terça-feira, 6 de outubro de 2009

“A Burguesia Fede” (Cazuza)

Segue um trecho da música de Cazuza:
“Vamos acabar com a burguesia; Vamos dinamitar a burguesia; Vamos pôr a burguesia na cadeia; Numa fazenda de trabalhos forçados; (...) A burguesia fede - fede, fede, fede”.

Por que tanto ódio contra a burguesia? Afinal, quem é a burguesia? Respondo: a burguesia somos nós. A burguesia é representada pelos profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados, contadores, etc.), pelos trabalhadores do setor privado, por empresários, enfim, a burguesia é representada por pessoas que precisam de seu trabalho (do suor de seu corpo para sobreviver). Por que odiar uma classe de pessoas que precisa trabalhar para sobreviver?

Interessante notar que a mesma raiva dedicada aos burgueses de maneira alguma é transmitida aos aristocratas. Este é um fenômeno estranho, afinal seria de se esperar que os marxistas/comunistas tivesses mais raiva de uma classe que vive de rendas (aristocracia) do que de uma classe que precisa de seu trabalho para sobreviver (burguesia). Acredito que a explicação para essa raiva instintiva dos marxistas/comunistas deve-se a algo bem simples: inveja.

Um fracassado não odeia o aristocrata, o fracassado entende que o aristocrata herdou aquela posição não por merecimento, mas apenas por ter tido a sorte de nascer numa família rica. Ele não vê o aristocrata como uma prova viva de sua própria mediocridade. Fato muito diferente ocorre quando o fracassado se defronta com um burguês. Imediatamente ele identifica no burguês uma pessoa como ele (que precisa trabalhar para sobreviver), mas que devido a sua habilidade e esforço próprios desfruta de um grau de conforto muito superior ao seu. O fracassado não consegue entender que o sucesso do burguês deve-se a trabalho duro e a suas habilidades individuais. O fracassado passa a identificar o sucesso do burguês não no mérito do burguês, mas a alguma idéia de que o burguês só teve sucesso porque está roubando os não- burgueses.

O fracassado vê no burguês a prova de que é possível ser bem sucedido mesmo não tendo nascido na aristocracia. Mas se isso é possível, então por que ele o fracassado não tem sucesso? A resposta do fracassado é simples: não tenho sucesso porque o canalha do burguês me explora. A inveja frente a pessoas similares a ele, mas que tiveram sucesso, prepara o espírito do fracassado para todo tipo de ataque a uma classe social (burguesia) que ganha sua vida com seu próprio trabalho.

Da próxima vez que você ouvir alguém ofendendo a burguesia, pergunte a essa pessoa quem é a burguesia. Pergunte a ela se ela acha que trabalhadores honestos são canalhas, pois dizer que a burguesia fede é bem próximo de dizer que nossos pais, nós mesmos, e nossos filhos fedem.

30 comentários:

Haony disse...

"Enquanto houver burguesia não vai haver poesia". A que poesia se referia Cazuza? Para mim, poesia representa sempre liberdade, principalmente no que respeita à liberdade de pensamento e expressão. Mas na realidade paradoxal de Cazuza, somos compelidos a viver numa sociedade hedonista, egoísta, incapaz de abrir mão de algum prazer (ociosidade é prazer para muitos) seu para melhorar o bem estar de todos ao mesmo tempo que diz que outros não devem trabalhar para conseguir o sustento, que beneficia outros também. O que vejo é que esse argumento anarquista é bastante ineficaz para tornar a sociedade mais justa, não é isso que queremos?

Alinny disse...

É incrível como a maioria dos músicos famosos se prestam a tal serviço. Fazem sucesso, granjeiam dinheiros em cima da população e com essa letra vejo muitos fãs burgueses. Pena das pessoas que se dizem fãs, que serviço esse cantor se prestou será que ele tinha conhecimento do que estava cantando? ou era apenas mais uma música para completar um repertório?.
Nos, a população devemos ser conscientes e deixar nos atrair para coisas boas, no mínimo sabermos o significado. dar valor a quem verdadeiramente merece valor.

marco bittencourt disse...

