quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

von Tresckow e a Oposição no Brasil

A oposição no Brasil é virtualmente inexistente, então nesse final de ano eu deixo aqui um presente para os principais partidos que se dizem de oposição: DEM, PSDB e PPS. Aprendam com Tresckow. Tresckow não estava em Brasília, ele estava na frente russa (a frente de combate mais violenta da história do mundo). Tresckow não combatia um presidente com 85% de popularidade, ele combatia um ditador (Adolfo Hitler) com os mesmos 85% de popularidade.

Que em 2011 o povo brasileiro em geral, e a oposição em particular, aprendam com o que vai escrito abaixo* (esse evento ocorreu logo após a tentativa de golpe contra Hitler de 20 de julho de 1944 fracassar):

"Na manhã de 21 de julho de 1944, o general Henning von Tresckow, que havia sido o coração e a alma da conspiração entre os oficiais da frente oriental, despediu-se de seu amigo e ajudante Schlabrendorff, o qual recordou-se de suas últimas palavras:

"Todos se voltarão agora contra nós, cobrindo-nos de injúrias. Minha convicção, contudo, permanece inabalável (...) Fizemos o que era justo. Hitler não é só o arquiinimigo da Alemanha; é também o arquiinimigo do mundo. Daqui a poucas horas estarei diante de Deus, respondendo pelos meus atos e faltas. Creio que poderei sustentar, com a consciência limpa, tudo o que fiz na luta contra Hitler (...). Todo aquele que aderiu ao movimento de resistência envergou a túnica de Nesso. O homem só tem valor quando está preparado para sacrificar a vida por suas convicções".

Naquela manhã, Trescow dirigiu-se de automóvel à divisão do 28o Corpo de Fuzileiros. Desceu furtivamente na terra de ninguém e puxou o pino de uma granada de mão".

*: extraido do livro "Ascensão e Queda do Terceiro Reich" de William L. Shirer, pg. 609.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo

Há alguns anos atrás ocorreu o primeiro Big Brother na rede Globo. O vencedor foi o saudoso Bambã. Um fato me chamou a atenção naquele programa: Bambã transformou uma vassoura numa boneca, e ficava andando pra cima e pra baixo com ela. Para deixar Bambã bravo, seus colegas de programa esconderam a boneca. Bambã teve então um colapso nervoso, ele chorava sem parar em verdadeiro desespero... tudo porque esconderam a boneca dele.

Eu comecei a rir sem parar do Bambã, que coisa ridícula, um homem adulto chorando por causa de uma boneca... mas de repente pensei comigo: será que eu sou tão diferente assim? Será que eu também não ando brigando por "bonecas"?

Na verdade, a maioria esmagadora de nossas preocupações são similares à boneca de Bambã: não tem importância alguma. Assim, nesse novo ano que se aproxima, pense bem: será que vale a pena brigar tanto? Será que o motivo da briga com algum parente, chefe ou amigo não é apenas mais uma "boneca de Bambã"?

Feliz 2011, repleto de paz, saúde, felicidade, realizações e sucessos a todos. E pra animar ainda mais 2011, segue o vídeo que eu já havia postado em 2009. Vale a pena ver e se divertir!!! Confie em mim, o vídeo vale a pena!!! (o vídeo foi uma dica do blog Coturno Noturno)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Futuro do Sistema de Metas de Inflação

Eu não estou entre os grandes admiradores do sistema de metas de inflação. Deve-se ressaltar que desde que o sistema de metas foi implementado ele falhou em metade dos anos. E tenho minhas dúvidas acerca de sua eficácia na outra metade. Além disso, em determinado ano, o Brasil inaugurou um sistema de metas que admitia mudança nas metas (que era ajustado dependendo de choques). Do ponto de vista técnico temos uma regra que muda dependendo do choque, ou seja, nada mais é do que um sistema discricionário (reconhecidamente o pior dos regimes monetários). Além disso, um sistema de metas que aceita uma inflação acima de 6% ao ano (em seguidos anos) não pode ter seu sucesso muito comemorado.

