terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Questão da Migração Chinesa

Por princípio acredito que todos tenham o direito de buscar sua felicidade e realização. Assim, sou contrário a leis que limitem a migração. Migrar é uma das maneiras mais antigas usadas por pessoas descontentes em sua região de origem em busca de um futuro melhor. Contudo, acredito que um pouco mais de atenção deva ser dada a grande onda de migração chinesa.

De maneira alguma sou contrário a migração de chineses, mas algumas considerações devem ser feitas. A primeira delas refere-se a uma questão simples: como os chineses estão chegando ao Brasil? Quem está financiando essa viagem? E acima de tudo: o que há de ilegal nessa operação? Boa parte dos chineses não tem visto de trabalho no Brasil, isto por si só já é uma irregularidade. Mas estou mais interessado em saber qual tipo de contrato de trabalho está sendo feito entre os chineses que migram para o Brasil e os empregadores/financiadores dessa viagem. Tal contrato implica em algum vínculo ou pacto para participar em atividades ilícitas? De maneira direta: contrabando, venda de produtos falsificados ou pirateados, formação de gangues e atividades relacionadas a venda de drogas fazem parte desse contrato de trabalho?

Outro detalhe que me preocupa é a falta de interação entre chineses e não-chineses no Brasil. Um dos grandes méritos dos colonizadores portugueses foi tornar o Brasil um país que assimila culturas. Aqui, judeu come carne de porco, muçulmano toma caipirinha, alemão cai no samba e assim por diante. Ou seja, ocorre efetivamente uma mistura de raças e culturas. Tal interação parece não estar ocorrendo no caso dos chineses. Estes me parecem sempre fechados dentro de sua própria comunidade. Parece que os chineses não fazem amigos fora de sua comunidade e também parecem evitar relacionamentos íntimos com pessoas de outras etnias. Pior, ao contrário dos demais migrantes, parecem manter a língua nativa como meio principal de comunicação. Sem aprender a língua de um país, a assimilação dos migrantes chineses torna-se difícil e a formação de inimizades passa a ser um risco.

Está mais do que na hora de tentarmos inserir os chineses dentro da nossa sociedade, dando chances para que os mesmos possam progredir e realizar seus sonhos. Contudo, é fundamental conhecermos melhor a estrutura da migração chinesa e punirmos os eventuais desvios da legalidade.

5 comentários:

Anônimo disse...

...'a assimilação dos imigrantes chineses torna-se difícil e a formação de inimizades passa a ser um risco.
Está mais do que na hora de'...

confesso que qdo li essa parte tomei um susto, pois pensei que o seu argumento iria para outro lado.

É preciso conhecer a estrutura, mas ñ acredito que seja diferente da dos imigrantes brasileiros lá fora. O distanciamento, no início, creio que seja normal. Evidente que a aproximação é sempre a aqueles que vc julga serem como vc. Pode ser, simplesmente, isso.

Claudio disse...

Adolfo,

Acho que é questão de timing apenas. Todos os colonos pós-portugueses vieram para cá de forma mais ou menos similar (exceto, talvez, os judeus e os muçulmanos). Sempre houve alguém financiando e também sempre, no início, a colônia era fechada.

Talvez sua preocupação não seja assim tão importante, talvez seja questão de tempo. Não acha?

Anônimo disse...

Perfeito Professor!!!

Um caso clássico pode ser visto na Feira dos Importados. Assusta o número de chineses por lá.

É urgente a atuação da polícia federal sobre a legalidade dessas pessoas no Brasil.

Marcos Paulo

Fabricio disse...

Podem vir, mas que seja pra agregar valor ao país e não torná-lo um paraíso para imigração ilegal.

Anônimo disse...

Somente quem não teve a oportunidade de passar algum tempo fora (exterior) e verificar "in loco" como as recentes comunidades chinesas se comportam de forma isolada e sectária no país que os abriga pode ser capaz de duvidar do texto do Adolfo.

Infelizmente é verdade, a comunidade chinesa é tremendamente sectária e isolacionista.

E o Brasil está enfrentando esse movimento despreparado, como de costume.

Martins

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