segunda-feira, 30 de março de 2009

sábado, 28 de março de 2009

Discurso de Abertura do IV Encontro de Pensadores Liberais: De Onde Vem o Dinheiro do Governo?

Casa para pessoas que nao podem pagar por elas. Socorro cambial e de liquidez para bancos em dificuldades. Taxas de juros e credito subsidiado para empresas que nao conseguem pagar suas contas. O Estado brasileiro esta aparentemente em todos os lugares ajudando a todos: nao tem dinheiro? Nao tem problema, o Estado brasileiro ajuda voce.

Mas de onde vem o dinheiro para o Estado nos ajudar? A resposta eh simples: vem de nos mesmos. Mas se nos mesmos estamos dando dinheiro para nos mesmos, entao qual a vantagem que estamos levando? Se voce esta se fazendo essa pergunta, entao eh porque voce pertence ao grupo dos que pagam mas nao recebem. Paga por saude, mas eh obrigado a ter um plano privado de saude. Paga por educacao, mas eh obrigado a manter seus filhos em escolas privadas. Paga por seguranca, mas eh obrigado a manter o caixa dos flanelinhas cheio.

So existe uma maneira do Estado ajudar bancos, empresas e familias pobres: deixando de fornecer os servicos para os quais tinha responsabilidade direta: educacao, saude e seguranca. Eh ilusoria a ideia de que o governo tem atuado para minimizar a distribuicao de renda. O que o governo tem feito foi transferir recursos da classe media para as classes baixa e alta. Isso certamente afeta a distribuicao de renda, mas nao de maneira indolor para a classe media.

Ao inves de ajudar bancos e grandes empresas, o Estado deveria estar estimulando a competicao. A competicao eh a unica maneira efetiva de garantir o aumento consistente e duradouro do bem estar da sociedade. Mais competicao significa mais oportunidades para as familias de baixa renda; significa mais opcoes para a classe media; significa que a classe alta tera que trabalhar duro, e nao viver de rendas, para manter sua vantagem relativa. Mais competicao e menos Estado eh a maneira mais efetiva de ajudar as familias pobres nao so do ponto de vista economico, mas tambem do ponto de vista moral.

quinta-feira, 26 de março de 2009

IV Encontro de Pensadores Liberais - A Crise Internacional e a Atuação do Estado Brasileiro

IV Encontro de Pensadores Liberais - A Crise Internacional e a Atuação do Estado Brasileiro

A CRISE INTERNACIONAL E A ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

Data: 28/03/2008 (Neste Sábado)

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Universidade Católica de Brasília (ASA NORTE: 916 norte), sala B-102

Temas a serem discutidos durante o IV Encontro de Pensadores Liberais

1) Ajuda estatal ao mercado imobiliário: não foi assim que começou a crise nos EUA???

2) Banco Central e swap cambial

3) Concentração Bancária

4) BNDES e os beneficiários do dinheiro público

5) Ajuda estatal ao mercado de automóveis: será que vamos criar uma bolha aqui também?

Conto com vocês no encontro.

quarta-feira, 25 de março de 2009

ABSURDO o pacote habitacional de Lula

Este blog deixa claro desde hoje: É CONTRA O PACOTE HABITACIONAL DE LULA.

ABSURDO o governo estimular que pessoas sem renda comprem imóveis. Foi EXATAMENTE assim que começou a crise americana, o Brasil vai pelo mesmo caminho.

O governo vai DAR casas praticamente de graça para a população de baixa renda, pergunto: quem vai pagar a conta?

O governo brasileiro está saqueando o FGTS, só tenho um comentário nesse ponto: quando ocorrer uma recessão e os trabalhadores forem sacar dinheiro do FGTS vão descobrir que o gosverno já gastou tudo com populismo. Não tem dinheiro no FGTS para tanta festança.

O governo vai estimular a fusão de grandes construtoras em dificuldades, isso é outro erro. Afinal, diminui a competição e torna o preço dos imóveis mais caros.