Ele era a prõpria burguesia.

Augusto Freitas disse...

"Somos os filhos da revolução. Somos burgueses sem religião. Somos o futuro da nação: geração Coca-Cola"

Que tal essa do Renato Russo?

Augusto Freitas disse...

Antes de tudo, aos protozoários digitais que não têm a mínima capacidade de compreensão e eventualmente venham a ler este comentário, o texto abaixo é uma IRONIA!

Pô, Adolfo, a gente tem que lembrar que o fracassado é fracassado por causa da cruel e malévola economia de mercado, da sociedade capitalista que só quer saber de lucro qualquer custo, é ela, a malvada, que gera os fracassados. Porque esses não têm alternativa alguma, são explorados, discriminados excluídos.

É a malígna sociedade capitalista que cria fracassados, não as escolhas que cada fracassado faz na vida (risos).

Anônimo disse...

Tendo a concordar. Realmente acho que seja inveja e que o fruto da riqueza burguesa é o trabalho. Mas o ponto que colocaria como ponderaçõa são as oportunidades. No Brasil infelizmente não são todos que tem oportunidade de estudar e trabalhar. Mas aqueles que tem (como no caso do Cazuza) e ainda ficam com essa besteira de comunista de buteco realmente me matam de raiva.

José Carneiro da Cunha disse...

O Cazuza era um palhaço! Filhinho de mamãe, que só fazia merda e tinha um pai “burguês” e uma mãe super-protetora para corrigirem as merdas que ele fazia. Só que não conseguiram corrigir todas elas, por mais que o dinheiro fedido e o capitalismo médico americano, comprado com dinheiro o fedido burguês, tenham tentado.

Gostaria eu de ter esse tipo de áurea superior, onde o que eu faço pouco importa, relevante são minhas idéias e psudo-ideais (visto que não é necessário praticá-los).

Como algo que vem de Marx pode atacar a aristocracia? Não era o próprio Marx casado com uma filha da Aristocracia prussiana? Ela não tirou uma moço de sua vida confortável para tacá-la na miséria enquanto comia a Helena, empregada do Engle?! (Haja responsabilidade para com o proximo).

Acho legal a idéia de que a filosofia burguesa não serve, é suja. Limpo mesmo era o Marx, cujos filhos morreram de fome (ou se mataram), enquanto o pai enchia a cara nos bares londrinos e comia a emprega do Engle (de onde veio o único filho que sobreviveu, adotado por Engle para salvar as aparências dado que Marx nunca o reconheceu?). Salve a moral superior!

Ora, Smith e Friedman eram profissionais liberais, professores, assim como Hayek e Mises, esses são alguns dos “sujos” teóricos burgueses, donos da teoria que não vale para o proletariado por ser escrita por burgueses, por definição inescrupulosos, manipuladores e avessos à fraternidade a boa moral.

A que vale mesma é a marxista, teoria da verdadeira fraternidade, do amor e da ética, escrita por um vagabundo e pelo feliz, e rico, proprietária de uma fábrica de tecidos (ué, isso pode?!), respectivamente, Marx e Engle.


José Carneiro

Erik Figueiredo disse...

Entre Cazuza e Falcão (cearense), prefiro o último:

"Eu sei que a burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar perfume."

Tem muito mais conteúdo.

José Luís disse...

Cazuza era filho do diretor da Som Livre, cresceu no meio burguês. Quando ele faz a crítica é com conhecimento de causa.
Ele faz uma censura ao comportamento dos maus burgueses, dos que são corruptos, dos egoístas. Contudo, é importante frisar o trecho da música em que ele faz essa distinção:"Mas também existe o bom burguês/Que vive do seu trabalho honestamente/O burguês é como o operário". Ou seja, ele não está ofendendo trabalhadores honestos.
Assim, pode-se afirmar que essa música não prega a moral do fracassado.

