educadas às custas do Estado.

21. O Estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão de saúde nacional fornecendo centros de bem-estar maternal, proibindo trabalho infantil, aumentando aptidão física através da introdução de jogos compulsórios e ginástica, e pelo maior encorajamento possível de associações relacionadas com a educação física do jovem.

23. Nós exigimos que haja uma capanha legal contra aqueles que propaguem mentiras políticas deliberadas e disseminem-nas através da imprensa. A fim de tornar possível a criação de uma imprensa alemã, nós exigimos:
(a) Todos os editores e seus assistente em jornais publicados na língua alemã deverão ser cidadãos alemães.
(b) Jornais não-alemães deverão somente ser publicados com a permissão expressa do Estado. Eles não deverão ser publicado na língua alemã.
(c) Todos os interesses financeiros em, ou de qualquer forma afetando jornais alemães serão proibidos a não-alemães por lei, e nós exigimos que a punição por transgredir esta lei seja a imediata supressão do jornal e a expulsão dos não-alemães do Reich.

25. A fim de executar este programa, nós exigimos: a criação de uma autoridade central forte no Estado, a autoridade incondicional pelo parlamento político central de todo o Estado e todas as suas organizações.
A formação de comitês profissionais e de comitês representando os vários estados do país, para assegurar que as leis promulgadas pela autoridade central sejam executadas pelos estados federais.
Os líderes do partido assumem a responsabilidade de promover a execução dos pontos agora mencionados a todo custo, se necessário com o sacrifício de suas próprias vidas.

Este era o projeto de governo do PARTIDO NAZISTA, alguma semelhança com fatos que conhecemos?

Prova do Enade 2009 ou Ardil 22

A prova do Enade 2009 (que substitui o antigo Provão) tem como objetivo verificar o nível dos alunos e das Universidades/Faculdades brasileiras.

Vale a pena ler a prova. No começo tem até questão de quadrinhos!!!! Parece gibi. Esse é o nível que o Ministério da Educação (MEC) espera dos universitários brasileiros.... ler gibi.

Na parte geral a festa é generalizada. A questão 2 coloca uma charge com um garoto armado, tem uma enigmática questão 3 dizendo "Saco é um saco"... a questão 4 vai direto ao ponto: "o movimento antiglobalização apresenta-se..." O Sertão viaja a Veneza (seja lá o que isso signifique) também está na prova... a questão 8 é senasacional: "Qual das seguintes ações não contribui para a formação de uma sociedade leitora".

Uma das questões discursivas da parte de conhecimentos gerais perguntava sobre: "Qual direito social você destacaria para diminuir as desigualdades de renda familiares no Brasil?" O que é direito social. Que maluquice é essa? Eu conheço direito administrativo, penal comercial, etc., mas NÃO EXISTE uma matéria chamada direito social. O que é isso? Alguma vertente do direito bolivariano?

As questões de economia começam na pergunta 11, com questões de contabilidade social, mas não tarda a aparecer uma pergunta sobre Marx. Mas verdade seja dita, a prova de economia está bem feita.

Ardil 22 é a solução para ensinarmos os alunos a responderem as questões gerais do ENADE: Se ensinarmos os alunos de maneira correta, eles erram a prova. Se ensinarmos errado eles acertam.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Há 20 anos caia o Muro de Berlim, o cartão postal do socialismo

A queda de um dos mais importantes cartões postais do socialismo ocorreu há exatos 20 anos. No dia 09/11/1989 caia o Muro de Berlim.

O dia 09 de novembro de 1989 é uma data histórica, marca o fim de um período de opressão e barbárie justificada em nome de um "mundo melhor".

Hoje é o dia de TODOS os alunos, de TODOS os níveis, perguntarem a seus professores o que eles acham do Muro de Berlim. Vamos ver qual é a verdadeira cara dos professores brasileiros: ditadores disfarçados de apologistas por um mundo melhor ou defensores da liberdade individual. Não existe meio termo nessa equação.

domingo, 8 de novembro de 2009

Amanhã é o aniversário da queda: há 20 anos atrás caia o Muro de Berlim


09 de novembro de 1989, foi nesse dia histórico que caiu uma das maiores barbaridades comunistas: o Muro de Berlim.

Famílias foram separadas, pessoas perderam o direito de ir e vir e foram assassinadas. Interessante notar que os comunistas brasileiros sejam incapazes de aceitar o absurdo do Muro de Berlim.

Um povo, uma cultura, separados por um muro. O mesmo povo, a mesma cultura, separados por dois sistemas econômicos e morais: de um lado o capitalismo que respeita o direito individual, do outro lado o socialismo que prega o direito do Estado. Quando o muro caiu, ninguém do lado ocidental correu para o lado oriental. Lembrem sempre disso: foram os alemães da Alemanha Oriental que fugiram, ops quero dizer, correram para a Alemanha Ocidental e não o contrário.

Acima uma foto do momento histórico: a libertação dos prisioneiros da Alemanha Oriental.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Bota essa porra no chão" (Ronald Reagan)

O maior presidente da história americana, Ronald Reagan, sintetizou de maneira brilhante o sentimento de toda uma nação:

"Tear Down This Wall", que na minha tradução particular significa: "Bota essa porra no chão).

O vídeo mostra claramente porque este blogueiro considera RONALD REAGAN o maior presidente da história americana. Cedou ou tarde, nós brasileiros também teremos um Reagan. Cedo ou tarde os Mikails que habitam nossa terra irão ceder espaço e desaparecer, tal como a invenção "humanista" deles: o Muro de Berlim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EBook: A Crise Financeira de 2007-09: Uma Explicação Liberal

Já está disponível meu novo E-Book: A Crise Financeira de 2007-09: Uma Explicação Liberal.

Segue o prefácio do livro:

Saber as causas de uma crise econômica nunca é tarefa fácil. Mesmo hoje os fatores determinantes da crise de 1929 ainda são objeto de discussão. Dessa maneira, dizer com certeza o que originou a crise financeira atual é uma tarefa com pouca probabilidade de sucesso. Assim sendo, causa espanto o fato de que a explicação corrente – que culpa a desregulamentação do setor financeiro americano – seja aceita com tamanha credulidade.

O objetivo deste e-book é propiciar ao leitor uma explicação alternativa para a crise atual. Explicação essa que busca as raízes da crise na atuação do Congresso dos Estados Unidos aliadas a políticas monetárias equivocadas levadas a cabo pelo Banco Central Americano. Esta explicação mostra que a desregulamentação do setor financeiro americano nada teve de responsável pela presente crise. Ou seja, políticas públicas que tentem controlar e regulamentar o setor financeiro não irão de maneira alguma evitar próximas crises. Ao contrário, tal regulamentação e restrição a inovações financeiras têm o potencial de piorar o acesso ao crédito, piorando assim a situação de toda sociedade.

As origens da crise, a resposta dos governos, a reação dos Bancos Centrais, o comportamento das Bolsas de Valores e as semelhanças com a crise de 1929 são alguns dos tópicos tratados nesse livro. Além disso, ao final do livro são entrevistados três pesquisadores de renome internacional. Nesta entrevista eles debatem, de maneira didática, sobre a atuação dos governos frente a crise financeira.

TODOS que queiram uma cópia do E-Book podem obtê-lo DE GRAÇA. Para tanto basta enviar um e-mail para sachsida@hotmail.com solicitando uma cópia. Se você possui um blog e quer divulgar o livro, pode disponibilizá-lo em seu site. Se você quiser mandar o livro para sua lista de e-mails sinta-se livre para fazer isso.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aumento da alíquota de Imposto de Renda para altos salários

Sou terminantemente contra o aumento da alíquota do Imposto de Renda para salários mais altos. Já disse aqui antes e repito: o Brasil é o país que quer crescer mais trabalhando menos. Isso não é possível. Taxar cada vez mais os mais produtivos é o caminho certo para o desastre econômico.

