quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Exemplo Chines

Nunca achei a China grande coisa. Vejo algumas pessoas elogiando o desenvonvilmente chines, mas falta a eles a necessaria visao estrategica de longo prazo: nao eh possivel um pais crescer significativamente sem ter liberdade economica (liberdade para comprar e vender para outras partes do mundo, propriedade privada, respeito a contratos, etc.), mas mais liberdade economica para as pessoas significa MENOS poder para o Estado. Essa eh a contradicao que varios analistas estao ignorando.

O regime comunista chines NAO quer perder poder, nao quer dar mais liberdade para as pessoas, mas ao mesmo tempo quer se apropriar das benesses capitalistas. Essa eh uma seria contradicao. A medida que a China for se abrindo ao capitalismo o Estado ira perder o controle sobre a populacao, algo impensavel a um regime totalitarista. Sendo assim, eh evidente que problemas serios futuros terao que ser enfrentados na China. Minha analise eh muito simples: em alguns anos a China ira entrar ou numa guerra externa (inimigos nao faltam: Japao e Taiwan sendo os mais obvios) ou numa guerra civil. Afinal, encontrar um inimigo para culpar pelos seus proprios fracassos eh a desculpa padrao dos regimes totalitarios para se manter no poder.

Claro que existe uma saida pacifica para a China: basta o partido comunista desistir de tentar controlar a vida das pessoas e dar mais liberdade a todos. Mas conhecendo a historia dos regimes comunistas, creio ser bem pouco provavel que eles abram mao do poder.

Aqui mais um exemplo da beleza gerada pelo comunismo.

7 comentários:

Lefebvre disse...

Se um dia surgir a "democracia chinesa", será a prova de fogo da democracia. Imagina aquele bilhão de pessoas votando, e leve em conta a diferença da população urbana e rural. Duvido muito que o PC vai abrir mão de suas regalias. E quando falo PC, digo todos os que são filiados, e não apenas as múmias dirigentes.

Fábio mayer disse...

A China é um bom exemplo de mão de obra e carga tributárias baratas, que atraem investimentos estrangeiros. E como um um mercado consumidor colossal, carente de tudo, seu crescimento é vigoroso, porque alavancado por fatores internos e externos.

Mas é a tal coisa, o mercado interno tende a ficar limitado na exata medida em que o governo comunista não quer perder poder, e vai impedir o desenvolvimento econômico fora das ilhas que existem hoje, ou limitá-lo ao máximo para evitar a instalação de uma cultura consumista e ao mesmo tempo, receptora de idéias ocidentais.

A China é um arquipélago de ilhas muito desenvolvidas em meio a um oceano de pobreza e miséria, ela pode ser um fenômeno econômico de nossos dias, mas na sua essência pouco mudou e pouco muudará, mantido o governo totalitário.

Alberto Cavalcanti disse...

O mais incrível desta matéria é que pode-se traçar um paralelo entre China e Brasil nela, já que o governo brasileiro é em nada comprometido com o desenvolvimento a longo prazo e preza mais pelo "obvio", já que o que os politicos querem é permanecer onde estão!

Delvecchio disse...

Adolfo, belo post. A China, um país corrupto, desigual e anti-democrático é o sonho dos PeTralhas. É compreensível.

Marco Bittencourt disse...

Concordo no essencial, mas não nos detalhes. Primeiro, reconheço que o povo chinês está em melhor situação do que na era Mao. Segundo, que dos ricaços chineses pouco sabemos sobre eles. Em terceiro, não conheço as restrições ás oportunidades de mercado tal qual temos no Brasil (O Filho do Sarney, um bom 171, tira do mercado até quem fabrica postes). Assim, lembro aqui que uma das condições para um ambiente competitivo é a não proliferação de empresários poderosos. A Russia caiu na besteira de dar pouca importância a essa questão e teve que dar marcha-ré na sua economia de mercado destrambelhada. Contudo, é a liberdade a meta fundamental. De qualquer forma, intuo que a ditadura chinesa é mais política do que econômica. Como não tenho informações o suficiente para uma reflexão isenta, vou colecionando dados, informações e observações.
um abraço
marco b

José Carneiro da Cunha disse...

Beleza Adolfo,
Salve Marx...
Há num livro do Giambiagi um relato interessante sobre o “Governo do Povo” Chinês.
Toda fábrica na China possui um delegado sindical, na nossa interpretação capitalista burguesa comedora de criancinhas, somos levados a acreditar que esse delegado defenderá os pobres trabalhadores da exploração do malvado imperialista presidente da multinacional.
Bem, relato do Giambiagi:
Delegado sindical: “-o funcionário X está doente, você deve demiti-lo.”
Presidente imperialista explorador: “-Não seria melhor simplesmente mandá-lo para casa até melhorar?”
Delegado sindical: “-você não entendeu, ele está doente! Podemos demiti-lo e contratar alguém que não esteja doente e seja mais produtivo.”
Incrível, na dita república do operário, direitos mínimos são defendidos pelo imperialista capitalista comedor de criancinhas e refutados pelos defensores da classe operária.
Abs
José Carneiro

yasmin disse...

bom,pensando que realmente a china precisa de um sistema totalitário,para que possa pelo menos ter uma paz social dentro do mundo.Não acho que as questões que ela tenha seja incabíveis,na sociedade.Tudo bem que é meio sem razão ela ter um regime imperialista e não se abrir para o capitalismo,mas axo tbm que se não fosse por isso a grande potencia que teríamos seria a própria CHINA,é uma questão a ser pensada,afinal queremos abaixar a cabeça para uma sociedade militarista como o EUA ou queremos nos aprensentar e ser massacrados pelos sistemáticos chineses?

YASMIN

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