terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Brasil já está maduro o suficiente para as mulheres pagarem sua parte na conta

Parece que o maior mérito da candidata do PT à presidência da república é ser mulher. A campanha petista não para de martelar que “o Brasil já está maduro o suficiente para ter uma mulher na presidência”. Eu concordo, e digo mais: já está na hora das mulheres pagarem sua parte na conta.

Não me refiro aqui a questões de microeconomia. Ou seja, não questiono aqui o fato de que boa parte das mulheres – muitas delas progressistas, orgulhosas de serem independentes, e prontas a recriminar suas companheiras que optam por ser donas de casa –, sequer se incomodam em pagar sua parte na conta quando saem com um homem. Também não questiono a repulsa de algumas feministas por homens que têm a “indelizadeza” de lembrá-las que a conta deve ser dividida.

Meu ponto é de macroeconomia, e segue um princípio simples: se alguém recebe mais do que pagou, é porque alguém está pagando mais do que irá receber. Não há como fugir dessa lógica. Transpondo isso para a previdência social, temos uma verdade comprovada pelos fatos: mulheres vivem mais do que os homens. Dessa maneira, no que se refere à previdência social mulheres devem pagar mais (ou por mais tempo) do que os homens. Isso não se refere a discriminação, é apenas um fato estatístico. Estatística esta que é levada em consideração no mercardo de seguro de automóveis: para segurar um automóvel mulheres pagam menos do que homens. Ora, se é válido usar estatística para se cobrar menos das mulheres, então qual é o problema de se usar estatística quando esta favorece aos homens?

Claro que eu conheço os tradicionais, e errados, argumentos em favor das mulheres contribuírem menos para a previdência: jornada dupla e discriminação no mercado de trabalho. Contudo, no mundo moderno, homens também cumprem jornada dupla. Seja ajudando em casa, tendo um segundo emprego, cuidando das crianças, ou fazendo as tradicionais tarefas de homem numa casa. Quanto ao fato das mulheres serem discriminadas, bem essa é apenas uma hipótese que alguns tomam erradamente como uma certeza.

Enfim, as mulheres amudereceram: botaram os homens para ajudar em casa, foram trabalhar fora, deixam que outras pessoas cuidem de seus filhos, e concorrem à cargos políticos. Sem dúvida foram grandes vitórias, mas cabe lembrar que direitos geralmente vêm acompanhados de deveres: está na hora das mulheres pagarem sua parte na conta.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Liberdade na Estrada 2

Pelo segundo ano consecutivo o Ordem Livre faz bonito e lança novamente o Liberdade na Estrada.

Deixo claro que foi uma honra para mim participar da primeira edição. E com muita honra terei o prazer de participar de parte dessa iniciativa.

Obrigado ao Ordem Livre por essa chance. E já vou avisando, em Brasília o evento vai estar lotado!!!!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lula e o Paradoxo do Malandro

De acordo com o filósofo Bezerra da Silva “Malandro demais vira bicho”. Acredito que mais cedo do que pensa, Lula irá entender essa frase. Lula se acha gênio: escolheu para substituí-lo alguém completamente desconhecido e despreparado. Na cabeça de Lula a lógica é simples: escolhendo alguém desconhecido para substituí-lo ele teria duas vantagens: 1) manteria o poder nos bastidores; e 2) voltaria para a presidência na eleição seguinte.

Não sou fã do PT, mas mesmo o PT tem quadros mais capacitados que Dilma. Então Lula elaborou a trama, escolheu alguém que acredita que poderá manipular, alguém totalmente dependente do carisma dele, e mais importante, alguém que lhe apoiará para voltar a presidência. A conta de Lula é simples: 4 anos de Dilma e depois mais 8 anos de Lula.

Mas malandro demais vira bicho. Lula realmente acredita que irá manipular uma terrorista? Ele é que está sendo manipulado. Tão logo Dilma assuma o poder, ela e o grupo que a apóia irão dar um jeito de colocar Lula de lado. Em menos de 1 ano o ex-presidente irá descobrir que o poder tem memória curta. Mas o pesadelo para Lula irá até a tragédia. Ele realmente acredita que um grupo terrorista irá permitir a existência de um concorrente tão popular? Dilma e seu grupo irão se deparar com a difícil escolha entre matar Lula ou prendê-lo. Poderão matá-lo e acusar a “direita”. Arrumando assim o motivo para um golpe de Estado, e prendendo os adversários. Nesse caso, Lula seria glorificado como o grande líder assassinado pelas elites. Nada mais justo então do que encarcerar essa elite.