Obviamente, não sou levado muito a sério por aqui. Mas o incentives Matter mostra que estou em boa companhia.

O Muro Caiu

O SB continua mandando bala no Muro de Berlim.

Por aqui ainda discutimos Stalin e Lenin.... o que assusta não é o fato óbvio de que regimes marxistas e/ou comunistas fracassem, mas a impressionante vitalidade que tais idéias ainda têm aqui no Brasil.

Até quando?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais Sobre a Vergonha Comunista

Ser um símbolo do absurdo comunista não é fácil. Afinal, o tradicional cartão de visitas comunista: assassinatos, genocídios, prisões políticas e miséria não são adversários fáceis de se bater. Mas nessa lista de desgraças não podemos deixar de fora o MURO DE BERLIM.

O Selva Brasilis, até o momento e até onde eu saiba, É O ÚNICO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO EM LINGUA PORTUGUESA que tem noticiado os 20 anos desse monstro que é o sonho de vários intelectuais brasileiros.

Na próxima aula de economia política, ou de sociologia, pergunte ao seu professor o seguinte:

"Professor, por que a Alemanha Oriental (um regime comunista) proibia seus cidadãos de visitarem parentes na Alemanha Ocidental?" ou então

"Professor, o Sr. concorda com o Muro de Berlim?"

Aposto que não faltarão marxistas para dizerem que o Muro foi um mal necessário... ou então para dizerem que os Estados Unidos também constróem muros.... sim, é verdade, mas no caso americano existe uma diferença fundamental: o muro é para evitar que ilegais entrem, não para evitar que saiam....

Bloqueio Comercial, Globalização e a Dialética Marxista

Nas universidades é comum a crença de que a globalização é ruim, sendo diretamente responsável pelo empobrecimento de um país. Tal crença é comungada por vários setores da sociedade, especialmente pelos intelectuais, jornalistas e profissionais com formação na área de ciências sociais. Mas, afinal de contas, o que é globalização? Globalização nada mais é do que a realização de trocas com o resto do mundo, ou seja, refere-se a importação e exportação de bens e serviços. Quando um país torna-se mais globalizado, isto significa que ele esta realizando mais trocas com o resto do mundo. Isto é, a soma dos montantes importados e exportados aumentou.

Por que o aumento das trocas com o resto do mundo levaria um país a ficar mais pobre? Na verdade é o contrário, o aumento das trocas aumenta a produtividade, e consequentemente, a riqueza de um país. Mas vamos deixar esse ponto de lado, pois o objetivo deste post é outro. Interessante notar que as mesmas pessoas que são contrárias a globalização mostram-se indignadas com o bloqueio comercial contra Cuba. Segundo tais pessoas, este bloqueio comercial prejudicaria a economia cubana, levando ao empobrecimento desta. SURPRESA: eu concordo com elas!!! Sim, o bloqueio comercial impede Cuba de comercializar com o resto do mundo, e isto traz grandes dificuldades para a economia cubana.

Notem que meus argumentos são consistentes: globalização é bom, logo o bloqueio comercial prejudica Cuba. Notem agora o argumento dos intelectuais contrários a globalização: globalização é ruim, logo o bloqueio comercial prejudica Cuba. Opa... isso não é possível, se globalização é ruim, então o bloqueio comercial (que implica em globalização próxima de zero) deveria ter tornado Cuba numa potência econômica. Estranho notar que pessoas que são contrárias a globalização argumentem que o bloqueio comercial prejudique Cuba. Ora, se você acredita que globalização é ruim então a proibição de comércio de Cuba com o resto do mundo (bloqueio comercial) deveria fortalecer a economia cubana.

A miséria de Cuba reside num sistema político totalitário e assassino, num sistema econômico com planejamento central (e não economia de mercado) que produz resultados medíocres, e a ausência de comércio com o resto do mundo (globalização baixa) torna a economia cubana ainda mais pobre. Somente a dialética marxista é capaz de explicar que intelectuais contrários a globalização sejam os mesmos que argumentem que o bloqueio comercial prejudique Cuba.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Selva Brasilis e o Muro de Berlim

Excelente a idéia do Selva Brasilis:

"Em Novembro a queda do muro de Berlin faz 20 anos. O SB vai postar vários artigos sobre esse glorioso fato histórico. A ruína do comunismo é obviamente ignorada por historiadores, jornalistas e cientistas sociais, todos eles escravos mentais do marxismo e, portanto, inimigos da liberdade."


Na minha opinião existem três tipos de países: os que constróem muros para evitar que outros entrem, os que constróem muros para evitar que sua população fuja, e os que não constróem muros e deixam o fluxo migratório livre. Eu prefiro o terceiro tipo, mas este modelo ainda está longe de ser alcançado. Contudo, chama muito a atenção que os intelectuais brasileiros adorem países que prendem sua própria população. Cuba, China, as antigas repúblicas do leste europeu e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sempre foram o modelo ideal para parcela significativa da esquerda brasileira.

Olhando o "ideal" que a esquerda almeja podemos ter uma idéia do que ela planeja para o futuro caso tenha autoridade para tanto. Construir um muro para evitar que sua própria população fuja é a prova cabal do fracasso socialista. Por que é tão difícil aos intelectuais abordarem honestamente o significado do Muro de Berlim?

Da próxima vez que seu professor marxista pregar contra o neoliberalismo, pergunte a ele porque a "utopia" socialista precisa construir muros para evitar que sua própria população fuja. Se o socialismo é tão bom, então por que quem vive sobre esse regime quer ir embora para países onde impera o malvado neoliberalismo?

Dou uma dica: seu professor marxista provavelmente começara a resposta assim "A realidade não é tão linear assim.... você precisa entender o jogo de poder ...".

Construir muros nunca é bom, mas entre morar num país que constrói muros para evitar que outros entrem, ou morar num país que constrói muros para evitar que você saia, eu fico com o primeiro. A propósito, o local onde os muros evitam que você saia tem um nome: prisão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os Especuladores

Na imprensa, nas salas de aula e mesmo no barzinho sempre há alguém criticando os especuladores. Os especuladores seriam responsáveis pelos preços caros pagos pelos consumidores, pelos baixos preços recebidos pelos produtores, pela exploração capitalista e pela instabilidade macroeconômica que de tempos em tempos assola o país. Atualmente, os especuladores são apontados pelo governo como responsáveis pelo grande fluxo de dólares que entra no país (como se isso fosse algo ruim).

De tempos em tempos medidas são tomadas para impedir a especulação, e evitar a entrada de especuladores no mercado. O exemplo mais recente foi o imposto de 2% que o governo brasileiro instituiu sobre a entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores. Mas, afinal de contas, quem são os especuladores? Quem é essa raça tão odiada, tão maligna? Prepare-se para a resposta: parte significativa da população de qualquer país é composta por especuladores. Isso mesmo, grande parte da população brasileira, ou de outro país qualquer, é composta de especuladores. Você trabalha no comércio? Então você é um especulador. Você trabalha numa livraria? Então você é um especulador. Você trabalha no setor financeiro? Então você também é especulador. Trabalha em supermercado? Especulador também!!! Especulador é toda pessoa que compra um produto num local e vende em outro, ou que compra o produto de uma pessoa e vende para outra.