Ao invés de malabarismos absurdos este blog sugere uma medida muito mais simples para acabar com o problema da falta de moradias: basta ao governo DAR DE GRAÇA os terrenos. O Estado é o maior proprietário de terras do país, basta dar de graça os terrenos e o preço das casas desaba. Com menos de R$ 20.000,00 é possível construir uma casa, desde que o terreno já tenha sido dado. Se o governo quer mesmo acabar com o problema da moradia basta parar de "negociar" terrenos em troca de favores, e dar logo esses terrenos para a população.

Outra medida que ajuda a diminuir o problema das moradias: DIMINUIR a absurda legislação referente ao uso do solo urbano. Essa legislação é a principal responsável pelo custo altíssimo de imóveis em várias partes do país.

Por fim, temos que lembrar que dar o terreno significa dar o direito do proprietario VENDER o terreno caso queira. DAR terrenos PÚBLICOS (que devem ser feitos mediante sorteio para QUALQUER pessoa que queira independente da renda) e DIMINUIR a legislação referente ao uso do solo urbano são a chave para acabar com o problema de escassez de moradias no Brasil. Em contrapartida, DAR UMA CASA E ARCAR COM O ÔNUS FINANCEIRO É O CAMINHO PARA A CRISE.

terça-feira, 24 de março de 2009

Universidade Católica de Brasília e Ordem Livre

Em mais um grande evento, o curso de economia da Universidade Católica de Brasília recebeu o pesquisador e editor do Ordem Livre, Diogo Costa, para uma palestra sobre “A Tradição da Liberdade”. Mais de 100 alunos assistiram com atenção a palestra, e a seção de perguntas também foi muito concorrida.

Neste sábado teremos mais um evento: O IV Encontro de Pensadores Liberais. Mostrando assim o esforço do curso de economia em propiciar à seus alunos a melhor formação acadêmica possível.

Agradeço ao Ordem Livre, ao Cato Institute e à Atlas por tornarem essa palestra possível. E um agradecimento especial à EXCELENTE palestra proferida por Diogo Costa, que contribuiu significativamente para uma melhor compreensão da importância da liberdade em nossas vidas.

The Producers in Wall Street

“Os Produtores” foi um clássico da Broadway, nele uma dupla de picaretas descobre que a única maneira de ganhar dinheiro é perdendo MUITO DINHEIRO dos outros. Para tanto montam um espetáculo que tem tudo para ser um grande fracasso de bilheteria. Contudo, o espetáculo acaba sendo um sucesso e a dupla de picaretas tem que fugir.

Parece que “Os Produtores” passou a ser encenada recentemente em Wall Street. A diferença é que agora ao invés de dois, temos um bando inteiro de picaretas que descobriu o segredo para ganhar dinheiro: perdendo TODO O DINHEIRO dos outros. É isso que tem se visto em Wall Street: um bando de executivos do mercado financeiro que levaram seus bancos e corretoras à falência, perderam o dinheiro de seus clientes, e adivinhe o que aconteceu com eles? Isso mesmo, foram PREMIADOS com bônus milionários. O exemplo mais recente, mas não o único, é o da corretora AIG que teve que receber mais de 100 bilhões de dólares em ajuda do governo para não quebrar. Em compensação por esse brilhante desempenho, os executivos da AIG foram agraciados com mais de 100 milhões de dólares em bônus POR DESEMPENHO.

Quando o governo decide usar o dinheiro dos contribuintes para premiar executivos milionários, por seu desempenho medíocre, é porque o capitalismo de mercado, com firmas competindo ofertando combinações de preços baixos e qualidade alta, está a beira do colapso. “Os Produtores” na Broadway era uma comédia engraçada; em Wall Street está mais para uma tragédia.

sábado, 21 de março de 2009

Bola Fora

No último post eu afirmei: “(...) A poupança rende 6% mais TR ao ano, e a TR segue de perto a inflação. (...)”. Alguns leitores me apontaram a incorreção dessa frase. Eu então chequei a correlação entre a inflação, medida pelo IPCA, e a TR. Para o período janeiro/2007 a fevereiro de 2009 essa correlação é de -0,26. Ou seja, os leitores estavam certos e eu estava errado. Tenho certeza de que se eu procurar um pouco acho a correlação que justifica a minha frase (basta acrescentar lags e leads). Mas, olhando ambas as séries no mesmo período de tempo minha afirmação está incorreta.