Mas matar Lula não é a única opção para o grupo de Dilma: pode-se também acusar Lula de traidor do movimento. Afinal, todo regime ditatorial necessita culpar alguém por seus fracassos. Vocês já viram quantos esquerdistas dizem que Lula os traiu? Pois é, não será difícil aos terroristas incriminar Lula por alta traição, colocá-lo numa cadeia e, é claro, aproveitar para fazer um expurgo. Se isso parece absurdo para você, então leia um pouco mais sobre o destino dos líderes comunistas que perderam a briga pelo poder. O exemplo mais óbvio é Trotsky.

Lula, você acha que vai se dar bem com Dilma. Engano seu: ela irá te trair. A única dúvida caro Presidente é se você será assassinado ou preso. Dilma e seu grupo não mudaram: continuam se orgulhando de terem combatido, de terem assassinado, sequestrado, e roubado em favor da implantação de uma ditadura de esquerda. Lula, não se cria um monstro acreditando que pode-se controlá-lo. Dilma é o começo das trevas sobre nosso país.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Genial Danny Craig

Assistindo a série americana "Justiça Sem Limites", me deparei com um episódio excelente. Willian Shatner (o capitão Kirk de Jornada nas Estrelas) é Danny Craig, um advogado de sucesso, heterosexual, que decide se casar com outro homem.

A Associação de Defesa dos Gays e Lésbicas entra com uma ação na justiça para impedir tal casamento. Motivo: Danny Craig estaria usando o casamento para evitar pagar impostos e ridicularizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segue o diálogo:

Acusação: o Sr. está se casando por motivos financeiros?

Craig: Sim, por esse motivo também, mas qual o problema? Casamentos sempre foram uma espécie de contrato. Casando pagarei menos imposto de renda. Além disso, não terei que dividir meus bens com alguma mulher que porventura se aproveite de minha natureza romântica.

Acusação: Mas esse motivo é banal. O Sr. quer apenas pagar menos impostos.

Craig: O que tem de banal em acreditar que meu dinheiro fica melhor comigo do que sustentando alguma guerra no exterior?

Acusação: Mas você irá transar com seu companheiro?

Craig: Desde quando é direito do Estado verificar se terei sexo com meu parceiro? Por acaso o Estado verifica se homosexuais transam? Não aceito esse tipo de vigilância em minha vida privada.

Acusação: Por que você quer se casar com outro homem?

Craig: As leis que regem o casamento possibilitam que um homosexual case com alguém do sexo oposto. Isso nunca foi contestado na justiça. Assim, se existe uma lei que possibilita casamento entre pessoas do mesmo sexo então essa lei deve valer para mim também.

Acusação: O Sr. esta banalizando uma conquista dos homosexuais.

Craig: De maneira alguma, eu estou apenas mostrando que essa lei também beneficia os heterosexuais.

Realmente genial.

domingo, 22 de agosto de 2010

O Curioso Caso de Jajabras Button

O cinema nos brindou com “O Curioso Caso de Benjamin Button”, filme onde o personagem principal nascia velho e ia rejuvenescendo ao longo da vida. Eu, como escritor de romances, estou escrevendo “O Curioso Caso de Jajabras Button”.

Jajabras Button é uma empresa que, ao contrário de outras empresas, nasce rica. Mas vai empobrecendo a medida que vai ficando mais velha. Jajabras Button nasce sendo dona do negócio mais lucrativo do mundo: petróleo. Tal como Bejamim Button, Jajabras Button vai na direção oposta de seus semelhantes. Enquanto seus rivais precisam fornecer produtos cada vez melhores a preços mais baixos, Jajabras não precisa se preocupar com esse detalhe.

O tempo vai passando, novas tecnologias vão surgindo, mas por alguma razão Jajabras Button vai ficando cada vez mais pobre. O climax do livro ocorre quando Jajabras Button descobre novas reservas de petróleo. Dado que o negócio de Jajabras é exatamente explorar petróleo, seria de se esperar a volta da riqueza para nosso nobre Jaja. Contudo, por uma trama que beira a tragédia grega, quanto mais petróleo encontra mais pobre Jajabras vai ficando.