Nossos pais eram na maioria especuladores, pois trabalhavam quase sempre no comércio ou então combinando insumos para vender um produto diferente. Meu pai comprava leite na fazenda para vender na cidade, ou seja, era um especulador. Era graças a pessoas como ele que as famílias nas cidades tinham acesso ao leite e que, ao mesmo tempo, o produtor de leite recebia dinheiro por suas atividades. Não seria possível a todas as pessoas da cidade irem comprar leite na fazenda, e não seria possível ao produtor de leite ter tempo para além de cuidar de suas vacas se encarregar da venda do leite. Dessa maneira, foi a atividade do especulador que tornou tudo possível.

De maneira geral é a atividade do especulador que torna vários tipos de atividades, que melhoram o bem estar da sociedade, possíveis. Seja levando bens de uma localidade a outra, ou levando o capital de regiões onde ele abunda para regiões onde ele é escasso, seja facilitando o encontro entre vendedores e compradores, ou tornando o comércio mais dinâmico, o especulador é uma peça vital numa sociedade livre.

Da próxima vez que alguém falar mal de um especulador, lembre-se que você muitas vezes também é um especulador, lembre-se que pessoas que você admira também são especuladores, e lembre-se também que o especulador cumpre um papel importante e produtivo, pois facilita as trocas, numa sociedade aberta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Finalmente alguém da imprensa divulga o Liberdade na Estrada

Finalmente algum veículo de imprensa divulgou o evento Liberdade na Estrada. Foi o Centro de Mídia Independente, que nos deu a pomposa manchete:

Capitalistas estão promovendo seminários nas principais instituições de ensino

O artigo começa assim:

"Mercenários neoliberais, travestidos de "libertários" e financiados pelo imperialismo ianque em prol da prostituição de toda a América Latina, estão realizando seminários nas principais instituições de ensino do país a fim de propagandear a escravidão capitalista e o anticomunismo.

Duas faculdades já foram alvos desta corja. Amanhã (dia 8) será a USP. Fique atento se sua faculdade consta na lista e sabote o evento!
"

Obrigado ao Centro de Mídia Independente pelo apoio na divulgação do evento.

Qual deve ser o preço do feijão?

O feijão é um alimento básico na dieta do brasileiro. Aumentos no preço do feijão tornam a refeição do brasileiro, principalmente os de baixa renda, mais cara. Por outro lado, quedas no preço do feijão desestimulam os produtores de feijão e os tornam mais propensos a mudarem de ramo de atividade, fazendo com que falte feijão na mesa do brasileiro no futuro. Por essas razões é fundamental sabermos qual é o preço correto do feijão. Preço esse que não deve ser muito caro, para não penalizarmos os pobres. Ao mesmo tempo não pode ser muito baixo para não desestimular os produtores de feijão.

Trabalhadores bem alimentados são mais produtivos. Crianças mais bem alimentadas são menos propensas a doenças e possuem desempenho escolar superior. Isto é, existem claras externalidades positivas associadas ao consumo do feijão. Dada a importância do feijão na dieta do brasileiro, e suas respectivas externalidades positivas, o preço do feijão deve ser controlado. O controle do preço do feijão evitaria que especuladores gananciosos enriquecessem a custa da população brasileira.

Evidentemente eu DISCORDO dos parágrafos acima. A melhor maneira de garantir o feijão na mesa do brasileiro é deixar seu preço flutuar. São as oscilações no preço do feijão que fornecem os incentivos corretos para sua produção e consumo. Tabelar ou fixar o preço do feijão é a receita certa para fazer o feijão desaparecer dos mercados. Isso foi exatamente o que ocorreu com a carne, durante o congelamento de preços posto em prática em 1986 durante o Plano Cruzado.

Mas o objetivo desse post é outro. Tentei mostrar que FIXAR preços é uma PÉSSIMA idéia. Contudo, é exatamente isso que o governo brasileiro vem tentando fazer no mercado de câmbio. Discussões acerca de qual é o preço correto da taxa de câmbio são equivalentes a tentar discutir qual deve ser o preço certo do feijão. Tal como no caso do feijão, fixar o preço do dólar é simplesmente a receita errada para o problema. Se o governo quer desvalorizar o real a receita é simples: basta abrir a economia brasileira para a competição internacional. A entrada de novos produtos importados aumentaria a demanda por dólares, desvalorizando o real e levando a um equilíbrio na balança comercial.

Taxar investimentos estrangeiros na bolsa de valores, com o objeitivo de desvalorizar o real, é mais uma medida errada do governo brasileiro.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Liberdade na Estrada em Fortaleza

Segue o cronograma das palestras:

Universidade Federal do Ceará - Dia 23 (8h-12h)
Local: Auditório Geraldo da Silva Nobre da Universidade Federal do Ceará
Av. da Universidade, 2486 – Benfica


FA7 - Dia 23 (18h-22h)
Local: Teatro da FA7
Rua Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395

Em BRASÍLIA, a palestra sera na Universidade Católica de Brasilia, no dia 26/10 (segunda-feira) as 20:00, no campus de Taguatinga, sala M-002.

A entrada para as palestras é gratuita e NÃO é necessário reservar lugares.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Secretaria de Assuntos Estratégicos tem novo Ministro

A Secretaria de Assuntos Estratégicos, à qual esta subordinado o IPEA, tem novo ministro. O novo ministro é o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

Aqui esta um trecho da revista Veja, datado de 22 de outubro de 2003, sobre o Embaixador Pinheiro Guimarães:

"Agora, desde que assumiu a secretaria-geral do Itamaraty no governo petista, Samuel Pinheiro Guimarães adotou o silêncio em público, mas mantém inalterados hábitos e posições que parecem saídos de um catálogo de antiguidades: abomina a idéia da Alca, detesta a globalização, não gosta de abertura econômica, acredita no imperialismo ianque e – sinal dos tempos! – trabalha com ampulheta e papel-carbono.

Pinheiro Guimarães tem horror à perda de tempo, seja num debate, despacho ou telefonema. Quando comandou o departamento econômico do Itamaraty, entre 1988 e 1990, chegou a elaborar um manual para orientar os funcionários sobre como proceder nas conversas telefônicas. Pelas suas regras, ninguém deveria dizer "alô" nem "de onde fala". Em vez de expressões inúteis, quem ligasse deveria dizer "é fulano" e ir direto ao assunto. Nos despachos com subalternos, virava sobre a mesa uma ampulheta para observar a passagem do tempo. Quando a areia escorria toda para o bojo inferior da ampulheta, o despacho estava encerrado – restasse ou não algum assunto pendente. "Funcionava, mas era constrangedor", conta um embaixador, que enfrentou a situação mais de uma vez. Pinheiro Guimarães talvez seja uma das raras pessoas que ainda usam papel-carbono. Apesar da internet e do e-mail, ele envia aos subordinados bilhetes manuscritos sobre papel-carbono: o original vai para o destinatário e a cópia fica com ele, devidamente arquivada, para cobrança posterior".


Aqui segue trecho de seu discurso, proferido em 07/05/2009: "Em primeiro lugar, estamos diante de uma grave crise econômica, que decorreu de um processo de globalização e de desregulamentação acelerada e irresponsável; de uma idéia de Estado mínimo, de que o Estado deveria se retirar da economia, e de preferência, desaparecer. Era a idéia do fim das fronteiras, o fim dos Estados nacionais".

Certamente muitos acreditam que ele é o homem certo para comandar a Secretaria de Assuntos Estratégicos e traçar os rumos de longo prazo da economia brasileira.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Argumento da Segurança Nacional

Um argumento popular contrário ao livre comércio refere-se à segurança nacional. Isto é, argumenta-se que um país deve estimular determinadas indústrias de defesa para que possa se defender, sem depender do resto do mundo, em caso de guerra.

