sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Selva Brasilis e o Muro de Berlim

Excelente a idéia do Selva Brasilis:

"Em Novembro a queda do muro de Berlin faz 20 anos. O SB vai postar vários artigos sobre esse glorioso fato histórico. A ruína do comunismo é obviamente ignorada por historiadores, jornalistas e cientistas sociais, todos eles escravos mentais do marxismo e, portanto, inimigos da liberdade."


Na minha opinião existem três tipos de países: os que constróem muros para evitar que outros entrem, os que constróem muros para evitar que sua população fuja, e os que não constróem muros e deixam o fluxo migratório livre. Eu prefiro o terceiro tipo, mas este modelo ainda está longe de ser alcançado. Contudo, chama muito a atenção que os intelectuais brasileiros adorem países que prendem sua própria população. Cuba, China, as antigas repúblicas do leste europeu e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sempre foram o modelo ideal para parcela significativa da esquerda brasileira.

Olhando o "ideal" que a esquerda almeja podemos ter uma idéia do que ela planeja para o futuro caso tenha autoridade para tanto. Construir um muro para evitar que sua própria população fuja é a prova cabal do fracasso socialista. Por que é tão difícil aos intelectuais abordarem honestamente o significado do Muro de Berlim?

Da próxima vez que seu professor marxista pregar contra o neoliberalismo, pergunte a ele porque a "utopia" socialista precisa construir muros para evitar que sua própria população fuja. Se o socialismo é tão bom, então por que quem vive sobre esse regime quer ir embora para países onde impera o malvado neoliberalismo?

Dou uma dica: seu professor marxista provavelmente começara a resposta assim "A realidade não é tão linear assim.... você precisa entender o jogo de poder ...".

Construir muros nunca é bom, mas entre morar num país que constrói muros para evitar que outros entrem, ou morar num país que constrói muros para evitar que você saia, eu fico com o primeiro. A propósito, o local onde os muros evitam que você saia tem um nome: prisão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os Especuladores

Na imprensa, nas salas de aula e mesmo no barzinho sempre há alguém criticando os especuladores. Os especuladores seriam responsáveis pelos preços caros pagos pelos consumidores, pelos baixos preços recebidos pelos produtores, pela exploração capitalista e pela instabilidade macroeconômica que de tempos em tempos assola o país. Atualmente, os especuladores são apontados pelo governo como responsáveis pelo grande fluxo de dólares que entra no país (como se isso fosse algo ruim).

De tempos em tempos medidas são tomadas para impedir a especulação, e evitar a entrada de especuladores no mercado. O exemplo mais recente foi o imposto de 2% que o governo brasileiro instituiu sobre a entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores. Mas, afinal de contas, quem são os especuladores? Quem é essa raça tão odiada, tão maligna? Prepare-se para a resposta: parte significativa da população de qualquer país é composta por especuladores. Isso mesmo, grande parte da população brasileira, ou de outro país qualquer, é composta de especuladores. Você trabalha no comércio? Então você é um especulador. Você trabalha numa livraria? Então você é um especulador. Você trabalha no setor financeiro? Então você também é especulador. Trabalha em supermercado? Especulador também!!! Especulador é toda pessoa que compra um produto num local e vende em outro, ou que compra o produto de uma pessoa e vende para outra.

Nossos pais eram na maioria especuladores, pois trabalhavam quase sempre no comércio ou então combinando insumos para vender um produto diferente. Meu pai comprava leite na fazenda para vender na cidade, ou seja, era um especulador. Era graças a pessoas como ele que as famílias nas cidades tinham acesso ao leite e que, ao mesmo tempo, o produtor de leite recebia dinheiro por suas atividades. Não seria possível a todas as pessoas da cidade irem comprar leite na fazenda, e não seria possível ao produtor de leite ter tempo para além de cuidar de suas vacas se encarregar da venda do leite. Dessa maneira, foi a atividade do especulador que tornou tudo possível.

