terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu apóio o FIM do monopólio dos correios

"Todo poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente". (Lord Acton)

Monopólio é o exemplo econômico de poder absoluto, por definição: é absolutamente corrupto e ineficiente. Quando confrontado com um mercado monopolista (mercado onde existe apenas um único vendedor) os consumidores, e suas respectivas famílias, tornam-se impotentes. O monopólio é a expressão econômica do poder absoluto do vendedor sobre o comprador. Ao comprador resta apenas resignar-se e aceitar as condições do vendedor.

Se monopólios são tão ruins, então porque eles existem? Os críticos do capitalismo gostam de dizer que monopólios são a tendência natural do livre-mercado. ERRADO. Monopólios, na sua grande maioria, são resultados de garantias contra a competição fornecidas pelo Estado a determinada empresa. Ou seja, na grande maioria das vezes o monopólio é o resultado da intervenção do governo na esfera econômica. Querem exemplos: petróleo, comunicações, transportes públicos dentro da cidade, entre outros são exemplos tradicionais do Estado IMPEDINDO a competição entre empresas, e EXIGINDO POR LEI que apenas uma empresa forneça o serviço.

O Supremo Tribunal Federal esta prestes a CONFIRMAR mais outro monopólio: o monopólio dos correios.

Mas se monopólios são tão ruins, então porque defendê-los? No caso dos correios o argumento é que apenas uma empresa operando a nível nacional é capaz de obter lucros nos grandes mercados para financiar as atividades postais em pequenas localidades. Ou seja, os defensores do monopólio dos correios argumentam que na ausência de monópólio as pequenas localidades não seriam atendidas. A estes senhores eu tenho apenas uma coisa a dizer: "Senhores, seu argumento é o mesmo das pessoas que antes eram contrárias ao fim do monopólio das telecomunicações. Isto é, argumentava-se que sem o monopólio das telecomunicações as pequenas (e pobres) localidades não seriam atendidas. O tempo provou que este argumento está incorreto, por favor, aprendam com este exemplo e votem pelo FIM do monopólio dos correios".

Por fim, meu voto de apoio ao Ministro Marco Aurélio de Mello o ÚNICO que votou pela abertura irrestrita do mercado postal.

15 comentários:

marco bittencourt disse...

Antes de quebrar o monopolio dos Correios é importante quebrar o monopolio dos politicos nas franquias dos correios. Se correio deve ser privatizado ou não é uma questão política. Pelas ultimas privatizações da telefonia (telefone barato, tarifa cara) tenho certo que não ganhei nada com isso.
um abraço
marco b

Fábio Mayer disse...

O correio é meio estatal e meio privado, pois bem lembradas as franquias nas mãos de políticos, pelo leitor aí de cima.

Virou uma máquina de troca de favores políticos. Muito além de acabar com o monopólio, deveriam pe privatizar o mais rápido possivel!

Anônimo disse...

O fim domonopólio dos correios geraria milhares de demissões seu filho da puta, então pára falar asneira seu retardado do cão............................................

marco bittencourt disse...

Falando com o comentarista de ai de cima: se privatizar , como voce bem notou, vai tudo pras mãos dos políticos. Prefiro, então, que fique como está.
um abraço
marco b

Blog do Adolfo disse...

Caro Anonimo,

Obrigado por alegrar meu dia, nao tem como nao rir do seu comentario.

Fico feliz que voce leia meu blog, esse exercicio repetido diariamente certamente lhe fara bem.

Grande abraco,
Adolfo

Anônimo disse...

se funcionar como a telecomunicações ñ acredito q será bom. antes éramos donos de uma parte da telebrasília e pagávamos uma assinatura bem mais barata q hoje. agora pagamos uma tarifa cara e assinatura mais cara ainda e ñ somos donos de nada.

Anônimo disse...

Adolfo,

Um monopólio é melhor do que nada, já diz Fritz Machlup. O problema está mal posto: o monopólio estatal é pior do que o monópólio privado. Exemplos abundam em que os controles dos monopólios (ou quase monopólios) estatais impõem restriçoes maiores do que os monopólios privados, porque os monopólios privados são vigiados de perto pela sociedade e pelas agências governamentais. Alguém viu o alguma agência de defesa do consumidor agir contra a Petrobrás?

Marco,

Um dos grandes benefícios da privatização das comunicações é a facilidade da existência de ferramentas como essa que estamos usando aqui no Blog do Adolfo. Se a Telebras continuasse nas mãos do estado, jamais estaríamos aqui, conversando e protestando.

Maringa disse...

Excelente!
Provou que os anticapitalistas estão errados: o monopólio NÃO é gerado pelo próprio capitalismo. O monopólio nasce dessa intervenção estatal feita na economia, nasce dessa parcela socialista no capitalismo. Disse tudo muito bem! Parabéns!

Rafael Ortiz - UCB disse...

Grande Adolfo,

Concordo plenamente com o texto. Nunca um monopólio oferece um produto acessível e de qualidade. As licitações no Distrito Federal para conceder à empresas o transporte público faz com que a passagem seja a mais cara do país, e um dos piores serviços prestados. Pior que isso é ter que ouvir justificativas nem um pouco plausíveis por parte das autoridades, que insistem em arrumar uma desculpa qualquer para justificar suas medidas. Quanto ao comentário do honroso Sr. Anônimo, acho que temer a uma medida dessa pensando no desemprego não é algo que condiz com a realidade, afinal, será que o monopólio dos correios irá diminuir o desemprego? Creio que não, assim como a não monopolização não irá gerar desemprego, penso ao contrário, irá no mínimo manter os empregos já existentes. Temos casos de bancos no Brasil, dentre outras empresas que foram privatizadas no plano de metas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e geraram desempregos, ou melhor, uma troca de cargos, pois sempre em privatizações existem trocas de interesses. Entendamos que sempre que tem alguém ganhando, tem muito mais gente perdendo e ainda pagando o lucro auferido por uma parcela mínima da sociedade. Justificar a monopolização na aréa de abrangência dos serviços irá causar um efeito: ou teremos um serviço de correios e telégrafos mais caro e de pior qualidade, ou teremos aréas que continuarão não sendo atendidas, e nós, pagaremos mais caro por um serviço de pior qualidade.

