segunda-feira, 28 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Previsões do Sachsida x Resultados da Copa

Seguem meus palpites para as oitavas de final, feitos antes da Copa, e o que realmente ocorreu:

Previsão: México, Grécia, Inglaterra, Austrália, Argentina, França, Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Paraguai, Brasil, Chile, Itália, Dinamarca, Espanha e Portugal.

Resultado: México, Uruguai, Argentina, Coréia do Sul, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Gana, Holanda, Japão, Paraguai, Eslováquia, Brasil, Portugal, Espanha e Chile.

Porcentagem de acerto: 11 em 16 = 68,75%

Previsão para as oitavas:

1) Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
2) Estados Unidos 2 x 0 Gana
3) Holanda 3 x 1 Eslováquia
4) Brasil 4 x 1 Chile
5) Argentina 2 x 0 México
6) Alemanha 0 x 0 Inglaterra (Alemanha 4 a 3 nas penalidades)
7) Paraguai 1 x 0 Japão
8) Espanha 0 x 1 Portugal

PS: apenas para lembrar os amigos socialistas a Coréia do Norte levou 12 gols e marcou apenas 1. O que mostra que minha previsão inicial de uma goleada brasileira fazia sentido dada a fragilidade dos soldados norte-coreanos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Burocracia e Vontade de Trabalhar

Sabem qual é a primeira dificuldade enfrentada no trabalho DEPOIS de conseguir um emprego???? No Brasil, a primeira dificuldade é reunir os documentos para poder trabalhar. A lista abaixo mostra os documentos padrões exigidos por qualquer empresa no ato da contratacao:

Documentos Para Departamento de Recursos Humanos:

1) Carteira de Trabalho
2) Certificados de conclusão dos cursos realizados
3) Cartão do PIS/PASEP
4) 1 foto 3X4
5) CPF/CIC
6) RG
7) Título de Eleitor e comprovante da última votação
8) Certificado Militar (uma cópia simples)
9) Comprovante de residência, com data recente
10) Certidão de casamento ou nascimento
11) Certidão de Nascimento dos filhos até 14 anos
12) Cartão de vacinação dos filhos até os 05 anos
13) Informações sobre contribuição sindical:
Já paga em alguma outra instituição?
Quando foi efetuado o último pagamento?
14) Exame médico (quase me esqueço desse)

Lembre-se de incluir depois os documentos extras requeridos por cada ocupação em particular.

Pois é, trabalhar dá um trabalho......

sábado, 19 de junho de 2010

O Melhor de Todos os Tempos

Neste mesmo dia, mas em 1958, o maior atleta de todos os tempos marcava seu primeiro gol numa copa do mundo. Pelé recebeu a bola de costas para o gol, matou no peito, na virada driblou o primeiro marcador e antes da chegada da cobertura finalizou para o gol. GÊNIO ABSOLUTO!!!!!! Valeu Pelé!!!!!!!

Claro que hoje em dia apareceria alguém pra dizer que Pelé era muito novo, tinha apenas 17 anos, e que o melhor era deixar ele amadurecer primeiro.... enfim, os técnicos de hoje deixariam Pelé de fora da copa de 1958. Verdade seja dita, o técnico da época também deixaria Pelé de fora (Pelé e Garrincha começaram a copa como reservas). Contudo, em 1958 os técnicos conheciam seu lugar: bico calado FORA do campo. Nilton Santos e outros jogadores botaram ordem na casa e ESCALARAM eles mesmo Pelé e Garrincha para o time titular.

Está na hora dos técnicos entenderem que seu papel é um só: assinar a súmula do jogo e ir pra casa. Técnico bom é aquele que não atrapalha. Daí o sucesso incrível de Joel Santana.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Previsão do Sachsida: Brasil 1000 x 0 Coréia do Norte

O Brasil vai estrear amanhã na Copa do Mundo metendo mil a zero na Coréia do Norte. Vai ser um placar histórico.

