segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Moeda Privada

Por que agentes privados não podem emitir sua própria moeda? Por que devemos dar ao Estado o monopólio desse mercado? Interessante notar que enquanto os monopólios são geralmente combatidos e vistos com desconfiança, o monopólio do governo sobre a emissão de moeda não é sequer contestado.

Por que o Banco Itaú não pode emitir sua própria moeda, por exemplo, o “itauzinho”? Onde estariam os ganhos do Itaú com essa moeda? De cara o Itaú ganharia com o spread cobrado em seus empréstimos em sua moeda. Quanto maior sua capacidade em convencer os outros da estabilidade de sua moeda, maiores os ganhos associados. Não só o Itaú, mas todos os bancos, financeiras, empresas e até pessoas físicas poderiam emitir sua própria moeda. Por que não permitir isso? Desde que as pessoas sejam livres para escolherem as moedas que preferem transacionar não há mal algum nisso. Pelo contrário, mal existe em obrigar todos os agentes da economia a aceitarem a mesma moeda.

Devemos lembrar que essa proposta não é tão revolucionária: hoje temos várias moedas competindo entre si, a diferença é que são todas emitidas por Estados: dólar, libra, euro, pesos, reais, são exemplos de moedas que competem entre si. Por que não permitir que agentes privados participem desse mercado? Alguns especialistas dizem que isso geraria confusão. Não acredito neste argumento por um motivo simples: eu já fui ao Paraguai. Vá até uma loja no Paraguai e você verá a infinidade de moedas que competem entre si na mesma loja, isso não me parece afetar a eficiência do sistema. O mesmo argumento vale para Duty Free em aeroportos internacionais.

A rigor já existem moedas privadas no Brasil. Por exemplo, vários restaurantes self-service devolvem uma notinha para clientes que pagam com ticket refeição. Nesta notinha lê-se: “Vale 2 reais” ou ainda “Vale 1,46 reais”. Este é um exemplo simples de moeda privada. O self-service está emitindo uma moeda que tem validade para uso naquele restaurante ou entre pessoas que confiem que podem usar essa nota para pagamentos naquele restaurante. Se isso é válido para um self-service, por que não permitir que outras empresas façam o mesmo?

Com mais competição entre moedas o spread bancário (diferença entre a taxa de juros que os bancos tomam emprestado e emprestam) seria reduzido. Com mais competição entre moedas a chance do governo usar de seu poder monopolista para gerar inflação seria reduzida e mais estabilidade teríamos em nossa economia. Mais estabilidade monetária, menores spreads, mais opções para o consumidor, esses são benefícios diretos que a moeda emitida por agentes privados pode gerar. Outros benefícios que não podem ser descobertos agora podem surgir, para tanto devemos apenas dar uma chance para que agentes privados emitam suas próprias moedas.

Augusto Araujo e o padrão de beleza das modelos

Augusto Araujo adotou a idéia da sessão foda-se de cinema. Você pode ler mais no blog dele.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mitos sobre Econometria

Econometria é a ciência que combina modelos estatísticos com questões econômicas. A grande maioria dos estudantes em economia não morre de amores por essa matéria. Contudo, muito do que se diz sobre econometria é puro mito.

O maior dos mitos de econometria é proferido por razoável número de professores, eles costumam dizer que: “para saber usar um software econométrico antes é preciso saber derivar os estimadores, deve-se conhecer a teoria estatística primeiro e só depois de se saber a teoria deve-se ir para a prática”. Essa frase é um mito puro. Se esta frase fosse verdadeira é bem provável que a maioria dos professores de econometria não pudesse eles mesmo lecionarem essa matéria.

Para ser um bom economista aplicado ninguém precisa saber derivar estimadores ou provar propriedades assintóticas. O que é necessário é que a pessoa saiba as condições onde o estimador funciona e as condições onde o estimador não funciona, e nessas condições deve saber como proceder. Não é necessário saber provar que o estimador de mínimos quadrados ordinários é o melhor estimador linear não-tendencioso, o que é necessário é saber em que condições isso funciona. Também não é necessário saber provar a lei dos grandes números, o que é necessário é saber que ela funciona.

