sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Toma Lá, Dá Cá

Eu escrevi um post fazendo a seguinte pergunta: “(...) se emitir moeda não gera inflação, então exatamente qual é o problema de se emitir moeda?”

Em resposta a minha pergunta, recebi a seguinte resposta do “O anônimo”. Vamos ver a resposta dele (em italico) com meus comentários (em preto).

A resposta é que financiar déficits públicos com emissão de moeda representaria uma mudança de regime de política monetária e muito provavelmente geraria as tais condições a que Lucas alude em seu artigo de 1980 em que emissão de moeda gera inflação e a TQM é válida. Nunca se esqueça da "Lucas critique"!

Olha que interessante a resposta do “O”: ele simplesmente diz que o problema de se emitir moeda é que isso gera inflação... sim, é verdade. Mas minha pergunta é bem clara: “se emitir moeda não gera inflação, então exatamente qual é o problema de se emitir moeda?”. Resumindo, o “O” diz que financiar gasto público com emissão de moeda é inflacionário (o que eu concordo), mas não era ele que dizia que não há relação entre oferta de moeda e inflação? Caro “O” a pergunta é bem clara, e você não conseguiu respondê-la. Se você quer dizer que não há relação entre oferta de moeda e inflação, você precisa explicar qual é o problema de se emitir moeda, e não usar em sua resposta que isso gera inflação (pois isso é uma contradição com o que você afirma).

"O problema, Adolfo, é que sua contribuição neste debate não vai além do slogan".

Seu problema “O” é que o fracasso lhe subiu a cabeça... você está tão acostumado a falar besteira e sair ileso que isso lhe deu a falsa sensação de que fazer a platéia rir é o mesmo que estar certo. A idéia de que inflação é um fenômeno monetário não é um slogan, é parte integrante da teoria econômica. Você conhece algum modelo teórico (novo-keynesiano ou novo-clássico) sem moeda que tenha inflação? Você já notou que inflação só aparece nos modelos teóricos quando incluímos moeda?

"O próprio Lucas, em seu artigo de 1980, durante o auge da moda de expectativas racionais deixa bem claro que ele acredita que a Teoria Quantitativa da Moeda é válida dentro de contextos específicos – ponto aliás confirmado pelo artigo do Sargent e Surico 30 anos depois".

Isso está correto, mas essa não é a discussão aqui. A discussão aqui é outra. A discussão aqui refere-se a minha pergunta: se moeda não gera inflação, qual o problema de se emitir moeda? É isso que você deve responder (afinal, foi você quem disse que moeda não gera inflação). Precise que eu desenhe pra você entender?

"Para clarificar: [1] É uma tolice dizer que moeda não tem relação com inflação. Isto seria uma tolice tão tola quanto dizer que toda emissão de moeda gera inflação ou que toda inflação é gerada por emissão de moeda (pode ser o contrário, por exemplo se moeda for endógena). Isso é básico."

Caro “O” parece que você tem muita dificuldade em entender o que é básico... concordo que seja tolice dizer que moeda não tem relação com a inflação. Mas foi você mesmo quem sustentou isso em seu blog (quando você apoiou o gráfico do Krugman que tentava mostrar que não existe relação entre moeda e inflação)... dizer que toda emissão de moeda gera inflação não é tolice, é um resultado básico de vários modelos teóricos onde a inflação está ligada diretamente a oferta monetária.

"[2] Moeda não é neutra sempre. Leia o Nobel Lecture do Lucas no JPE (metade dos anos 90). Até o David Hume no século XVIII sabia que moeda não é neutra sempre!"
Até o David Hume sabia.... realmente “O” o fracasso te subiu a cabeça.... Hume foi um dos grandes pensadores da humanidade, mas parece que para você ele foi apenas mais um.... de minha parte eu nunca disse que moeda era neutra. Parece que você não leu direito o texto (ou não o entendeu), o que eu disse foi “suponha agora que a moeda é neutra, ou seja, ela não afeta variáveis reais da economia (hipótese amplamente aceita no main-stream, mas rejeitada pela escola austríaca)”. Por acaso a hipótese da neutralidade da moeda não aparece em vários textos do main-stream? Como vê, neste item, seu problema é de interpretação de texto.