José Luís disse...

Cazuza era filho do diretor da Som Livre, cresceu no meio burguês. Quando ele faz a crítica é com conhecimento de causa.
Ele faz uma censura ao comportamento dos maus burgueses, dos que são corruptos, dos egoístas. Contudo, é importante frisar o trecho da música em que ele faz essa distinção:"Mas também existe o bom burguês/Que vive do seu trabalho honestamente/O burguês é como o operário". Ou seja, ele não está ofendendo trabalhadores honestos.
Assim, pode-se afirmar que essa música não prega a moral do fracassado.

Anônimo disse...

Os poetas freqüentemente sentem, vêem e entendem o que a nós, pobres (mortais) racionalistas, estará para sempre vedado. Para os que não podem aceitar uma dimensão mágica na realidade, (é isto mesmo: um viés de encanto no arroz-com-feijão, no pão-e-pedra, no dia-a-dia!) não adiantarão maiores esforços — é melhor seguir em frente, jogar a lama na cara do poeta que cantava a possibilidade de nascer uma flor da lama… Para os menos ortodoxos, uma sucinta explicação, ou, antes, um indício, uma ponta do fio da meada: a burguesia (voltemos lá aos anos 1000, ou até antes, se quiserem), a mentalidade dos burgos travou uma luta de vida e morte com a aristocracia, uma luta de mil anos, e afinal: acumpliciaram –se! A burguesia fede, canta o poeta irado, porque é a base (sólida?) de sustentação de aristocracia! É só por isso, caros senhores. O dono da padaria da esquina é mais conservador, (mais “fedorento”, diria o cantor) do que, por exemplo, um sr. Setúbal. E o verbo “feder” é metafórico, não quer dizer algo que se meça com o olfato, mas com o coração, i.é., algo, portanto: desprezível, miserável, iníquo, repugnante, recriminável, em decomposição. Na História o passado, muitas vezes, não determina o futuro, mas pode dar-nos uma pista. De qualquer forma, uma coisa é certa: os poetas jamais se acumpliciarão com a classe dominante! Parabéns pelo seu blog!

André Greve disse...

Cazuza era ele mesmo um burguês, filho de um empresário e diretor da Som Livre.
Parafraseando Reinaldo Azevedo; a burguesia não fede, cheira bem; não quer ficar rica, já é rica; e produziu um dos melhores quase-poetas do Brasil.
Contudo com essa foi uma das suas últimas músicas, em virtude da doença, talvez ele não estivesse no seu melhor estado mental...

Agora, no Brasil, nossa herança cultural é de forte conteúdo marxista e muita gente só conseguem pensar em classes sociais nessa dualidade proletariado x burguesia. Que serve menos para descrever a realidade, do que como componente de um discurso de idealização da inveja.

O papa é o Pop disse...

A mídia coloca esses pobres diabos - cantores que morreram de AIDs, drogados e o diabo a quatro - em um pedestal, quando na verdade, vitoriosos mesmos são aqueles que passaram por essa época e conseguiram se manter vivos até hoje.
"Todo mundo já tomou a coca-cola, e a coca-cola já tomou conta da China, todo cara luta por uma menina, e Palestina luta pra sobrevir... VC, q tem ideias tão modernas, é o mesmo homem, que vivia nas caveeeeeernas" Salve! Salve! Engenheiros do Hawaii rssss.
Acho que quem pagava todas as mordomias desse fanfarrão do Cazuza eram exatamente os "burgueses".
Nem vale a pena comentar sobre esse tipo de gente que mais diminuiu do que somou para a humanidade.

Marcelo Passos disse...

O interessante é que a família de Cazuza era a típica representante da burguesia carioca.
Outra coisa interessante é que a ascensão da burguesia (comercial, inicialmente e industrial e financeira, depois) marca o início de um período histórico que vai do Renascimento à Revolução Industrial (passando pela Revolução Científica, Francesa, Independência dos EUA etc.).
De certo modo, odiar a burguesia é negar a herança da maior parte dos avanços históricos desde a Idade Média.
Abraço e parabéns pela qualidade do blog.