O maior responsável pela propagação desse mito, de que é necessário saber derivar propriedades estatísticas antes de usá-las, deve-se a uma dor de cotovelo monumental de vários econometristas teóricos. Estes sentem-se incomodados com o enorme número de pesquisadores, sem formação forte em estatística, que publicam trabalhos aplicados em grandes revistas. Quem tem que saber provar teoremas e derivar estimadores são os econometristas teóricos, estes sim precisam disso para publicar seus trabalhos. Contudo, provar teoremas que já estão provados em livros texto de econometria não se constitui em grande mérito acadêmico.

Os econometristas teóricos gostam de chamar os aplicados de “pilotos de software” um termo que pretende ser depreciativo. Contudo, eles fariam melhor se dedicassem mais tempo a publicar seus trabalhos teóricos do que em ficar reclamando dos outros. Repito, o que um economista aplicado precisa é saber ler um livro de econometria e verificar as condições onde determinado estimador funciona, e como proceder caso o estimador não funcione. Ele não precisa saber provar que o estimador funciona, o livro texto já fez isso para ele.

Antes que questionem meus conhecimentos estatísticos, quero lembrá-los de que além de várias cadeiras de econometria no mestrado/doutorado em economia, também cursei outras duas cadeiras de estatística no mestrado de estatística. Ou seja, meus argumentos não provém de desconhecimento, mas apenas da observação evidente de que você não precisa saber provar o Teorema do Limite Central para usá-lo.

Por fim um recado aos teóricos que gostam de tirar onda: derivar as passagens do livro de econometria do Green está longe de ser tão difícil como pretendem alguns, se você se diz teórico está na hora de publicar suas pesquisas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mais um terrorista se dando bem....

Triste, muito triste mesmo.... autoridades escocesas premiam mais um terrorista com a liberdade.

Decisão selvagem essa, que só vem a reafirmar que o Reino Unido já não é civilização que já foi no passado. Depois vão reclamar que estão sofrendo com os terroristas.... quem premia terroristas parece gostar deles.

O grande satã das esquerdas e uma das poucas civilizações de nossa era, os Estados Unidos, protestou veementemente contra esse absurdo.

Selvagem também foi a decisão de alguns líbios residentes em Trípoli que fizeram festa para esse assassino.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Guiness dos Recordes


No sabado passado ocorreu o churrasco INTERNACIONAL de economia, o ja famoso "Carneirada Fest", nome em homenagem ao dono da casa: Professor Carneiro.

Numa tarde de gala foi batido o recorde mundial de mulheres reais (e nao de plastico ou borracha) presentes a um churrasco de economia. Foram 22 mulheres vindas de 27 paises diferentes: Franca, Japao, Estados Unidos, Alemanha, Republica Dominicana, e Iraque mandaram duas representantes cada. Em contrapartida, a representante da Venezuela preferiu ir ao churrasco da UnB.

Para provar a veracidade do fato, que eu mesmo nao acreditei a principio (uma vez que compromissos profissionais me impediram de comparecer ao churrasco), seguem as fotos do evento.

O japones com cara de sacana abracando absolutamente todas as mulheres eh uma das maiores promessas do curso de economia da UCB. A morena que esta a seu lado eh a Aline Amaral, que ja escreveu artigos para esse blog. Em algum lugar ao fundo deveria estar o anfitriao da Carneirada Fest....

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Produtividade no Setor Público x Setor Privado

Quem é mais produtivo: o setor público ou o setor privado?

De acordo com o comunicado número 27 da presidência do IPEA temos que:

"O comunicado revela que, ao longo do recente período de estabilidade monetária no Brasil, com o Plano Real, "a produtividade da administração pública manteve-se superior à do setor privado". Em 2006, por exemplo, a produtividade no setor público foi 46,6% superior à do setor privado".

Isso mesmo, segundo comunicado da Presidência do IPEA, o setor público foi em 2006 46,6% mais produtivo que o setor privado.

Vamos a outra pergunta. Qual é o estado símbolo da evolução da produtividade na administração pública no Brasil. Com a resposta o comunicado do IPEA:

"Do ponto de vista regional, o Nordeste e o Centro-Oeste tiveram crescimento positivo e substancial da produtividade na administração pública entre 1995 e 2004. As demais regiões não apresentaram melhoria nesse indicador. Já entre as unidades federativas, Roraima obteve o melhor desempenho no mesmo período, seguido pelo Distrito Federal. Seis estados tiveram redução nos ganhos de produtividade, sendo que o pior cenário foi registrado no Pará".