"[3] Nunca esqueça dos dados... Vide o que está acontecendo com inflação nos EUA apesar da expansão maciça nos meios de pagamento desde 2008 --- alguém em sã consciência pode ter alguma dúvida que a TQM não é uma lei geral?"

Sendo assim, responda pra mim “O”, se emitir moeda não gera inflação então qual o problema de se emitir moeda? Você fala fala fala mas não consegue responder isso. Deixa eu te ajudar e responder pra você. O problema de se emitir moeda é que isso gera inflação. Se emitir moeda não gera inflação então não existe problema algum em se expandir a oferta monetária. Qualquer explicação contra a expansão da oferta monetária passa necessariamente pela ocorrência de alguma mudança de preços. Se os preços não se alteram em decorrência da expansão monetária, então não existe problema em se imprimir moeda. É por isso que nós economistas somos geralmente contrários a expansões monetárias, pois cedo ou tarde essas expansões irão se refletir num nível de preços mais elevado.

31 comentários:

Anônimo disse...

É isso aí, Adolfo!!! Quem sabe tem que ensinar os outros, que ainda estão aprendendo.

Mário Bizerra disse...

Lá vai aqui meu pitaco nesse assunto.
(Sem intenção de esgotá-lo, claro).

Diz Mankiw (caso de inflação) que os juros reais "acompanham" os juros nominais (estes estimulados pela inflação).

Assim como a economia vai se ajustando por si mesma, não vejo problema algum no desenvolvimento da inflação que, por sua vez, tanto pode decorrer de emissões maciças seja de moeda ou de títulos:inflação gera desenvolvimento econômico.

Anônimo disse...

"O" Anonimo está acostumado a desqualificar oponentes com expressões do tipo "esse indivíduo é um jumento certificado". Agora "O" Anonimo tomou uma na lata. Poderia dormir sem essa. Mas, afoito que é, danou-se. Espera-se que ele aprenda que, quem fala o que quer, ouve o que não quer.

"O" Anonimo,

não se esqueça de que a esperteza do Diabo não resulta do fato de ele ser o Diabo, mas por de ele ser um sujeito muito observador. Portanto, observe e aprenda.

Anônimo disse...

O problema do tal do "O" é clássico:

Um nerd faz uma piada e todo mundo acha engraçado, daí ele pensa que é um cara cool e para de tomar o remedinho... Não podia dar em outra coisa...

Anônimo disse...

"Assim como a economia vai se ajustando por si mesma, não vejo problema algum no desenvolvimento da inflação que, por sua vez, tanto pode decorrer de emissões maciças seja de moeda ou de títulos:inflação gera desenvolvimento econômico."

Mário Bizerra, você quis dizer isso mesmo?

Puta que pariu! O rabo começou a balançar o cachorro.

Diogo disse...

Professor Adolfo,
Eu sou um doutorando em economia e gosto muito do seu blog, assim como de vários outros.
Mas não abrirei mais o blog do qual o "O" anônimo participa. São só ofensas e pouca informação. As críticas sempre são pessoais acima de tudo, o que apenas denota uma enorme falta de educação.
Digo isso por eu ter lido os seus trabalhos (no qual incluo o blog nisso) e espero que não seja contaminado pelo comportamento do "O" Anônimo.
Abs.,
Diogo Mendonça

Chesterton disse...

Há realmente uma falta de capacidade de pensar corretamente. Existe economista pós-moderno?

Anônimo disse...

"você está tão acostumado a falar besteira e sair ileso que isso lhe deu a falsa sensação de que fazer a platéia rir é o mesmo que estar certo."

"O" é isso aí mesmo, mas neste caso ele está certo.

A objeção dele não é que emissão de moeda nunca possa gerar inflação. É que isso não pode ser tomado com regra geral.