A Coréia do Norte mal começou a copa e já cometeu duas ilegalidades: 1) dando uma de joãozinho sem braço os cartolas norte-coreanos inscreveram um centroavante como se fosse o terceiro goleiro (tentando assim obter uma vantagem ilegal). A FIFA já se manifestou e avisou que tal jogador só poderá jogar se for no gol (ou seja, o truque dos norte-coreanos já foi desmascarado); e 2) a Coréia do Norte está retransmitindo jogos da Copa SEM TER PAGO os direitos de transmissão. Ou seja, o comunismo não apenas destrói o lado econômico de uma sociedade, ele destrói também o lado moral. Não basta a Coréia do Norte jogar a Copa do Mundo (o que já é uma honra), eles precisam sacanear de algum jeito.

De outro lado vemos a Coréia do Sul, capitalista, que estreou com vitória na Copa. Não cometeu irregularidade alguma, e a cada dia que passa se torna um país mais rico. Isso deve doer profundamente nos comunistas: o mesmo povo, a mesma região, um rico outro pobre. A diferença: o capitalismo trouxe prosperidade e liberdade a Coréia do Sul; o comunismo levou miséria e perda de liberdade a Coréia do Norte.

Nessa copa o Brasil vai ser campeão. Mas se não der pro Brasil, que seja a Coréia do Sul a campeã. Quanto aos norte-coreanos só podemos ter piedade de um povo tão esmagado por um sistema que promete o céu e garante a entrega expressa ao inferno.

domingo, 13 de junho de 2010

Souza Dantas e o melhor do Itamaraty

O Itamaraty já foi motivo de orgulho para o Brasil. Atualmente, os acordos com o Irã e a proximidade com ditaduras sangrentas apenas nos envergonha.

Onde estão os Souza Dantas do Itamaraty? Ainda existem diplomatas no Itamaraty?

Este blog presta uma singela homenagem a um brasileiro que salvou vidas, que manteve princípios, um brasileiro que vale a pena lembrar. Durante a perseguição nazista, Souza Dantas (embaixador brasileiro na França ocupada) salvou a vida de milhares de judeus. Obrigado, embaixador Souza Dantas (obviamente no Brasil você caiu no esquecimento, mas seus feitos não se tornam menores por isso, pelo contrário, apenas ilustram a magnitude de sua grandeza).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Copa do Mundo analisada pelo Selva Brasilis

O Selva Brasilis (SB) é um dos melhores blogs da internet: culto, inteligente, irônico, e sem medo de dizer o que pensa. O SB tem uma longa tradição de não esconder os problemas do Brasil e do mundo. Leitura obrigatória. Nessa entrevista, tive a oportunidade de entender um pouco mais de futebol com o SB.

1) Romário, Rivelino, Branco, entre outros. Todos jogadores consagrados pelo Fluminense e fundamentais para as conquistas da seleção brasileira. Não está faltando jogador do Fluminense nessa seleção? Raí, Cafu, Silas, Muller, entre outros, de onde veio a mística de que jogador do São Paulo sabe jogar bola?

SB) Se eu fosse um professor de Sociologia da USP começaria dizendo que o São Paulo é um time que representa os interesses judaicos, provavelmente do estado de Israel. Portanto, ao lado dos sábios do Sião, o São Paulo manipula a CBF e deita e rola no futebol brasileiro, para o desespero syrio-libanês corinthiano. Mas sabemos que isso não é verdade pois desde que o PT se meteu no futebol brasileiro, os juízes jogam apaixonadamente pelo timão. Mais uma contribuição social do governo Lula.
Mas vamos falar sério. Vamos falar de futebol e, portanto, do Fluminense, time que é a sua essência.
O Fluminense tem o melhor jogador brasileiro, Fred, e o melhor jogador argentino de todos os tempos, Dario Conca. Ambos não foram para a copa. A não convocação de Conca era mais do que esperada. Alguém ainda vai escrever um artigo calculando o impacto de longo prazo da cocaína no futebol argentino. Seu efeito brutal na destruição da massa encefálica dos técnicos de futebol da seleção argentina é visível. Alguém pode argumentar que Maradona, um bolivariano da bola, não tem cérebro. Dizer que é um asno é um elogio. Deixa Conca no Flu para evitar que o craque leve seu país a uma conquista mundial histórica e evite futuras comparações com o próprio Maradona. Mas zebra existe e a Argentina pode surpreender. Basta lembrar que Menotti depois de cheirar metade do PIB boliviano, não levou Doval pra copa e conseguiu ser campeão com Luque em campo…
Fred é o único jogador na história do futebol que tem uma presença na frente do gol semelhante a Romário. Isso, por si só, já o qualifica como um craque fenomenal. Seu problema é que é um jogador “bichado”, felizmente não no nível de um Reinaldo [aquele atacante horroroso do Atlético Mineiro e da copa de 1978]. Além disso tem que surfar menos, é incrível que ninguém tenha dito ao Fred que surfe e Minas Gerais não combinam numa única sentença.
Last but not least você citou Raí, Cafu, Silas, Muller e conseguiu esquecer de Waldir Peres, de Serginho Xulapa….sinceramente, alguém aí tem a temeridade de discutir a contribuição do São Paulo para a seleção brasileira? Do ponto de vista uruguayo não há problema, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Lugano são craques indiscutíveis e Richarlyson é uma fruta.


