domingo, 26 de julho de 2009

Lula e o Nazismo

Uma pergunta recorrente entre os estudiosos do holocausto é o porquê da complascência do povo alemão com o regime nazista. Por que o povo alemão nada fez para conter as atrocidades cometidas por Hitler? Várias têm sido as respostas, geralmente argumenta-se que o povo alemão não tinha noção da extensão das atrocidades nazistas. Não acredito nessa resposta, Hitler nunca escondeu seu ódio pelos judeus. Desde que Hitler subiu ao poder os judeus começaram a ser perseguidos, isso não era segredo para ninguém. De repente os judeus começaram a sumir, será que ninguém se perguntou para onde os judeus estavam sendo mandados? Na minha opinião a verdade é outra: para um alemão havia um custo enorme em ir contra o nazismo, mas existia um grande benefício em apoiar o nazismo. Em resumo, os alemães se calaram porque isso lhes evitava problemas (que incluíam inclusive serem assassinados), e não raras vezes tal apoio lhes traziam benefícios.

Guardadas as devidas proporções, o mesmo ocorre no Brasil de Lula hoje. Escândalos, mentiras, corrupção, roubo, farra generalizada com o dinheiro público, nada absolutamente nada afeta a imagem de Lula. Lula apóia Sarney, Lula apóia Collor, Lula esta ligado a grupos que invadem terras produtivas, Lula apóia a aproximação do Brasil com países ditatoriais, o filho de Lula vira “gênio” e rico do dia para noite, o partido que Lula comanda se envolve em escândalos de corrupção, ministros ligados a Lula são investigados por formação de quadrilha, mas nada afeta a imagem do presidente. Dizem que Lula tem carisma, discordo. Se Lula tivesse carisma não teria perdido tantas eleições. A explicação é outra: tal como na Alemanha nazista, o custo de ir contra Lula e o petismo é alto, mas o benefício de apoiar tal regime está sempre presente.

A UNE está calada, onde estão os valentes desta entidade que antes estavam sempre prontos a gritar “Fora Collor” e “Fora FHC”? Onde estão os professores universitários antes sempre prontos a pedir por ética na política? Onde estão os sindicatos de trabalhadores, outrora sempre prontos a conclamar a saída de políticos corruptos? Onde estão os sindicatos patronais, outrora sempre prontos a pedir por redução na carga tributária? Onde estão aqueles jornalistas ligados a partidos de esquerda que sempre se postaram como guardiães da moral?

Cedo ou tarde o custo desse silêncio irá aparecer.... anos depois alguém irá se perguntar: como o povo brasileiro permitiu isso?

8 comentários:

Rafael Ortiz - UCB disse...

Caro Dr. Adolfo

Entendo a sua colocação diante do fato brasileiro, e na minha visão o grande problema está exatamente no povo brasileiro que nada faz, ou melhor, que sempre espera que outros façam. Costumeiramente dizem que brasileiro é um povo solidário, o que discordo, penso que brasileiro é babaca, afinal, eleger para cargo mais importante do Estado uma pessoa que não possui escolaridade nem para ser gari, pagar 40% do seu salário em tributos para o governo e ainda ter que dar esmola para o pobre ao invés de cobrar das autoridades competentes uma solução para o problema da fome no Brasil, e ainda aceitar que ONG’s de direitos humanos ditem as regras de como nós tratamos a violência do país, sinceramente não é coisa de gente esperta.

Ao mesmo tempo em que o brasileiro fica indignado com um deputado que ganha um salário superior a 20 mil por mês e ainda rouba, ele fica pensando o que faria com esse dinheiro se estivesse no lugar do mesmo político corrupto. A verdade é que a corrupção está na raiz do brasileiro, afinal, quantos de nós não temos um “esquema” dentro de um órgão publico pelo qual conseguimos imprimir aquele livro sem gastar o papel e a tinta da nossa casa, quantas vezes servidores públicos pegaram aquela caneta jogada num canto e dizem “é apenas uma caneta”. Isso é corrupção, assim como desviar dinheiro público, pois o papel, a tinta e a caneta também são compradas com dinheiro público.