Respondendo a suas perguntas:

"1) Por que existe dívida pública? Ora, se a oferta de moeda não é inflacionária então exatamamente por que o governo emite títulos para pagar suas contas?"

Porque emitir moeda regularmente para cobrir déficit público GERA inflação.

"2) (...) Temos então uma economia onde o incremento na oferta de um bem diminui seu preço, isso valeria para todos os bens da economia exceto para o caso do bem moeda. Por que?"

De 2009 para 2010 a produção de petróleo aumentou e isso não diminuiu seu preço. Pelo contrário, o preço subiu, pois a demanda pelo bem aumentou!

O que determina o preço não é apenas a oferta, mas também a demanda (lembra?). "Isso valeria para todos os bens da economia exceto para o caso do bem moeda. Por quê?"

Anônimo disse...

Emitir gera inflaçao pois obviamente se tiver mais moeda circulando o valor dela diminui,mais agora se eu emitir moeda em ksa soh pra mim e nao distriuir pro país inteiro, nao vai gerar inflaçao, ow seja o que gera inflaçao eh a emissao de moeda e a circulaçao em massa dessa emissaro, eu posso emitir moeda a vontade bilhoes e distribiuir soh pra familia e amigos, nao vai ter inflaçao.
Esse lance que emissao de moeda gera inflaçao eh muito relativo e eh pra dimensoes grandes, nao tem uma proporçao regular.

Anônimo disse...

Adolfo,
Estamos vivenciando um fenomeno interessante no qual a emissao de moeda nos EUA esta aumentando a inflacao em outros paises, principalmente os emergentes. Acho que um excelente paper empirico seria testar esta nova vertente da TQM. Espero que vc goste dessa ideia.

Mário Bizerra disse...

Ao anônimo de 02/18/2011 3:09pm.

Você é engraçado, me fez gargalhar gostosamente, eh, eh.

Penso que sua admiração decorreu da assertiva de que "inflação gera desenvolvimento econômico".

Diria um Senhor, chamado Olavo de Carvalho (e olha que não é economista) mais ou menos assim: meu Deus! até uma criança de primeiro grau sabe que isso é verdade.

Governos emitem para gerar investimentos que, por sua vez, geram emprego e produção. Como são investimentos fixos, isso promove o desenvolvimento. Entendeu?

José Carneiro da Cunha disse...

O nível do Mão Visível caiu muito mesmo.

O "O" Anônimo e muito ruim. Ele se esconde em ofensas para evitar o debate de verdade. Há uma total falta de coerência em varias colocações dele, ele mistura e se confunde com modelos e tem sérios problemas de interpretação de artigos empíricos.

E acima de tudo e um covarde que se esconde no anonimato para atacar pessoas tecnicamente muito melhores que ele.

Abs

José Carneiro

Augusto Araújo disse...

Adolfo

Parece mais uma "trollagem" que este cara está fazendo. De certo deu uma googleada para usar uns termos técnicos e tentar refutar vc, mas sem a mínima coerencia.

Nao é a to que postou anonimamente. É apenas um troll.

Anônimo disse...

Mário Bizerra,

No mundo das pessoas normais, inflação não gera desenvolvimento. Muito pelo contrário. Talvez numa economia de doidos, seja o contrário. Pena que economia de doidos é coisa de... doidos.

Por outro lado, como acho que o seu problema é outro, talvez você devesse estudar, em vez de citar, sem maiores cuidados, o Olavo de Carvalho. Suspeito que entre o Olavo de Carvalho e o Mário Bizerra deve haver algumas décadas de estudo sério.

Anônimo disse...

Anônimo, de 19 de fevereiro de 2011 14:37,

No longo prazo, período para o qual não há como questionar a neutraliadade da moeda, a demanda por moeda não determina o seu preço.

Anônimo disse...

Governo emitindo moeda para investimento?

Puta que pariu! Em que escola esse Mário Bizerra estuda? Deve ser aluno da Unicamp.