De maneira geral é a atividade do especulador que torna vários tipos de atividades, que melhoram o bem estar da sociedade, possíveis. Seja levando bens de uma localidade a outra, ou levando o capital de regiões onde ele abunda para regiões onde ele é escasso, seja facilitando o encontro entre vendedores e compradores, ou tornando o comércio mais dinâmico, o especulador é uma peça vital numa sociedade livre.

Da próxima vez que alguém falar mal de um especulador, lembre-se que você muitas vezes também é um especulador, lembre-se que pessoas que você admira também são especuladores, e lembre-se também que o especulador cumpre um papel importante e produtivo, pois facilita as trocas, numa sociedade aberta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Finalmente alguém da imprensa divulga o Liberdade na Estrada

Finalmente algum veículo de imprensa divulgou o evento Liberdade na Estrada. Foi o Centro de Mídia Independente, que nos deu a pomposa manchete:

Capitalistas estão promovendo seminários nas principais instituições de ensino

O artigo começa assim:

"Mercenários neoliberais, travestidos de "libertários" e financiados pelo imperialismo ianque em prol da prostituição de toda a América Latina, estão realizando seminários nas principais instituições de ensino do país a fim de propagandear a escravidão capitalista e o anticomunismo.

Duas faculdades já foram alvos desta corja. Amanhã (dia 8) será a USP. Fique atento se sua faculdade consta na lista e sabote o evento!
"

Obrigado ao Centro de Mídia Independente pelo apoio na divulgação do evento.

Qual deve ser o preço do feijão?

O feijão é um alimento básico na dieta do brasileiro. Aumentos no preço do feijão tornam a refeição do brasileiro, principalmente os de baixa renda, mais cara. Por outro lado, quedas no preço do feijão desestimulam os produtores de feijão e os tornam mais propensos a mudarem de ramo de atividade, fazendo com que falte feijão na mesa do brasileiro no futuro. Por essas razões é fundamental sabermos qual é o preço correto do feijão. Preço esse que não deve ser muito caro, para não penalizarmos os pobres. Ao mesmo tempo não pode ser muito baixo para não desestimular os produtores de feijão.

Trabalhadores bem alimentados são mais produtivos. Crianças mais bem alimentadas são menos propensas a doenças e possuem desempenho escolar superior. Isto é, existem claras externalidades positivas associadas ao consumo do feijão. Dada a importância do feijão na dieta do brasileiro, e suas respectivas externalidades positivas, o preço do feijão deve ser controlado. O controle do preço do feijão evitaria que especuladores gananciosos enriquecessem a custa da população brasileira.

Evidentemente eu DISCORDO dos parágrafos acima. A melhor maneira de garantir o feijão na mesa do brasileiro é deixar seu preço flutuar. São as oscilações no preço do feijão que fornecem os incentivos corretos para sua produção e consumo. Tabelar ou fixar o preço do feijão é a receita certa para fazer o feijão desaparecer dos mercados. Isso foi exatamente o que ocorreu com a carne, durante o congelamento de preços posto em prática em 1986 durante o Plano Cruzado.

Mas o objetivo desse post é outro. Tentei mostrar que FIXAR preços é uma PÉSSIMA idéia. Contudo, é exatamente isso que o governo brasileiro vem tentando fazer no mercado de câmbio. Discussões acerca de qual é o preço correto da taxa de câmbio são equivalentes a tentar discutir qual deve ser o preço certo do feijão. Tal como no caso do feijão, fixar o preço do dólar é simplesmente a receita errada para o problema. Se o governo quer desvalorizar o real a receita é simples: basta abrir a economia brasileira para a competição internacional. A entrada de novos produtos importados aumentaria a demanda por dólares, desvalorizando o real e levando a um equilíbrio na balança comercial.