O grande problema é que o brasileiro sempre deixa para que o próximo brasileiro corrupto arrume a bagunça deixada. A exemplo disso temos a baixada fluminense, onde os governadores do Estado do Rio de Janeiro sempre foram deixando o problema das favelas para que o próximo governo resolvesse, e o problema foi crescendo de forma paulatina, até um ponto que dificilmente se encontrará uma solução. Talvez a pior parte seja ouvir ONG’s dizendo que 90% das pessoas que moram na favela é gente honesta e trabalhadora, o que é a mais pura mentira. Na verdade pode ser que até já tenha sido, afinal, historicamente falando, as favelas tiveram início nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornaram da Guerra do Paraguai e ali se instalaram. Ali morava gente honesta, que não tinha outra opção de moradia e não concordava com o crime. Hoje a realidade é outra, muito pai sonha que o filho seja aceito como “aviãozinho” no tráfico pra ganhar uma boa grana. Se a maioria fosse honesta, já tinham arrumado um jeito de tirar os bandidos de lá, afinal, eles podem matar duas ou três pessoas, mas não milhares. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, acabando com suas bases operacionais na favela, mas, no entanto, permanecem na lei do silêncio, tornando-se aliados do crime.

Em suma, o grande problema do Brasil, na minha visão, está no famoso “jeitinho brasileiro”. Brasileiro sempre consegue algo a mais sem pagar, deixa que outros paguem pelos seus erros, sendo ele na corrupção política, seja no famoso “gato” de energia ou de TV a cabo do vizinho. Vale lembrar que o Brasil é um país privilegiado, pois não temos terremoto, nem furacão nem tsunamis. Temos petróleo, álcool, biodiesel e, sem duvida, o maior bem de todos, água doce! Só ta faltando boa vontade por parte de todos!

Rafael Ortiz
Ciências Econômicas - UCB

Anônimo disse...

Há um livro legal sobre o holcausto chamado " Os Carrascos Voluntários de Hitler".

Em alguns anos poderemos lançar algo do tipo: "Os roubados voluntários do Lula".

abs

José Carneiro

Daniel M. disse...

Adolfo

Muito oportuno seu alerta. Gostaria de discutir uma questão que passou despercebida na recente fusão Oi-BrasilTelecom. Por diversos fatores, as operadoras de telefonia fixa são as principais provedoras de internet (banda larga e conexão discada) no Brasil. Situação diferente, por exemplo, da dos EUA, onde as empresas de TV a cabo competem ferozmente entre si e contra as telefônicas.

Pois bem, sabemos que a nova Oi é uma empresa semi-estatal, uma vez que parte do controle é exercida por BNDES, fundos de pensão e outros tentáculos do lulo-petismo. Sabemos também que as pessoas não consomem “internet” pura e simples. Consomem entretenimento, comunicação, INFORMAÇÃO. Essa nova empresa abrange 26 estados. O perigo todo está nisso. A fusão Oi-BrT criou um enorme provedor (canal) de informação via internet, no qual o governo federal (seja ele de que partido for) tem poder de decisão.

Mal comparando com a imprensa escrita, é como se o governo passasse a controlar toda a indústria de papel e tinta. Não acredito em censura escancarada no futuro. No mundo IP existem maneiras muito sutis, quase imperceptíveis, de se prejudicar quem não é amigo do rei. Junte-se a isso o fato de uma quantia ($$$) nada desprezível dos anúncios, independente da mídia, também ser estatal. Já imaginou? Meios, no caso “só” a internet, e anúncios estatais! Maravilha, não?!

Antes de criticar as restrições a informação existentes na Venezuela, China ou Irã, deveríamos cuidar melhor do nosso quintal.

Abraço

Daniel.

Erick disse...

O grande sentimento dos estudantes de hoje em dia se resumem a dois fatos, o estilo de educação e à nova cultura dos jovens.
É engraçado o sistema de melhoria de índice de educação. É muito fácil um professor falar que seus alunos melhoraram o ensino, já que é o próprio professor que faz, aplica e corrige as notas, assim como também as publica no boletim.
Um governo que fala que aumentou o número de alfabetizados quando considera apenas os "desenhistas" do próprio nome, ou que prepara um aluno pra provas, como a de um vestibular, e muitas vezes, para um concurso de cargo público, não visa uma educação muito útil socialmente falando. A educação do Brasil se resume a isso, o crescimento de índices, na ilusão de mostrar num "Jornal Nacional" como propaganda política de reeleição.
Quando as pessoas pedem educação, não pedem um professor falando o conteúdo da prova do vestibular, ou um professor ensinando macetes para aplicação de uma fórmula de física. Quantas vezes você se pergunta: "Pra que diabos eu aprendi Química no ensino médio?"
Primeiramente falando, o ensino médio é um ensino para ampliação de conhecimentos, de preferência prático. O Brasil é muito criticado por ter educação voltada para provas, ou, pelo menos, uma cultura muito voltada para isso.
Segundo ponto, ao falar nisso, é esse sentimento acomodado dos jovens de hoje em dia. Não que eu apoie esse sentimento revolucionário, mas o jovem brasileiro não sofreu com sistemas rigorosos, e está aceitando ser enganado pelo próprio sistema. É fácil enganar uma pessoa, chamando-a de livre, e controlando-a por de baixo dos panos. Poupando o seu tempo, prefiro parar por aqui, professor Adolfo.
Um grande abraço, Erick Alexandre, estudante de ciências contábeis e de direito.

