terça-feira, 14 de abril de 2009

Os Cinco Pilares de Obama

Aumentar a regulacao do setor financeiro; aumentar o investimento em educacao; estimular o uso de energia limpa; aumentar o investimento publico em saude; e restaurar a disciplina fiscal APOS o fim da recessao.

Aumentar a regulacao do setor financeiro implica em DIMINUIR o credito, AUMENTAR o gasto com burocracia e fiscalizacao estatal, e REDUZIR a competicao entre bancos. Dificil imaginar como uma medida desse tipo pode estimular a economia (certamente ela estimulara o lucro dos grandes bancos).

Aumentar o investimento em educacao refere-se a aumentar o gasto com educacao superior. Apesar da louvavel atitude de Obama de querer produzir mais engenheiros, o mais provavel eh que essa medida gere mais advogados, sociologos, cientistas politicos, e varias outras profissoes que dificilmente estao diretamente relacionadas ao setor produtivo. Alem disso, aumentar o gasto publico em ensino superior costuma ser menos eficiente do que aumentar o gasto com ensino basico.

Estimular o uso de energia limpa tem outro nome: aumento do gasto publico com uso de meios de energia MENOS eficientes. Alem disso, isso tambem costuma implicar em subsidios para empresas que adotem meios de producao mais limpos (mas menos eficientes). Desnecessario dizer que isso, alem de piorar a situacao fiscal do pais, distorce os incentives economicos.

Aumentar o gasto publico com saude implica entrar numa espiral sem fim. Eh ilusao acreditar que esses gastos poderao ser eliminados no futuro. O mais provavel eh que cada novo centavo do governo gasto em saude gere pressao por mais gastos ainda. Tambem devemos lembrar que restricoes a migracao costumam acompanhar aumentos de gasto publico na saude.

Restaurar a disciplina fiscal do pais eh a unica medida que faz sentido. Contudo, ela sera deixada para os proximos presidentes quando a crise ja tiver passado. Evidente que eh muito mais facil aumentar o gasto do governo do que diminui-lo. Assim, tal medida parece muito mais um doce sonho de verao.

ABSURDO na Universidade Federal de Santa Maria

Nao basta ser negro, tem que se sentir discriminado...

A decisao da UFSM beira o estimulo a conflitos raciais: para entrar na cota de negros, o negro tem que se sentir discrimiando.

A politica de cotas eh um erro, mas exigir que o candidato diga que se sente discriminado eh estimular os conflitos raciais.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Contra a Unificação do Vestibular

O Ministério da Educação está a frente de um projeto potencialmente nocivo à sociedade: unificar os vestibulares de várias universidades brasileiras. À primeira vista a idéia é boa: se os vestibulares forem unificados fica mais fácil ao aluno se preparar para a prova. Além disso, o aluno poderia aplicar para várias universidades ao mesmo tempo.

Infelizmente a idéia de unificar o vestibular esconde um truque: dá poderes demais para quem elabora as questões do vestibular. Dada a tremenda influência ideológica que tem caracterizado diversos livros de história e geografia, creio que unificar o vestibular irá apenas potencializar o efeito nocivo da ideologia na educação. Com um vestibular unificado um professor honesto será obrigado a ensinar ERRADO a seus alunos. Afinal, ele deverá ensinar a seus alunos a passarem no vestibular. Se quem elabora o vestibular tem um viés ideológico, então um professor honesto (que tenta maximizar a chance de seus alunos serem aprovados no vestibular) deverá levar em conta esse viés ao preparar seus alunos para o vestibular. Esse é o verdadeiro ardil 22: o professor que ensinar de maneira correta induzirá seus alunos ao erro no vestibular, já o professor que ensinar a ideologia (e não a disciplina) estará levando seus alunos ao sucesso.

Se a unificação do vestibular fosse semelhante ao sistema americano, então minha opinião seria outra. No sistema americano a prova unificada refere-se a RACIOCÍNIO LÓGICO, e não a matérias que podem ser impregnadas de ideologia. O vestibular unificado é um erro. Ele implica em dar poderes demais a quem organiza as questões da prova. O vestibular unificado sanciona a doutrinação marxista que vem ocorrendo nas escolas brasileiras, deixando os professores honestos ainda mais reféns da ideologia dominante nos órgãos que organizam as questões do vestibular.

Unificar o vestibular significa doutrinar nossos filhos e as novas gerações na ideologia marxista. Não concorda comigo? Tudo bem, dê uma olhada na última prova do IPEA. Quem organizou a prova do IPEA foi o CESPE. O CESPE é o mesmo órgão que organiza as provas de vestibular da Universidade de Brasília.

O Jack Bauer Frances....

Esses franceses.....

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ponto para o Blog

Há alguns dias eu avisei que ter o governo como controlador de um fundo de pensão era mau negócio. Meu argumento: a função do governo é maximizar o bem estar da sociedade; a função de um fundo de pensão é maximizar os retornos de seus ativos, sujeito a padrões aceitáveis de risco. Ou seja, ao controlar o fundo de pensão o governo tenta usar parte dos recursos do fundo baseando-se em critérios políticos (que pouco tem em comum com rentabilidade e segurança). Isso traz benefícios políticos ao governo, mas traz também prejuízos aos indivíduos que depositaram seus recursos no fundo de pensão.

Hoje o presidente do Banco do Brasil foi demitido, motivo: se recusou a baixar as taxas de juros cobradas pelo banco. O governo já nomeou outro presidente e deixou claro que espera que o Banco do Brasil baixe os juros e leve crédito a grupos excluídos. Isto é, o governo esta usando o Banco do Brasil para fazer políticas públicas. Isso gera votos ao governo, mas gera perdas aos acionistas do Banco do Brasil.