Taxar investimentos estrangeiros na bolsa de valores, com o objeitivo de desvalorizar o real, é mais uma medida errada do governo brasileiro.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Liberdade na Estrada em Fortaleza

Segue o cronograma das palestras:

Universidade Federal do Ceará - Dia 23 (8h-12h)
Local: Auditório Geraldo da Silva Nobre da Universidade Federal do Ceará
Av. da Universidade, 2486 – Benfica


FA7 - Dia 23 (18h-22h)
Local: Teatro da FA7
Rua Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395

Em BRASÍLIA, a palestra sera na Universidade Católica de Brasilia, no dia 26/10 (segunda-feira) as 20:00, no campus de Taguatinga, sala M-002.

A entrada para as palestras é gratuita e NÃO é necessário reservar lugares.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Secretaria de Assuntos Estratégicos tem novo Ministro

A Secretaria de Assuntos Estratégicos, à qual esta subordinado o IPEA, tem novo ministro. O novo ministro é o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

Aqui esta um trecho da revista Veja, datado de 22 de outubro de 2003, sobre o Embaixador Pinheiro Guimarães:

"Agora, desde que assumiu a secretaria-geral do Itamaraty no governo petista, Samuel Pinheiro Guimarães adotou o silêncio em público, mas mantém inalterados hábitos e posições que parecem saídos de um catálogo de antiguidades: abomina a idéia da Alca, detesta a globalização, não gosta de abertura econômica, acredita no imperialismo ianque e – sinal dos tempos! – trabalha com ampulheta e papel-carbono.

Pinheiro Guimarães tem horror à perda de tempo, seja num debate, despacho ou telefonema. Quando comandou o departamento econômico do Itamaraty, entre 1988 e 1990, chegou a elaborar um manual para orientar os funcionários sobre como proceder nas conversas telefônicas. Pelas suas regras, ninguém deveria dizer "alô" nem "de onde fala". Em vez de expressões inúteis, quem ligasse deveria dizer "é fulano" e ir direto ao assunto. Nos despachos com subalternos, virava sobre a mesa uma ampulheta para observar a passagem do tempo. Quando a areia escorria toda para o bojo inferior da ampulheta, o despacho estava encerrado – restasse ou não algum assunto pendente. "Funcionava, mas era constrangedor", conta um embaixador, que enfrentou a situação mais de uma vez. Pinheiro Guimarães talvez seja uma das raras pessoas que ainda usam papel-carbono. Apesar da internet e do e-mail, ele envia aos subordinados bilhetes manuscritos sobre papel-carbono: o original vai para o destinatário e a cópia fica com ele, devidamente arquivada, para cobrança posterior".


Aqui segue trecho de seu discurso, proferido em 07/05/2009: "Em primeiro lugar, estamos diante de uma grave crise econômica, que decorreu de um processo de globalização e de desregulamentação acelerada e irresponsável; de uma idéia de Estado mínimo, de que o Estado deveria se retirar da economia, e de preferência, desaparecer. Era a idéia do fim das fronteiras, o fim dos Estados nacionais".

Certamente muitos acreditam que ele é o homem certo para comandar a Secretaria de Assuntos Estratégicos e traçar os rumos de longo prazo da economia brasileira.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Argumento da Segurança Nacional

Um argumento popular contrário ao livre comércio refere-se à segurança nacional. Isto é, argumenta-se que um país deve estimular determinadas indústrias de defesa para que possa se defender, sem depender do resto do mundo, em caso de guerra.

O argumento da defesa nacional visa fortalecer as indústrias nacionais de armas e equipamentos de defesa, em detrimento da compra de equipamentos melhores e mais baratos que podem ser encontrados no resto do mundo.

Vale a pena ler esta manchete: "Exército veta compra de metralhadoras". Graças a esse procedimento, policiais e cidadãos que poderiam estar vivos hoje estão a mercê dos criminosos. Ou seja, o procedimento de impedir a compra de melhores equipamentos no exterior, para fortalecer a indústria nacional, gerou o efeito contrário: DIMINUIU a segurança nacional e nos coloca cada vez mais como vítimas de criminosos.