O argumento da defesa nacional visa fortalecer as indústrias nacionais de armas e equipamentos de defesa, em detrimento da compra de equipamentos melhores e mais baratos que podem ser encontrados no resto do mundo.

Vale a pena ler esta manchete: "Exército veta compra de metralhadoras". Graças a esse procedimento, policiais e cidadãos que poderiam estar vivos hoje estão a mercê dos criminosos. Ou seja, o procedimento de impedir a compra de melhores equipamentos no exterior, para fortalecer a indústria nacional, gerou o efeito contrário: DIMINUIU a segurança nacional e nos coloca cada vez mais como vítimas de criminosos.

Interessante o discurso do Presidente Lula, dizendo estar disposto "a fazer o sacrifício necessário para limpar a sujeira que essa gente impõe ao Brasil". Caro Presidente, o primeiro passo é deixar que os policiais tenham acesso aos melhores equipamentos disponíveis, pouco importando se tais armamantos são produzidos no Brasil ou no exterior.

domingo, 18 de outubro de 2009

Liberdade Econômica e Justiça Social

Discordo do conceito de “justiça social”. Justiça é seguir a lei, justiça social é algo diferente disso. “Justiça social” é a idéia de que os indivíduos não são iguais perante a lei. “Justiça social” é a idéia de que os juízes, tribunais e a sociedade devem reparar injustiças sociais com a lei.

Apesar de contrário ao conceito de “justiça social” fico intrigado com o fato de que pessoas que apóiam tal conceito sejam contrárias ao livre comércio. O livre comércio, representado pelo ideal de liberdade econômica, é a mais poderosa ferramenta econômica para retirar amplos segmentos da população da miséria. O recente exemplo chinês, que com uma pequena dose de liberdade econômica retirou milhões da miséria, deveria mostrar aos defensores da justiça social o potencial do livre comércio para combater a pobreza.

Vamos a alguns exemplos práticos: 1) quanto custa um tênis asics? No Brasil ele custa 589,90 reais. Nos EUA o mesmo tênis custa o equivalente a 200 reais; 2) de maneira equivalente, laptop’s custam menos da metade do preço nos EUA; 3) óculos, perfumes, roupas de marca, combustível entre uma infinidade de outros bens também custam muito menos lá fora do que no Brasil. A melhor maneira de ajudar os pobres brasileiros é dar aos mesmos a chance de comprar produtos mais baratos de outras partes do mundo. Por que os defensores da “justiça social” não se atentam para esse simples fato?

Computadores mais baratos aumentam a produtividade da economia e diminuem a miséria. Roupas mais baratas torna mais decente a vida dos miseráveis. Alimentos mais baratos vindos de outras partes do mundo combatem a miséria. A chance de interagir com o resto do mundo, dá aos miseráveis de um país a chance de desfrutar das inovações tecnológicas ocorridas nos países mais avançados. O termos “justiça social” é equivocado, mas mais equivocada ainda é a posição contra o livre comércio defendida pelos idealizadores da “justiça social”.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Falhas de Imaginação Coletiva, escrito pelo Professor Emanuel Kohlscheen

Este artigo foi gentilmente enviado para este blog pelo Professor EMANUEL KOHLSCHEEN.

A pomposa Londres presenciou uma cena inusitada. Em
recente visita à London School of Economics, a rainha Elizabeth
II deixou o protocolo real de lado e perguntou a alguns de seus
ilustres súditos, professores daquela instituição, porque ninguém
anteviu o tamanho do desastre econômico desencadeado pela
crise de crédito. Em carta aberta à sua majestade, o professor da
LSE e diretor do Banco da Inglaterra Tim Besley,
respeitosamente explicou que enquanto “todos pareciam estar
fazendo seu serviço corretamente”, o que ocorreu foi “uma falha
da imaginação coletiva de muitas pessoas inteligentes, tanto na
Inglaterra como internacionalmente.”
A crise de crédito que veio a tona há exatos dois anos
representa uma crise não apenas para a economia mundial e
milhões de empregados que perderam seu ganha-pão, mas
também para a linha de pensamento que dominou as mais
respeitadas escolas de economia do planeta. Há pelo menos 80
anos a teoria macroeconômica tem sido palco de épicas batalhas
pelo domínio do campo das idéias. De um lado, economistas
chamados de clássicos ou neo-clássicos, firmemente ancorados
na teoria microeconômica defendem a premissa de que o ser
humano é, antes de mais nada, racional. Do outro lado,
economistas mais pragmáticos, liderados pelo memorável John
Maynard Keynes, defendem uma orientação mais empírica da
disciplina, levando em conta aspectos comportamentais que
representam desvios do paradigma da racionalidade na sua
versão mais purista.
Os Keynesianos, que viram o esforço da guerra confirmar as
previsões de seu mestre, dominaram o campo das idéias no pósguerra.
A virada, na forma da revolução neo-clássica, veio
quando o excesso de confiança dos Keynesianos e as crises de
petróleo levaram à estagflação e à desilusão da década de 70.
Economistas de Chicago, liderados pelo legendário Milton
Friedman e Robert Lucas Jr., transformaram-se em generais da
contra-revolução que gradualmente conquistaria o mundo.
Discípulos geniais desta escola empenharam-se em demonstrar a
superioridade dos mecanismos de mercado e a eficiência dos
mercados livres de qualquer interferência governamental. Não
demorou para que líderes políticos fossem buscar inspiração na
Universidade de Chicago. Ronald Reagan e Margaret Thatcher
colocaram os ensinamentos desta escola em prática na década
de 80, iniciando um período de quase consenso na política, em
que tanto direita como esquerda acreditavam na eficiência
suprema do laissez-faire.
Se Chicago foi a líder filosófica e intelectual da revisão da
teoria econômica desencadeada pela revolução das expectativas
racionais, o menos conhecido departamento de economia de
Minnesota se encarregou de desenvolver um sofisticado aparato
técnico que levaria à expansão desta escola a níveis globais.
Liderados por Ed Prescott, Minnesota rejeitou testes empíricos
baseados na econometria e partiu para o campo das simulações
numéricas de problemas decisórios complexos que só poderiam
ser resolvidos com a ajuda de softwares matemáticos.
Maravilhados pela sofisticação do aparato tecnológico e pelas
teorias do eixo Chicago-Minnesota, o mundo acadêmico
gradualmente sucumbiu à elegância matemática dos modelos,
descolando por completo da realidade vivida pelo cidadão
comum.
A racionalidade humana foi promovida da sua condição de
hipótese para um dogma inquestionável. Ao rejeitarem a
econometria, inteligentes pensadores acabaram ignorando a
necessidade científica de se testar hipóteses que sejam
empiricamente refutáveis. A tese da racionalidade humana foi
equiparada a uma lei natural, de status semelhante às leis de
Newton e Maxwell na física. O que inicialmente era visto como
fundamentalismo de mercado de algumas escolas do meio-oeste
americano, seduziu o mundo acadêmico de Nova Iorque a
Pequim e tomou conta dos corpos editoriais dos periódicos
acadêmicos mais respeitados do mundo. Se Keynes se
apresentasse em pessoa a um chefe dos 20 melhores
departamentos do mundo pedindo um emprego, seria rejeitado
por sua falta de rigor matemático! Desta vez, os excessos vieram
do lado dos economistas clássicos.
A imaginação coletiva falhou de novo. Mentes brilhantes
enredaram por caminhos que nos levaram ao precipício que Paul
Krugman chama de a “idade das trevas da macroeconomia”. Se
o problema dos Keynesianos antigos era que eles modelavam o
ser humano como tendo a inteligência de um macaco, os
modelos neo-clássicos passaram a equiparar o homo
oeconomicus a um deus: um ser extremamente inteligente, com
capacidade infinita de processamento de informações.
Parafraseando o economista belga Paul de Grauwe, o que os
bancos centrais e de fato o mundo necessita hoje é de modelos
em que o ser humano não seja equiparado nem a macacos, nem
a Deus.