José Carneiro da Cunha disse...

“Tal pergunta começa de uma premissa errada”
“O” Anonimo
Palavras têm significado!, quando usadas de forma desconexa evidenciam duas possibilidades (ou três): ou o orador é ignorante; ou lhe falta caráter, pois tenta de fato manipular ignorantes.
A frase no começo deste post foi escrita pelo “O” Anonimo. Homem de coragem e coerência, tão corajoso que é... anônimo (essa é uma terceira possibilidade, ironia), mas ataca de forma enfática pessoas que não são... anônimas, mas assumem para bem ou mal as conseqüências de suas idéias e ideais. Já aí temos outra prova do tipo de índole de cada debatedor .
Voltemos a frase original, evidência cabal de uma tentativa (dentre várias, por vezes mais complexas) de manipulação para fuga do debate.
Segundo o dicionário Houaiss, premissa é: “ponto ou idéia de que se parte para armar um raciocínio” ou “cada uma das proposições que compõem um silogismo e em que se baseia a conclusão”. Já uma pergunta é: “...frase com que se faz uma interrogação” ou “questão que se submete a alguém de quem se espera que a resolva”.

Quando uma pergunta é proposta, como vez o Adolfo ao “O”, o que se tem é uma “questão que se submete a alguém de quem se espera que a resolva”! Não há premissa, pois a pergunta não traz em si nenhum raciocino dedutivo que possa conduzir à inferências. Também não há, na pergunta em questão, ponto ou idéia da qual se parte para armar um raciocínio.

A questão levantada pelo Adolfo é duvida!, resultado de colocações ambíguas e por vezes logicamente conflitantes proposta pelo “O” Anonimo.

É útil perceber que não necessariamente há conflito lógico nas propostas do “O” (apensar de eu acreditar que eles existem), mas a crença de que eles existem origina a dúvida e, conseqüentemente, a pergunta.

Por sua vez, a pergunta, por ser pergunta, não pode ter, por definição, “premissa errada”, visto que ela não carrega premissa alguma! Mas ao invés, solicita ao “O” que clarifique suas próprias premissas, e assim esclareça possíveis conflitos lógicos presentes em seu raciocínio e conclusão.

Afirmar que a pergunta “começa de uma premissa errada” é tentar desqualificá-la sem justificar, pois a continuação do texto não o faz, como a pergunta partiu de uma premissa. O que faz o texto é afirmar que houve premissa por tentativa de dedução lógica, mas a questão levantada é genérica de mais para que essa tentativa seja no mínimo razoável.
Então, solicito eu, sem premissa alguma, que a pergunta seja respondida de forma completa, embasada e objetiva. Se não pelo “O”, pelo Alex, pois mesmo outros blogs, como o Selva Brasilis, não têm corroborado a posição até agora assumida aqui, ou mesmo ajudado a esclarecê-la.

Por justiça, publico esse comentário tanto no Mão Visivel como no Blog do Adolfo.

Abs

José Carneiro

Anônimo disse...

para os cabeças fechadas que acham que o socialismo e o capitalismo nao podem andar de maos dadas.

http://blogdojuca.uol.com.br/2011/02/11226/

Lucas Dayrell

Anônimo disse...

As coisas são exatamente como o Carneiro diz que eu sintetizo assim: quem levantou a premissa foi o tal do Ö"- ele que responda o que o Adolfo perguntou. simples assim.
Francis

Anônimo disse...

off topic

Alguém, quando avisou que não tinha como haver ajuste no orçamento, no valor de R$ 50 bilhões, não estava completamente correto, embora tivesse razões para crer que o buraco é bem mais embaixo. É que o sinal da variável está com trocado. O ajuste será feito pelo aumento de receita e não pelo corte de despesas. É isso mesmo. A carga tributária vai aumentar. A CPMF está de volta. Com as bênçãos de todos os políticos. É um bando de vagabundos.

Marco Aurélio Garcia disse...