Aqui segue o link para a íntegra do Comunicado 27 da Presidência do IPEA.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Inflação e Gasto Público

Em tempos de crise vários economistas sugerem que o governo passe a gastar mais para compensar a redução na atividade econômica. Assim, o setor público estaria contribuindo para manter a economia saudável numa época que o setor privado enfrenta dificuldades.

O argumento acima esconde um detalhe fundamental: de onde vem o dinheiro público? O dinheiro público vem do setor privado. Dessa maneira, para o governo gastar mais ele tem que necessariamente retirar mais recursos do setor privado, isso será feito agora ou no futuro. Isto é, o aumento dos gastos públicos é financiado com recursos privados. Ainda assim, alguns especialistas defendem o aumento do gasto público durante as crises, argumentando que esse aumento de gastos durante as recessões seria compensado por uma redução nos gastos públicos durante os períodos de expansão econômica.

Novamente, o argumento acima esconde um truque: nem todos os gastos públicos podem ser reduzidos depois de serem aumentados. O exemplo mais simples é o gasto com salários dos servidores públicos: depois de aumentos salariais, ou de aumento no número de funcionários públicos, esse gasto não pode ser nominalmente reduzido. Hoje é isso que ocorre no Brasil: o governo está dando generosos aumentos salariais ao funcionalismo público, e aliado a isso está contratando muitos novos servidores. Esse tipo de comportamento pressiona os gastos públicos hoje e no futuro.

Temos assim uma importante questão: como esse gasto será pago no futuro? A opção mais imediata é com aumentos de impostos. Contudo, quando notamos que a carga tributária brasileira já se aproxima dos 37% do PIB vemos que não há muito mais espaço para aumento de impostos. Assim, resta ao governo uma segunda opção: gerar inflação. Com o aumento da inflação o salário real dos funcionários públicos pode ser facilmente reduzido, e dado que as receitas tributárias podem ser facilmente indexadas, essa passa ser uma solução simples para equacionar o problema.

Segmentos importantes do governo já deixaram claro que uma inflação entre 10% a 15% ao ano não é problema tão sério. Eles estão errados, mas enfim continuam acreditando nisso. Assim, me parece que em dois ou três anos estaremos novamente convivendo com o fantasma inflacionário. Quer uma sugestão? Se endivide em dívidas pré-fixadas, você até irá pagar um pouco a mais nos próximos dois anos, mas a partir daí terá feito um belo negócio. Em compensação acredito que os bancos, fundos de pensão e financeiras que fizeram empréstimos pré-fixados de longo prazo terão problemas sérios de solvência.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Fim de uma Era

Em 1998 foi aberto o programa de Mestrado em Economia da Universidade Católica de Brasília. Em menos de 10 anos esse projeto evoluiu para um programa de doutorado em Economia com nota 5 na CAPES (nota igual ao programa de economia da PUC-RJ, do CEDEPLAR, e da UFRGS, por exemplo).

Eu me juntei ao grupo de economia da UCB em agosto de 2000, época em que o programa ainda nem era reconhecido pela CAPES. Desde então vitórias e sucessos não faltaram. Acredito que nosso programa atingiu seu apogeu em 2004, época em que tive o prazer de ser o Diretor do programa. Foi em 2004 que o programa de economia da UCB obteve sua vitória mais expressiva: foi o centro de economia, no Brasil, com o MAIOR NÚMERO DE PUBLICAÇÕES INTERNACIONAIS POR PROFESSOR (medido pela CAPES). Deixamos para trás gigantes como a FGV-RJ (EPGE), USP e UnB. Foi também em 2004 que estavam reunidos na UCB o maior número de professores de prestígio internacional (com artigos no JPE, Economic Journal, entre outros). Além disso, havia negociações concretas para trazer outros dois professores que na época lecionavam nos Estados Unidos.