Anônimo disse...

"Este quadro me fez lembrar a frase de Martim Niemöler,pastor protestante na Alemanha nazista e que vivia completamente alienado dos problemas até quando na prisão, prestes a ser sacrificado pelo regime nazista, fez esta célebre declaração que acabou virando mote da minha campanha:
“Primeiro eles vieram buscar os comunistas. Não falei nada, porque não era comunista. Depois, vieram buscar os judeus. Não falei nada, porque não era judeu. Depois, vieram buscar os operários e os membros do sindicato. Não falei nada,pois não era operário sindicalizado. Depois eles vieram buscar os católicos. Nada disse, porque era protestante. Finalmente eles vieram me buscar e quando isto aconteceu, não restou ninguém para falar”.
Lysanêas Maciel - livro Autênticos do MDB

Michele disse...

Lula e Hitler!? Rs...
Hitler "o grande orador" homen eloquente, ele que converceu muitos de que matar inocentes em nome da eugenia não se passava de um simples avanço da humanidade.Hitler foi um cara com inteligência invejável, poder de persuasão, postura de líder.Lamentavelmente usado para tantas atrocidades, tanto ódio, destruição...
Comparado ate mesmo ao anticristo.
Esse foi Hitler e seu partido nazista.
Já o Lula sempre com seu "jeitinho brasileiro" um governo equivocado e incoerente com os prórpios ideais.O povo brasileiro e a acomodação de sempre é o reflexo do que vivemos hoje, não temos o holocausto mas temos milhares de mortes todos os dias no nordeste, uma saúde decadente,uma alienação de que tudo ta bem e que estamos evoluindo.E o Lula sempre com seu ar de simplicidade e "povão" não da para acreditar mais.Levando em conta que o Hitler foi um "monstro"
mas estudou e o Lula!!?? Brincadeiras a parte espero realmente que os jovens brasileiros tenham pelo menos uma opinião crítica sobre seu próprio governo para que todas essas vidas perdidas não sejam em vão.

Ginno disse...

Prezados,

A corrupção esta entranhada no povo brasileiro, nos não perdemos a oportunidade de cortar uma fila de banco, de sair sem pagar de um estacionamento. Tudo que vai proporcionar o mínimo de vantagem, o brasileiro faz, independente do certo ou errado. São coisas pequenas, mas que se tornou habito em uma nação inteira, geração após geração. Um povo deixa de lutar quando a esperança acaba. O Brasil é um país sem esperança e conformado, um país em que o preço da honestidade esta em queda livre. Um país que ainda não chegou em lugar algum, porem, parece está conformado com o lugar que se encontra.
O que estaria errado com o Brasil? Clima? Posição geográfica? O nosso solo?
Como todos conhecem o nosso Brasil, sabemos que os brasileiros não têm do que reclamar do Brasil, mas não podemos dizer o mesmo do Brasil em ralação aos brasileiros. Está claro, o problema somos nos. Experimenta trocar toda população brasileira pela população Japonesa. Habitados por japoneses Brasil seria, em pouco tempo, a nação mais rica do mundo. Por outro lado, transformaríamos o Japão, uma ilha cheia de problemas sísmicos e solo de rocha, no país miserável que o Brasil seria, se não possuísse tantas qualidades geográficas.

Ginno Guimarães
Ciências Econômicas - UCB

JOÃO MELO disse...

Adolfo, é impressionante as semelhanças entre os dois homens com relação ao que conseguem diante do povo e como uma sociedade torna-se parte passiva, sem qualquer reação ao que aí está. Se tirarmos alguma crítica que lemos nos jornalões e até na Globo, outras em blogs, a quase totalidade da população parece não está nem aí para que toma conhecimento. E você sabe que tomamos conhecimento apenas de uma pequena parte da lama que tem sob o tapete vermelho. E para piorar: quem você enxerga de LÍDER MORAL para MUDAR este país???? Yes, we can change in the USA. Aqui, POR ENQUANTO,nada muda. O que podemos fazer??? Como a política é flexível: quem diria que NÓS iríamos ver COLLOR e LULLA abraçados. Nem no inferno...
Abraço,
João Melo, direto da selva

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