2) Técnicos da seleção brasileira se caracterizam pelo fato óbvio de não entenderem de futebol, como você classifica Dunga entre os técnicos da seleção canarinho?

SB) Dunga é gênio. Toda vez que se depara com a Argentina, ele a entuba sem dó nem piedade. Isso é um mérito que ninguém tira. Dunga sempre foi um bom técnico. Lembre que ele dentro de campo dirigiu o time de 1994. Tá certo, era uma tarefa fácil, pois Romário levava aquele time nas costas. Mas mesmo assim ninguém credita a Dunga o fato de corrigir os infinitos erros táticos de Parreira. Dunga fez o mesmo em 1998 com Zagallo, o problema é que aquele time era realmente horrível pois não tinha Romário. Os erros táticos eram ainda mais numerosos do que em 1994, isso porque Zico estava lá. Sua influência sobre Zagalo não pode ser desprezada. Ele cortou Romário. Seu objetivo era manter sua invencibilidade nas copas do mundo intacta. Zico é sem sombra de dúvidas o maior perdedor de copas do mundo da história, com cinco [perdeu a de 2006 como técnico do Japão], fica ao lado daquele peruzeiro mexicano que ninguém lembra o nome.


3) Em termos de futebol a Espanha se assemelha muito ao México, ou seja, cabeças de bagre que acham que são gênios do futebol. De onde vem essa lenda espanhola?

SB) Se você é burro, incompetente, boçal, preguiçoso e desonesto, você age como se soubesse tudo, como se fosse o rei da cocada preta. Arrogância e prepotência, entre gente estúpida e ignorante, sempre funciona. É parte integrante e essencial do espírito e cultura ibéricas. No futebol você finge que é craque. O problema espanhol é que o futebol ainda é um esporte competitivo. Se a copa do mundo fosse jogada como se joga o futebol na Espanha, onde vigora o sistema mercantilista e apenas Real Madrid e Barcelona têm licença para ser campeões, então a Espanha seria uma potência imbatível no esporte. Bastaria aos espanhóis capturar a FIFA e agir como o Comitê Olímpico Internacional agiu durante a gestão Juan Antonio Samaranch.
Sobre o México, sem sacanagem, não há muito o que falar. Coitados dos Aztecas, perderam até a hegemonia futebolística na américa do norte para os EUA. Imagina?! A única coisa na vida que os Mexicanos se julgavam melhor do que os Yankees era no futebol e agora nem isso… é muita frustração, muito complexo de inferioridade…


4) Quais são suas previsões para a Copa?

SB) Meus profundos conhecimentos de finanças me permitem fazer previsões certeiras: 1) A Espanha não será campeã; nem o Japão; 2) Messi será um fracasso; 3) Finalmente vão descobrir que Kaká não joga porra nenhuma; 4) Maradona vai ser preso com pose de meia tonelada de cocaína.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Considerações Sobre a Copa do Mundo

Toda Copa do Mundo tem três coisas em comum: uma seleção famosa que desaponta, uma seleção fraca que surpreende, e a melhor seleção espanhola de todos os tempos que não passará das quartas de finais.

A tradicional incapacidade dos experts em finanças já deu o ar da graça. Segundo o modelo matemático dos gênios do mercado financeiro a final da copa será entre Espanha x Inglaterra. Nada mais natural que o mercado financeiro estar na situação atual.... alguém pode me explicar uma predição dessas? Só espero que eles não sugiram nenhum bailout (perdão) para tais seleções... não deixaria de ser engraçado ouvir a argumentação: se a Espanha for eliminada da copa isso gerará um efeito cascata que se propagará pelos mercados levando o caos aos mercados globais.... Assim, é fundamental para a estabilidade do mercado que a seleção espanhola sagre-se campeã.