Pedro disse...

Adolfo, pode me indicar base bibliográfica do trabalho de Elinor Ostrom e Oliver E. Williamson?
Síntese do trabalho deles ou algo assim.

Anônimo disse...

***Sem defender a besteiras faladas por cazuza e outros tantos:

questão de ordem Adolfo: a definição de 'burguesia' não mudou ao longo do tempo e a deinição marxista já é diferente da definição original.

Adolfo, sua definição de burguesia está totalmente diferente daquela definição dada pelos marxistas (esses, inclusive, não possuem um consenso claro sobre a definição). Mas via de regra, para um marxista, Burguesia é classe detentora dos meios de produção. Portanto, ela não seria uma classe trabalhadora, mas sim uma classe que explora o trabalho dos outros (do proletariado).

Bem, fora ao fato de que a aplicabilidade da categoria 'burguesia' nos dias de hoje é tremendamente debatida, críticas com frases de efeito sempre fazem sucesso musical....

Anônimo disse...

Belo Post!
O engraçado nessa música do Cazuza, é que o próprio era um Burguês, e que se não fosse filho de quem era, talvez não tivesse a carreira que teve.
Outro problema é que quem vocifera contra a burguesia, não teve estudo (mais por preguiça do que por falta de oportunidade) para saber o real significado de burguesia, que tão bem foi exposto no post.
Ale

rafael p disse...

O fato de eu ser liberal não torna ilegítimas as cíticas que faço a outros liberais.

O fato evidente de Cazuza ser um burgues é sim algo curioso da sua contradição. MAS, não serve como argumento para deslegitimar ou contra-argumentar as suas críticas a burguesia.

Anônimo disse...

Quanto a burguesia pouco sei, sou proletariado. Mais quanto ao Cazuza, não o critico, pois e nada mais que fruto dos tempos. Como muitos.

Rafael disse...

Concordo com o Haony, a 'poesia' para mim, significa a liberdade de pensamento e expressão, e a burguesia que necessita do seu 'trabalho' (exploração do proletariado) me parece um tanto hipócrita dizendo que dessa forma está ofendendo a 'nós' todos. Pois afinal eles nada mais são do que cumplices que aceitaram o sistema de sustentar a Aristocracia, nenhum burguês quer largar o seu 'ossinho'

Lucas disse...

Justamente por cazuza ter nascido um burgês ele tem todo o direito de criticar, pois conheçe exatamente como é a vida de um, e por isso mesmo ele fez essa musica de protesto pois nao gostava do meio em que morava, se ele quisesse poderia simplesmente aproveitar de sua posição social e ser rico e afins, mas nao, preferiu protestar sobre isso, o que me leva a pensar que um bom motivo tinha para isso, ao que falam que ele nasceu burgues e blablabla, pensem pq ele nao quis ter essa vida de burgues, antes de criticarem alguem procurem saber mais da vida da pessoa, tem gente que nao gosta de socialista e critica tanto sem nem ter vivido num socialismo pra saber como é. Entao para finalizar!!! Cazuza nasceu burgues, nao era obrigado a gostar de burgues e protestou disso, fez musica do estilo que seu pai nao gostava nem um poco e isso mostra até no mediano filme que fala de sua vida, e aos que pensem que ele era vagabundo olha o tento de obra que ele produziu na curta carreira dele, nao concordo com o jeito que o professor falo dessa letra, pois ela nao generaliza só ler a letra da musica toda, Cazuza foi um poeta, grande musico e para avaliar suas musicas é preciso ter sensibilidade tambem e nao só logica. E por fim minha interpretação sobre a musica: Cazuza nao se achava feliz pelo simples fato de ser rico, que na vida tem que valorizar as pessoas e os momentos e nao suas riquezas, que a ambição de sempre querer mais é algo totalmente superfluo, egoista e desnessário, que o ser humano principalmente o altamente consumista precisa rever o que ele realmente precisa pra viver e o que o deixa realmente feliz.