O livro estava pronto para ser lançado, mas infelizmente estou tendo que brigar na justiça pelos direitos do mesmo. Uma mente maldosa me acusou de plágio, disse que meu livro é uma biografia não autorizada da Petrobras.

sábado, 21 de agosto de 2010

Os Craques das Finanças

Finanças é uma ciência extremamente séria. Só os melhores entre os melhores conseguem emprego nessa área repleta de gênios. Sou cliente do banco X, e recebi o seguinte encarte de propaganda. O objetivo do encarte é mostrar a categoria de seus especialistas em finanças e estimular você a investir nos produtos do banco. Seguem as informações:

Produto (rentabilidade nos últimos 12 meses; e nos últimos 36 meses); X representa o nome do banco:

1) XVest Plus (2,96%; 14,87%)
2) Xcarteira livre (12,56%; 5,29%)
3) XSuper DI (6,49%; 26,84%)
4) XMax DI (7,23%; 29,52%)
5) XMultimercado moderado (5,79%; 19,03%)
6) XMultimercado agressivo (7,13%; 14,81%)
7) XIndice Acoes (20,35%; 13,53%)
8) XAcoes (13,76%; 4,08%)
9) XVale (29,55%; 1,59%)
10) XPetrobras (-17,48%; 0,74%)

Atenção: lembre-se de que nas aplicações listadas acima ainda falta descontar: 1) taxa de administração; 2) IOF/IR; 3) Taxa de performance (no caso de haver um desempenho bom da aplicação). Agora vejamos o desempenho do IGP-M e da mais simples das aplicações, a poupança:

IGP-M (5,79%; 20,97%); Poupança (6,57%; 23,38%)

Realmente são tempos estranhos.... os gênios de finanças parecem ser incapazes de vencer a poupança.... e em boa quantidade de casos não conseguem sequer superar a inflação. Uma pessoa mais cética diria que está na hora de alguns gênios perderem o emprego.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ponto para o IPEA

O IPEA tem excelentes técnicos, basta dar um pouco de liberdade e eles mostram sua qualidade. O IPEAGEO é uma grande contribuição do IPEA para a melhoria da compreensão dos problemas brasileiros.

Parabéns ao grupo que desenvolveu o software: Waldery e Ywata são técnicos do IPEA (e amigos de longa data), o Albuquerque é bolsista (e meu co-autor em dois artigos). É esse o lado do IPEA que o Brasil precisa. Técnicos altamente capacitados produzindo análises técnicas, avaliando políticas públicas, e colocando informações da economia brasileira ao alcance de um público amplo.

Acredito que os estudos de econometria espacial receberão um impulso importante com o IPEAGEO.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Estratosférico Analfabetismo Econômico de Serra

Impressiona o analfabetismo econômico de Serra. Eu quero votar em Serra, estou fazendo um esforço enorme para apoiá-lo. Mas Serra realmente não ajuda. Agora ele promete proteger ainda mais a ineficiênica de algumas indústrias às custas de todos os consumidores de nosso país.

Serra te faço um pedido: você é um analfabeto em matéria de economia. Reconheça isso e coloque ao seu lado uma equipe econômica competente. Sem isso, mesmo pessoas que não gostam da Dilma não irão votar em você. Eu sei que seu ego sofre com isso, mas a verdade é que você não entende de economia.

Serra você é o pior tipo de analfabeto que existe: você acha que sabe o que você não sabe. Você tem muitos méritos, mas em matéria de economia você é fraco. Faça como a Dilma fez: reconheça seus pontos fracos e explore os fortes.

Serra, se você quer ser presidente do Brasil, você precisa mudar urgentemente sua postura em relações a assuntos econômicos. Mas, verdade seja dita, em sua chapa parece que apenas Indio Costa quer vencer. O resto parece que já aceitou a derrota. Continuo votando em você Serra.

Pagar pra que?