Excelente ambiente de trabalho, alta produção científica, interação com pesquisadores de ponta: em 2004 se deu o apogeu do programa de economia da UCB. Após 2004 um problema, característico de lugares altamente competitivos, passou a assolar a UCB: a perda de seus talentos. Apenas para dar ao leitor uma breve idéia desse problema, temos que após 2004 o programa de economia da UCB perdeu 3 de seus professores para o exterior, e outros 4 para outras universidades brasileiras. Num programa composto de 11 professores essa não é uma perda trivial. Mas com determinação e empenho novas contratações foram feitas, e os que restaram no grupo conseguiram manter o alto desempenho acadêmico do programa. Essa garra e vontade de vencer foram recompensadas e em 2009 tivemos a mais recente de nossas vitórias: 3 de nossos professores fazem parte do comitê de seleção da ANPEC, e outro integra o comitê da SBE.

Nesta semana o programa de economia da UCB perde mais um de seus valores. Todas as outras perdas foram de difícil superação, perdemos boa parte de nossos melhores pesquisadores. Contudo, essa última perda é diferente, para essa perda não há superação. Nessa semana um dos melhores microeconometristas do Brasil troca a UCB pela Universidade de Brasília (UnB). Paulo Loureiro não é apenas um professor com 26 publicações científicas (sendo 9 delas internacionais), é também um dos pilares do programa de economia da UCB. Ele foi um dos primeiros a se juntar ao time, foi um dos primeiros a publicar com alunos, foi um dos primeiros a propor a criação do doutorado. Enfim, o professor Loureiro é um dos ícones de nosso programa e sua perda é bem próxima ao colapso de nosso curso. A saída dele marca o fim de uma era na UCB.

Com o fim de uma era, surge a necessidade do começo de outra. Surge a necessidade da reestruturação, e é isso que creio deva ser o caminho do programa de economia da UCB. Reestruturar o curso, torná-lo mais ágil, atrair novos pesquisadores, tornar viável a contratação de pesquisadores internacionais, dinamizar nossas publicações com alunos. Esse é o caminho a ser seguido para retomarmos nossa sequência de vitórias.

Por fim, quero deixar aqui expresso o reconhecimento pelo excelente trabalho do chefe de departamento de economia da UnB: Professor Roberto Ellery. O professor Ellery, com grande percepção e senso de oportunidade esta transformando o departamento de economia da UnB num celeiro de idéias e de publicações científicas. Uma breve olhada nas últimas contratações comandadas por ele mostra o perfil que ele está conseguindo atrair para a UnB: professores ALTAMENTE produtivos, com pesquisas de ponta, e capazes de publicar expressivo número de artigos de qualidade por ano. Além disso, é nítido que a gestão do professor Ellery trouxe e manteve a paz e o espírito de equipe ao departamento de economia da UnB.

Nos próximos anos o departamento de economia da UnB estará na ponta da pesquisa em economia no Brasil, isso não será por acaso. Centros que almejem a liderança acadêmica em economia terão na UnB o inimigo a ser batido. Eu espero que nós da UCB estejamos a altura desse desafio, mas para tanto temos que nos reestruturar e nos preparar para vencer um centro que conta hoje com 4 de nossos antigos professores.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tem o Estado o Direito de Proibir o Fumo em Ambientes Fechados?

Recentemente alguns governadores começaram a se empenhar para banir o uso do cigarro em ambientes fechados. O argumento desses governantes é simples e antigo: não-fumantes expostos ao cigarro também contraem doenças, mesmo não fumando diretamente. Apesar do argumento estar correto, sou contra esse tipo de intervenção.

Vamos por partes. Primeiro acredito que a grande maioria concorde que seja direito do Estado banir o uso do cigarro dentro de repartições públicas. Isto é, em locais públicos fechados o Estado tem o direito de impedir que não-fumantes sejam expostos à fumaça gerada por fumantes. O exemplo mais simples disso é uma repartição pública como o DETRAN. Todas as pessoas que querem ou necessitam de carteira de motorista precisam recorrer ao DETRAN, e não há substituto para isso. Assim, caso seja permitido fumar dentro do DETRAN, o não-fumante não tem como se proteger da fumaça gerada pelo fumante.

Contudo, situação muito diferente ocorre em estabelecimentos privados. Um estabelecimento privado não tem o monopólio de um serviço. Assim, caso o cliente sinta-se incomodado com o cigarro alheio basta mudar de local. Ou seja, basta recorrer aos serviços de outra empresa onde fumantes não sejam aceitos. Assim, melhor do que o Estado legislar sobre o fumo dentro estabelecimentos privados seria deixar o próprio mercado fazer tal escolha. Bastaria a cada estabelecimento dizer na entrada: “Aqui fumar é proibido”, ou então “Aqui fumantes são bem vindos”, ou ainda “Aqui temos lugares reservados a fumantes”. Dessa maneira, caberia ao cliente escolher o estabelecimento que melhor se adéqüe a suas necessidades e preferências.