Interessante o discurso do Presidente Lula, dizendo estar disposto "a fazer o sacrifício necessário para limpar a sujeira que essa gente impõe ao Brasil". Caro Presidente, o primeiro passo é deixar que os policiais tenham acesso aos melhores equipamentos disponíveis, pouco importando se tais armamantos são produzidos no Brasil ou no exterior.

domingo, 18 de outubro de 2009

Liberdade Econômica e Justiça Social

Discordo do conceito de “justiça social”. Justiça é seguir a lei, justiça social é algo diferente disso. “Justiça social” é a idéia de que os indivíduos não são iguais perante a lei. “Justiça social” é a idéia de que os juízes, tribunais e a sociedade devem reparar injustiças sociais com a lei.

Apesar de contrário ao conceito de “justiça social” fico intrigado com o fato de que pessoas que apóiam tal conceito sejam contrárias ao livre comércio. O livre comércio, representado pelo ideal de liberdade econômica, é a mais poderosa ferramenta econômica para retirar amplos segmentos da população da miséria. O recente exemplo chinês, que com uma pequena dose de liberdade econômica retirou milhões da miséria, deveria mostrar aos defensores da justiça social o potencial do livre comércio para combater a pobreza.

Vamos a alguns exemplos práticos: 1) quanto custa um tênis asics? No Brasil ele custa 589,90 reais. Nos EUA o mesmo tênis custa o equivalente a 200 reais; 2) de maneira equivalente, laptop’s custam menos da metade do preço nos EUA; 3) óculos, perfumes, roupas de marca, combustível entre uma infinidade de outros bens também custam muito menos lá fora do que no Brasil. A melhor maneira de ajudar os pobres brasileiros é dar aos mesmos a chance de comprar produtos mais baratos de outras partes do mundo. Por que os defensores da “justiça social” não se atentam para esse simples fato?

Computadores mais baratos aumentam a produtividade da economia e diminuem a miséria. Roupas mais baratas torna mais decente a vida dos miseráveis. Alimentos mais baratos vindos de outras partes do mundo combatem a miséria. A chance de interagir com o resto do mundo, dá aos miseráveis de um país a chance de desfrutar das inovações tecnológicas ocorridas nos países mais avançados. O termos “justiça social” é equivocado, mas mais equivocada ainda é a posição contra o livre comércio defendida pelos idealizadores da “justiça social”.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Falhas de Imaginação Coletiva, escrito pelo Professor Emanuel Kohlscheen

Este artigo foi gentilmente enviado para este blog pelo Professor EMANUEL KOHLSCHEEN.