Liberdade na Estrada na UCB

No dia 26/10 (Segunda-feira) às 20:00 horas na sala M-002 da Universidade Católica de Brasília (Campus Taguatinga) ocorrerá a palestra promovida pelo Ordem Livre.

Essa é mais uma conquista de nosso curso e de nossa Universidade. Teremos o prazer de ter o evento "Liberdade na Estrada" ocorrendo na UCB, que será a única universidade do Centro-Oeste a receber a caravana da liberdade.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

“A Burguesia Fede” (Cazuza)

Segue um trecho da música de Cazuza:
“Vamos acabar com a burguesia; Vamos dinamitar a burguesia; Vamos pôr a burguesia na cadeia; Numa fazenda de trabalhos forçados; (...) A burguesia fede - fede, fede, fede”.

Por que tanto ódio contra a burguesia? Afinal, quem é a burguesia? Respondo: a burguesia somos nós. A burguesia é representada pelos profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados, contadores, etc.), pelos trabalhadores do setor privado, por empresários, enfim, a burguesia é representada por pessoas que precisam de seu trabalho (do suor de seu corpo para sobreviver). Por que odiar uma classe de pessoas que precisa trabalhar para sobreviver?

Interessante notar que a mesma raiva dedicada aos burgueses de maneira alguma é transmitida aos aristocratas. Este é um fenômeno estranho, afinal seria de se esperar que os marxistas/comunistas tivesses mais raiva de uma classe que vive de rendas (aristocracia) do que de uma classe que precisa de seu trabalho para sobreviver (burguesia). Acredito que a explicação para essa raiva instintiva dos marxistas/comunistas deve-se a algo bem simples: inveja.

Um fracassado não odeia o aristocrata, o fracassado entende que o aristocrata herdou aquela posição não por merecimento, mas apenas por ter tido a sorte de nascer numa família rica. Ele não vê o aristocrata como uma prova viva de sua própria mediocridade. Fato muito diferente ocorre quando o fracassado se defronta com um burguês. Imediatamente ele identifica no burguês uma pessoa como ele (que precisa trabalhar para sobreviver), mas que devido a sua habilidade e esforço próprios desfruta de um grau de conforto muito superior ao seu. O fracassado não consegue entender que o sucesso do burguês deve-se a trabalho duro e a suas habilidades individuais. O fracassado passa a identificar o sucesso do burguês não no mérito do burguês, mas a alguma idéia de que o burguês só teve sucesso porque está roubando os não- burgueses.

O fracassado vê no burguês a prova de que é possível ser bem sucedido mesmo não tendo nascido na aristocracia. Mas se isso é possível, então por que ele o fracassado não tem sucesso? A resposta do fracassado é simples: não tenho sucesso porque o canalha do burguês me explora. A inveja frente a pessoas similares a ele, mas que tiveram sucesso, prepara o espírito do fracassado para todo tipo de ataque a uma classe social (burguesia) que ganha sua vida com seu próprio trabalho.

Da próxima vez que você ouvir alguém ofendendo a burguesia, pergunte a essa pessoa quem é a burguesia. Pergunte a ela se ela acha que trabalhadores honestos são canalhas, pois dizer que a burguesia fede é bem próximo de dizer que nossos pais, nós mesmos, e nossos filhos fedem.

Liberdade na Estrada virá a UCB

Em mais um grande momento, tenho o prazer de informar que o movimento "Liberdade na Estrada" irá finalizar sua jornada na Universidade Católica de Brasília no dia 26/10 (segunda-feira) às 20:00 no auditório do Bloco K.

Obrigado ao Ordem Livre por ter aceito meu convite para vir para a UCB.

Esse é mais um evento de alta qualidade que esta sendo trazido para a UCB, reforçando assim a formação dos alunos e colocando-os em contato com pesquisadores internacionais.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hitler na Prova da ANPEC

A prova da ANPEC é a prova que seleciona os candidatos para cursarem o mestrado em Economia. Recebi esse vídeo do Diego Cezar. Vale a pena ver Hitler explicando seu desempenho na prova.

Aos alunos que fizeram a prova da ANPEC semana passada, deixo aqui votos de sucesso a todos. Se quiserem comentar a prova, sintam-se livres para usar esse espaço.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Liberdade na Estrada

EXCELENTE a iniciativa do Ordem Livre: uma caravana percorrendo várias regiões brasileiras e divulgando as idéias liberais dentro de Universidades. Fico extremamente honrado de ter o privilégio de poder participar desse evento. Dia 23/10 estarei em Fortaleza-CE, onde terei o prazer de expor minhas idéias tanto na Universidade Federal do Ceará como também na FA7. Minha palestra versará sobre a contribuição do Estado americano para gerar a crise financeira atual, estarei abordando as políticas públicas equivocadas adotadas pelo Congresso americano aliadas a errônea política de juros bo Banco Central Americano, que em conjunto foram o estopim e o combustível da presente crise. Abaixo segue o evento, tal como aparece no site do Ordem Livre.

LIBERDADE NA ESTRADA

A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. De Porto Alegre a Fortaleza, um grupo de jovens intelectuais percorrerá 13 cidades durante o mês de outubro com uma missão: apresentar aos estudantes universitários brasileiros o pensamento libertário, de apoio ao livre mercado, paz e direitos individuais. O objetivo é apresentar diretamente a tradição liberal, muito distante das caricaturas inventadas por seus oponentes intelectuais, de direita e esquerda, como "neoliberalismo".

A iniciativa é do OrdemLivre.org, projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute, dois think tanks sediados em Washington, sem vínculos partidários e sem qualquer patrocínio estatal. Todo o financiamento do OrdemLivre.org vem de contribuições voluntárias e da venda de publicações.

O projeto consiste na realização de seminários nas principais instituições de ensino do país (UFGRS, UFSC, Unicuritiba, USP, FAAP, Faculdade Mario Schenberg, Ibmec-MG, UFMG, UFES, UFBA, UFAL, UFPE, UFRN, UFC e FA7) com conferências versando sobre crise econômica, globalização, socialismo, cultura. As idéias de liberdade individual são universais, e unem pensadores como Joaquim Nabuco e Friedrich Hayek, mas suas aplicações encontram resistência de grupos de interesse que se beneficiam do status quo. O objetivo é convidar alunos e professores de todas as áreas do ensino para participar de um diálogo aberto que associe a teoria à prática das políticas públicas.

“Por décadas, os intelectuais de esquerda foram praticamente os únicos a apresentar aos estudantes brasileiros uma causa política baseada em princípios”, diz Diogo Costa, coordenador do OrdemLivre.org. “Chegou a hora de mudarmos esse paradigma, e mostrar o liberalismo como um ideal sublime que promove a paz e a prosperidade, e que não tem um histórico sangrento como o do socialismo”. Bruno Garschagen, gerente de relações institucionais do OrdemLivre.org, completa: “o debate entre diferentes correntes filosóficas é necessário para que a Universidade não fique refém das ortodoxias do pensamento de esquerda e permita aos estudantes o acesso a autores e obras liberais”.

