segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Heterodoxia, Ortodoxia e a Questão Cambial

Qual é o preço justo de um carro? De maneira geral, os vendedores sempre esperam receber mais por seu produto. Em contrapartida, os compradores gostariam de pagar menos pelas mercadorias de que necessitam. Dessa maneira, economistas evitam falar sobre “preço justo”. Afinal, o que é justo para os vendedores provavelmente difere do justo para os compradores. Em economia o conceito que vale é o preço de mercado. O preço de mercado tem uma característica extremamente interessante: ele é o preço que propicia ganhos a ambos, compradores e vendedores, que aceitam participar de trocas voluntárias.

Economistas discordam em muitas coisas, mas 99% dos economistas concordam com uma questão simples: preços devem ser flexíveis para igualar oferta e demanda. A taxa de câmbio de um país nada mais é do que o preço da moeda estrangeira. Como preço deveria ser flexível, e ter liberdade para variar. Contudo, no Brasil as coisas soam diferentes. Tanto economistas heterodoxos como ortodoxos passaram a defender algum tipo de política cambial. Isto é, algum tipo de controle do governo sobre o mercado cambial. De repente economistas brasileiros começaram a debater sobre o “preço justo” ou “preço correto” do câmbio.

Aos economistas que se dedicam a discutir qual seria o “preço justo” do câmbio tenho apenas uma questão a fazer: por que o valor que você sugere é mais justo que o preço de mercado? Evidentemente, eles não poderão responder a essa pergunta. O motivo é simples: tais economistas argumentam que o “preço justo” é justamente o preço de mercado. Ora se assim o é, então por que não deixamos o próprio mercado determinar a taxa de câmbio?

Um país não pode ter superávits, ou déficits, comerciais por um período extremamente longo de tempo. No Brasil confude-se superavits comerciais com estabilidade dos fundamentos econômicos. A rigor é justamente o contrário: um país com os fundamentos econômicos saudáveis não pode ter superávits comerciais expressivos por longo tempo. Afinal, um dos fundamentos econômicos mais importantes é a flexibilidade dos preços. Com preços flexíveis, grandes superávits comerciaism aumentam a oferta de dólares na economia, e o preço do dólar cai (é justamente o que está acontecendo no Brasil hoje). Contudo, a queda no preço do dólar torna as exportações menos atrativas, e fortalece as importações. Com o aumento das importações, e redução das exportações, haveria um aumento na demanda por dólares e o dólar valorizaria (esse passo não esta ocorrendo no Brasil na magnitude que deveria). Isto é, a uma sequência de superávits comerciais se seguiria uma sequência de déficits comerciais. Tais oscilações seriam cada vez menores, levando eventualmente ao equilíbrio nas contas externas.

Se existe algum problema cambial no Brasil hoje, ele é decorrente de mecanismos que impedem que os consumidores brasileiros importem mais produtos do resto do mundo. Os problemas cambiais de hoje decorrem justamente do fato de que a teoria econômica funciona: superavits comerciais levam a desvalorização do dólar, e consequente aumento das importações. E é o aumento das importações que conduz a valorização subsequente do dólar. Interessante notar que no Brasil nem os ortodoxos e nem os heterodoxos sugerem a abertura comercial como mecanismo para levar ao equilíbrio cambial. Ao invés disso, preferem fórmulas mágicas que dizem que o equilíbrio cambial ser dará com o dólar a 2,30 ou 2,43 reais. Não seria mais fácil liberar o comércio e deixar o próprio mercado dar a resposta?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lula, Ahmadinejad, e o Brasil na ONU

Há longo tempo o Brasil alimenta o sonho de fazer parte do conselho de segurança da ONU. Acredito que tal sonho tem pouco probabilidade de realização, o motivo é simples: caso se aumentem o número de países que fazem parte do conselho de segurança, será inevitável a inclusão do Japão no mesmo. A China nunca permitirá que o Japão entre no conselho, logo o mais provável é que o número de países que fazem parte desse conselho continue como está.

Por mais distante que pareça o sonho de fazer parte do conselho de segurança da ONU o Brasil continua tentando. Contudo, chama a atenção a maneira pela qual o Brasil tenta ganhar espaço no cenário mundial. A diplomacia brasileira parece ter optado pela barganha política, e não pela liderança pelo exemplo. Isto é, o Itamaraty está fazendo política exterior da mesma maneira que os políticos brasileiros fazem política: na base da troca descarada de favores.