Durante a crise de 2007-09 sempre fui um crítico das políticas de combate a crise adotadas pelo governo americano. Em minha opinião o governo deveria deixar os bancos que fizeram maus investimentos falirem. Trilhões de dólares do contribuinte americano já foram gastos, e a crise por lá só tem piorado. O que poucas pessoas entendem é que quando um banco quebra, isso não quer dizer que os recursos desaparecem. Quer dizer apenas que o banco é obrigado a vender parte de seus ativos por um preço menor, isso implica que os depositantes perdem parte do dinheiro. Quem confiou nesses bancos perde. Contudo, quando o governo intervém nesse mercado a perda não desapareceu, os bancos continuam falidos. A diferença é que agora todos os contribuintes pagam para que sejam mantidos os recursos dos depositantes do banco. A interferência do governo não apaga o prejuízo, apenas o transfere (com os consequentes problemas de coordenação e incentivos que isso gera).

No momento, o número de americanos com prestações hipotecárias atrasadas tem aumentado. Muitos notaram que simplesmente não vale mais a pena continuar pagando pela casa. Outros estão apostando que o governo americano vai ajudá-los. Isto é, tem condição de pagar mas apostam que se não pagarem não serão punidos, pelo contrário, serão beneficiados por uma ajuda do governo. Interessante notar que alguns bancos americanos estão gostando desse jogo. Isto é, eles não executam (não tomam a casa) do devedor. Parece que tais bancos querem estimular ainda mais o não pagamento. Objetivo: estão de olho em novas transferências do governo. Ou seja, parece que o devedor não quer pagar e o credor também não quer receber. É evidente que um sistema desse tipo não pode funcionar. O pior é que olhando para a história recente o comportamento desses agentes faz sentido: apostam que o governo irá ajudar mais quem dever mais. Logo, o melhor mesmo é não pagar (ou não cobrar os atrasados no caso dos bancos).

Quando muitas pessoas, por muito tempo, cometem erros graves, existe um preço a se pagar. A interferência do governo não diminui esse preço, apenas transfere a responsabilidade do pagamento dos devedores para os contribuintes. Pior do que isso, essa transferência de responsabilidades distorce os incentivos econômicos, tornando o ajuste final muito mais caro e doloroso para a sociedade.

domingo, 15 de agosto de 2010

Mitos sobre a Educação

Pergunte a qualquer pessoa o que um país deve fazer para crescer. A resposta quase certamente será: investir em educação. O que fazer para reduzir a criminalidade? Investir em educação. Escolher melhor os políticos? Investir em educação. Problemas com mortalidade infantil? Basta investir em educação. Educação parece ser o remédio para tudo. Infelizmente, a educação tem mais fama do que poder para consertar tantos problemas assim.

Em relação ao crescimento econômico, a maioria esmagadora dos estudos não mostra grandes impactos da educação sobre as taxas de crescimento de um país. Lembre-se que capital humano é uma variável bem diferente de educação. Capital humano inclui uma série de componentes (tal como experiência, habilidade, etc.) dos quais educação é apenas uma parte. Não é fácil encontrar efeitos positivos significativos da educação sobre a riqueza de um país. O mesmo vale para criminalidade. Se é verdade que a educação pode reduzir determinado tipo de crime (notadamente crimes violentos), é verdade também que a educação pode aumentar outros tipos de delito (crimes de colarinho branco por exemplo).

Quanto a escolha de políticos, que tal olharmos o Distrito Federal? O Distrito Federal deve ter uma das populações mais educadas do país, mas parece que a qualidade dos políticos daqui é pior do que a média nacional (basta notar o número de senadores daqui que perdem o mandato). Quanto a mortalidade infantil, a esmagadora maioria desse problema poderia ser resolvida com água e esgoto tratados, ou então fervendo a água e dando um destino mais adequado ao esgoto. Ou seja, a pior parte desse problema deve-se a infra-estrutura.

Na grande maioria das vezes, educação recebe muito mais méritos do que realmente tem. Educação é sim importante a nível individual. Indivíduos que estudam mais ganham, na média, mais do que seus semelhantes que estudam menos. Mas esse efeito nada tem de externalidade (ou seja, é o próprio indivíduo que se beneficia de seu esforço). A rigor, se existe alguma externalidade na educação ela se concentra quase que totalmente na formação básica. Isto é, educação básica e nível médio.

Governos devem sim investir na educação. Contudo, sem um mercado competitivo alocando e premiando os melhores o efeito positivo da educação fica muito reduzido. Investir em educação sem promover o livre mercado é inócuo e dispendioso, tal como o exemplo das antigas repúblicas socialistas nos ensina.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bola Fora

Meus Caros,

No meu post sobre Imposto de Renda, teve um comentário que esculhambou o que eu escrevi. O autor era anônimo e dizia algo como:

"Você não sabe de nada, escreve mal, eu não visito muito seu blog, etc.".

