segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Há 20 anos caia o Muro de Berlim, o cartão postal do socialismo

A queda de um dos mais importantes cartões postais do socialismo ocorreu há exatos 20 anos. No dia 09/11/1989 caia o Muro de Berlim.

O dia 09 de novembro de 1989 é uma data histórica, marca o fim de um período de opressão e barbárie justificada em nome de um "mundo melhor".

Hoje é o dia de TODOS os alunos, de TODOS os níveis, perguntarem a seus professores o que eles acham do Muro de Berlim. Vamos ver qual é a verdadeira cara dos professores brasileiros: ditadores disfarçados de apologistas por um mundo melhor ou defensores da liberdade individual. Não existe meio termo nessa equação.

4 comentários:

Anônimo disse...

No mundo capitalista existe um muro que separa ricos de pobres...

Estados Unidos, Israel e até o Rio de Janeiro têm seus muros...

Era necessário proteger os cidadãos do mundo socialista do canto da seria do mundo capitalista...

Os regimes instalados no leste europeu não representavam o verdadeiro socialismo...

Este deve ser o tom das respostas da maioria dos professores, principalmente no segundo grau. BALELA!!!

O muro representa o fracasso da tentativa de eliminar o indivíduo, que tipo de bem-estar caracteriza um lugar onde o sujeito arrisca a vida (dele, dos FAMILIARES e dos AMIGOS) para cruzar uma fronteira e recomeçar do zero sua vida?

A unica resposta aceitável para a pergunta proposta pelo Adolfo é que o muro, ao lado dos campos de concentração nazista e soviéticos, foi a maior vergonha do século XX. Os campos testemunham o terror, o muro, por estar a vista, foi o grande símbolo do terror. A queda do muro, por outro lado, foi a prova de que onde existir seres humanos haverá um raio de esperança de liberdade.

O século XX foi marcado pela luta das democracias liberais contra o terror totalitário nazista e comunista, neste sentido o queda do muro marca o fim histórico do século XX, não há como relativizar a importância deste fato, não tem mas, nem talvez nem porém. É simples assim.

Abraço,

Roberto

Diego disse...

Teve um professor meu na 7a série que quis me convencer que o muro era motivo de "proteção militar de área estratégica".

Anônimo disse...

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira (Folha de S Paulo desta segunda-feira), quer que “Comemoremos, a queda do Muro de Berlim – ‘o ideal da liberdade se sobrepôs aos ideais da igualdade e da solidariedade’ – mas não nos deixemos enganar pelos radicais, sejam liberais ou socialistas. Estes fizeram revoluções que produziram sofrimentos e não resultaram no socialismo; aqueles se deixaram levar pelo neoliberalismo, promoveram a redução das taxas de crescimento (...) e beneficiaram apenas os 2% mais ricos da população”.

Na mesma Folha, o historiador russo Constantine Pleshakov, radicado nos EUA, diz que “Ao iniciar há 20 anos a derrubada do comunismo, russos e europeus do Leste nada entendiam de livre mercado, que esperavam que funcionasse como um passe de mágica para o consumo. (...) Em poucos anos, essas ilusões desapareceram, porque não é assim que funciona (...) Quando as propriedades estatais foram privatizadas, poucos privilegiados ficaram ricos em meses e o resto da população perdeu participação na riqueza nacional.

Mais pragmático, o historiador britânico Eric Hobsbawm diz que o principal efeito da queda do Muro de Berlim, em 1989, foi a desestabilização da geopolítica mundial em benefício da única superpotência remanescente – os EUA Como consequência, o mundo se tornou mais perigoso, mais inseguro. Já do ponto de vista econômico, Hobsbawm afirma que o pós-1989 levou a um recorde de desigualdade social nos países europeus sob influência da antiga União Soviética. (Folha de S Paulo deste domingo, 08/11).

“‘Muro invísivel’ ainda divide alemães: Para alemães ocidentais fim da barreira representou fardo econômico; Orientais têm saudades do pleno emprego”. Foi como o jornalista Lourival Sant’Anna, enviado especial do Estadão, resumiu a decepção em que se transformou a grande euforia de 20 anos atrás, quando “nada mais seria impossível”. Hoje, são muitos os alemães para quem “a barreira destruída passou a significar uma proteção perdida”. O muro continua vivo no que os alemães chamam de "o Muro na cabeça".

De um lado, os alemães ocidentais a reclamar da maciça transferência de recursos para o lado oriental, em infraestrutura e assistência social, que eles arcam por uma espécie de "imposto solidário”. Por outro lado, pesquisa da revista Der Spiegel mostra que 49% dos alemães orientais concordaram que a antiga "RDA tinha mais lados bons que ruins. Havia alguns problemas, mas a vida era boa.". Para outros 8% "a RDA tinha, na maior parte, coisas boas. A vida lá era mais feliz e melhor que na Alemanha reunificada de hoje".

Outra pesquisa, realizada na ex-RDA, confirma os dados da Der Spiegel: 38% dos alemães orientais consideram-se vencedores da reunificação; 23%, perdedores; e 30% dizem que ela lhes trouxe perdas e ganhos. Ainda segundo Sant’Anna, “jovens alemães orientais desempregados sonham com o ‘pleno emprego’ desfrutado por seus pais. (...) Muitas mães invejam a liberdade que suas mães tiveram de deixar os filhos na creche ou escola e trabalhar o dia inteiro”. Para Anja Weinhold, 33 anos, desempregada, “só não trabalhava quem não queria".

Resumo da ópera: a queda do muro de Berlim, há justos 20 anos, colocou mais uma vez a roda da história da humanidade em movimento. História que opõe um modelo de consumismo, competitividade fratricida e indiferença coletiva aos os velhos sonhos de solidariedade, de emancipação, de democracia. História que mostra que o homem do século XXI (no dizer do experiente jornalista Jânio de Freitas, da Folha) “não desaprendeu a construir muros para separação da humanidade e não aprendeu a demoli-los”.

Pedro BG disse...

O anonimo do primeiro post
Gente boa, faz o seguinte então:
voce com sua visão romantica vai morar lá na russia, ou cuba ou china.
daqui a 20 anos voce volta pro brasil, pra nos dizer como foi a experiencia.
Sobre o chatinho do Hobsbawm eu me pergunto: será que já não havia desiguladade ANTES, pois a diferença de estilo de vida dos membros tecnocratas do partido para os "proletários" comuns
era gritante?

So como exemplo do que é o comunismo: a alimentação média diária de um russo comum no final da URSS tinha menos valor calorico do que no final do czarismo. Em termos praticos, de comida na boca, a RUSSIA ANDOU PRA TRAS NO SECULO XX.

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