domingo, 27 de setembro de 2009

Deve o Governo Ajudar Profissões em vias de Extinção?

Com os recentes progressos tecnológicos, aliados a mudanças de padrões da sociedade, várias profissões deixaram de existir e outras enfrentaram grandes reduções de suas respectivas demandas. Por exemplo, a popularização do computador extinguiu a demanda por datilógrafos. De maneira similar, o apareceminento de restaurantes self-service reduziu a demanda por garçons. A mudança da moda deixou os trabalhadores de fábricas de chapéu em situação complicada. Será que o governo deveria evitar o desaparecimento de tais profissões?

Por mais absurdo que pareça, muitas pessoas acreditam que SIM. Sim, o governo deve salvar tais profissões. Por exemplo, TODA VEZ que o governo PROÍBE a adoção de novas tecnologias ele está DE FATO evitando que determinadas profissões tenham suas respectivas demandas reduzidas. Quando o governo proíbe o surgimento de postos de gasolina self-service, ele esta salvando o emprego dos frentistas (ao custo do bem estar do resto da sociedade). Por que tal benefício para os frentistas e não para os garçons? Quando o governo proíbe a importação de veículos usados de outros países, ele esta salvando o emprego das pessoas ligadas a essa indústria (ao custo do restante da população pagar mais caro por carros piores). Por que então não proibir o uso de computadores e salvar a pele dos datilógrafos? Ou então, por que não obrigar os homens a voltarem a usar chapéu? Afinal, ao pequeno custo de alguns reais para cada homem o governo poderia salvar milhares de empregos da indústria chapeleira.

Quando uma profissão defronta-se com sua extinção, isso ocorre pois as condições que propiciaram o surgimento de tal ofício não existem mais. Insistir em manter pessoas em tais ocupações serve apenas para reduzir a eficiência, e o bem estar da sociedade, apenas para o benefício de um pequeno grupo politicamente forte. O máximo que o governo deveria fazer é dar um treinamento e reciclar a mão de obra de setores que não são mais atrativos, para facilitar a inserção desses trabalhadores em novas ocupações.

Interessante que o argumento acima também se aplica tanto a política regional como a política industrial. Quando uma região, ou indústria, deixa de ser atrativa isso não ocorre por acaso. Ocorre porque é o momento de se deixar aquela região, ou indústria, e se mover para outro local onde a produção possa ser realizada de maneira mais eficiente. Aumentando assim a produção, a riqueza e o bem estar da sociedade.

2 comentários:

Luiz Mário Brotherhood disse...

Prof. Shachsida, realmente, é triste saber que existem pessoas que defendem isso. Mais triste ainda é saber que existe uma "fundamentação teórica" por trás de tudo isso - a demanda agregada de Keynes. E mais triste que tudo isso é saber que essa teoria já foi refutada, até antes de Keynes(!), com Bastiat criticando o mercantilismo - mas os Keynesianos não dão ouvidos.
O avanço tecnológico foi O fator que promoveu TODO o aumento no padrão de vida dos homens, e ainda há gente que o critica!? É nessas horas que surge a vontade de tomar uma posição similar à que a Ayn Rand tomou, e chamar todos esses caras de primitivistas, anti-desenvolvimento, anti-progresso, anti-homem.

Augusto Freitas disse...

Isso sem contar a reivindicação de uma "Assossiação de Assessoristas" que ocorreu uns dias atrás no Rio de Janeiro, que visava a não exitinção da atividade. Alguém aqui não sabe entrar em um elevador e apertar o botão correspondente ao andar que se deseja ir? Assessorista!? Sinceramente não imagino como essa profissão pode ter existido. Mas o governo insiste em apoiar tais grupos e reduzir sempre a eficiência da economia.

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