Esse erro não altera a validade do post passado. A idéia central (de que as pessoas escolhem entre diferentes ativos) continua valendo independentemente de haver correlação, no mesmo período de tempo, entre TR e inflação.

No mais agradeço por me alertarem de meu erro. Obrigado.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Poupança do Brasileiro

Mantendo sua longa tradição de falar primeiro e fazer as contas depois, o governo Lula se atrapalhou novamente. Explico: as pessoas, ao contrário do que alguns gostam de pensar, são livres para escolher onde gastar seu dinheiro. Vários membros do governo Lula estão pressionando muito por quedas significativas nas taxas de juros, só se esqueceram que existem limites para tal queda.

Quando o Banco Central decide alterar a taxa selic, ele não somente altera essa taxa como altera também um conjunto amplo de incentivos econômicos. Um aumento da selic torna uma série de investimentos inviáveis economicamente, mas uma redução da selic a torna menos atrativa frente a outros investimentos.

A bola da vez no momento é a caderneta de poupança. A poupança rende 6% mais TR ao ano, e a TR segue de perto a inflação. Com a inflação em alta e a selic em baixa, a caderneta de poupança ganha atratividade em relação aos títulos remunerados pela Selic. Dentre os títulos remunerados pela Selic, o mais vistoso deles são os títulos públicos (que financiam os gastos do governo). Ou seja, caso a Selic caia muito espera-se que vários compradores de títulos públicos troquem essa aplicação pela caderneta de poupança. Reduzindo assim a quantidade de recursos disponíveis para o financiamento do gasto público.

Em vista do problema exposto o governo poderia simplesmente gastar menos, uma vez que terá menos recursos para seu financiamento. Ou então poderia estimular a competição entre bancos, facilitando a entrada de novos bancos no mercado por exemplo, que teria como consequência uma queda nas taxas de administração cobradas pelos bancos (aumentando assim o rendimento dos títulos públicos para o emprestador de recursos). Infelizmente o governo tomou, mais uma vez, a decisão errada: vai reduzir o rendimento da poupança.

Reduzir o rendimento da poupança funciona para evitar que os emprestadores deixem de comprar títulos públicos. Contudo essa medida também tem outros efeitos, por exemplo ela diminui os incentivos para se aplicar na caderneta de poupança. Com menos recursos na caderneta de poupança serão menos recursos para a construção e aquisição de imóveis. Em breve o governo Lula estará se perguntando: onde estão os recursos do mercado imobiliário? A resposta será simples: o governo comeu.

Metas de Inflação e a Conduta do Banco Central em 2002

Em 1999 o Banco Central do Brasil adotou o mecanismo de metas de inflação, idéia de usar a taxa de juros para combater a inflação, para estabilizar a economia. O sistema de metas depende fundamentalmente da credibilidade do Banco Central. Desde o começo sempre me posicionei contra esse sistema, motivo: a âncora do sistema de metas é a expectativa de inflação futura. Eu por outro lado sempre preferi outro tipo de âncora: o controle da oferta de moeda.

O interessante do sistema de metas de inflação no Brasil é que além de tudo tais metas são ajustáveis, ou seja, as metas podem ser revistas na presença de choques adversos na economia. Isto simplesmente vai contra a idéia de uma regra. Se uma regra pode ser ajustada ao estado da economia então isso não é uma regra, é sim uma política discricionária. Políticas discricionárias têm péssimo desempenho no combate à inflação.