A diplomacia brasileira poderia ter escolhido condenar a ditadura cubana, os golpes escandalosos de Chaves, e condenar abertamente o absurdo programa nuclear do Irã, e a postura do líder iraniano em relação a Israel. Sim, isso nos trariam inimigos. Não há dúvidas de que condenar ditaduras e se posicionar contra regimes opressores das liberdades individuais trariam inimigos ao Brasil. Contudo, se o nosso país quer mesmo se sentar na mesa dos grandes esse é o preço a se pagar. O Brasil poderia ser o exemplo, a liderança a ser seguida, na América Latina. Seria o país que quer seu lugar no Conselho de Segurança da ONU por sua liderança moral no continente. O assento do Conselho de Segurança seria obtido não via favores entre compadres, mas obtido pelo mérito.

A política do é dando que se recebe, a nível internacional, escolhida pelo Itamaraty não nos levará a um assento no Conselho de Segurança da ONU. Ela nos levará sim a nos aliarmos cada vez mais a regimes sanguinários e a ditadores que desrespeitam seus vizinhos e que estão prontos a destruir nossa civilização. Receber o ditador iraniano é apenas mais um capítulo vergonhoso nas páginas da política internacional brasileira. Para referência para as gerações futuras deixo aqui registrado: eu não apóio essa política internacional implementada pelo governo brasileiro. Tenho nojo de um governo que se alia a um homem que quando puder lançará bombas nucleares em Israel, e se não for detido levará o caos nuclear a nossa civilização. Isso vale para os líderes do Irã e da Coréia do Norte.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mega Sena e Casamento

Alguns resultados de uma pesquisa que estou concluindo com um aluno de doutorado. Foram entrevistados 1.521 indivíduos no Distrito Federal entre agosto e outubro desse ano. Olhem só algumas estatísticas descritivas para a seguinte pergunta: “Caso você ganhe 10 milhões de reais na mega-sena você continuaria com o mesmo parceiro?

1) 18,6% dos indivíduos de nossa amostra trocariam de parceiro caso acertassem as dezenas da mega sena. Devemos lembrar que existe um certo viés nessa resposta. Isto é, por vergonha ou considerações morais, as pessoas se sentem impelidas a responderem que manteriam o mesmo parceiro. Ou seja, devemos entender 18,6% como sendo o limite inferior das pessoas que trocariam de parceiros. Dessa forma, no mínimo 18,6% dos indivíduos entrevistados trocariam de parceiros pelo simples fato de terem ganho na mega sena.

2) 20,2% dos homens estariam dispostos a trocar de parceiras, enquanto que apenas 17,2% das mulheres estão dispostas a mudar de parceiro caso acertem na mega sena. Os dados mostram que apesar dos homens estarem mais propensos a trocarem de parceiras em decorrência do prêmio da mega sena, esta diferença não é assim tão significante. Mostrando dessa maneira que, pelo menos nesse quesito, as mulheres são bem parecidas com os homens.

3) É digno de nota que 16,1% das mulheres casadas estariam dispostas a terminar seu casamento caso ganhem um alto prêmio monetário. Em outras palavras, aproximadamente 1 em cada 6 mulheres casadas está inclinada a acabar seu casamento caso acerte as dezenas da mega sena.

Nossa pesquisa refere-se a choques positivos de renda, sendo que a mega sena é uma proxy para isso. Os resultados aqui reportados também podem ser aplicados para o caso do recebimento de heranças por exemplo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Violência, Insegurança e Ditaduras

Por que uma sociedade aceita a ditadura? Por que cidadãos conscientes aceitariam abrir mão de suas liberdades em prol de um regime repressor? Essas perguntas são fundamentais para se entender o processo de formação de uma ditadura. Uma ditadura não se forma da noite para o dia. Pelo contrário, é um processo longo em que gradativamente os cidadãos vão abrindo mão de suas liberdades mediante um processo generalizado de aumento da violência e da insegurança. Uma pessoa só abre mão de suas liberdades quando o nível de violência e confusão de uma sociedade atingem níveis insuportáveis.

De acordo com o parágrafo acima, a primeira coisa que grupos interessados em implementar uma ditadura devem fazer é aumentar o nível de violência e confusão de uma sociedade. Só mediante níveis alarmantes de insegurança é que a população passa a clamar por líderes fortes, que inevitavelmente irão concentrar altos níveis de poder com a justificativa de que só um governo forte é capaz de restaurar a ordem na sociedade.

