No último post eu afirmei: “(...) A poupança rende 6% mais TR ao ano, e a TR segue de perto a inflação. (...)”. Alguns leitores me apontaram a incorreção dessa frase. Eu então chequei a correlação entre a inflação, medida pelo IPCA, e a TR. Para o período janeiro/2007 a fevereiro de 2009 essa correlação é de -0,26. Ou seja, os leitores estavam certos e eu estava errado. Tenho certeza de que se eu procurar um pouco acho a correlação que justifica a minha frase (basta acrescentar lags e leads). Mas, olhando ambas as séries no mesmo período de tempo minha afirmação está incorreta.
Esse erro não altera a validade do post passado. A idéia central (de que as pessoas escolhem entre diferentes ativos) continua valendo independentemente de haver correlação, no mesmo período de tempo, entre TR e inflação.
No mais agradeço por me alertarem de meu erro. Obrigado.
sábado, 21 de março de 2009
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2 comentários:
O ponto central é que juros é um preço e governo não controla preços. Já conversamos sobre isto, como o BC é muito grande no mercado de capitais ele pode até influenciar a taxa de juros, mas não determina. O que está acontecendo é clássico em controle de preços. O governo tenta baixar um preço, o mercado ajusta a quantidade, aí tem de controlar os preços dos bens substitutos e complementares, depois vão ter de colocar barreiras para trocar um ativo pelo outro e, por fim, vão laçar boi no pasto ou algo equivalente.
A taxa de juros no Brasil não é alta porque o BC quer (assim como a americana não era baixa porque o FED queria), a taxa de juros é alta porque é a forma de ajustar a oferta de capitais (baixa) com a demanda. Para que a taxa de juros baixe será preciso aumentar a oferta de capitais ou diminuir a demanda (redução de gasto público é uma excelente maneira de reduzir a demanda por capitais), o resto é mágica.
Off Topic: O FED imprimiu 1.2 trilhão de dólares essa semana para comprar titulos do tesouro.
Eu pensei que o Obama seria ruim, mas não tão ruim assim.
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