O objetivo desse post é questionar a interpretação corrente referente ao sucesso do mecanismo de metas de inflação. Gostaria de saber exatamente como um sistema que RECURSIVAMENTE falha em atingir as metas programadas pode ser considerado um sucesso. Nos seus quase 10 anos de existência o sistema de metas de inflação foi ineficiente para fazer valer a meta em quase metade dos anos; e na outra metade absolutamente nada garante que tenha sido o sistema de metas o responsável pela estabilização da inflação.

O ano de 2002 é chave para a análise: a meta de inflação era de 3,5% e a inflação efetiva foi de 12,5%. Mesmo após 2002, o patamar de 3,5% foi alcançado apenas uma única vez. No período 2000-08 a média anual de inflação foi de 6,9% (6,2% se excluirmos o ano de 2002). Isso é sucesso? Mas voltemos ao ano de 2002, a explicação de vários textos do Banco Central refere-se a degradação das expectativas decorrente do processo eleitoral. Eu explico: o BC brasileiro tenta explicar seu fracasso culpando outros. Para explicar essa inflação anormal, o BC culpa a perspectiva da eleição de Lula, e a perspectiva da quebra de contratos. Segundo o BC, a perspectiva de um novo partido político no poder (com fortes tendências de esquerda) estaria gerando uma agitação grande no mercado de câmbio, fazendo o real se desvalorizar frente ao dólar. Com a forte desvalorização cambial ocorreu também um aumento dos preços internos, que resultou na inflação alta de 2002.

É verdade que em 2002 o Brasil teve uma grande desvalorização cambial, e essa desvalorização pressionou a inflação. Mas eu discordo da explicação do BC referente à causa da desvalorização. Ocorre que em 2002 toda vez que uma pesquisa eleitoral colocava Lula à frente de Serra o BC ficava de prontidão para intervir no mercado cambial. Sabendo disso o mercado se antecipava ao BC e atacava o real. O BC tentava defender o real e gastava boa parte de suas reservas. Notando esse comportamento ABSURDO do BC (que no fundo tentava fixar a taxa de câmbio), o mercado começou a apostar cada vez mais contra o real, gerando então a grande desvalorização que tivemos em 2002.

O ataque especulativo contra o real em 2002 não foi gerado pela expectativa da eleição de Lula, foi sim gerado pelo comportamento intervencionista do BC brasileiro no mercado cambial.

terça-feira, 17 de março de 2009

Temas do IV Encontro de Pensadores Liberais

IV Encontro de Pensadores Liberais - A Crise Internacional e a Atuação do Estado Brasileiro

A CRISE INTERNACIONAL E A ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

Data: 28/03/2008 (Sábado)

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Universidade Católica de Brasília (916 norte)

Temas a serem discutidos durante o IV Encontro de Pensadores Liberais

1) Ajuda estatal ao mercado imobiliário: não foi assim que começou a crise nos EUA???

2) Banco Central e swap cambial

3) Concentração Bancária

4) BNDES e os beneficiários do dinheiro público

5) Ajuda estatal ao mercado de automóveis: será que vamos criar uma bolha aqui também?

Conto com vocês no encontro.

domingo, 15 de março de 2009

Depois de saquear contribuinte americano, Tesouro fica bravinho

Depois de saquear o contribuinte americano, o Tesouro Americano esta bravinho porque descobriu que foi passado para trás pelos executivos de finanças....

Ao Secretário do Tesouro Americano, Timothy Geithner, esse blog só pode sugerir a leitura do maior filósofo brasileiro:

"Enquanto houver otário no mundo, malandro não morre de fome" (Bezerra da Silva).

Agora pergunto: há quanto tempo esse blog vem alertando do absurdo do pacote americano???

Nenhuma novidade.

Obama, o velho

Obama assumiu a presidência americana há pouco mais de 1 mês, e já está visivelmente cansado. É nítido que ele está sofrendo todo tipo de pressão, e está tendo enorme dificuldade em manter o apoio ao seu governo. Apoio esse que foi conseguido ao se alinharem interesses de todo quanto é tipo de minoria americana.

