quinta-feira, 4 de março de 2010

Entrevista com Nilton Franzoni

Nilton Franzoni é um dos talentos brasileiros no campo das artes. Sua página na internet pode dar uma melhor dimensão de seu talento.


1) Como você avalia sua obra? Você se considera pertencente a algum movimento?

A forma totalmente natural como despontou a minha vocação para a pintura me deixa bastante seguro para dizer que não pertenço a nenhum movimento em particular. Na verdade, somente depois de vários anos após iniciar a minha produção artística é que fui notar a grande similaridade do meu estilo atual com aquele empregado nos desenhos da infância distante. Enfim, se for necessário classifica-los, os meus quadros podem ser facilmente enquadrados na linha abstracionista. No que tange à técnica empregada, com aproveitamento reflexivo da luz a partir da combinação de tintas e materiais diversos, posso garantir que os meus resultados visuais são surpreendentes e singulares.

2) Alguns artistas se concentram mais em chocar as pessoas do que em apresentar uma obra visualmente agradável, a que você atribui isso?

A minha proposta atual é a de proporcionar imagens que agradem ao olhar e à imaginação das pessoas, acrescentando beleza e bem estar aos ambientes. Isto não significa que eu não valorize obras que contenham mensagens de outros teores, e que se prestem a outros fins. A arte é apenas mais uma forma (especial) de expressão, que é essencial ao ser humano e pode ser abrangente a qualquer tipo de sentimento. Já a apreciação da arte, esta depende do gosto e do momento de cada observador. Eu mesmo possuo trabalhos com outros conteúdos diversos, que talvez possam vir a ser oferecidos ao público em fases futuras.

3) Em sua opinião quem foi o maior dos artistas brasileiros? Qual a influência dele sobre seu trabalho?

Pessoalmente, não acredito que se possa falar em “o maior artista brasileiro”. Atualmente, existem muitos artistas fazendo pintura de qualidade no Brasil; e não poucos deles são mais conhecidos lá fora do que no próprio país de origem. Para não cometer a injustiça de deixar alguns justos merecedores atuais de fora da minha lista dos melhores, prefiro citar os meus prediletos do rol dos clássicos da pintura brasileira, como Burle Marx, Aldemir Martins, Anita Malfatti, Candido Portinari e Alfredo Volpi . Todos estes exerceram alguma influência sobre a minha visão da arte de um modo geral. No caso das minhas pinturas, certamente a herança do uso generoso das cores e a simplicidade dos traços.

4) Investir em arte é um bom investimento? Qual dica você daria a alguém que pretende investir nesse mercado?

O comercio de arte funciona dentro dos princípios básicos de qualquer outro mercado. Talvez possa se considerar bastante acentuado o fator “informação assimétrica”, dados a grande subjetividade envolvida na formação do preço das obras presentemente menos notórias e o ainda baixo nível de profissionalismo que abrange uma grande parte dos agentes atuantes (vendedores ou compradores). Isso, contudo, para muitos pode ser considerado um grande atrativo, uma vez que torna possível ao comprador perspicaz e paciente a realização de altos lucros ao revender, no tempo certo, uma obra surpreendentemente valorizada. Neste sentido, minha dica é investir em artistas novos, ainda pouco difundidos no mercado formal, que apresentem originalidade e qualidade comprovadamente acima da média.

3 comentários:

Anônimo disse...

[Off Topic]

Professor,

Podia nos esclarecer o que deu no FMI.

Vermelhou?

Obrigado!
Marcos Paulo

Anônimo disse...

Adolfo,

O surpreendentemente bom disso tudo é ter convido com Nilton na época em que ele foi estudante na UnB e poder atestar sobre o caráter honesto e o sobre grande sujeito que ele é.


Parabéns ao Niltão, pelo sucesso.


José Coelho

Anônimo disse...

As obras são belíssimas! Gostei muito da 'Trançado', 'Onda x', 'Mozaico red' - as que parecem mosaicos atraíram-me mais. Adoro mosaicos! - e 'Nuvem rubra'.

Tenho 'uma certa inveja' de pessoas com dons artísticos. Até tentei ir pr' esse lado. Sempre achei que tinha dom pr' artes plásticas, mas depois de fazer desenho 2, desisti completamente, ñ conseguia desenhar em 3D, ficava tudo muito planificado. foi uma decepção. Tranquei a disciplina para não reprovar...

enfim...
tive vontade de sentir a textura das telas.

*As cores utilizadas lembrou-me um quadro que gosto muito, 'O beijo'. e não foi à toa, lendo as influências do artista está Gustav Klimt.

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