A Espanha ganhou um único torneio europeu até hoje*, a pobre Inglaterra já há muito não ganha nada. A única final que Espanha e Inglaterra irão disputar será para ver quem será a maior decepção da copa e, nesse quesito, é inegável que a Espanha é a franca (parecido, mas não confunda com França) favorita.

Mas deixando a Espanha de lado, vamos falar de futebol sério. Qualquer econometrista digno do nome usa informações do passado para inferir sobre o futuro (mesmo que isso não funcione em alguns casos). Alguém se lembra de alguma copa do mundo sem que ao menos um entre Brasil, Argentina, Itália ou Alemanha estivesse final? Então qualquer predição de final sem uma dessas quatro seleções é um chute maior do que os tradicionais chutes educados (feitos pelos econometristas).

Após exaustivos cálculos, aliados a noites mal dormidas, finalmente cheguei não só a final da copa, mas também ao placar: Brasil 4 x 1 Argentina, com três gols de Elano e outro de Julio Batista. A verdade é que Dunga tem ao seu lado o que poucos técnicos do mundo tem: a seleção canarinho. A camisa da seleção brasileira joga sozinha, basta o técnico assinar a súmula. Um dia ainda teremos a sabedoria de promover Joel Santana para técnico da seleção brasileira. O gênio Joel vai sentar no banco, palitar os dentes e falar o óbvio: podem jogar e me deixam aqui em paz. É título na certa.

*: para ser honesto, a Espanha venceu dois torneios europeus.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quantidade x Qualidade

A decisão entre produzir mais ou produzir melhor é uma das mais difíceis dentro da sociedade. Recentemente, o novo Qualis (ranking de qualidade das revistas científicas da CAPES) aponta diretamente na importância da quantidade em detrimento da qualidade. Essa estratégia tem sido duramente criticada por diversos pesquisadores. Contudo, em minha opinião, dentro da área de Economia a CAPES acertou.

O que é melhor para um pesquisador: publicar um único artigo a cada 10 anos na American Economic Review (AER) (a melhor revista acadêmica do mundo na área de economia); ou publicar um artigo por ano na Revista Brasileira de Economia (RBE) (a melhor revista nacional de economia)? Acredito que a grande maioria dos pesquisadores optará por um único artigo, a cada 10 anos, na AER. O prestígio, a reputação, o status e a importância de uma publicação na AER superam 10 artigos publicados na RBE. Mas e para a sociedade brasileira, o que seria melhor? Acredito que 10 artigos na RBE, em 10 anos, seriam melhores do que um único artigo na AER no mesmo período de tempo.

Acontece que para se publicar na AER você precisa apresentar uma técnica nova, uma idéia realmente inovadora e, além disso, precisa convencer os editores que estudos sobre o Brasil são do interesse geral. Já para se publicar na RBE você pode perfeitamente usar uma técnica recente (desenvolvida nos últimos anos) e aplicá-la a problemas nacionais. Dada a escassez enorme de estudos sobre os problemas brasileiros, me parece que precisamos nesse momento muito mais de quantidade (com qualidade de técnicas recentes) do que de qualidade (de técnicas inéditas no mundo). Saúde, educação, previdência, finanças públicas, metas de inflação, entre outros temas importantíssimos podem se beneficiar das novas metodologias (publicadas em anos recentes em revistas de ponta internacionais) para melhorar nossa compreensão dos problemas nacionais.

Sendo assim, acredito que a CAPES (pelo menos na área de economia) acertou em sua estratégia de beneficiar a quantidade em detrimento da qualidade. Claro que tenho discordâncias da CAPES, mas essas se dão no campo tático: acredito que determinadas revistas no QUALIS tiveram propositalmente seu valor inflado, o que me parece um erro sério. Mas é um erro tático, e não de estratégia.

Por fim, devemos lembrar que a área de economia compete por recursos na CAPES com cursos como Administração. Como a área de Administração classifica várias revistas como sendo de excelência (quando pelos padrões da economia elas seriam mal ranqueadas), isso implica que os pesquisadores de Administração têm muitas publicações em revistas de excelência. Se os pesquisadores de Economia mantiverem um QUALIS mais restrito, isso implica em menos bolsas e menos recursos públicos para a área de Economia, e mais recursos para a área de Administração (pois pelos critérios estes seriam mais produtivos). Esse é um problema grave e que não deve ser desprezado.