Obama construiu seu próprio Frankenstein, no seu caso Obamenstein, acreditando que poderia manter sob controle as minorias. Ele não pode, ninguém pode. Não se cria um monstro acreditando que você poderá controlá-lo para sempre. E o monstro criado por Obama já está fora de controle. A aparênica muito mais velha do Presidente americano é o sinal de quanto está difícil manter alinhada uma gama enorme de interesses, que muitas vezes são também conflitantes.

A imprensa que idolatrou Obama está fazendo de tudo para minimizar os fatos, mas mal começou e Obama já tomou uma decisão que caso fosse tomada por seu antecessor, George W. Bush, estaria sendo massacrada. Refiro-me ao ato demita estrangeiros primeiro. As empresas americanas que se valem da ajuda do governo federal estão sendo obrigadas a manter, ou contratar primeiro, americanos. Ao mesmo tempo são estimuladas a demitir primeiro os imigrantes. Esse medida, nitidamente discriminatória, é um completo absurdo econômico e moral. É equivalente a dizer: demita negros primeiro, ou então: mande embora primeiro as mulheres. Estranho notar que a imprensa brasileira sequer critica esse absurdo.

Repito: fosse qualquer outro presidente americano e ele estaria sendo escurraçado por causa dessa medida. Obama se aliou a muitas minorias e agora já começa a sacrificar a primeira delas: imigrantes. Qual será a próxima a ser sacrificada? Torço para que seja a imprensa.... eles merecem. Mas acredito que a próxima vítima será o livre comércio; e depois dele as relações internacionais.

Obama também esta tendo dificuldades com seu staff. Além de indicar um número grande de assessores que tiveram que declinar da posição (por causa de problemas com a justiça americana), ele também teve que se virar para satisfazer as várias minorias que o apoiaram. Isso significou abrir mão de Larry Summers por exemplo. Mas o pior de tudo mesmo foi a indicação de Hillary Clinton. Dividir a liderança nunca é uma boa idéia.

Demitir imigrantes primeiro, restrições ao comércio internacional, conflito potencial com a China, e estamos apenas no começo do governo Obama. Serão longos 4 anos para a América. Quatro anos desde que Obama resista, pois nesse ritmo ele estará acabado fisicamente antes da metade de seu mandato presidencial.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Contratações do Setor Público x Setor Privado

Vem ocorrendo um movimento importante no setor público brasileiro de que poucos se deram conta: os engenheiros, os matemáticos e os estatísticos vêm perdendo cada vez mais espaço para os sociólogos e cientistas políticos. A cada novo concurso público o conteúdo de matemática é reduzido enquanto que teorias políticas e sociológicas ganham espaço. O mais recente exemplo foi o concurso do IPEA que chegou ao absurdo de exigir apenas estatística básica para cargos de pesquisador.

Movimento inverso ocorre no setor privado: são raras as vagas para sociólogos e cientistas políticos fora das universidades. Enquanto que a importância de matemáticos, engenheiros e estatísticos é cada vez mais visível.

Dados os novos padrões salariais do setor público brasileiro, temos que na média um sociólogo do setor público ganha um salário muito superior a um engenheiro do setor privado. Esse fato é um claro incentivo para que os jovens talentos da sociedade brasileira se dediquem cada vez mais a sociologia e menos a engenharia. Acredito que esse seja mais um dos muitos incentivos errados gerados pelo governo brasileiro.

Alguém pode argumentar que o mercado irá ajustar para baixo o salário dos sociólogos, mas isso é pouco provável uma vez que o setor público não usa critérios de mercado para remunerar seus funcionários. Existe outro detalhe importante: sociólogos e cientistas políticos geralmente são a favor de uma expansão das atividades do Estado. Além disso, costumam ter um alto grau de desconfiança do mercado.

