segunda-feira, 6 de junho de 2011

Questões para reflexão sobre o terrorismo

O terrorismo está se infiltrando no Brasil. Pouco após os ataques às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, o governo americano alertou o Brasil sobre a presença de grupos extremistas na região da tríplice fronteira. Tal notícia foi recebida com ceticismo e pouco caso em nosso país. Quase 10 anos se passaram e, cada vez mais, fica evidente a existência de grupos terroristas operando no Brasil. Por enquanto não executam seus ataques aqui, mas usam solo brasileiro como base. Notem que não me refiro as constantes invasões de fronteira realizadas pelas FARC, refiro-me a região entre Brasil, Argentina e Paraguai. Como esse será um problema futuro de nosso país, que mais uma vez não recebe atenção alguma das autoridades, me adianto e forneço alguns detalhes sobre a atividade terrorista.

1) Terrorismo custa dinheiro: treinamento, viagens, alimentação, manutenção de sedes e equipamento, armas, entre outros custos. Até meados de 1990 era o governo soviético o maior financiador do terrorismo mundial. Com a queda desse Império a rede terrorista teve que procurar apoio financeiro em outras fontes. A FARC, por exemplo, encontrou esse apoio na venda de drogas e seqüestro de inocentes.

2) É impossível vencer o terrorismo sem combater as suas fontes de financiamento. Assim, chama a atenção o completo despreparo brasileiro para combater grupos terroristas. Aqui sequer temos legislação específica que trate do tema. Sendo assim, não é de se estranhar que terroristas entrem e saiam do Brasil em completa tranqüilidade.

3) Até antes de 1990 os grupos terroristas se caracterizavam por claras reivindicações socialistas (não é a toa que eram financiados pela União Soviética). Os grupos terroristas que operaram na Itália e Alemanha foram claros exemplos disso. Atualmente existem grupos terroristas que lutam pela independência de suas regiões. Eles se denominam patriotas, e comparam-se aos revolucionários americanos em sua luta pela independência. Os rebeldes chechenos são o exemplo mais claro desse grupo (mas existem vários outros).

4) Após 1990 ganha força um novo tipo de terrorismo: o religioso. Fundamentalistas islâmicos buscam criar uma grande nação do Islã. Notem que esse grupo tem reivindicações políticas transnacionais, o que é uma diferença importante em relação aos grupos que operavam antes de 1990.

5) Todo grupo terrorista procura ter um braço político, as ramificações políticas de grupos terroristas precisam ser mapeadas e tornadas claras para a sociedade.

6) Grupos terroristas podem ter considerável grau de sucesso em obter suas reivindicações, eles não devem ser subestimados.

Terrorismo é um mal perigoso, combatê-lo é fundamental para preservarmos nosso modo de vida e nosso direito à liberdade.

2 comentários:

Anônimo disse...

É Adolfo, totalmente lógico. E, mais, corajosa a exposição de assunto tão macabro.

Há um pensamento permanente na apresentação do seu blog, de que os homens de bem devem estar sempre em ação. O resultado é inibir a proliferação de instituições constituídas pelos homens do mal.

Vejamos só uma variante inerente. Quem é o culpado: o traficante ou o consumidor da droga? Em minha opinião, é o consumidor, pois este é o verdadeiro investidor na difusão. Os patrocinadores dos terroristas pensamente exatamente o contrário.

Anônimo disse...

Soh ha um jeito de acabar com o terrorismo...nao darmos motivos para ele aconteçer...por mais que eles sejam estúpidos, sempre atacam por um objetivo, causa ow vingança.

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