Participarão da turnê: Adolfo Sachsida (economista), Bruno Garschagen (cientista político), Diogo Costa (cientista político), Hélio Beltrão (economista), Lucas Mafaldo (filósofo) e Rodrigo Constantino (economista).

Sul-Sudeste – Datas e Universidades

Todas as datas são em outubro de 2009.


5, turno da manhã (8h): UFRGS

6, turno da manhã (8h): UFSC

7, turno da manhã (8h): Unicuritiba

8, turno da manhã: (8h): USP

8, turno da noite (18h): Faculdade Mario Schenberg

9, turno da tarde (13h): FAAP

14, turno da noite (18h): IBMEC-MG

15, turno da manhã (8h): UFMG

16, turno da manhã (8h): UFES

Norte-Nordeste – Datas e Universidades


Todas as datas são em outubro de 2009.

19, turno da tarde (13h): UFBA – Salvador

20, turno da tarde (13h): UFAL – Maceió

21, turno da manhã (8h): UFPE – Recife

22, turno da manhã (8h): UFRN – Natal

23, turno da manhã (8h): UFC - Fortaleza

23, turno da noite (18h): FA7 – Fortaleza

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma Homenagem a Paul Newman

Setembro completa 1 ano da morte de um dos maiores atores de todos os tempos: Paul Newman.

Paul Newman não era apenas um grande ator, era um homem que apoiava o mérito individual. Ele já era famoso quando contracenou com um jovem talentoso, Robert Redford, em Butch Cassidy and Sundance Kid. Nesse filme ocorreu um fato interessante: o agente de Paul Newman estava preocupado com os excessivos closes em Robert Redford e avisou ao diretor que a estrela era Newman, era Newman que deveria receber os closes. Nesse momento Newman intercedeu e disse que caberia ao diretor escolher o que seria melhor para o filme, e que ele confiava no talento dele. Se o diretor quissesse dar closes em Redford que assim o fizesse.

Esse era Paul Newman, grande ator e homem que respeitava o mérito individual.

Para finalizar, uma de suas grandes frases:

“I'm a supporter of gay rights. And not a closet supporter either. From the time I was a kid, I have never been able to understand attacks upon the gay community. There are so many qualities that make up a human being... by the time I get through with all the things that I really admire about people, what they do with their private parts is probably so low on the list that it is irrelevant.”

ou numa tradução livre:

"Eu defendo o direito dos gays. Não de maneira escondida. Desde que era criança, eu nunca fui capaz de entender os ataques contra a comunidade gay. Existem tantas qualidades presentes no ser humano... que quando vejo todas as coisas que eu realmente admiro nas pessoas, o que eles fazem com suas partes íntimas esta provavelmente la embaixo na lista das coisas irrelevantes".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

TIM Celulares

O plano Infinity da TIM é realmente muito bom: toda vez que você liga para outro TIM você paga apenas o primeiro minuto. Só tem um detalhe: a quantidade enorme de vezes que a ligação cai ao redor de 1 minuto de conversa, obrigando você a ligar novamente e pagar novamente pelo primeiro minuto.

Não falo isso por ter ouvido dizer. Digo isso pois me filiei a esse plano e tenho minhas faturas telefônicas para mostrar a quantidade enorme de ligações finalizadas após o primeiro minuto. Não digo que haja má fé da TIM, talvez o que ocorra é que o grande aumento da demanda tenha comprometido a eficiência técnica do sistema.

O objetivo desse post é mostrar, mais uma vez, que a eficiência de uma empresa esta muito mais ligada a estrutura de mercado do que a quantidade de capital e tecnologia que ela possui. Mercados competitivos geram empresas mais prontas a atender o cliente do que estruturas oligopolistas de mercado (mesmo que em tais setores o nível de capital e tecnologia adotado sejam altos).

domingo, 27 de setembro de 2009

Deve o Governo Ajudar Profissões em vias de Extinção?

Com os recentes progressos tecnológicos, aliados a mudanças de padrões da sociedade, várias profissões deixaram de existir e outras enfrentaram grandes reduções de suas respectivas demandas. Por exemplo, a popularização do computador extinguiu a demanda por datilógrafos. De maneira similar, o apareceminento de restaurantes self-service reduziu a demanda por garçons. A mudança da moda deixou os trabalhadores de fábricas de chapéu em situação complicada. Será que o governo deveria evitar o desaparecimento de tais profissões?

Por mais absurdo que pareça, muitas pessoas acreditam que SIM. Sim, o governo deve salvar tais profissões. Por exemplo, TODA VEZ que o governo PROÍBE a adoção de novas tecnologias ele está DE FATO evitando que determinadas profissões tenham suas respectivas demandas reduzidas. Quando o governo proíbe o surgimento de postos de gasolina self-service, ele esta salvando o emprego dos frentistas (ao custo do bem estar do resto da sociedade). Por que tal benefício para os frentistas e não para os garçons? Quando o governo proíbe a importação de veículos usados de outros países, ele esta salvando o emprego das pessoas ligadas a essa indústria (ao custo do restante da população pagar mais caro por carros piores). Por que então não proibir o uso de computadores e salvar a pele dos datilógrafos? Ou então, por que não obrigar os homens a voltarem a usar chapéu? Afinal, ao pequeno custo de alguns reais para cada homem o governo poderia salvar milhares de empregos da indústria chapeleira.

Quando uma profissão defronta-se com sua extinção, isso ocorre pois as condições que propiciaram o surgimento de tal ofício não existem mais. Insistir em manter pessoas em tais ocupações serve apenas para reduzir a eficiência, e o bem estar da sociedade, apenas para o benefício de um pequeno grupo politicamente forte. O máximo que o governo deveria fazer é dar um treinamento e reciclar a mão de obra de setores que não são mais atrativos, para facilitar a inserção desses trabalhadores em novas ocupações.

Interessante que o argumento acima também se aplica tanto a política regional como a política industrial. Quando uma região, ou indústria, deixa de ser atrativa isso não ocorre por acaso. Ocorre porque é o momento de se deixar aquela região, ou indústria, e se mover para outro local onde a produção possa ser realizada de maneira mais eficiente. Aumentando assim a produção, a riqueza e o bem estar da sociedade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Encontro Interestadual de Economia em Pirenópolis – Goiás

Encontro Interestadual de Economia em Pirenópolis – Goiás*

Dias 10, 11 e 12 de outubro.

Programação:

Dia 10 – Sábado.

14:30 - Chegada à Pirenópolis

15:30 – Palestra “Impacto da Crise no Turismo Alcoólico Goiano ” – Romenique Barbosa

Local: Camping do Théo.

19:00 – Apresentação de tese – “ Relação entre o Consumo de Álcool e as Interações Sociais” – Aline Maria

Local: Camping do Théo.

21:00 – Palestra - “Impacto das Taxas de Importação no Preço e no Consumo de Bebidas Importadas” – Felipe Alves.

Local: Rua dos Bares

23:00 – Confraternização entre os participantes até as 6:00 da manhã.

Dia 11 – Domingo.

11:00 – Mesa redonda – “Alcolismo Como Fator de Desenvolvimento da Sociedade” – Diego Cézar

Local: Camping do Théo

15:00 – Debate – “Geração de Empregos Relacionados ao Consumo Exagerado de Bebidas Alcoólicas” – Fábio Santana

Local: Prainha do rio

21:00 – Mini-curso – “Investindo em Ações da Ambev” – Nilo de Souza

Local: Rua dos Bares

24:00 – Confraternização entre os participantes até as 6:00 da manhã.

Dia 12 – Segunda-feira.