Para produzir mais um país precisa de mais engenheiros; sociologia é profissão de país rico que tem excedente para queimar. País pobre tem que investir em engenheiros. Uma pena que o Brasil ainda não tenha entendido esse fato.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Resultado do PIB

Hoje foi divulgado o resultado do PIB de 2008. A boa notícia foi que em 2008 o PIB cresceu 5,1%. A má notícia foi que o PIB do quarto trimestre caiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre. A imprensa deu muito destaque ao resultado negativo, mas se esqueceu que na comparação com o quarto semestre de 2007 o resultado foi positivo.

Repito aqui o que já afirmei antes: basta o governo brasileiro não ter idéias geniais que essa crise dificilmente afetará muito o Brasil. Continuo apostando que o Brasil cresce 3% em 2009, basta o governo não inventar fórmulas mágicas.

Outro detalhe que reforça meu palpite: a inflação brasileira NÃO está baixa. Se a economia estivesse tão desaquecida como alguns sugerem, então deveríamos esperar taxas de inflação menores.

A única coisa que realmente me preocupa nessa crise é que o governo brasileiro está cheio de idéias. São planos para aquecer a economia (mesmo esta já estando aquecida: em 2008 o PIB per capita cresceu 4,0%). Tais planos incluem incentivos para o setor automobilístico vender mais carros do que já vinham vendendo (apesar dos recordes de vendas nos últimos anos), para os desafortunados receberem ainda mais transferências do governo, tem até proposta das pessoas comprarem casas e não pagarem por elas... enfim, alguém vai ter que pagar pelas idéias do governo.

Vou dar a receita para salvar a economia brasileira da crise: vamos dar férias para Brasília.

domingo, 8 de março de 2009

IV Encontro de Pensadores Liberais - A Crise Internacional e a Atuação do Estado Brasileiro

Meus Caros,

Convido-os ao IV Encontro de Pensadores Liberais. Dessa vez com o tema:

A CRISE INTERNACIONAL E A ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

Data: 28/03/2009 (Sábado)

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Universidade Católica de Brasília (916 norte)

Em breve estarei divulgando a programação completa referente ao Encontro.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Amanhã do IPEA....

Amanhã acontecem as provas orais do concurso do IPEA.... quanto mais vexame e vergonha esse concurso ainda é capaz de promover??? Saberemos a resposta em breve.

Se você participou ou conhece alguém que participou da prova ORAL SEM VIÉS IDEOLÓGICO do IPEA, por favor deixe aqui o seu comentário.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A mulher brasileira é diferente???

Será que a mulher brasileira é diferente das mulheres de outros países? O que leva alguém a dizer isso:

Perguntado se faria algo diferente, respondeu:

"talvez não casaria com brasileira nunca mais".

E você leitor, o que acha? A mulher brasileira é moralmente diferente das mulheres de outros países ocidentais?

Parabéns ao Ministério Público

Ontem reclamei deles, mas hoje o MPF mandou muito bem. Tem que enquadrar esse pessoal todo. Lugar de bandido é na cadeia. Quem invade terra, quem rouba gado, quem MATA pessoas tem que ir preso. Os indivíduos que apoiam bandidos e assassinos, seja com logistica ou dinheiro, também têm que responder na justiça.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ministério Público, o empresário do ano

O Ministério Público mostra toda sua habilidade empresarial: quer que Fast Foods deixem de vender brinquedos....

Tanto bandido solto e o procurador da República Marcio Schusterschitz da Silva Araújo (autor da recomendação) quer encher o saco de quem esta trabalhando..... paciência tem limites.

Caro Marcio, você não é o pai da nação. Deixe as pessoas em paz. Cabe aos pais da criança decidir o que a criança come. O que vai à mesa das famílias brasileiras NÃO É DA SUA CONTA E NEM INTERESSA AO ESTADO!!!!!

Quando a justiça se acha no direito de decidir se uma empresa pode ou não vender brinquedos é porque ser empresário passou a ser profissão de risco.

Inflação de volta

Sem chamar a atenção, meio que de mansinho, a inflação brasileira está de volta. A inflação acumulada em 2009 já é de 1,04%. Interessante notar que poucos estão dando destaque a essa expressiva alta no índice de preços.