Infelizmente minha internet travou e esse comentário acabou não sendo publicado. Assim, fica aqui registrado meu pedido de desculpas por não publicar esse comentário. Se o Anônimo puder re-enviar o comentário ele certamente será publicado.

O BNDES e os Livros de Geografia

Quando era garoto os livros de Geografia costumavam trazer informações do tipo “o Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo”, ou então “o Brasil tem o maior rio em volume de água do mundo”, ou qualquer coisa parecida com isso, mostrando a grandeza de nossa nação. Inspirado nos livros de geografia, o BNDES começou um programa similar para dizer: “a maior indústria mundial do setor X é brasileira”. Por algum motivo, o BNDES acredita que é bom para o Brasil que nossas empresas sejam as maiores do mundo.

A idéia defendida pelo BNDES NÃO ESTÁ embasada em teoria econômica. Pelo contrário, a teoria econômica diz que competição é saudável para a eficiência econômica. Ora, quando o BNDES estimula empresas grandes ele automaticamente esta REDUZINDO a competição. Afinal, o BNDES não aumenta o tamanho do mercado, o que ele faz é concentrar a oferta em poucas empresas. A atitude do BNDES também é estranha pois ele dá crédito a empresas que já teriam acesso ao crédito. Ou seja, ele está apenas dimuindo artificialmente o custo de captação dessas empresas (ou seja, quem paga por isso são os contribuintes). Pior do que isso: se o BNDES estimula setores por um lado, é evidente que ele DESESTIMULA outros setores pelo outro lado. Isto é, o BNDES e NÃO o mecanismo de preços do mercado é que passa a direcionar o fluxo de recursos da economia.

Se voltarmos a década de 1990 veremos que o BNDES atua hoje como os BANCOS ESTADUAIS atuavam antes. Precisa dizer mais? Para aumentar ainda mais a semelhança, as operações entre o BNDES e o Tesouro Nacional, são virtualmente idênticas às operações que os finados bancos estaduais faziam com o governo dos respectivos estados. O Banespa emprestava para o governo de São Paulo; o Banestado emprestava para o governo do Paraná; e o BNDES pega dinheiro do Tesouro para emprestar a empresas selecionadas por critérios baseados no tamanho, na grande empresa nacional. Ora, se existem vantagens tão claras em relação a escala de uma empresa o próprio mercado (bancos privados) estaria interessado em emprestar dinheiro para essas “gigantes” nacionais. Exatamente por que o BNDES empresta dinheiro para empresas que têm dificuldade de captar recursos no mercado? O defensores do BNDES dirão “porque o mercado é míope, e o BNDES pensa no longo prazo”. A estes eu apenas respondo: vocês estão equivocados, o BNDES empresta o dinheiro para tais empresas apenas porque o dinheiro é público. Fossem esses recursos privados eles estariam em outro lugar. Será que ninguém no BNDES se pergunta: “nossa por que só nós somos geniais? Por que o mercado, repleto de pessoas talentosas e querendo ganhar dinheiro, não entende que devemos emprestar dinheiro para empresas ficarem grandes?”.

A farra com o dinheiro público está crescendo. Essa conta vai ter que ser paga cedo ou tarde. Mais um detalhe: quando seu professor de geografia dizer que o mercado concentra riqueza, lembre a ele que é o BNDES, e não o mercado, quem está tirando recursos dos contribuintes para “emprestar” (a juros extremamente subsidiados e com poucas garantias) aos empresários mais ricos do Brasil.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Parabéns Plínio

Ontem ocorreu o primeiro debate presidencial, e forçosamente tenho que dar os parabéns a Plinio de Arruda Sampaio. Ele fez o que todo candidato decente deveria fazer: deixou claro seu posicionamento em questões vitais para a sociedade.

1) Plinio deixou claro que é a favor das invasões de terra.
2) Plinio deixou claro que é contra o pagamento integral da dívida pública.
3) Plinio deixou claro que é a favor da limitação do tamanho da propriedade rural.

