terça-feira, 16 de agosto de 2011

De onde vem a crise atual?

Europa, Estados Unidos, e vários países mundo afora passam por problemas econômicos. As bolsas de valores demonstram desempenho fraco, e a taxa de desemprego parece não diminuir. Mas, afinal de contas, de onde veio essa crise?

A resposta é simples: a crise atual nada mais é do que o resultado da política econômica adotada por vários países para “combater” a crise de 2007-09. No auge da crise financeira, governos mundo afora aumentaram e muito os gastos públicos com o argumento de “combater” a crise. A idéia era simples: basta o governo gastar, e adotar políticas de estímulo a demanda, que a crise desapareceria. ERRADO. Como este blog cansou de avisar: quando muitas pessoas, por muito tempo, cometem erros de magnitude elevada, sempre existe um preço a se pagar. A entrada do governo apenas transfere os custos do ajuste dos maus investidores para o resto da sociedade. Em palavras, as políticas públicas de ajuda governamental, entre 2007 e 2009, a bancos (e empresas) em dificuldade apenas transferiu os custos do ajuste: agora quem paga o pato é toda a sociedade (e não apenas quem cometeu os erros).

A crise atual é uma crise fiscal causada pelas enormes transferências de recursos públicos para ajudar empresas privadas em dificuldades. Mas os problemas não terminam por ai. As massivas impressões de moeda, adota por vários governos, vai ter impactos inflacionários. Gastar mais dinheiro público, e imprimir mais moeda, não é o caminho para evitar crises. É o caminho para agravá-las.

A políticas de expansão dos gastos públicos, defendida por muitos, mostra agora seu lado perverso e inevitável: a entrada do governo não faz com que os prejuízos desapareçam, apenas transfere os custos do ajuste de um grupo pequeno (porém politicamente forte) para o resto da sociedade.

13 comentários:

Pedro H. Albuquerque disse...

É isso aí Adolfo.

Anônimo disse...

Esse mercado de Bolsa de Valores é mesmo esquisito, quando a empresa vai mal os acionistas evidentemente sofrem juntos, ow seja, ao invés de as ações dividir a perda, ela multiplica, agravando mais ainda a crise principalmente das grandes empresas,na hora da crise para a empresa em si muda nada ou quase nada ela ser fechada ou de capital aberto,
Por isso sou a favor de uma reformulação da bolsa de valores.
Se meia-duzia de grandes empresas falirem o país inteiro sofre, mas se essas mesmo triplicarem seus patrimônios,muitas vezes o impacto é positivo, mas pouco relevante, e muito longe de ser proporcional.

Anônimo disse...

Vamos la na UCB dizer isso a certos professores. rsrsrs

Abraço Adolfo.

Ginno

Anônimo disse...

Adolfo, eu entendi o que vc quis dizer mas acho que voçe nao explicou o porque, os economistas que falam dos gastos do governo tem uma explicação, e eles nao falariam isso atoa, e além de tudo não me pareçe claro o que voçe disse de ``transferir`` o problema, mas porque isso aconteçe? o que desencadeia?

Gords disse...

Bom, não sei se os formuladores dessas políticas de socorro aos que erraram com dinheiro público tinham a dimensão do custo do que estavam fazenda. Mas a pergunta é: o que seria pior para a economia dos EUA, uma crise do sistema bancário ou a atual crise fiscal?

Anônimo disse...

Por isso que eu fico com um pé atras quando estudo praticamente qualquer afirmação em Economia, em Macro 1 umas das primeiras coisas que aprende eh que aumentar os gastos do governo aqueçe a economia, aumenta a demanda, além do efeito multiplicador, com teoria, gráficos e tudo sobre isso, pra depois descobrir que num é bem assim.Agora em quem confiar?
e ainda dizem que economia é ciencia exata.

Anônimo disse...

"...os economistas que falam dos gastos do governo tem uma explicação, e eles nao falariam isso atoa..."

É verdade. Os economistas do governo, em geral, explicam a expansão o gasto público como argumento anti-cíclico. Mas tal argumento embute dois problemas. O primeiro é que os gastos são anti-cíclicos apenas nos momentos de recessão. Governo nenhum poupa mais em tempos de expansão do cíclo econômico. Isso aponta para o segundo problema: em razão da eterna expansão dos gastos do governo, no longo prazo todos estaremos na m****, embora isso, para os economistas do governo, nada signifique. Afinal, como disse o mentor dessa porcariada toda, no longo prazo estaremos todos mortos.

Anônimo disse...

Economia é uma ciência social e, como ciência sociall, não pode ser exata.

Anônimo disse...

ei adolfo,

não sei c vc tem interesse, mas ta tendo um bateboca no blog do alexandre sobre a crise atual é o papel do governo como causa da crise e na solução......

tem um rapaz da escola austriaca discutindo com o "O" e principalmente com o Alexandre....

da uma olhada aki
http://maovisivel.blogspot.com/2011/08/o-ataque-dos-idiotas-altivos.html


olha o tipo de comentarios que o alexandre soltou:

""Alex disse...

"alex....chamando os austríacos de economistas não-sérios????????????"

De forma alguma: eu nem acho que sejam economistas...
16 de agosto de 2011 20:39 ""


Grande Abraço,

a propósito, o senhor está lecionando em alguma faculdade no momento??
não anima de vir aqui para a USP não??!!


Carlos Almeida

Anônimo disse...

Anonimo ai de cima, existem evidências empíricas sobre o caráter contra-cíclico da politica fiscal em muitos países, isto é, na maioria dos países da OCDE nos bons tempos do ciclo os gastos tendem a diminuir.

Anônimo disse...

Então mostra estatísticas do governo brasileiro (foi dele que se falou, pois não?) sugerindo aumento de poupança do governo em época de bonança. Se você mostrar, eu me rendo.

Anônimo disse...

"Anonimo ai de cima, existem evidências empíricas sobre o caráter contra-cíclico da politica fiscal em muitos países, isto é, na maioria dos países da OCDE nos bons tempos do ciclo os gastos tendem a diminuir."

existem evidencias empiricas de qualquer coisa que vc queira

Anônimo disse...

Caro Adolfo,

Não concordo com seu ponto de vista, mas minha discordância é apenas no plano das idéias (digo isso pois alguns blogueiros ficam irritados se a gente discorda, espero que não seja o seu caso).
Penso que a área pública tem um enorme papel, de regulador do mercado e diminuidor de desigualdades sociais. Um país sem uma área pública forte é um pais inexpressivo, em que o poder econômico comanda e concentra mais e mais a economia, sufocando-a. Os impostos são distribuidos e geram demanda, além de garantirem condições mínimas aos menos favorecidos,introduzindo-os no mercado. O empresário investe se houver demanda, não em função de ter acumulado lucros. Se ele (empresário) acumula lucros e não tem demanda pelos seus produtos e serviços, ele aplica os lucros no mercado finceiro, ou em bens. Já se tem demanda, ele investe na produção, mesmo sem recursos (vai pegar nos bancos, por exemplo).
Então, não entendo de onde você concluiu, em trabalho recentemente noticiado, que a carga tributária impede o crescimento do PIB. Na matéria dizia que "é óbvio", mas para mim não é tão óbvio, e um trabalho científico deve se basear em dados,argumentos racionais,não em opiniões ou sentimentos. Como posso ter acesso ao seu trabalho sobre isso para conhecê-lo melhor?
João
Porto Alegre

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