11:00 – Palestra – “Impacto no Preço das Bebidas com as Fusões de Empresas Produtoras de Bebidas Alcoólicas” – José Carneiro

Local: Camping do Théo

13:00 – Encerramento – Almoço ao som de Cássia Eller cover.

Local: Barraca do Galego no centro

15:00 – Retorno à Brasília



Informações: Fábio Santana – 8512-9688

Uma realização – Santana Produções e José Carneiro

*: infelizmente eu não poderei participar de tão importante Encontro, mas deixo aqui o apoio do meu blog a realização de tão nobre evento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Brasil x Honduras

Exatamente o que o governo Brasileiro esta aprontando em Honduras? O Itamaraty deve esclarecimentos a população brasileira. Como é que Zelaya apareceu na Embaixada Brasileira em Honduras? O que outras 40 pessoas que apóiam Zelaya estão fazendo dentro da Embaixada do Brasil?

Por que Zelaya esta tão agradecido ao governo Brasileiro? O governo brasileiro forneceu logistica para a volta de Zelaya? Essas questões devem ficar claras.

Por fim, o que aconteceria se os militares de Honduras invadissem a Embaixada Brasileira? Que força tem o Brasil para evitar isso? Tudo leva a crer que estamos prontos para passarmos por mais um vexame internacional.

domingo, 20 de setembro de 2009

Quem era quem na II Guerra Mundial

Somos ensinados que durante a II Guerra Mundial existiam dois lados: os Aliados que eram compostos na sua maioria pelos Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética e França que lutavam contra o Eixo que tinha a seu lado a Alemanha, a Itália e o Japão. Mas a rigor as coisas foram bem mais confusas. Por exemplo, a maior derrota naval francesa durante a guerra foi causada pela marinha inglesa. Também devemos destacar que a defesa de algumas posições do Eixo chegou a ser realizada por tropas francesas. Papel dúbio também coube a Itália que começou do lado do Eixo e terminou do lado Aliado.

A II Guerra Mundial começou com a invasão da Polônia, quem invadiu a Polônia? Resposta: Alemanha E União Soviética, que começaram a guerra como aliados mas terminaram como inimigos. Aliás a II Guerra começou com o objetivo de libertar a Polônia, mas no final a Polônia continuou ocupada (só que agora exclusivamente por tropas soviéticas). A União Soviética tentou também invadir a Finlândia, a Finlândia contava com a simpatia dos franceses e ingleses. Mas quando entrou na guerra a Finlândia entrou do lado alemão. A própria União Soviética é um caso curioso, quando os alemães invadiram a URSS parte da população local apoiou o exército invasor. Na famosa batalha de Stalingrado, parte significativa do 6º exército alemão era composta por cidadãos soviéticos contrários ao regime Stalinista.

sábado, 19 de setembro de 2009

Quem julga os críticos?

"O Senhor das Moscas" escrito por William Golding é um dos livros mais importantes escrito no século passado. Acabo de ver um documentário sobre o livro e me espantei em saber que ANTES de ser aceito para publicação o livro foi REJEITADO por 22 editoras.

Há algum tempo atrás um pesquisador enviou uma cópia do roteiro original de "Casabranca" (o famoso filme com Humprey Bogart e Ingrid Bergman) para 200 editoras, a maioria esmagadora rejeitou o livro como sendo de baixa qualidade. Uma parcela mínima foi capaz de identificar que o livro se referia ao consagrado filme.

Em economia são vários os casos de artigos clássicos que foram rejeitados, entre eles dois (sobre assimetria de informações e neutralidade da moeda) que dariam a seus respectivos autores prestígio internacional.

Até quando seremos reféns dos críticos e dos pareceristas? Interessante notar que esse pessoal passa impune por seus absurdos e pelo atraso monumental que trazem para a sociedade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Força das Instituições Brasileiras

As instituições brasileiras são frágeis, isso não é novidade. Mas, é SIMPLESMENTE ABSURDO que um MESMO presidente da República possa indicar 8 MINISTROS da MAIS ALTA CORTE JUDICIAL DO PAÍS. Isso mesmo, Lula indicou nada menos que 8 dos 11 Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Soaria irônico, caso não fosse trágico, que no Brasil nós discutimos mais quem George Bush indicava para o Supremo Americano do que discutimos quem o nosso presidente indica para nosso Supremo.

Nunca antes neste país um presidente teve tanto poder assim no STF. Aliás, indicar o advogado que por várias vezes defendeu o PT para ser ministro do STF é motivo para crise institucional. Mas por aqui tudo parece normal.... já já estaremos escalando advogados de traficantes para o STF.

Esta sendo criado no STF um núcleo de defesa quase eterna do PT, é inadmissível que um presidente da república possa indicar para o STF uma pessoa com quem já teve relações claras e diretas de interesse.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Megasena e a Eficiência dos Mercados

Nenhum economista pode prever quando a megasena irá acumular ou quais números serão sorteados. Como acertar na loteria deve ser o sonho de muitos economistas, e como os economistas são incapazes disso, este é um indício da incapacidade dos modelos econômicos realizarem previsões confiáveis.

Por mais absurdo que o parágrafo acima pareça é exatamente este o argumento que está sendo usado contra os economistas. Os números da megasena são sorteados, logo se alguém fosse capaz de prevê-los esse seria um indício de fraude. É justamente o fato de que ninguém é capaz de prever os números sorteados que torna o sistema da megasena eficiente.

Quando um economista é incapaz de prever os movimentos do mercado o mesmo argumento acima se aplica. Se alguém fosse capaz de prever os movimentos futuros do mercado, então os mercados não seriam eficientes. É justamente a incapacidade de se prever movimentos futuros o que caracteriza um mercado como sendo eficiente. Ao dizer que os economistas são incapazes de prever crises, os detratores, querem salientar que nossos modelos não servem para nada. Contudo, um dos principais resultados dos modelos econômicos é justamente afirmar que em mercados eficientes não é possível se prever o movimento futuro dos preços, isto é, num mercado eficiente é impossível prever com antecedência uma crise.

A rigor muitos analistas identificaram problemas no mercado imobiliário americano muito antes da crise sub-prime ocorrer. Este fato mostra justamente que o mercado imobiliário americano não era eficiente. E uma das principais razões para tal ineficiência reside nas abundantes regulamentações governamentais existentes nesse mercado. Assim, diminuir a regulação e não aumentá-la é o caminho mais seguro para melhorar a eficiência do mercado imobiliário. Contudo, tornar o mercado imobiliário americano mais eficiente irá diminuir a habilidade dos especialistas em realizarem previsões nesse mercado. Ou seja, quanto mais próximo um mercado estiver da eficiência, menor é a habilidade de se prever mudanças nos preços.

domingo, 13 de setembro de 2009

A Escolha Brasileira pelos Aviões Franceses

Não deixa de ser irônico que o governo brasileiro tenha escolhido comprar aviões de combate de um país que, desde o advento da aviação de guerra, nunca venceu um conflito armado. Mas dos males o menor, melhor comprar caças franceses do que tentar produzí-los internamente. Aliás, esse é o ponto do acordo que mais me preocupa: transferência de tecnologia. Na ausência de transferência de tecnologia o Brasil seria obrigado a continuar comprando caças de outros países. Isto é, estaríamos comprando caças melhores por um preço mais baixo. Já com transferência de tecnologia é bem capaz do Brasil, em alguns anos, tentar produzir esses aviões aqui mesmo. Ou seja, prejuízo e insegurança nacional na certa.