Os efeitos da emissão de moeda serão diferentes conforme a conjuntura presente ou prospectiva (expectativas dos agentes):
a) conjuntura deflacionista ou expansionista;
b) contas públicas superavitárias ou deficitárias;
c) tamanho da dívida pública;
d) nível dos juros internos de mercado;
e) contas externas (transações correntes, capital, dívida);
f) credibilidade das autoridades monetárias e do executivo;
g) comportamento e força da oposição política (patriótica ou quanto pior melhor);
h) fatores de produção (sobra ou falta). PIB potencial;
i) estrangulamento em algum fator de produção essencial;
j) tecnologia (inovações) em momento de proporcionar ganhos de produtividade;
h) taxa básica acima ou abaixo da neutra;
i) PONTO MAIS NEGOCIADO DA CURVA DE JUROS: abaixo OU ACIMA de 1 ano;
j) VOLUME NEGOCIADO NA CURVA DE JUROS: Se o maior volume está abaixo ou acima de 1 ano. Se os volumes negociados da curva de juros estão migrando de prazos longos para curtos ou o inverso.
A lista é reducionista não pretende ser completa.

As leis econômicas são dinâmicas, sempre um processo em movimento, são causais e temporais, estudam fenômenos que se sucedem no tempo (e as antecipações). São também CONDICIONAIS, como todas as leis científicas (requisitos são condições necessárias). São complexas, o entendimento exige conhecimentos acumulados, quase sempre tem exceções. Os efeitos no curto prazo podem ser diferentes do longo prazo (os juros de cp podem subir e os de lp caírem), no primeiro momento ser diferente dos seguintes. Leis ou postulados econômicos são enunciados de tendências.

Mário disse...

Há quem passa a ofender porque não tem argumentos. Mas Kipling, em "If", interpreta bem isso.

Só vou repetir: governo honesto emite, sim, moeda, para investimento. Agora, se a base da premissa for governo desonesto... aí não é comigo.

Chutando a Lata disse...

Falando pro xará: Se, para desenvolvermos uma análise pefunctória, tivermos que considerar todos os fenomenos, estaremos arredados numa teia complexa e pouco poderemos fazer de útil ou mesmo prátcio. O interessante é exatamente escolher poucos elementos para tratarmos da questão que endereçamos. É exatamente isso que ocorre com a TQM.

José Carneiro da Cunha disse...

Uma dúvida... acho que esse cara aqui em baixo é um analfabeto em economia... segundo o “O”, claro!
Na página 470, 2 ed, do Advanced Macroeconomics, do David Romer, livro, segundo o Mankiw, adotado pelas principais escolas do mundo no primeiro ano do curso de Macro (PhD), há a seguinte afirmação:
“...Thus there are many potential sources of inflation. ... Nonetheless, when it comes to understanding inflation over the longer term, economists typically emphasis just one factor: growth of the money supply. The reason for this emphasis is that no other factor is likely to lead to persistent increases in price level.”
Na página 471, volta a afirmar: “Since money growth is the main determinant of inflation…”
Minha dúvida então é: será o Romer um analfabeto em economia? Pelas colocações do “O” Anônimo é o que parece.
Então, o “O” poderia responder se o Romer é ou não um analfabeto em economia? Ou Austríaco demais talvez?
Abs
José Carneiro

MAG disse...

Caro Marco: em economia não podemos ser reducionistas nos conceitos. O ambiente tem que ser muito bem estudado assim como a conjuntura presente e prospectiva (é o motivo da necessidade das reuniões do COPOM). Os efeitos da emissão de moeda dependem do ambiente e da conjuntura (com recessão ou com expansão, etc.).
Um exemplo prático: se o MF da fazenda fosse o Meirelles ou alguém com o mesmo pensamento e prestígio a necessidade de aumentar a Selic seria menor (as expectativas seriam afetadas positivamente com a relação à inflação).

Chutando a Lata disse...