A pomposa Londres presenciou uma cena inusitada. Em
recente visita à London School of Economics, a rainha Elizabeth
II deixou o protocolo real de lado e perguntou a alguns de seus
ilustres súditos, professores daquela instituição, porque ninguém
anteviu o tamanho do desastre econômico desencadeado pela
crise de crédito. Em carta aberta à sua majestade, o professor da
LSE e diretor do Banco da Inglaterra Tim Besley,
respeitosamente explicou que enquanto “todos pareciam estar
fazendo seu serviço corretamente”, o que ocorreu foi “uma falha
da imaginação coletiva de muitas pessoas inteligentes, tanto na
Inglaterra como internacionalmente.”
A crise de crédito que veio a tona há exatos dois anos
representa uma crise não apenas para a economia mundial e
milhões de empregados que perderam seu ganha-pão, mas
também para a linha de pensamento que dominou as mais
respeitadas escolas de economia do planeta. Há pelo menos 80
anos a teoria macroeconômica tem sido palco de épicas batalhas
pelo domínio do campo das idéias. De um lado, economistas
chamados de clássicos ou neo-clássicos, firmemente ancorados
na teoria microeconômica defendem a premissa de que o ser
humano é, antes de mais nada, racional. Do outro lado,
economistas mais pragmáticos, liderados pelo memorável John
Maynard Keynes, defendem uma orientação mais empírica da
disciplina, levando em conta aspectos comportamentais que
representam desvios do paradigma da racionalidade na sua
versão mais purista.
Os Keynesianos, que viram o esforço da guerra confirmar as
previsões de seu mestre, dominaram o campo das idéias no pósguerra.
A virada, na forma da revolução neo-clássica, veio
quando o excesso de confiança dos Keynesianos e as crises de
petróleo levaram à estagflação e à desilusão da década de 70.
Economistas de Chicago, liderados pelo legendário Milton
Friedman e Robert Lucas Jr., transformaram-se em generais da
contra-revolução que gradualmente conquistaria o mundo.
Discípulos geniais desta escola empenharam-se em demonstrar a
superioridade dos mecanismos de mercado e a eficiência dos
mercados livres de qualquer interferência governamental. Não
demorou para que líderes políticos fossem buscar inspiração na
Universidade de Chicago. Ronald Reagan e Margaret Thatcher
colocaram os ensinamentos desta escola em prática na década
de 80, iniciando um período de quase consenso na política, em
que tanto direita como esquerda acreditavam na eficiência
suprema do laissez-faire.
Se Chicago foi a líder filosófica e intelectual da revisão da
teoria econômica desencadeada pela revolução das expectativas
racionais, o menos conhecido departamento de economia de
Minnesota se encarregou de desenvolver um sofisticado aparato
técnico que levaria à expansão desta escola a níveis globais.
Liderados por Ed Prescott, Minnesota rejeitou testes empíricos
baseados na econometria e partiu para o campo das simulações
numéricas de problemas decisórios complexos que só poderiam
ser resolvidos com a ajuda de softwares matemáticos.
Maravilhados pela sofisticação do aparato tecnológico e pelas
teorias do eixo Chicago-Minnesota, o mundo acadêmico
gradualmente sucumbiu à elegância matemática dos modelos,
descolando por completo da realidade vivida pelo cidadão
comum.
A racionalidade humana foi promovida da sua condição de
hipótese para um dogma inquestionável. Ao rejeitarem a
econometria, inteligentes pensadores acabaram ignorando a
necessidade científica de se testar hipóteses que sejam
empiricamente refutáveis. A tese da racionalidade humana foi
equiparada a uma lei natural, de status semelhante às leis de
Newton e Maxwell na física. O que inicialmente era visto como
fundamentalismo de mercado de algumas escolas do meio-oeste
americano, seduziu o mundo acadêmico de Nova Iorque a
Pequim e tomou conta dos corpos editoriais dos periódicos
acadêmicos mais respeitados do mundo. Se Keynes se
apresentasse em pessoa a um chefe dos 20 melhores
departamentos do mundo pedindo um emprego, seria rejeitado
por sua falta de rigor matemático! Desta vez, os excessos vieram
do lado dos economistas clássicos.
A imaginação coletiva falhou de novo. Mentes brilhantes
enredaram por caminhos que nos levaram ao precipício que Paul
Krugman chama de a “idade das trevas da macroeconomia”. Se
o problema dos Keynesianos antigos era que eles modelavam o
ser humano como tendo a inteligência de um macaco, os
modelos neo-clássicos passaram a equiparar o homo
oeconomicus a um deus: um ser extremamente inteligente, com
capacidade infinita de processamento de informações.
Parafraseando o economista belga Paul de Grauwe, o que os
bancos centrais e de fato o mundo necessita hoje é de modelos
em que o ser humano não seja equiparado nem a macacos, nem
a Deus.

Liberdade na Estrada na UCB

No dia 26/10 (Segunda-feira) às 20:00 horas na sala M-002 da Universidade Católica de Brasília (Campus Taguatinga) ocorrerá a palestra promovida pelo Ordem Livre.