Em suma, pensar que a solução é dar todo o poder a uma empresa, ao meu ver, é imprudente, medida essa que não esta sendo pesada direito, não levando em consideração o bem estar do resto da população. Me pergunto nesse momento, qual será o custo social que teremos que arcar para que outras pessoas possam usufruir de um serviço que, teoricamente, seria o próprio Estado quem deveria fornecer?

Rafael Ortiz
Ciências Econômicas - UCB

marco bittencourt disse...

Para o prezado anônimo que me lembra que se não existisse a privatização da Telebrás não estaríamos aqui trocando idéias no blog. Não consigo compreender essa afirmação, pois até na china tem internet. De qualquer forma, tomei como dada, para minhas considerações,a situação política presente. O que digo é que com a bandidagem solta, a restrição ao mercado é muito maior do que se tivermos os correios ainda estatizados. Se for para privatizar para malandros que irão fatalmente dominar as agências de regulação, prefiro que fique como está.

Anônimo disse...

Adolfo,
quem conhece um pouquinho o mercado de comunicações sabe que um BOM numero de agencias do ECT são deficitárias. Norte e Nordeste. Atendem algumas regiões que tem condições precarissimas de comunicações.
Um proposta de prizatização do setor poderia ser usado como modelo as telecoms.. O empresário que pegar o(s) files (RJ, SP, PR, DF) pega um pedaço dos "ossos" (NO e NE), alguns cantões do Centro este tb.
enfim, é so uma proposta.
Mas pior do que essa realiadade do ECT, temos o caso da INFRAERO (monopolio), IRB (monopolio), BB e CEF (estatais). Eletrobras (monopolio, etc...

Sds
Pedro

Anônimo disse...

Caro Adolfo,
Faltou um 's' ali no 'confrontado':
"Quando confrontadoS com um mercado monopolista (mercado onde existe apenas um único vendedor) os consumidores, e suas respectivas famílias"

Abs!

Anônimo disse...

É, pensando apenas à luz da teoria econômica, o monopólio é uma merda mesmo. Mas ao pensar em seguir o modelo de privatizações brasileiro(tal como as teles), chega a arrepiar. Com quase toda certeza, seria os Correios seria comprado parte por estrangeiros e a outra parte, claro, por fundos de pensões de alguma empresa pública (talvez até o Postalis). E ainda seria uma pechincha o preço. Nos anos seguintes os os partidos "vermelhos" incitariam suas bases e filiados(é uma pena ver como pessoas até bem intensionadas são iludidas e usadas como massa de manobra) a exigir a reestatização dos correios. E como não somos a Venezuela e "cumprimos" contratos, o governo irá reestatizar pagando o valor de mercado. Ao meu ver concentrando mais ainda a renda na parcela da sociedade ligada diretamente ao estado (servidores públicos). Assim está sendo feito com a Vale.

Se hay gobierno, soy contra! Se no hay soy tambien!

Gustavo disse...

Em todos os blogs visitados por mim que abordam o assunto deparei-me com a triste realidade de que nosso povo esta se dobrando cada vez mais à indução do canibalismo capitalista. Fico desestimulado com a realidade hipócrita descrita por pessoas com intenções de cunha pessoal ou simplesmente manipuladas pela ilusão de ótica do capital. É estranho que os defensores da quebra do monopólio, que se dizem preoucupados com a questão servidores x servidos, não tenham colocado em discussão o fato de que as empresas defendidas pela ABRAED (autora do projeto de quebra do monopolio) estão hoje desrespeitando leis trabalhistas, expondo seus "contratados" a condições fisicas e psicológicas absurdas , desrespeitando conceitos básicos do direito trabalhista em nome da produção, sonegando impostos ao governo com seus contratos ilegais, se colocando a margem dos direitos do consumidor e fomentando a nova onda da "carteira de trabalho pirata". Destaca-se também que não há um cunho social nesta empreitada. Sendo redundante com alguns comentários acima, é necessário que identifiquemos os monopólios que realmente nos prejudicam. Um bom exemplo disto é o monopólio da comunicação que hoje é controlado por cinco "familias" que impõe a informação à população de forma sempre conveniente a interesses já não mais escusos. Diga-se de passagem que a funcionalidade dos correios em nosso país é notória, tanto no intuito primordial de sua função quanto no campo empresarial. A ECT hoje tem reconhecimento da população brasileira e respeito internacional o que certamente não a exime de falhas mas, demonstra um prognóstico de evolução consistente e continuado. Falta-nos hoje uma discussão mais patriotica. Falta-nos hoje vergonha na cara para abandornarmos nossos sofás com noticias hipnóticas e nos movimentar-mos em pról de um ideal mais comunitário e que descambe num sono sem remorsantes pesadelos. Vamos defender nossa amazônia, as crianças do Jalapão. Antes que citem, utopia é um mundo melhor atráves deste capitalismo que descaracteriza valores e em nome do lucro vede tudo, até a alma.
Gustavo

WEST disse...

Enviei uma folha de papel a4 por sedex de Brasília para Bauru - SP. Ficou em R$42!!! Demorou 4 dias para chegar!!! E aí, o que eu posso fazer? procurar um preço melhor, ou uma empresa mais eficiente? Isso não existe, pois o governo nao permite. Fim do monopolio ja!!!

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