Caro Mag, nunca disse que o fato de apelarmos para esquemas simples isso nos colocaria no mundo da simplicidade. É só uma questão de método. Por falar nisso, sugiro, se é que não o leu, como dever de casa, a leitura atenta do texto didático de Lucas de como os economistas trabalham. Neste texto, ele constrói um modelo simples para tratar da questão do choque monetário. claro, se você achar que o que está lá em Lucas é o que vocë fala, então você está certo.
um abraço e vamos em frente.

Chutando a Lata disse...

Falando mais uma vez sobre esse tema TQM. Segundo a minha leitura dos textos de Lucas, a TQM é o que de melhor temos como teoria macroeconomica para falar de questões que envolvam moeda e preços. Sua validade para o longo prazo, cerca de 30 anos, é constatável. Claro, nenhuma teoria econômica tem a sua prova empirica exata. Mas o que economistas como Sargent, Lucas e pouquissimos outros do mesmo nível (Lucas lá nas estrelas) discutem sobre TQM é o que faz com que a TQM não funcione sempre. Além do mais, as medidas de M não seriam triviais. Simples assim. Mas quem acha que a TQM já era tem que dizer qual outra teoria se ajusta melhor para determinar uma relação entre M e P e que possa ser válida para o mesmo periodo de tempo que se emprega para validar a TQM.

MAG disse...

Caro Marco: em economia como em administração quantos mais itens de controle (de análise), óticas, forem considerados, melhores as condições de julgamento (conclusão). Um esquema reduzido quase nunca será sempre correto para todos os ambientes, conjunturas, etc.
A TQM (realmente importante no estudo da ciência econômica), ou a emissão de moeda, terá seus efeitos sempre condicionados ao ambiente (país emissor de moeda reserva mundial ou não), à conjuntura (recessiva ou inflacionária), à credibilidade das instituições, ao PIB potencial, etc. Não estou querendo reduzir a importância de conceitos ou de esquemas mais simples, apenas alertando para os limites de sua validade. Repito: As leis econômicas são dinâmicas, sempre um processo em movimento, são causais e temporais, estudam fenômenos que se sucedem no tempo (e as antecipações). São também CONDICIONAIS, como todas as leis científicas (requisitos são condições necessárias). O Delfim esceve que economia não é ciência (ultimamente escreve se referindo à economia monetária como uma arte), já fala em 90% de arte e 10% de ciência (como se fosse possível).

Anônimo disse...

Anônimo K. Wicksell disse...

Caros,

Estou chocado.

A maioria dos posts são uma merda absoluta!!!!

É óbvio que emitir moeda desenfreadamente causa inflação. Mas isso não que dizer que emissão de moeda seja a única causa de inflação. E nem tampouco que a emissão de moeda tem uma relação linear com a inflação.

Se fosse assim todos os Bancos Centrais do Mundo estariam controlando inflação por controlar emissão de moeda e nossos problemas com a inflação teriam acabado.

Friedman propôs uma regra de emissão monetária dizendo que regras de juros não seriam práticas... E,.. bom... hoje todos usam regras de juros pois descobriram que regras de emissão de moeda não funcionam, afinal a demanda por moeda é instável..

Isso não quer dizer que Friedman não foi importante. Mas quem acha que a evolução da teoria econômica parou ali vira alguém tão ignorante quanto quem acha que a teoria econômica parou em Keynes... Acordem.. a ciência econômica progrediu!!!!

abraço,

K. Wicksell

MAG disse...

K. Wicksell: escrito utilizando um vernáculo adequado a ambiente que discute assuntos de nível superior surtiria mais efeito e tornaria a discussão mais produtiva.
Nada justifica texto que utiliza, desnecessariamente, termos inadequados à educação, nem a razão. Adam Smith, Wickesell, Keynes, Friedman (e muitos outros), têm que ser lidos considerando a época em que viveram (isto não os trina menos brilhantes).

Anônimo disse...

Lá vem mais um imbecil do blog dos anonimos e da mao visivel na mão grande. Logo ele vem falar em evolução em teoria econômica utilizando o emblema wickseliano. Cai fora canalha.
Francis

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