Essa é mais uma conquista de nosso curso e de nossa Universidade. Teremos o prazer de ter o evento "Liberdade na Estrada" ocorrendo na UCB, que será a única universidade do Centro-Oeste a receber a caravana da liberdade.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

“A Burguesia Fede” (Cazuza)

Segue um trecho da música de Cazuza:
“Vamos acabar com a burguesia; Vamos dinamitar a burguesia; Vamos pôr a burguesia na cadeia; Numa fazenda de trabalhos forçados; (...) A burguesia fede - fede, fede, fede”.

Por que tanto ódio contra a burguesia? Afinal, quem é a burguesia? Respondo: a burguesia somos nós. A burguesia é representada pelos profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados, contadores, etc.), pelos trabalhadores do setor privado, por empresários, enfim, a burguesia é representada por pessoas que precisam de seu trabalho (do suor de seu corpo para sobreviver). Por que odiar uma classe de pessoas que precisa trabalhar para sobreviver?

Interessante notar que a mesma raiva dedicada aos burgueses de maneira alguma é transmitida aos aristocratas. Este é um fenômeno estranho, afinal seria de se esperar que os marxistas/comunistas tivesses mais raiva de uma classe que vive de rendas (aristocracia) do que de uma classe que precisa de seu trabalho para sobreviver (burguesia). Acredito que a explicação para essa raiva instintiva dos marxistas/comunistas deve-se a algo bem simples: inveja.

Um fracassado não odeia o aristocrata, o fracassado entende que o aristocrata herdou aquela posição não por merecimento, mas apenas por ter tido a sorte de nascer numa família rica. Ele não vê o aristocrata como uma prova viva de sua própria mediocridade. Fato muito diferente ocorre quando o fracassado se defronta com um burguês. Imediatamente ele identifica no burguês uma pessoa como ele (que precisa trabalhar para sobreviver), mas que devido a sua habilidade e esforço próprios desfruta de um grau de conforto muito superior ao seu. O fracassado não consegue entender que o sucesso do burguês deve-se a trabalho duro e a suas habilidades individuais. O fracassado passa a identificar o sucesso do burguês não no mérito do burguês, mas a alguma idéia de que o burguês só teve sucesso porque está roubando os não- burgueses.

O fracassado vê no burguês a prova de que é possível ser bem sucedido mesmo não tendo nascido na aristocracia. Mas se isso é possível, então por que ele o fracassado não tem sucesso? A resposta do fracassado é simples: não tenho sucesso porque o canalha do burguês me explora. A inveja frente a pessoas similares a ele, mas que tiveram sucesso, prepara o espírito do fracassado para todo tipo de ataque a uma classe social (burguesia) que ganha sua vida com seu próprio trabalho.

Da próxima vez que você ouvir alguém ofendendo a burguesia, pergunte a essa pessoa quem é a burguesia. Pergunte a ela se ela acha que trabalhadores honestos são canalhas, pois dizer que a burguesia fede é bem próximo de dizer que nossos pais, nós mesmos, e nossos filhos fedem.

Liberdade na Estrada virá a UCB

Em mais um grande momento, tenho o prazer de informar que o movimento "Liberdade na Estrada" irá finalizar sua jornada na Universidade Católica de Brasília no dia 26/10 (segunda-feira) às 20:00 no auditório do Bloco K.

Obrigado ao Ordem Livre por ter aceito meu convite para vir para a UCB.

Esse é mais um evento de alta qualidade que esta sendo trazido para a UCB, reforçando assim a formação dos alunos e colocando-os em contato com pesquisadores internacionais.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hitler na Prova da ANPEC

A prova da ANPEC é a prova que seleciona os candidatos para cursarem o mestrado em Economia. Recebi esse vídeo do Diego Cezar. Vale a pena ver Hitler explicando seu desempenho na prova.