Tenho uma interpretação particular desse aumento no custo de vida: esse é mais um indício de que a crise na economia brasileira não é tão severa quanto a alardeada. Caso estivéssemos mesmo em crise seria de se esperar uma inflação mais baixa. Num ambiente de crise econômica existe pouco espaço para os empresários remarcarem preço. Se o nível de preços está subindo tanto isso é um indicativo de que existe uma pressão de demanda forte o suficiente para dar espaço para reajustes de preços. Afinal, não me parece que esteja ocorrendo alguma pressão inflacionária pelo lado da oferta (basta notar que o preço das commodities, petróleo incluso, está caindo). Claro que podemos argumentar que a recente desvalorização cambial contribuiu para o aumento do nível de preços. Mas isso apenas mostra que existe espaço para reajustes de preços. Ou seja, voltamos ao meu ponto: a crise no Brasil não é tão severa.

As recentes medidas do governo brasileiro, visando aumentar ainda mais a demanda interna, só vão agravar a inflação ao longo do ano. Ainda mais porque tais medidas vão despejar ainda mais moeda na economia. Vale a pena acompanhar o que irá ocorrer com a oferta monetária brasileira ao longo de 2009. Quando a inflação voltar a ocupar espaço no noticiário não adianta culpar a crise, agradeça ao governo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O País que Quer Crecer Mais Trabalhando Menos

Existem muitas dúvidas sobre os reais determinantes do crescimento econômico, mas existe uma certeza: ninguém prospera trabalhando menos. A idéia de que um país pode crescer mais trabalhando menos beira o absurdo. Infelizmente tal idéia está ganhando força em alguns segmentos políticos brasileiros.

No Congresso Nacional alguns deputados têm advogado pela redução da jornada de trabalho. Para eles, uma redução na jornada de trabalho levaria a um aumento na demanda por mão de obra. A lógica deles é que caso os trabalhadores tenham que trabalhar menos horas por semana outros trabalhadores terão que ser contratados para manter a produção. Em termos teóricos isso só é verdade se a redução de horas tiver um impacto positivo muito grande sobre a produtividade do trabalho. Contudo, a realidade parece não confirmar essa hipótese. A França já tentou essa tipo de política e os resultados não foram encorajadores. Aliás, se reduzir a jornada de trabalho aumentasse tanto a produtividade deveríamos esperar que o próprio setor privado já tivesse feito isso.

Reduzir a jornada de trabalho é um erro. Melhor mesmo seria flexibilizá-la. Isto é, vamos deixar cada trabalhador escolher o quanto quer trabalhar. Se alguém quer trabalhar 80 horas por semana, e tem alguém disposto a contratá-lo por esse tempo, qual é o problema? Para crecer mais um país deve trabalhar mais. Se existem pessoas capazes de trabalhar longas horas deveríamos estimulá-las a isso, e não puní-las. Não é dever do Estado legislar sobre a quantidade de horas que uma pessoa deseja trabalhar.

Por fim, devemos lembrar que vivemos num mundo globalizado. A China, a Índia e tantos outros países não estão reduzindo suas jornadas de trabalho. Reduzir a jornada de trabalho no Brasil significa deixar nosso país menos competitivo, significa que menos empregos serão criados aqui, significa que os produtos brasileiros serao mais caros que seus similares internacionais. Dessa maneira, com o tempo os empresários nacionais pedirão por mais proteção contra a competição internacional (afinal estão obrigados a arcar com custos maiores decorrentes da redução na jornada de trabalho). Para proteger a indústria nacional, o governo então implementará medidas restritivas ao comércio internacional. Assim, a redução na jornada de trabalho irá diminuir a competitividade da economia brasileira em duas frentes: a) diretamente, ao aumentar os custos de produção; e b) indiretamente, ao forçar o governo a restringir o comércio internacional.

Trabalho duro e honesto, esse é o melhor remédio contra a crise. Um país não pode crescer se obrigar seus trabalhadores mais produtivos a trabalharem menos.

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