Uma das maneiras mais efetivas de se desestabilizar uma sociedade, do ponto de vista econômico, é por meio do processo inflacionário. Natural então que grupos que almejam uma ditadura pressionem por políticas de gasto público irresponsáveis. Ou então que pressionem pelo relaxamento da política monetária, sob o pretexto de que um pouco de inflação é necessário ao crescimento econômico. O processo inflacionário desestabiliza a ordem econômica e é um importante aliado dos inimigos da sociedade aberta.

Do ponto de vista social, aumentar as taxas de criminalidade é um importante motivador da desestabilização da sociedade. Assim, grupos que almejam o poder ditatorial são também defensores de penas brandas, indultos de natal, criminalização da polícia e de qualquer mecanismo que aumente as taxas de crime.

Desestabilizar a ordem econômica e social de um país é o primeiro passo para se implantar uma ditadura. Fiquem alertas a partidos políticos que defendam tais princípios, eles são os candidatos naturais a implementação de uma ditadura. A maneira da sociedade aberta se defender desses grupos é simples: colocar os bandidos na cadeia e manter a inflação sob controle.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E não é que a CCJ acertou!!!!!

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara acertou e eu apóio essa medida importante para o crescimento saudável das crianças.

Não há sentido numa mãe, ou um pai, falarem mal do antigo parceiro para seus filhos. Infelizmente nem todos os casamentos dão certo, e separações já são duras demais para as crianças. Não há razão para tornar esse processo ainda mais dramático. Quando um conjuge tenta jogar os filhos, ou permite que alguém o faça, contra o antigo parceiro esse é um crime moral desprezível, que nada de bom pode trazer para a criança.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tem o Estado o Direito de Dizer Quais Roupas Devemos Usar?

A liberdade individual é o maior bem da humanidade. Contudo, existem claras limitações a mesma. Geralmente, assume-se que você é livre para fazer o que quiser desde que seus atos não prejudiquem outras pessoas.

Para evitar que os atos de um indivíduo prejudiquem a outro, o Estado costuma manter um aparato legal que garante as liberdades individuais, mas ao mesmo tempo restringe uma série de comportamentos. Será que o Estado deveria restringir a maneira como as pessoas se vestem? Isto é, tem o Estado o direito de dizer quais roupas podemos, e quais não podemos, usar?

Não se apresse em responder. A questão acima é muito mais complicada do que parece a primeira vista. De maneira geral me parece absurdo que o Estado tente legislar sobre as vestimentas de uma pessoa. Não cabe ao Estado dizer com qual roupa devo trabalhar e com qual roupa devo ficar em casa. Contudo, existem situações cinzentas. Por exemplo: devemos permitir que gangues andem organizadas por roupas de cores iguais? O que dizer de mulheres muçulmanas obrigadas a andarem com o rosto coberto? Ou ainda, muitas vezes a vestimenta pode estimular a segregação numa sociedade, como é o caso de grupos religiosos que se identificam por vestimentas específicas.

A questão acima é bem complicada, e honestamente eu não sei a resposta. Mas acredito que esta é uma questão que valeria a pena pensarmos a respeito.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Efeito Pré Sal

Diz a lenda que "tem coisas que só acontecem no Botafogo...". Mas a cada dia que passa acredito que temos que mudar essa frase para "tem coisas que só acontecem no Brasil". De repente os marxistas estavam corretos... a teoria econômica que vale para os Estados Unidos talvez não tenha valor por aqui....

Vamos ao ponto: a Petrobras anuncia novas descobertas de petróleo. O governo anuncia que as reservas de petróleo no pré-sal são maiores do que se esperava. Os preços internacionais do petróleo não estão subindo. Resumindo: a disponibilidade (oferta) de petróleo aumentou, os preços internacionais estão estáveis, mas o preço da gasolina subiu.... alguém entende isso?

Este é o efeito pré-sal: aumenta-se a oferta de um bem e o preço dele aumenta!!! Esta é a contribuição genuinamente brasileira para a teoria econômica. A teoria econômica já tinha o famoso bem de Giffen (bem que tem sua demanda aumentada quando seu preço sobe). Agora o Brasil criou o Efeito Pré-Sal: quando ocorre um choque positivo de oferta de um bem (deslocamento a curva de oferta para a direita) o seu preço sobe.