Toda vez que o governo controla empresas privadas – sejam elas bancos, fundos de pensão ou empresas petrolíferas – o problema ressaltado acima aparece. Tal problema decorre do conflito fundamental entre os objetivos políticos do governo e os objetivos de rentabilidade das empresas privadas. Só existe uma solução para esse conflito: o governo deve abdicar de seu controle sobre empresas privadas, e se concentrar em suas funções primordiais de prover educação básica e segurança.

Por fim, o governo está estimulando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a expandirem o crédito para grupos socialmente excluídos. Há alguns anos atrás o governo americano fez o mesmo: incentivou a Fannie Mae e o Fred Mac a darem crédito para grupos com pouca possibilidade de saldarem seus débitos. O resultado disso foi a crise atual. Será que o governo brasileiro não aprende?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ressurgindo das Cinzas: FMI

Interessante notar como a crise atual resgatou o quase falecido Fundo Monetário Internacional (FMI). Após 2 décadas apoiando várias idéias erradas o FMI caminhava firme e forte para o ostracismo. E diga-se de passagem um merecido ostracismo. Apenas para lembrar: o FMI foi um grande entusiasta do sistema de câmbio fixo fixado por lei na Argentina; apostou na política cambial dos tigres asiáticos; e não se antecipou ao desastre da crise Russa. Enfim, erros suficientes para mandar um bom número de burocratas para rua.

O maior problema do FMI é que se ele não emprestar dinheiro então ele não tem razão de ser. Ou seja, a política ótima do burocrata do FMI (interessado em manter seu emprego) é sempre emprestar dinheiro, independente do país estar cumprindo metas fiscais e monetárias. Essa foi a grande contribuição de Delfin Neto para o mundo: ele mostrou que a boa vontade do FMI em aceitar novas cartas de intenção, quando as antigas são descumpridas, é quase infinita.

Enfim, desacreditado e isolado tudo indicava para o fim do FMI. Mas essa crise internacional, com a pressão por mais regulação, resgatou o FMI do seu trágico fim. Mais recursos estão sendo canalizados para o FMI, e novamente ele terá papel importante na economia mundial. A função básica do FMI é evitar crises no balanço de pagamentos dos países. O remédio para isso é simples: basta os países adotarem taxas de câmbio flexíveis. Mas caso os países adotem taxas de câmbio flexíveis então não ocorrerão crises no balanço de pagamentos, ou seja, não haverá razão para a existência do FMI.

Como qualquer trabalhador, os funcionários do FMI se importam com seus empregos. Mas para manterem seus empregos eles precisam apoiar empréstimos. Enfim, em breve vamos ver onde o FMI vai torrar o dinheiro que vai receber. E em breve veremos o FMI apoiando novamente países que adotam taxas de câmbio fixas.

Previdência Privada no Brasil

A idéia de fazer um fundo de previdência privada para melhorar sua aposentadoria no futuro parece ser uma escolha racional. Contudo, no Brasil, tenho sérias restrições a essa alternativa. Meu ponto é simples: quantas empresas brasileiras já honraram um contrato de 35 anos? Vamos começar pelo governo: alguém confia no governo brasileiro cumprindo um contrato de 35 anos? Basta olharmos o passado e veremos que o governo é o primeiro a alterar seus contratos. Lembra-se do Comind? E da Colméia? Ou então de alguma construtora que pegou seu dinheiro e não entregou o imóvel? Desrespeitar contratos é quase que uma praxe no Brasil.

O governo brasileiro mantém uma boa quantidade de pessoas checando os fundos de previdência privada. Mas pergunto, desde quando isso adianta? O governo também mantinha equipes fiscalizando bancos, mas isso não evitou o escândalo do Banco Nacional. Essas equipes também não são adequadas para fiscalizarem de maneira eficiente os fundos de pensão. Simplesmente existem muitas maneiras de se fraudar um balanço. Quando a punição à fraude é baixa, como é no caso brasileiro, o estímulo a balanços maquiados é grande. Esse fato independe da qualidade dos fiscais que checam os fundos de pensão.

Outro ponto contra fundos de pensão refere-se ao fato do próprio governo controlar o fundo e fiscalizá-lo ao mesmo tempo. Isso é claramente uma má estratégia, e importantes fundos como a Previ, a Funcef, a Petros e vários outros estão sujeitos a esse problema. Basta notar que alguns fundos estatais de pensão seguem, em determinadas ocasiões, objetivos políticos e não de rentabilidade ou segurança. Colocando assim os beneficiários desses fundos a mercê de objetivos políticos.

Por fim a pergunta: quanto dinheiro os fundos de pensão perderam nessa crise? Em que medida isso compromete a rentabilidade futura e a previdência de seus contribuintes? No Brasil, e em vários países subdesenvolvidos, confiar em contratos de 35 anos não é uma idéia inteligente. A chance de receber seu dinheiro de volta é pequena. Quer uma previdência privada? Então compre um terreno, um imóvel ou algum outro ativo real.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Este Blog Apoia Jack Bauer

Começou ontem a 7ª temporada de 24 Horas, e começou muito bem. De um lado temos Jack Bauer defendendo crianças, do outro lado temos a ONU fazendo o que sabe fazer de melhor: besteira.

Interessante notar como esse verdadeiro elefante branco internacional, também conhecido como ONU, continua a desfrutar de tanto prestígio em determinados círculos.

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