Note que mesmo os funcionários que trabalham em estabelecimentos onde o fumo for permitido iriam ser recompensados por isso. Afinal, como estão expostos a piores condições de trabalho, os funcionários que trabalhassem nesses locais seriam recompensados com salários maiores. Enfim, o mercado é capaz de fazer tal alocação. Assim, não cabe ao Estado legislas sobre o uso do fumo dentro de estabelecimentos privados.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lei antifumo em São Paulo, por Aline Amaral

Este artigo foi gentilmente enviado por Aline Amaral.

Assistindo o programa do Jô, exibido dia 04/08, onde foi entrevistado o governador José Serra, falando sobre a lei antifumo que entra em vigor dia 07 deste mês no estado de São Paulo, verifiquei algumas divergências.

Uma coisa é conscientizar a população dos males do cigarro à saúde, e outra é proibir o direito de fumar. Pela tal lei, ambientes fechados de utilização coletiva, fumódromos protegidos por paredes e tetos, estão proibidos. Isto quer dizer, se o restaurante ou bar preferido do individuo que fuma, não tiver mesas em ambiente aberto, este não poderá degustar seu prato ou drink predileto, pois o local reservado para fumantes foi extinto; cada vez que este quiser fumar, deverá sair do local. Quando foi feita tal lei, imaginaram que as pessoas que fumam são viciadas? Imaginaram que poderia ser feita uma campanha para somente fumar nos locais apropriados? Em cinemas, lojas, teatros, hospitais, museus já não era permitido o cigarro, havia uma conscientização dos fumantes. E que poderá haver um prejuízo nos locais fechados, que deixarão de receber seus clientes? Não seria mais eficaz apenas reforçar a conscientização em campanhas para aprimorar os locais de fumantes, um sistema de sucção da fumaça, por exemplo? O custo não seria menor, que ao invés de contratar fiscalizadores para os bares, estes poderiam estar fiscalizando outros desvios do governo?

A lei tem base proteger as pessoas que não fumam. No site da campanha tem esta pergunta:

“Essa lei acaba com a liberdade individual de cada pessoa para decidir se quer fumar ou não?

R: Não. A lei não proíbe o cigarro, que segue liberado em áreas ao ar livre ou dentro de casa, por exemplo. Apenas restringe o direito de fumar, para que a saúde de quem não fuma não seja prejudicada.”

A própria resposta demonstra que está restringindo a liberdade do individuo. E não somente do fumante, de todas as pessoas. Se eu não fumo e acompanho um que fuma, foi tirado o direito de escolha em ficar em uma área de fumante ou não. Primeiro que se eu estou ao lado de um fumante, eu aspiro a fumaça em qualquer local. E ainda não poderão existir lugares apenas para fumantes, como restaurantes, bares, lanchonetes que os indivíduos possam fumar e se divertir, apenas tabacarias, sem a venda de comidas.

O cigarro realmente faz mal á saúde, e todos que fumam tem consciência disso. Eu não fumo, não gosto de cigarro. E por isso quando vou a algum local, tento não ficar perto de fumantes. Mas por outra, meu pai fuma, e freqüento com ele, locais reservados para fumantes, pois aqui em Brasília eu ainda tenho o direito de escolher se me divirto com um fumante ou não.

A entrevista com José Serra foi interessante, relatou os malefícios do cigarro, somente pecou em comentar que o sindicato dos garçons, apóia a lei, sendo que ao procurar noticias no site do sindicato de São Paulo, verifiquei a preocupação dos prejuízos e eventuais demissões dos trabalhadores.

Aline Amaral.

Link da entrevista:

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1096913-7822-L-GOVERNADOR+DE+SAO+PAULO+JOSE+SERRA+FALA+SOBRE+LEI+ANTIFUMO,00.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O que ha de errado com nosso pais?

Um individuo atropela de proposito 2 pessoas, mata uma e deixa outro em coma. Foge sem prestar socorro as vitimas e se esconde. Adivinhem qual sua punicao? Ele respondera por sua covardia em liberdade. Sera que eh tao dificil enjaular um animal desse tipo?

