domingo, 31 de maio de 2009

Coréia do Norte: A Culpa é dos Humanistas

Num post polêmico me posicionei contra a ajuda humanitária a países que não preservam a liberdade econômica de seus cidadãos. O argumento é simples: regimes totalitários sempre enfrentam algum tipo de resistência interna, e a força dessa resistência cresce com resultados ruins do regime. Assim, ajudar países que não respeitam a liberdade econômica implica em diminuir a força da oposição interna ao regime. Tempos de crises, catástrofes e episódios tristes são a melhor chance da oposição derrubar o regime autoritário. Ajudar países totalitários nesses episódios apenas aumenta a chance do regime antigo permanecer no poder, e realizar um mal maior ainda no longo prazo.

A Coréia do Norte é um exemplo claro de meu ponto: por anos sua população foi quase dizimada pela fome. Não fosse pela ajuda humanitária simplesmente não haveria comida no país. Sem comida a força do regime teria decaído exponencialmente, e mudanças se tornariam obrigatórias. A oposição ao regime, e o clamor por liberdade, ganhariam força. Contudo, anos de ajuda humanitária internacional impediram esse movimento, e serviram para consolidar a posição do regime comunista norte-coreano.

A idéia da comunidade internacional ao dar comida para um inimigo em potencial era de que isso tornaria o governo norte-coreano mais simpático, e menos inclinado a se envolver em conflitos armados com sua vizinha Coréia do Sul. Essa política de ajuda humanitária a regimes que não preservam a liberdade econômica já se mostrou errada. Ajudar tais ditaduras apenas fortalece o ditador local, e mantém a população refém de um regime fracassado. A maior parte dos ditadores assume que a ajuda humanitária é um sinal de fraqueza da comunidade internacional, e não como sinal de gentileza e boa intenção.

Selvagens não são capazes de compreender conceitos nobres como piedade e gentileza para com os adversários. Selvagens entendem apenas uma linguagem: força bruta. Selvagens não são piedosos, se eles não destróem seus inimigos isso se deve apenas a sua incapacidade física para tal, e não a algum conceito moral mais elevado. Selvagens assumem que seus inimigos são como eles, ou seja, se o inimigo não os destrói é porque não pode (e não porque não quer, ou acha errada esse tipo de intervenção). Dessa forma, regimes selvagens confundem a caridade internacional com um sinal de fraqueza. Daí suas incessantes demandas, cada vez mais exorbitantes, mediante cada nova concessão internacional.

Por anos a Coréia do Norte gastou quase todos seus recursos produzindo armas, ao invés de alimentos. Tivesse a comunidade internacional se recusado a ajudar e o problema norte-coreano já teria sido resolvido. Claro que haveriam custos, mas estes seriam bem menores do que os que estão prestes a se materializar. Só existe uma maneira de ajudar o povo norte-correano: parar de ser gentil com seu governo, e deixar a oposição local em posição de força para realizar suas demandas.

7 comentários:

Anônimo disse...

Adolfo, os passam fome na Coreia do Norte, muito porvavelmente não devem apoiar o regime por razões obvias né. desta forma, apoiar aqueles que sofrem com o regime, oposicionistas tb é uma boa ajuda.
Deixar de ajudar a um povo so para ver a 'nobreza' emergir dele e uma das atitudes mais maldosas que posso imaginar.
Se se quer derrubar um ditador, das duas uma, ou faz-se uma coalizão, invade, destore o regime e faça a reconstrução. Esse cara sim, tem aramas de destruição em massa e anda ameaçando solta-las, esse caso sim, é de invasão. Veja que ate CHINA E RUSSIA perderam a paciencia.

Blog do Adolfo disse...

Caro Anonimo,

Quantas pessoas ja morreram por causa do regime norte-coreano? Quantos mais irao morrer? Quantos mais eles irao matar???

Ca entre nos, cruel eh voce que fica com essa aparencia de bonzinho em cima do sangue alheio.

Sao pessoas como voce que, por sua hipocrisia e falsa moralidade, geram os grandes genocidios do mundo.

Adolfo

Anônimo disse...

Bem no ponto. Eu sei que comparar com Hitler é muito batido e beira a trapaça, mas, neste caso é inevitável. A lição de que não se deve tentar agradar ditadores deveria ter sido aprendida de uma vez por todas na II Guerra, tentaram agradar e deu no que deu.

A atual crise da Coréia do Norte somada ao que acontece no Irã me faz perguntar pelo pessoal que ria do Eixo do Mal. Ou os EUA retomam a política de segurança de Bush ou isto será só o começo, quem viver verá.

Abraço,

Roberto

Reginaldo Almeida disse...

É professor,

O que será que os nossos queridos humanistas ainda não fizeram em nome do seu humanismo? É a Coreia do Norte, é a Veenzuela, é a Bolivia, o Equador, Cuba...

Deveríamos era mandar todos os nossos humanistas para a Coreia do Norte com passagem só de ida, para que assim ele pudessem viver na sua plenitude a sua utopia cretina.

Adolfo disse...

È isso que acontece quando se espera para ver o fim ao invés de intervir quando ainda é possível,
ja se podia perceber muito bem que ia acabar acontecendo isso, mas quiseram ver ao invés de impedir.

Adolfo disse...

È isso que acontece quando se espera para ver o fim ao invés de intervir quando ainda é possível,
ja se podia perceber muito bem que ia acabar acontecendo isso, mas quiseram ver ao invés de impedir.

Adolfo Mendes

Aline disse...

Olá!

Bem, eu estou indecisa no momento. Eu não sou uma pessoa, hiprocrita ou não, que consegue negar ajuda a alguém, nem que fosse aos ditadores. Mas por outro lado vem a questão de que se não tivessem ajudado a Coréia do Norte essa palhaçada já teria acabado a tempos.

É realmente complicado entender.

Afinal, ajudaram e lhes pagam com ingratidão, acho que realmente só sendo duro é que poderão prevenir uma tragédia. Não me espanta que daqui a alguns anos esses países, pois não é somente a Coréia com sua ditadura, irão poder criar muito mais problemas e conflitos e quem sabe não acarretar a uma guerra?

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email