Eu DISCORDO DE TUDO ISSO, mas ele assumiu os custos de seu posicionamento. Pena que infelizmente não temos nenhum candidado liberal com a mesma postura. Alguém que com a mesma coragem diga:

1) Temos que prender os líderes do MST. Invasão de propriedade privada é crime.
2) Lugar de bandido e de terrorista é na cadeia.
3) Competição é bom pois protege o consumidor e o trabalhador, e mais competição é melhor ainda.

Mas em um detalhe eu e Plinio concordamos: propostas tem custos, e estes custos devem ficar claros.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diga NÃO à Licença Maternidade de 6 Meses

Post escrito em 20 de agosto de 2008.

Tudo indica que o governo irá sancionar a licença maternidade de 6 meses. Isto é um erro. Quem vai pagar por esse erro são TODAS as mulheres do país. O motivo é simples: quem vai se arriscar a promover uma mulher? As empresas simplesmente não vão se arriscar a promover mulheres. Afinal, caso elas engravidem a empresa terá que ficar 6 meses com o cargo vago (ou ocupado de maneira provisória).

Essa nova medida do governo TAMBÉM irá DIMINUIR a empregabilidade das mulheres pelo mesmo motivo exposto no parágrafo acima. Resumindo, a licença maternidade de 6 meses irá diminuir tanto o salário como as oportunidades de emprego das mulheres.

Da próxima vez que você ver uma pesquisa dizendo que as mulheres ganham um salário inferior ao dos homens, NÃO culpe a discriminação ou o machismo do mercado, CULPE o governo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pela extradição de Cesare Battisti

Campanha eleitoral: VAMOS VOTAR EM QUEM EXTRADITAR Cesare Battisti.

Como se vê, esse anjo das esquerdas, é condenado pelo assassinato de 4 pessoas. Entre elas uma criança. Esta na hora de Serra e de Dilma dizerem se vão ou não extraditar Battisti. E deixo claro no meu blog: caso Serra não extradite Battisti perde meu voto. Não posso votar em quem defende assassinos e terroristas.

Quanto a querida Marina Silva ela já deixou clara sua posição: quer Battisti no Brasil. Marina é o que é: uma protetora de terroristas. Marina ´só cresce nas pesquisas porque todos sabem que ela não ganha. O dia que ela ameaçar vencer todo mundo pula fora. De qualquer maneira, entre ela e o saudoso macaco tião, fico com o macaco tião.

domingo, 1 de agosto de 2010

Fim das Deduções do Imposto de Renda e Redução do Número de Alíquotas

As deduções permitidas hoje no Imposto de Renda geram grande perda de arrecadação, são altamente distorcionárias, e são um benefício discricionário ao setor mais rico da economia (são regressivas). Elas também dão espaço a uma infinidade de oportunidades para fraude tributária.

Em busca de um regime tributário que estimule o crescimento econômico, devemos desonerar cada vez mais o setor produtivo. Para que seja possível desonerar o setor produtivo, sem que se incorra em falta de responsabilidade fiscal, devemos compensar essa queda de arrecadação com outra fonte.

Hoje, por exemplo, é possível abater gastos com empregadas domésticas no IR. Também, a título de ilustração, cirurgias para a colocação de silicone nos seios também podem ser abatidas do IR. Fica evidente que a perda dessas receitas tributárias tem poucos motivos relacionados a eficiência econômica. Acabar com as isenções do IR seria uma maneira de se aumentar a arrecadação tributária sem prejudicar a eficiência econômica. Ao contrário, as isenções do IR é que parecem gerar as maiores distorções na economia.

Aliado a isso, devemos usar um princípio econômico básico: a perda de eficiência econômica, gerada por um imposto, esta relacionado a sua alíquota marginal. Isto é, quanto mais alíquotas tivermos mais distorções teremos, e menos eficiente será a economia. Hoje existem no Brasil 5 alíquotas diferentes sobre a renda do trabalho: 0%, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Trabalhadores com renda até 1.499,15 reais estão isentos, e a alíquota vai aumentando de acordo com a renda do trabalhador. Este tipo de estrutura gera grandes desincentivos ao trabalho. Do ponto de vista econômico uma alíquota única, tipo 20%, sobre todos os trabalhadores, isto é sem isenções, teria potencial para a) estimular a economia pelo redução das distorções tributárias; e b) aumentar a consciência popular para os gastos públicos. Afinal agora todos estariam sendo obrigados a pagar pelos gastos do governo.

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