Anônimo disse...

Ou não entendem ou fingem que não entendem. É lógico que ele trata dessa classe que explora aquele que dela precisa. Trabalhar para a burguesia é lícito, mas ser explorado como crianças e adultos o são em minas de carvão ou plantação de cana, chegando até a perderem suas vidas por exaustão.E os políticos ? E o Estado que omite suas funções dando brechas para a iniciativa privada entrar e cobrar o quanto querem.O fato de ele ser burguês e usufruir disso não lhe tapava os olhos, ela era crítico reconhecia as falhas, qualquer um reconhece. Ele ainda foi muito justo em lembrar do bom burguês, esse não fede.Querendo ou não no Brasil tem muita sujeira,feita por mãos de maus burgueses muitas vezes em parceria com o Estado, impedindo o desenvolvimento do país.

eric disse...

Antes de discutir esse assunto,vamos fazer um exercício.

Ler:

O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA - Karl Marx e Engels

O CAPITAL - Karl Marx

O 18 DE BRUMÁRIO DE LUIS BONAPARTE - Karl Marx

Pra frente Brasil !!!

Salve o IGNORÂNCIA da nação !!!

Anônimo disse...

Pq ao invés de ficarem julgando e repetindo as mesmas coisas em inúmeros comentários, não ouvem a música de fato, vou fazer como vocês, e repetir o que já foi dito, por pessoas que tem conhecimento da música, o fato de que Cazuza pertencia a burguesia não o faz nulo a crítica, pertencemos a raça humana, mas vez ou outra, estamos criticando nossa raça, entre outros fatos.
Observem nos versos das músicas onde ele auto cita-se
" Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo "
Pois bem, antes de julgar, conheça!

Adrielle Damasceno disse...

Como disse Cazuza... "Eu sou burguês, mas não sou mesquinho. Eu também cheiro mal."

Gilsão disse...

Talvez tudo que esta acontecendo hoje, no nosso Brasil, explica o que Cazuza queria dizer. Só falta a revolução.

"As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua..."

Anônimo disse...

Mesmo ganhando um pouco melhor, acredito que você ainda não seja essa burguesia mencionada, a minoria que detém a maior parte do dinheiro.
Você não conseguiu entender a ideia da música.
"Anônimo José Luís disse...
Cazuza era filho do diretor da Som Livre, cresceu no meio burguês. Quando ele faz a crítica é com conhecimento de causa.
Ele faz uma censura ao comportamento dos maus burgueses, dos que são corruptos, dos egoístas. Contudo, é importante frisar o trecho da música em que ele faz essa distinção:"Mas também existe o bom burguês/Que vive do seu trabalho honestamente/O burguês é como o operário". Ou seja, ele não está ofendendo trabalhadores honestos.
Assim, pode-se afirmar que essa música não prega a moral do fracassado.

8 de outubro de 2009 12:01"
K.

Marcos Vital disse...

Nunca vi uma postagem tão idiota. Que a escreveu com certeza deve ser um desses burgueses descrito na música do Cazuza. Você quer falar de "fracassado", mas não fala das heranças colonialistas, ou seja uma linhagem de ricos desde a época colonial com possuíram terras, riquezas dadas pelos monarcas! Trabalharam? Trabalharam é o cacete... O fracassado já começou com desvantagem na vida, essa que é a verdade.

Cesar disse...

Coitadinha da Dona Cazuza!...
Era tão pobrezinha!...
Já a vi pedindo e faróis e portas de Habib's.
Mais um esquerdinha CAVIAR!

Anônimo disse...

O maravilhoso CAZUZA quiz dizer isto mesmo obvio,a burguesia fede por ser extremamente materialista.Ele ja dizia que mesmo ele sendo burgues ele era artista,isto é sentimento,sensibilidade, oposto de materialismo ou de insensibilidade.To com ele, toda a burguesia é podre,portanto ,fede.A Burguesia Fede!!

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