quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Entrevista com o Coronel Walter E. Kurtz

Na mais espetacular entrevista de meu blog, consegui uma entrevista exclusiva com o Coronel Walter E. Kurtz. O Coronel Kurtz comandou um regimento durante a guerra do Vietnã, e foi uma das figuras mais enigmáticas de toda a guerra. Admirado por uns, odiado por outros, o Coronel aceitou nos conceder a entrevista abaixo.

1) Coronel, pode nos falar um pouco de sua experiência no Vietnã?

R) Eu vi o horror, o horror que só os que lá estiveram já viram. Ninguém tem o direito de me chamar de assassino. Você tem o direito de me matar, mas não de me julgar. É impossível explicar por palavras, aos que não conhecem o horror, o que deve ser feito para se vencer uma guerra. Há muito tempo atrás, quando eu estava nas forças especiais, nós fomos a um acampamento vietnamita e vacinamos as crianças contra poliomielite. Passado algum tempo depois de termos saído do acampamento, um velho do acampamento apareceu chorando na nossa frente. Nós voltamos então ao acampamento vietnamita. Os vietcongues haviam atacado o acampamento e arrancado o braço que havia sido vacinado de todas as crianças, os braços delas estavam todos lá amontoados numa pilha. Eu chorei vendo aquela cena, e eu nunca vou esquecê-la. Foi só então que eu tive uma inspiração: eu pensei, meu Deus, que coisa genial. Nesse momento eu vi que os vietcongues eram mais fortes do que nós, porque eles podiam fazer aquilo e não se considerarem monstros, eram apenas homens bem treinados. Eram homens que lutaram com seus corações, que tinham famílias, que tinhas filhos, que eram cheios de amor, mas eles tinham a força suficiente para fazer aquilo. Se eu tivesse dez divisões de homens como aqueles nossos problemas no Vietnã teriam terminado rapidamente. Você tem que ter homens que têm moral, e ao mesmo tempo são capazes de se utilizar de seus instintos primitivos para matar sem sentir remorso, sem paixão, sem culpa na consciência. É essa culpa que nos derrota.

2) Qual o maior aliado de um exército?

R) O horror, o horror. O horror tem um rosto e você deve fazer dele seu amigo. O horror e o horror moral são nossos amigos. Se eles não forem nossos amigos, então são inimigos a serem temidos. Eles são os verdadeiros inimigos.


3) O que você acha do Alto Comando das Forças Armadas Americanas?

R) Nós treinamos jovens para lançar fogo nas pessoas, mas nossos comandantes não permitem que eles escrevam “foda-se” em seus aviões porque isso é obsceno.


4) Algumas pessoas no Alto Comando o acusam de assassinato, o que tem a dizer a eles?

R) Do que você chama assassinos que acusam outro assassino?


5) Qual deve ser o procedimento contra o Irã e a Coréia do Norte?

R) Nós devemos matá-los. Devemos botar fogo neles. Porco depois de porco.... vaca depois de vaca, cidade após cidade… exército após exército.


Essa foi a entrevista com o Coronel Kurtz. Evidentemente não concordo com seus métodos. O objetivo dessa entrevista foi outro: foi mostrar ao leitor como pensam mentes perturbadas como a do Coronel Kurtz, a do presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad, e a do ditador norte-coreano Kim Jong-il.

Pessoas como Kurtz, Ahmedinejad e Kim Jong-il não entendem atos de boa vontade. Para eles, atos de boa vontade são demonstrações de fraqueza. Sanções econômicas não funcionam contra eles, pelo contrário apenas aumentam a coesão interna contra o inimigo externo. Força bruta é a única linguagem possível de ser compreendida por tais indivíduos, acreditar em qualquer coisa diferente disso é colocar em risco nossa liberdade e a segurança de nossas famílias.

7 comentários:

Chesterton disse...

Bem, nunca tin ha ouvido falar nele, nem sei se realmente existe. Mas o depoimento é de uma pessoa que perdeu o juízo após assistir-participar de um conflito assimétrico. Eles podem, eu não posso? Pifou o cérebro. Xiii, perdi.
Nem eu nem você, em condições similares, estaríamos livres do risco de nos tornar iguais a ele.

Anônimo disse...

Morro de preguiça de ler entrevistas... e a última resposta do cara fez-me ñ ter vontade de ler mais nada. Só tenho a dizer q ele é um tosco, completamente! Ainda bem q ñ perdi meu tempo lendo as respostas desse cara.
Ah, evidente q li o q disseste depois, pois queria saber se concordavas c as asneiras ditas.
[Ainda bem q ñ, pelo amor... tens ctz q alguém concorda c ele? Aff!]

Marcelo disse...

Grande Marlon Brando!

rafael p. disse...

a entrevista me faz sugerir outro filme: "o senhor das armas".

Se existem pessoas que chegam a alcançar esse nivel de perturbação (e ainda por cima armadas!) é porque existem muitos interesses de alguns poucos por detrás. "Alguém tem que sujar as mãos"....

merda heim...

Chesterton disse...

Perto da luta narrada em "1453" de R. Crowley, isto é fichinha. O livro vale a pena.

Pedro H. Albuquerque disse...

Me faz pensar no Dr. Alphonse Mephisto...

Gerolimich disse...

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