segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro e Nova Orleans

Quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans a imprensa brasileira não poupou o presidente americano. Bush foi esculhambado pela imprensa brasileira.

Naquela oportunidade, lembrei a meus leitores que o federalismo americano era muito mais forte que o brasileiro. Isto é, não é tão simples ao governo federal americano intervir em questões estaduais. Dessa maneira, antes de culparem Bush deveriam culpar o governador do estado.

O Rio de Janeiro enfrenta novamente o pesadelo dos desabamentos, algo que já virou rotina dos meses de dezembro/janeiro. Pergunto, onde está a imprensa para culpar Dilma? Por que a imprensa brasileira tem tanta dificuldade de criticar o governo federal? No Brasil, o federalismo não funciona tão bem como nos EUA. Assim, nada mais justo do que atribuir uma boa parcela de culpa ao governo federal. Se não querem culpar Dilma, então que culpem Lula. Só não vale culpar o aquecimento global... ops, parece que é exatamente isso que parte da imprensa está fazendo.

9 comentários:

Rogerio Ferreira disse...

Se a tragédia no Rio tivesse sido no governo Lula, o discurso seria que era culpa do governo anterior, mas agora a retórica é que se trata de "omissões históricas" ou "mudanças climáticas".

Basta ver que na Austrália choveu mais do que aqui, em mm de chuva, e a tragédia foi menor.

marcelo l. disse...

A questão do Katrina foi outra ao meu ver vem dos diques e que o Bush do que vez ir imediatamente a New Orleans ficou para festa de fim de semana de casamento de um amigo.
A atitude foi vista como uma falta de compaixão pela população americana que sempre espera um exemplo de seus líderes a "casos dramáticos", como fazia por sinal o Regan.

Se já comentei a atitude, os diques tinham sido projetados para uma categoria abaixo do evento (Katrina) era de se esperar que rompessem, e um dos órgãos que cuidava era federal e teve as verbas cortadas um pouco antes...deu no que deu e a cobertura aqui foi bem parecida que lá nos EUA na maioria dos órgãos de comunicação.

JGould disse...

Como em Casablanca, acusem o sociólogo, ops! o suspeito de sempre!

Breno Lima disse...

Adolfo,

Me solidariso as vítimas desta tragédia
Resta saber se o Brasil aprende com suas tragédias. Esta semana assisti ao programa de entrevista de uma famosa rede de tv, em que eram discutidas as consequências do terremoto de 1 de novembro de 1755, que devastou Lisboa e seus efeitos foram sentidos nos dois lados do Atlântico.
O Katrina foi devastador para Nova Orleans, que até hoje tem pressionado políticas e economias da Florida e regiões vizinhas, influenciando inclusive os debates políticos e econômicos norte-americano e seus rumos.
Do ponto de vista ameríndio, a região da Mantiqueira já era conhecida dos seus primeiros habitantes como uma região de forte precipitação - a levar pelo que se encontra pela internet.
Apesar de uma região aprasível e de natureza exuberante, o nome mantiqueira faz referência a fortes chuvas, volumes de água.
Do outro lado da porção sulamericana, os Incas construíram verdadeiras cidadelas invejáveis para quaisquer construção moderna. As rúinas servem inclusive de base para construções da américa espanhola.
Notável o prefeito de que teve a presença de espírito de avisar com um carro de som sua população, uma luz no meio desse abismo entre história e incompreensão, engenharia e engenhosidade, políticos e administradores.

Anônimo disse...

Os dois sao culpados
foda-se o que cada uma ow a imprensa fala.

Ângelo disse...

O pior é que, quase que certamente, haverá outra tragédia, nesta mesma região e do mesmo modo, só as vítimas fatais é que serão outras.

Jovino disse...

Ô pessoal!
O Adolfo chama atenção para o posicionamento da imprensa brasileira que age com dois pesos duas medidas.
Fica claro nesta situação uma imprensa vendida ao sistema petista.
Não criticar o governo (esquerdista) federal - agrada aos companheiros.
Criticar o governo (direitista)de Bush - agrada os companheiros.
Nos dois casos, prebendas pra quem assim age.
Desde que a catástrofe do Rio aconteceu pensei nesta correlação feita pelo Adolfo.
O post do Adolfo não entra no mérito das causas das duas tragédias.

j.a.mellow disse...

Pois é, meu amigo, fica sempre muito fácil socorrer-se na imprevisibilidade dos eventos naturais, mas isso só engana a uma população, que pelo visto não perdeu ainda a descrença no DNA maléfico dessa corja.
Todos nós sabemos que não é nada disso, ou pelo menos, não como êsses marginais querem conduzir.
Aqui no Brasil, nós não temos quase nada do que acontece nos demais paises populosos do mundo, mas, por estarmos em uma região tropical, independente da incidencia solar muito alta, e que também faz parte da causa, chove demasiadamente.
Vejam os senhores, que mesmo no nordeste que chega a chover negativamente, se considerarmos a evaporação, temos tragédias provocadas pelas chuvas e inclusive com inundações. Isso é um assunto que não tem discussão.
Agora, o que êsses governos safados não fazem, é investir em Planejamento Urbano, Saneamento Básico,ampliação da Infraestrutura Urbana de nossas cidades, e não ficar a confinar pessoas em pequenos espaços, como se isto aqui fosse a Corea ou o japão.
Isto só atende aos interesses de uma minoria, que racha os lucros da especulação imobiliária.

Irineu de Carvalho Filho disse...

Mas se a oposição nao critica o governo, por que a imprensa deveria criticar?

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