Não meus amigos, a teoria econômica não parece estar errada. O que parece estar errado é o governo e a Petrobras. Uma vez alguém perguntou: qual é a proposta liberal para o pré-sal? Meu amigo José Carneiro deu então uma excelente resposta: "a proposta liberal eu não sei, mas a proposta de viabilidade econômica é clara: não cave".

domingo, 15 de novembro de 2009

A Loira do Banheiro

Quando eu era criança, circulava pela escola a lenda da "Loira do Banheiro"... um espírito que assombrava a escola e perseguia os desavisados enquanto estes usavam o banheiro da escola. Isso deve ter ocorrido há uns 30 anos atrás.

Hoje, por pura coincidência, descobri que as crianças de 7 anos de várias escolas também já ouviram a história da "Loira do Banheiro".... me inteirando com as crianças notei que a lenda é exatamente a mesma.

Resumindo, no Brasil, nem lenda evolui....

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Custo da Covardia

Setembro de 1938: tudo estava preparado para o golpe. Os arquitetos: Marechal de Campo Erwin von Witzleben e General de Infantaria Karl-Heinrich von Stulpnagel. O chefe do Estado-Maior do Exército, Coronel General Franz Halder, apoiava o golpe.

A idéia era simples: Hitler queria invadir a Tchecoslováquia, a Tchecoslováquia possuia acordos de proteção com a Grã-Bretanha e a França. Segundo o cálculo dos conspiradores, tão logo a invasão alemã começasse as potências aliadas interviriam e invadiriam a Alemanha (que nessa época ainda não era páreo para seus adversários ocidentais). Assim, para evitar a guerra e a destruição da Alemanha, os conspiradores prenderiam (e se necessário fuzilariam) Hitler. Aliás, fuzilar ou prender Hitler era a única dúvida dos conspiradores. As tropas em Berlim já estavam em prontidão, sob o comando de Witzleben, para tomar o poder.

Aconteceu então o momento decisivo: Hitler ordenou a invasão da Tchecoslováquia, e o exército alemão marchou para os sudetos tchecos. Bastava que a Grã-Bretanha e a França declarassem guerra contra a Alemanha que o golpe seria posto em prática. Hitler seria deposto e preso (ou assassinado) no mesmo dia. Mas então aconteceu o inesperado: o primeiro ministro do Reino Unido, Arthur Neville Chamberlain, cedeu às exigências de Hitler e na Conferência de Munique aceitou a maioria das exigências nazistas. Ele acreditava que assim procedendo evitaria a guerra. O que Chamberlain fez foi evitar o golpe e salvar a vida de Hitler. O medo de ir à guerra, por ironia do destino, foi exatamente o que causou a guerra. Tomando o caso Tcheco como base, e acreditando na falta de empenho e de fibra dos Aliados, em setembro de 1939, Hitler ordenou a invasão da Polônia dando início a Segunda Guerra Mundial.

A decisão covarde dos aliados em setembro de 1938 não evitou a guerra, apenas adiou o seu início dando tempo para que seu inimigo se tornasse mais forte. Aproximadamente 50 milhões de pessoas morreram em decorrência da covardia aliada em não respeitar o acordo de proteção com a Tchecoslovaquia. Bastava uma simples declaração de guerra à Alemanha em setembro de 1938, e Hitler teria sido apagado das páginas da história. A covardia tem um preço, e cedo ou tarde todos são obrigados a pagarem suas contas.

Permitir que o Irã e que a Coréia do Norte tenham acesso a armas nucleares é um erro. Evitar a guerra com esses paises acreditando que os mesmos irão se conscientizar da importância da paz é cometer o mesmo erro que Chamberlain cometeu em setembro de 1938.

De maneira mais localizada, está na hora de darmos um basta no MST, está na hora de darmos um basta na corrupção e no bando de selvagens, inimigos da liberdade individual, que estão destruindo o Brasil. Acreditar que ceder aos inimigos da liberdade evitará o conflito é incorrer no erro de Chamberlain. Ditadores só entendem uma linguagem: força física.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães

Abaixo seguem algumas diretrizes do Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o programa original contém 25 pontos):

11. Que toda renda não merecida, e toda renda que não venha de trabalho, seja abolida.

13. Nós exigimos a nacionalização de todos os grupos investidores.

14. Nós exigimos participação dos lucros em grandes indústrias.

15. Nós exigimos um aumento generoso em pensões para idade avançada.

16. Nós exigimos a criação e manutenção de uma classe média sadia, a imediata socialização de grandes depósitos que serão vendidos a baixo custo para pequenos varejistas, e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários aos Estaso, às províncias e municipalidades.

17. Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com nossas necessidades nacionais, e a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários sem compensação de quaisquer terras necessárias para propósito comum. A abolição de arrendamentos de terra, e a proibição de toda especulação na terra.

19. Nós exigimos que a lei romana, que serve a um arranjo materialista do mundo, seja substituída pela lei comum alemã.

20. A fim de tornar possível para todos os alemães capazes e industriosos obter educação mais elevada, e assim a oportunidade de alcançar posições de liderança, o Estado deve assumir a responsabilidade de organizar completamente todo o sistema cultural do povo. Os currículos de todos os estabelecimentos educacionais serão adaptados para a vida prática. A concepção da idéia do Estado (ciência de cidadania) deve ser ensinada nas escolas desde o início. Nós exigimos que crianças especialmente talentosas de pais pobres, quaisquer que sejam suas classes sociais ou ocupações, sejam educadas às custas do Estado.

21. O Estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão de saúde nacional fornecendo centros de bem-estar maternal, proibindo trabalho infantil, aumentando aptidão física através da introdução de jogos compulsórios e ginástica, e pelo maior encorajamento possível de associações relacionadas com a educação física do jovem.

23. Nós exigimos que haja uma capanha legal contra aqueles que propaguem mentiras políticas deliberadas e disseminem-nas através da imprensa. A fim de tornar possível a criação de uma imprensa alemã, nós exigimos:
(a) Todos os editores e seus assistente em jornais publicados na língua alemã deverão ser cidadãos alemães.
(b) Jornais não-alemães deverão somente ser publicados com a permissão expressa do Estado. Eles não deverão ser publicado na língua alemã.
(c) Todos os interesses financeiros em, ou de qualquer forma afetando jornais alemães serão proibidos a não-alemães por lei, e nós exigimos que a punição por transgredir esta lei seja a imediata supressão do jornal e a expulsão dos não-alemães do Reich.

25. A fim de executar este programa, nós exigimos: a criação de uma autoridade central forte no Estado, a autoridade incondicional pelo parlamento político central de todo o Estado e todas as suas organizações.
A formação de comitês profissionais e de comitês representando os vários estados do país, para assegurar que as leis promulgadas pela autoridade central sejam executadas pelos estados federais.
Os líderes do partido assumem a responsabilidade de promover a execução dos pontos agora mencionados a todo custo, se necessário com o sacrifício de suas próprias vidas.

Este era o projeto de governo do PARTIDO NAZISTA, alguma semelhança com fatos que conhecemos?

Prova do Enade 2009 ou Ardil 22

A prova do Enade 2009 (que substitui o antigo Provão) tem como objetivo verificar o nível dos alunos e das Universidades/Faculdades brasileiras.

Vale a pena ler a prova. No começo tem até questão de quadrinhos!!!! Parece gibi. Esse é o nível que o Ministério da Educação (MEC) espera dos universitários brasileiros.... ler gibi.

Na parte geral a festa é generalizada. A questão 2 coloca uma charge com um garoto armado, tem uma enigmática questão 3 dizendo "Saco é um saco"... a questão 4 vai direto ao ponto: "o movimento antiglobalização apresenta-se..." O Sertão viaja a Veneza (seja lá o que isso signifique) também está na prova... a questão 8 é senasacional: "Qual das seguintes ações não contribui para a formação de uma sociedade leitora".

Uma das questões discursivas da parte de conhecimentos gerais perguntava sobre: "Qual direito social você destacaria para diminuir as desigualdades de renda familiares no Brasil?" O que é direito social. Que maluquice é essa? Eu conheço direito administrativo, penal comercial, etc., mas NÃO EXISTE uma matéria chamada direito social. O que é isso? Alguma vertente do direito bolivariano?

As questões de economia começam na pergunta 11, com questões de contabilidade social, mas não tarda a aparecer uma pergunta sobre Marx. Mas verdade seja dita, a prova de economia está bem feita.