A escolha entre quantidade e qualidade não é óbvia, e cada caso deve ser analisado separadamente. Durante a Segunda Guerra Mundial os alemães produziram o melhor tanque de guerra do mundo, o TIGER. Já os soviéticos produziram o bom T-34. Um T-34 não tinha chances contra um TIGER. Contudo, era tão caro e demorado produzir um TIGER que quando estes chegavam ao campo de batalha tinham que se defrontar com uma inferioridade numérica grande, que os colocavam em severa desvantagem, em relação aos mais baratos, e mais fáceis de montar, T-34. O T-34 é um caso clássico do bom superando o excelente. Mas repito: cada caso é um caso. Talvez no futuro seja melhor um QUALIS que privilegie a qualidade em detrimento da quantidade, mas no presente acredito que a CAPES está estrategicamente correta em sua decisão de beneficiar a quantidade.

domingo, 6 de junho de 2010

Mercado Acadêmico Brasil x EUA

Ser contratado por uma universidade americana implica que você pode negociar praticamente tudo, principalmente salário. Fazer uma contra-oferta, depois de receber uma proposta é usual nas negociações para contratação. Apesar de salário ser o principal item de negociação, também pode-se negociar bolsas (de pesquisa e de verão), diminuição da carga horária em sala de aula, ingressos para os jogos da universidade, e até vagas no estacionamento. Os novatos geralmente são contratados para uma posição de assitente (tenure track). Essa posição tem renegociações anuais de salário, e geralmente tem uma duração de 5 anos. Após isso, a universidade decide se te promove a professor associado (tenure) ou te manda embora (nesse caso você costuma ter uma extensão de contrato por mais um ano). Nesses 5 anos de tenure track você é anualmente avaliado: pesquisa, ensino e extensão (principalmente sua capacidade de atrair recursos externos). Se você ganhar a tenure, isso implica numa garantia de emprego (dificilmente você será demitido no futuro). Apesar de interessante, o sistema americano tem uma curiosidade: para ter um razoável aumento salarial só tem um jeito: achar emprego em outra universidade. Daí o fato de vários pesquisadores americanos de sucesso trocarem duas ou três vezes de universidade durante sua vida.

No Brasil existem duas opções: universidades públicas ou privadas. Nas públicas não se negocia nada (a não ser negociações de bastidores referentes ao formato do edital do concurso). O salário está dado, o número de aulas está dado, enfim é pegar ou largar. A vantagem é que, apesar de ser legalmente possível ser demitido durante o estágio probatório de 3 anos, na prática depois que se entra numa universidade pública é só esperar pela aposentadoria. Pouco importa o desempenho do professor de universidade pública, seu emprego está garantido. No setor privado, em 99,99% dos casos não se negocia nada, e qualquer coisa pode ser usada para sua demissão. Pouco importa se você é um excelente pesquisador e professor exemplar. Na imensa maioria das faculdades privadas o que conta é agradar ao aluno e ao diretor do curso, pouco importa o que se tenha que sacrificar para isso. Note que existem exceções, existem excelentes universidades privadas no Brasil, mas elas são a exceção e não a regra.

Nas poucas universidades privadas onde existe negociação, esta se dá no contrato salarial e no período que você precisa permanecer na universidade. Devido as dificuldades geradas pela legislação trabalhista brasileira dificilmente se paga um salário hora diferenciado. O comum aqui é contratar um professor por 40 horas/semana, mas exigir que esse professor fique na universidade um tempo inferior a isso. Ou seja, aumenta-se artificialmente o salário-hora. Negociação salarial no mercado acadêmico brasileiro é reservado apenas a elite que aceita ir para o mercado privado.

Uma prova do não funcionamento do mercado acadêmico brasileiro é a situação do mercado para economistas: simplesmente não há hoje economistas com publicação no mercado. Isso implica que o salário dos que têm publicação deveria subir, o que simplesmente não ocorre. A consequência imediata disso é que várias universidades, públicas e privadas, estão contratando pesquisadores que não possuem uma única publicação em seus currículos.

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