Outro individuo altera uma tirinha de Chico Bento mandando uma pessoa de posses ir tomar no cu. Eh a pura revolta do burocrata fracassado contra uma pessoa de sucesso. Essa tirinha reflete o pensamento de determinados integrantes do governo baiano: rico tem que ir tomar no cu. Como o partido do governo baiano eh o mesmo do presidente da republica, isso reflete bem o pensamento de uma ala do governo: rico nao presta, quem tem sucesso nao presta.

Toda populacao tem o direito de se revoltar e de se defender da tirania.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu apóio o FIM do monopólio dos correios

"Todo poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente". (Lord Acton)

Monopólio é o exemplo econômico de poder absoluto, por definição: é absolutamente corrupto e ineficiente. Quando confrontado com um mercado monopolista (mercado onde existe apenas um único vendedor) os consumidores, e suas respectivas famílias, tornam-se impotentes. O monopólio é a expressão econômica do poder absoluto do vendedor sobre o comprador. Ao comprador resta apenas resignar-se e aceitar as condições do vendedor.

Se monopólios são tão ruins, então porque eles existem? Os críticos do capitalismo gostam de dizer que monopólios são a tendência natural do livre-mercado. ERRADO. Monopólios, na sua grande maioria, são resultados de garantias contra a competição fornecidas pelo Estado a determinada empresa. Ou seja, na grande maioria das vezes o monopólio é o resultado da intervenção do governo na esfera econômica. Querem exemplos: petróleo, comunicações, transportes públicos dentro da cidade, entre outros são exemplos tradicionais do Estado IMPEDINDO a competição entre empresas, e EXIGINDO POR LEI que apenas uma empresa forneça o serviço.

O Supremo Tribunal Federal esta prestes a CONFIRMAR mais outro monopólio: o monopólio dos correios.

Mas se monopólios são tão ruins, então porque defendê-los? No caso dos correios o argumento é que apenas uma empresa operando a nível nacional é capaz de obter lucros nos grandes mercados para financiar as atividades postais em pequenas localidades. Ou seja, os defensores do monopólio dos correios argumentam que na ausência de monópólio as pequenas localidades não seriam atendidas. A estes senhores eu tenho apenas uma coisa a dizer: "Senhores, seu argumento é o mesmo das pessoas que antes eram contrárias ao fim do monopólio das telecomunicações. Isto é, argumentava-se que sem o monopólio das telecomunicações as pequenas (e pobres) localidades não seriam atendidas. O tempo provou que este argumento está incorreto, por favor, aprendam com este exemplo e votem pelo FIM do monopólio dos correios".

Por fim, meu voto de apoio ao Ministro Marco Aurélio de Mello o ÚNICO que votou pela abertura irrestrita do mercado postal.

domingo, 2 de agosto de 2009

Lula e a escravidao

Nosso presidente mostra todo seu conhecimento e dispara: "Ou tem uma lei proibindo a venda de jogadores no meio do campeonato, ou você muda o calendário brasileiro para que (ele) seja compatível com a abertura de janelas do mercado externo. Alguma coisa nós vamos fazer".

Em resumo, Lula acredita que a escravidao ainda impera no Brasil. Ou seja, ele quer que o governo determine onde voce ira trabalhar. Quer ir buscar sua felicidade? Quer ir buscar seu sonho? Sinto muito, o governo eh quem vai decidir quando voce pode mudar de emprego e se voce podera ir para um emprego fora do pais.

Note que o argumento usado no caso do futebol se encaixa muito bem em uma serie grande de outras profissoes: ja ja Lula vai querer decidir em qual modalidade um medico vai se especializar. Ou entao ira dizer que nossos engenheiros nao podem trabalhar no exterior, ou ainda que num pais pobre como o Brasil devemos impedir que as pessoas mais qualificadas saiam do pais para trabalhar no exterior.

Em breve Lula vai querer impedir que as modelos brasileiras vao trabalhar no exterior. Afinal, nao podemos privar o povo brasileiro de ver nossas mais belas mulheres.... querer determinar onde as pessoas devem trabalhar e impedi-las de buscar sua realizacao profissional eh retroceder a escravidao.

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