Ardil 22 é a solução para ensinarmos os alunos a responderem as questões gerais do ENADE: Se ensinarmos os alunos de maneira correta, eles erram a prova. Se ensinarmos errado eles acertam.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Há 20 anos caia o Muro de Berlim, o cartão postal do socialismo

A queda de um dos mais importantes cartões postais do socialismo ocorreu há exatos 20 anos. No dia 09/11/1989 caia o Muro de Berlim.

O dia 09 de novembro de 1989 é uma data histórica, marca o fim de um período de opressão e barbárie justificada em nome de um "mundo melhor".

Hoje é o dia de TODOS os alunos, de TODOS os níveis, perguntarem a seus professores o que eles acham do Muro de Berlim. Vamos ver qual é a verdadeira cara dos professores brasileiros: ditadores disfarçados de apologistas por um mundo melhor ou defensores da liberdade individual. Não existe meio termo nessa equação.

domingo, 8 de novembro de 2009

Amanhã é o aniversário da queda: há 20 anos atrás caia o Muro de Berlim


09 de novembro de 1989, foi nesse dia histórico que caiu uma das maiores barbaridades comunistas: o Muro de Berlim.

Famílias foram separadas, pessoas perderam o direito de ir e vir e foram assassinadas. Interessante notar que os comunistas brasileiros sejam incapazes de aceitar o absurdo do Muro de Berlim.

Um povo, uma cultura, separados por um muro. O mesmo povo, a mesma cultura, separados por dois sistemas econômicos e morais: de um lado o capitalismo que respeita o direito individual, do outro lado o socialismo que prega o direito do Estado. Quando o muro caiu, ninguém do lado ocidental correu para o lado oriental. Lembrem sempre disso: foram os alemães da Alemanha Oriental que fugiram, ops quero dizer, correram para a Alemanha Ocidental e não o contrário.

Acima uma foto do momento histórico: a libertação dos prisioneiros da Alemanha Oriental.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Bota essa porra no chão" (Ronald Reagan)

O maior presidente da história americana, Ronald Reagan, sintetizou de maneira brilhante o sentimento de toda uma nação:

"Tear Down This Wall", que na minha tradução particular significa: "Bota essa porra no chão).

O vídeo mostra claramente porque este blogueiro considera RONALD REAGAN o maior presidente da história americana. Cedou ou tarde, nós brasileiros também teremos um Reagan. Cedo ou tarde os Mikails que habitam nossa terra irão ceder espaço e desaparecer, tal como a invenção "humanista" deles: o Muro de Berlim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EBook: A Crise Financeira de 2007-09: Uma Explicação Liberal

Já está disponível meu novo E-Book: A Crise Financeira de 2007-09: Uma Explicação Liberal.

Segue o prefácio do livro:

Saber as causas de uma crise econômica nunca é tarefa fácil. Mesmo hoje os fatores determinantes da crise de 1929 ainda são objeto de discussão. Dessa maneira, dizer com certeza o que originou a crise financeira atual é uma tarefa com pouca probabilidade de sucesso. Assim sendo, causa espanto o fato de que a explicação corrente – que culpa a desregulamentação do setor financeiro americano – seja aceita com tamanha credulidade.

O objetivo deste e-book é propiciar ao leitor uma explicação alternativa para a crise atual. Explicação essa que busca as raízes da crise na atuação do Congresso dos Estados Unidos aliadas a políticas monetárias equivocadas levadas a cabo pelo Banco Central Americano. Esta explicação mostra que a desregulamentação do setor financeiro americano nada teve de responsável pela presente crise. Ou seja, políticas públicas que tentem controlar e regulamentar o setor financeiro não irão de maneira alguma evitar próximas crises. Ao contrário, tal regulamentação e restrição a inovações financeiras têm o potencial de piorar o acesso ao crédito, piorando assim a situação de toda sociedade.

As origens da crise, a resposta dos governos, a reação dos Bancos Centrais, o comportamento das Bolsas de Valores e as semelhanças com a crise de 1929 são alguns dos tópicos tratados nesse livro. Além disso, ao final do livro são entrevistados três pesquisadores de renome internacional. Nesta entrevista eles debatem, de maneira didática, sobre a atuação dos governos frente a crise financeira.

TODOS que queiram uma cópia do E-Book podem obtê-lo DE GRAÇA. Para tanto basta enviar um e-mail para sachsida@hotmail.com solicitando uma cópia. Se você possui um blog e quer divulgar o livro, pode disponibilizá-lo em seu site. Se você quiser mandar o livro para sua lista de e-mails sinta-se livre para fazer isso.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aumento da alíquota de Imposto de Renda para altos salários

Sou terminantemente contra o aumento da alíquota do Imposto de Renda para salários mais altos. Já disse aqui antes e repito: o Brasil é o país que quer crescer mais trabalhando menos. Isso não é possível. Taxar cada vez mais os mais produtivos é o caminho certo para o desastre econômico.