Dito isso, devemos nos lembrar que no mundo real muitas vezes temos que abrir mão do ideal em prol do possível. E, talvez, no momento atual, o regime de metas de inflação seja a melhor das alternativas possíveis. Sendo assim acredito que, pelo menos até que outras reformas sejam feitas, devemos manter o regime de metas de inflação da maneira como se encontra hoje.

Existem muitas maneiras de se alterar o regime de metas de inflação. Uma que tem recebido muita atenção refere-se a mudança no horizonte temporal da meta: alguns sugerem que o Banco Central deveria perseguir a meta de inflação por horizontes de tempo superiores a um único ano (como é feito hoje). Apesar de tal mudança poder fazer sentido do ponto de vista teórico, sou contra ela. Sem as reformas estruturais que o país precisa, mudar o horizonte temporal da meta parece muito mais procurar uma desculpa para se tolerar a inflação do que exatamente um aprimoramento da política monetária.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Estava andando pelo Terraço Shopping em Brasília quando paro em frente à livraria Leitura. Para meu espanto, lá estava NA VITRINE E EM DESTAQUE o livro "Minha Luta" de Adolf Hitler.

Em "Minha Luta" Hitler destila todo seu ódio contra judeus e deixa claro seu caráter belicoso. Exatamente por que um livro desse estava em destaque na vitrine de uma livraria na época de Natal? Só existe uma resposta: existe grande demanda por esse livro. Em palavras, o mal ainda vive. O germe do autoritarismo e do ódio racial ainda está entre nós.

Existe uma grande diferença entre ler livros sobre Hitler e ler "Minha Luta". Estudar Hitler é uma maneira de nos anteciparmos e evitarmos desastres similares. Contudo, os interessados em "Minha Luta" dificilmente estão interessados em evitar um outro Hitler, é mais provável que queiram aprender com Hitler.

Essa é minha mensagem de Natal: o mal ronda nossa sociedade, e apenas a vigilância e o sacrifício são capazes de manter as conquistas da civilização. A liberdade não é um presente isento de custos, e sua manutenção nunca deve ser atribuída a terceiros. Defender a liberdade é um dever de todo homem e mulher que prezam a vida em sociedade.

Que neste Natal o espírito natalino ilumine todos os lares, e que o amor a nossa família e ao próximo nos de forças para nos opormos a todo atentado contra a liberdade individual.

FELIZ NATAL!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Hino Nacional do BNDES

Acredito que o BNDES deveria ter uma música tema, algo tipo um hino nacional. A idéia é que a música tema reflita o papel e a importância do BNDES para a sociedade brasileira. Como alguém que pensa no bem do BNDES, sugiro que eles contratem a dupla Teodoro e Sampaio para usar a música "O Bocão" como hino nacional do BNDES. Só falta a dupla trocar a palavra "mulheres" da música por "BNDES" e pronto, taí a exata medida da importância das brilhantes idéias do BNDES. Aqui você pode ouvir a música que certamente inspirará essa nobre instituição. Abaixo segue a letra da homenagem ao BNDES.

Bocão era um empresário
Mais sabido ninguém viu
Montou uma grande empresa
Aqui em nosso Brasil
Roupas para o verão
E também roupas de frio
Contratou o BNDES
Pagamento até hoje ninguém viu

O povo tá comentando
Que ele vai se dar mal
BNDES que ele deve
Vai meter o Bocão no pau

Se o Bocão está devendo
Um dinheiro pra você
Fica esperto é agora
A hora de receber
O Bocão tá vindo aí
Uma chance melhor não tem
Se ele pintar na parada
Se junte com o BNDES
E põe o Bocão no pau também

O povo tá comentando
Que ele vai se dar mal
BNDES que ele deve
Vai meter o Bocão no pau

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quem será o próximo presidente do IPEA?

O IPEA tem um corpo técnico de ponta. Não faltam doutores e nem faltam pesquisadores de destaque. Sendo assim, por que é tão difícil ao IPEA ter um presidente que seja técnico do próprio IPEA? Por que a maioria dos diretores do IPEA tem que ser de fora do IPEA?

Veja, eu não tenho nada de xenófabo. Se existem pessoas melhores de fora do IPEA, então que a elas sejam dados os cargos de presidência e direção. Mas elas devem ser NECESSARIAMENTE melhores que os técnicos do IPEA. É ridículo levar para dentro do IPEA, para assumir posições de destaque, pessoas sem a qualificação necessária.