Aos alunos que fizeram a prova da ANPEC semana passada, deixo aqui votos de sucesso a todos. Se quiserem comentar a prova, sintam-se livres para usar esse espaço.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Liberdade na Estrada

EXCELENTE a iniciativa do Ordem Livre: uma caravana percorrendo várias regiões brasileiras e divulgando as idéias liberais dentro de Universidades. Fico extremamente honrado de ter o privilégio de poder participar desse evento. Dia 23/10 estarei em Fortaleza-CE, onde terei o prazer de expor minhas idéias tanto na Universidade Federal do Ceará como também na FA7. Minha palestra versará sobre a contribuição do Estado americano para gerar a crise financeira atual, estarei abordando as políticas públicas equivocadas adotadas pelo Congresso americano aliadas a errônea política de juros bo Banco Central Americano, que em conjunto foram o estopim e o combustível da presente crise. Abaixo segue o evento, tal como aparece no site do Ordem Livre.

LIBERDADE NA ESTRADA

A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. De Porto Alegre a Fortaleza, um grupo de jovens intelectuais percorrerá 13 cidades durante o mês de outubro com uma missão: apresentar aos estudantes universitários brasileiros o pensamento libertário, de apoio ao livre mercado, paz e direitos individuais. O objetivo é apresentar diretamente a tradição liberal, muito distante das caricaturas inventadas por seus oponentes intelectuais, de direita e esquerda, como "neoliberalismo".

A iniciativa é do OrdemLivre.org, projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute, dois think tanks sediados em Washington, sem vínculos partidários e sem qualquer patrocínio estatal. Todo o financiamento do OrdemLivre.org vem de contribuições voluntárias e da venda de publicações.

O projeto consiste na realização de seminários nas principais instituições de ensino do país (UFGRS, UFSC, Unicuritiba, USP, FAAP, Faculdade Mario Schenberg, Ibmec-MG, UFMG, UFES, UFBA, UFAL, UFPE, UFRN, UFC e FA7) com conferências versando sobre crise econômica, globalização, socialismo, cultura. As idéias de liberdade individual são universais, e unem pensadores como Joaquim Nabuco e Friedrich Hayek, mas suas aplicações encontram resistência de grupos de interesse que se beneficiam do status quo. O objetivo é convidar alunos e professores de todas as áreas do ensino para participar de um diálogo aberto que associe a teoria à prática das políticas públicas.

“Por décadas, os intelectuais de esquerda foram praticamente os únicos a apresentar aos estudantes brasileiros uma causa política baseada em princípios”, diz Diogo Costa, coordenador do OrdemLivre.org. “Chegou a hora de mudarmos esse paradigma, e mostrar o liberalismo como um ideal sublime que promove a paz e a prosperidade, e que não tem um histórico sangrento como o do socialismo”. Bruno Garschagen, gerente de relações institucionais do OrdemLivre.org, completa: “o debate entre diferentes correntes filosóficas é necessário para que a Universidade não fique refém das ortodoxias do pensamento de esquerda e permita aos estudantes o acesso a autores e obras liberais”.

Participarão da turnê: Adolfo Sachsida (economista), Bruno Garschagen (cientista político), Diogo Costa (cientista político), Hélio Beltrão (economista), Lucas Mafaldo (filósofo) e Rodrigo Constantino (economista).

Sul-Sudeste – Datas e Universidades

Todas as datas são em outubro de 2009.


5, turno da manhã (8h): UFRGS

6, turno da manhã (8h): UFSC

7, turno da manhã (8h): Unicuritiba

8, turno da manhã: (8h): USP

8, turno da noite (18h): Faculdade Mario Schenberg

9, turno da tarde (13h): FAAP

14, turno da noite (18h): IBMEC-MG

15, turno da manhã (8h): UFMG

16, turno da manhã (8h): UFES

Norte-Nordeste – Datas e Universidades


Todas as datas são em outubro de 2009.

19, turno da tarde (13h): UFBA – Salvador

20, turno da tarde (13h): UFAL – Maceió

21, turno da manhã (8h): UFPE – Recife

22, turno da manhã (8h): UFRN – Natal

23, turno da manhã (8h): UFC - Fortaleza

23, turno da noite (18h): FA7 – Fortaleza

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