Não sou grande especialista em aeronaves de combate, mas gosto de assistir ao Discovery Channel. Lá o F-18 é figurinha carimbada, basta falar em aviões de combate e sempre aparece o F-18. A melhor e mais forte força aérea do mundo, a americana, usa os F-18. Em compensação nunca vi nem ouvi sinal do caça francês. O F-18 americano tem a maior vantagem possível: eles não transferem a tecnologia para o Brasil. Isso nos dá duas certezas: a) a tecnologia deve ser boa (só o governo brasileiro para acreditar que algum país do mundo transfere tecnologia militar que funcione para um país que apóia Chaves e diz que o Irã é um país democrático); e b) sem transferência de tecnologia não iremos gastar para desenvolver caças internamente.

Por fim, digno de nota é a aparente infindável paciência de determinado segmento das forças armadas brasileiras que é continuamente humilhada pelo governo Brasileiro. O governo pede um relatório para as forças armadas e toma sua decisão ANTES do relatório dos militares ficar pronto. Isso é uma afronta aos militares que trabalharam e gastaram tempo e recursos para decidir sobre a melhor opção, e sequer foram consultados na hora da decisão. Se era para escolher o caça francês, então por que pedir relatórios e humilhar as pessoas que trabalharam para dar o melhor de si ao país?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Barrichello, o cara de pau

Rubens Barrichello critica Nelsinho Piquet por este ter batido de propósito numa corrida (para favorecer seu companheiro de equipe).

Barrichello esta certo, o comportamente de Nelsinho foi anti-esportivo e merece ser punido. CONTUDO, Barrichello também já entregou corridas para favorecer seu companheiro de equipe. Esse comportamente TAMBÉM é anti-esportivo e também merece ser punido. Não devemos esquecer que o próprio Senna também já recorreu a expediente parecido... não me lembro de Barrichello ter se posicionado contra.

Só não entendi porque Barrichello foi tão duro com Nelsinho mas não disse uma única palavra contra os mentores do acidente.... Bom de qualquer maneira, quem entrega corridas não tem muita moral para cobrar espírito esportivo dos outros.

Dinheiro, Casamento e Felicidade

Dinheiro traz felicidade? Pergunta difícil de responder, mas tudo indica que independentemente de trazer felicidade, dinheiro certamente parece NÃO trazer casamento.

Estou conduzindo uma pesquisa sobre o impacto de grandes choques positivos de renda sobre a probabilidade de continuação de um casamento. Resultados preliminares parecem sugerir que existe relação entre grandes incrementos repentinos de renda e fim de um casamento.

Enquanto a pesquisa não fica pronta, segue um vídeo/documentário que vale a pena ver. E ai, voce concorda com a motivação básica do vídeo?
video

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Retorno do Ativo SEM Risco e o Estado Brasileiro

Em finanças é muito comum o uso de modelos ao estilo CAPM. Nesta tradição de modelos é adotado um ativo SEM risco para fazer parte da análise. De maneira geral esse ativo SEM risco não existe, mas adotam-se os títulos do governo como uma proxy razoável. Na prática os experts em finanças costumam assumir que os títulos do governo indexados a taxa selic não tem risco.

Olhando o comportamento de longo prazo do governo Brasileiro fico intrigado com essa questão. Afinal, calote do governo não é propriamente uma novidade por aqui. O exemplo mais óbvio são as infinitas mudanças unilaterais de contrato que o governo fez uso nos últimos anos no mercado de previdência pública. Outro exemplo recente foi o calote dado pelo Presidente Collor.

Vendo as notícias da semana noto que o governo acaba de se superar: agora ele quebra também contratos salariais. Sim, isso mesmo, o governo Brasileiro agora reduz unilateralmente contratos salariais de funcionários regularmente em atividade e aprovados em concurso público. Refiro-me ao intrigante caso da Universidade de Brasília. Os professores aprovados em concurso público visualizaram a oferta de salário, oferecida pelo Estado, no Diário Oficial da União. De posse dessa informação, muitos aceitaram a oferta de emprego e assumiram postos na UnB. Receberam seus salários de acordo com o que estava fixado, mas agora o Tribunal de Contas da União identificou um erro e o salário dos professores da UnB foi reduzido. Ou seja, o Estado ofereceu o salário X aos professores, estes concordaram com o salário X, o contrato foi assinado, determinando que os professores receberiam o salário X, os professores receberam o salário X por um período e agora, de maneira unilateral, o Estado rompeu esse contrato.

Muitas vezes argumenta-se que a taxa de juros no Brasil é alta demais. Alguns culpam a baixa elasticidade juros da inflação, outros culpam erros de política econômica. Na minha lista de culpados o principal deles é o Estado Brasileiro. De tantos calotes e quebras unilaterais de contrato geradas pelo governo, o mercado acaba exigindo um prêmio de risco que em nada se assemelha a um ativo SEM risco. Afinal, no Brasil, fazer negócios com o Estado costuma ser bem arriscado.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Moeda Privada

Por que agentes privados não podem emitir sua própria moeda? Por que devemos dar ao Estado o monopólio desse mercado? Interessante notar que enquanto os monopólios são geralmente combatidos e vistos com desconfiança, o monopólio do governo sobre a emissão de moeda não é sequer contestado.

Por que o Banco Itaú não pode emitir sua própria moeda, por exemplo, o “itauzinho”? Onde estariam os ganhos do Itaú com essa moeda? De cara o Itaú ganharia com o spread cobrado em seus empréstimos em sua moeda. Quanto maior sua capacidade em convencer os outros da estabilidade de sua moeda, maiores os ganhos associados. Não só o Itaú, mas todos os bancos, financeiras, empresas e até pessoas físicas poderiam emitir sua própria moeda. Por que não permitir isso? Desde que as pessoas sejam livres para escolherem as moedas que preferem transacionar não há mal algum nisso. Pelo contrário, mal existe em obrigar todos os agentes da economia a aceitarem a mesma moeda.

Devemos lembrar que essa proposta não é tão revolucionária: hoje temos várias moedas competindo entre si, a diferença é que são todas emitidas por Estados: dólar, libra, euro, pesos, reais, são exemplos de moedas que competem entre si. Por que não permitir que agentes privados participem desse mercado? Alguns especialistas dizem que isso geraria confusão. Não acredito neste argumento por um motivo simples: eu já fui ao Paraguai. Vá até uma loja no Paraguai e você verá a infinidade de moedas que competem entre si na mesma loja, isso não me parece afetar a eficiência do sistema. O mesmo argumento vale para Duty Free em aeroportos internacionais.

A rigor já existem moedas privadas no Brasil. Por exemplo, vários restaurantes self-service devolvem uma notinha para clientes que pagam com ticket refeição. Nesta notinha lê-se: “Vale 2 reais” ou ainda “Vale 1,46 reais”. Este é um exemplo simples de moeda privada. O self-service está emitindo uma moeda que tem validade para uso naquele restaurante ou entre pessoas que confiem que podem usar essa nota para pagamentos naquele restaurante. Se isso é válido para um self-service, por que não permitir que outras empresas façam o mesmo?

Com mais competição entre moedas o spread bancário (diferença entre a taxa de juros que os bancos tomam emprestado e emprestam) seria reduzido. Com mais competição entre moedas a chance do governo usar de seu poder monopolista para gerar inflação seria reduzida e mais estabilidade teríamos em nossa economia. Mais estabilidade monetária, menores spreads, mais opções para o consumidor, esses são benefícios diretos que a moeda emitida por agentes privados pode gerar. Outros benefícios que não podem ser descobertos agora podem surgir, para tanto devemos apenas dar uma chance para que agentes privados emitam suas próprias moedas.

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email