O IPEA tem o potencial humano, estrutura física, e recursos financeiros para ser o melhor instituto de pesquisas econômicas do hemisfério sul do planeta.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Revolta de Atlas, Ayn Rand

Meu amigo Helio Beltrao, do Mises Institute, me mandou um exemplar do excelente livro de Ayn Rand "A Revolta de Atlas".

Há 2 ou 3 anos atrás meu mentor na academia, Professor Joao Ricardo Faria, já havia me presenteado com o excelente "Anthem" da mesma autora. Ayn Rand é leitura obrigatória.

Ter amigos inteligentes é fundamental, graças a eles temos acessos a obras maravilhosas que por vezes nos passam despercebidas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

16 + 21 = 37

Com muita alegria comunico que meu artigo de número 37 acaba de ser aceito para publicação na Structural Change and Economic Dynamics. Agora são 16 artigos internacionais e 21 nacionais, o que na área de economia é uma excelente marca.

o artigo "Inflation, Unemployment, and the Time Consistency of the US Monetary Policy" foi escrito em conjunto com o José Angelo Divino (UCB) e Daniel Cajueiro (UnB).

Obviamente, como de praxe, estou pagando a cerveja hoje no Fausto e Manoel do Sudoeste.

A Estratosférica Burrice Econômica de O Globo

É inaceitável o profundo grau de desconhecimento econômico do jornal O Globo. Agora, na edição online, temos o seguinte título "Ritmo Acelerado nas Importações ajudou a frear o crescimento do PIB". Ou seja, o O Globo culpa o aumento das importações pela redução no crescimento do PIB. Estupidez econômica pura e simples.

É necessário um alto grau de analfabetismo econômico para se fazer a afirmação feita pelo O Globo. Os analfabetos confundem identidade contábil com teoria de crescimento. Explico: na contabilidade do PIB as importações entram com sinal negativo. Contudo, isso É APENAS UMA IDENTIDADE CONTÁBIL, isso NÃO quer dizer que um aumento das importações reduz o PIB.

No primeiro curso de macroeconomia, todos os alunos aprendem que a identidade contábil do PIB NÃO PODE ser usada como teoria. Isto é, não se pode fazer a inferência feita pelo jornal O Globo. Quando as importações aumentam elas se destinam tanto ao consumo como também ao investimento (aumentando por exemplo a produtividade da economia), ou seja, o crescimento das importações costuma ser um importante acelerador do PIB e não o contrário.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Continuam culpando o Chuchu

O tempo passa, a inflação vai ficando fora de controle e adivinhem em quem botam a culpa?

Não, ninguém bota a culpa no presidente do Banco Central que não aumentou os juros em janeiro (afinal ele queria ser candidato a vice-presidente da república; e depois nego ainda elogia o Meirelles como alguém que manteve o BC longe de pressões políticas). Não, ninguém culpa a farra fiscal do governo. O culpado é o pobre do chuchu!!!!!

A culpa não está na subida do preço dos alimentos, a culpa está na tremenda farra fiscal que tomou conta do Brasil em 2010. A culpa está num presidente de Banco Central que cogitou sair da presidência do BC, no meio de uma crise internacional, para se candidatar a vice-presidente da república. Leiam os posts passados e vocês verão que este blog já anunciou que a inflação estava saindo do controle. Para 2010 teremos um IPCA acima de 5%, será que ainda vamos comemorar isso como um sucesso?

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Campeão Voltou!!!!

Depois de alguns anos se concentrando mais no exterior do que no campeonato nacional, o Fluminense (maior campeão mundial carioca do século XX) venceu mais um título nacional. Foi uma goleada histórica em cima do limitado time do Guarani (que acreditem é considerado um time grande em São Paulo).

Existem algumas lendas no mundo futebolístico, mas nenhuma é tão propagada e errada como a que se refere a supremacia dos times paulistas. Mais um campeonato passou e mais uma vez deu o óbvio: time carioca campeão e timeS paulistas rebaixados.

Parabéns ao Fluminense, que esse título mostre a diretoria tricolor que o campeonato brasileiro (embora pequeno diante das conquistas tricolores) é um campeonato bacana de ser vencido.

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