Obviamente, não sou levado muito a sério por aqui. Mas o incentives Matter mostra que estou em boa companhia.

O Muro Caiu

O SB continua mandando bala no Muro de Berlim.

Por aqui ainda discutimos Stalin e Lenin.... o que assusta não é o fato óbvio de que regimes marxistas e/ou comunistas fracassem, mas a impressionante vitalidade que tais idéias ainda têm aqui no Brasil.

Até quando?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais Sobre a Vergonha Comunista

Ser um símbolo do absurdo comunista não é fácil. Afinal, o tradicional cartão de visitas comunista: assassinatos, genocídios, prisões políticas e miséria não são adversários fáceis de se bater. Mas nessa lista de desgraças não podemos deixar de fora o MURO DE BERLIM.

O Selva Brasilis, até o momento e até onde eu saiba, É O ÚNICO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO EM LINGUA PORTUGUESA que tem noticiado os 20 anos desse monstro que é o sonho de vários intelectuais brasileiros.

Na próxima aula de economia política, ou de sociologia, pergunte ao seu professor o seguinte:

"Professor, por que a Alemanha Oriental (um regime comunista) proibia seus cidadãos de visitarem parentes na Alemanha Ocidental?" ou então

"Professor, o Sr. concorda com o Muro de Berlim?"

Aposto que não faltarão marxistas para dizerem que o Muro foi um mal necessário... ou então para dizerem que os Estados Unidos também constróem muros.... sim, é verdade, mas no caso americano existe uma diferença fundamental: o muro é para evitar que ilegais entrem, não para evitar que saiam....

Bloqueio Comercial, Globalização e a Dialética Marxista

Nas universidades é comum a crença de que a globalização é ruim, sendo diretamente responsável pelo empobrecimento de um país. Tal crença é comungada por vários setores da sociedade, especialmente pelos intelectuais, jornalistas e profissionais com formação na área de ciências sociais. Mas, afinal de contas, o que é globalização? Globalização nada mais é do que a realização de trocas com o resto do mundo, ou seja, refere-se a importação e exportação de bens e serviços. Quando um país torna-se mais globalizado, isto significa que ele esta realizando mais trocas com o resto do mundo. Isto é, a soma dos montantes importados e exportados aumentou.

Por que o aumento das trocas com o resto do mundo levaria um país a ficar mais pobre? Na verdade é o contrário, o aumento das trocas aumenta a produtividade, e consequentemente, a riqueza de um país. Mas vamos deixar esse ponto de lado, pois o objetivo deste post é outro. Interessante notar que as mesmas pessoas que são contrárias a globalização mostram-se indignadas com o bloqueio comercial contra Cuba. Segundo tais pessoas, este bloqueio comercial prejudicaria a economia cubana, levando ao empobrecimento desta. SURPRESA: eu concordo com elas!!! Sim, o bloqueio comercial impede Cuba de comercializar com o resto do mundo, e isto traz grandes dificuldades para a economia cubana.

Notem que meus argumentos são consistentes: globalização é bom, logo o bloqueio comercial prejudica Cuba. Notem agora o argumento dos intelectuais contrários a globalização: globalização é ruim, logo o bloqueio comercial prejudica Cuba. Opa... isso não é possível, se globalização é ruim, então o bloqueio comercial (que implica em globalização próxima de zero) deveria ter tornado Cuba numa potência econômica. Estranho notar que pessoas que são contrárias a globalização argumentem que o bloqueio comercial prejudique Cuba. Ora, se você acredita que globalização é ruim então a proibição de comércio de Cuba com o resto do mundo (bloqueio comercial) deveria fortalecer a economia cubana.

A miséria de Cuba reside num sistema político totalitário e assassino, num sistema econômico com planejamento central (e não economia de mercado) que produz resultados medíocres, e a ausência de comércio com o resto do mundo (globalização baixa) torna a economia cubana ainda mais pobre. Somente a dialética marxista é capaz de explicar que intelectuais contrários a globalização sejam os mesmos que argumentem que o bloqueio comercial prejudique Cuba.

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