segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que pensam os deputados e o que pensa o Sachsida

Interessante a matéria do G1:

"Durante 60 dias (entre 29 de novembro e 27 de janeiro), o G1 procurou os 513 deputados da nova Câmara (...). Dos 513 deputados, a reportagem conseguiu contato (por telefone, pessoalmente, por intermédio das assessorias ou por e-mail) com 446, dos quais 414 (81%) responderam ao questionário e 32 se negaram a responder. Os demais 67, embora procurados durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações".


1) É a favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas sem redução de salários?

Deputados a favor: 229
Deputados contra: 116
Não sabe: 69
SACHSIDA: Terminantemente CONTRA esse absurdo. O Brasil é o país que quer crescer mais trabalhando menos.

2) É favorável ao fim do fator previdenciário, que pode reduzir benefício de quem se aposenta mais jovem?

Deputados a favor: 228
Deputados contra: 116
Não sabe: 70
SACHSIDA: CONTRA

3) É a favor da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) para financiamento da saúde?

Deputados a favor: 142
Deputados contra: 239
Não sabe: 33
SACHSIDA: CONTRA

4) É favorável à redistribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados?

Deputados a favor: 160
Deputados a favor com compensação aos Estados produtores: 208
Deputados contra: 28
Não sabe: 18
SACHSIDA: A FAVOR SEM COMPENSAÇÃO aos Estados produtores

5) É a favor da liberação de casas de bingos e caça-níqueis no país?

Deputados a favor: 119
Deputados contra: 255
Não sabe: 40
SACHSIDA: A FAVOR

6) É a favor do fim de cobrança de assinatura básica para telefone fixo?

Deputados a favor: 338
Deputados contra: 30
Não sabe: 46
SACHSIDA: A FAVOR

7) É a favor da definição de piso nacional de policiais civis, militares e bombeiros?

Deputados a favor: 330
Deputados contra: 53
Não sabe: 31
SACHSIDA: CONTRA

8) É favorável ao voto em lista fechada para as eleições proporcionais?

Deputados a favor: 175
Deputados contra: 181
Não sabe: 58
SACHSIDA: CONTRA

9) É favorável ao financiamento exclusivamente público para campanhas?

Deputados a favor: 249
Deputados a favor de financiamento publico E privado: 74
Deputados contra: 61
Não sabe: 30
SACHSIDA: CONTRA

10) É favorável a punição de pais e responsáveis que aplicarem castigos corporais em crianças?

Deputados a favor: 140
Deputados contra: 207
Não sabe: 67
SACHSIDA: CONTRA

11) É favorável à descriminalização do aborto?

Deputados a favor: 78
Deputados a favor dependendo da circunstância: 37
Deputados contra: 267
Não sabe: 32
SACHSIDA: Nao sei, mas tenderia a manter a legislação atual (lembre-se de que o princípio aqui também se aplica a pesquisas com células tronco).

12) É a favor de plebiscito para redefinição de maioridade penal?


Deputados a favor: 233
Deputados contra: 166
Não sabe: 15
SACHSIDA: A FAVOR

13) É a favor da descriminalização do uso da maconha?

Deputados a favor: 63
Deputados a favor em termos: 21
Deputados contra: 298
Não sabe: 32
SACHSIDA: CONTRA

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Reagan, IPEA e o Setor Público

"Aqueles que aceitam a desonra em troca do perigo acabam como escravos, e mereceram isso" (Alexander Hamilton).

Aqui coloco mais um dos grandes discursos de Ronald Reagan. Espero que isso nos sirva de inspiração. Reagan diz algo como: a) nossos inimigos devem entender que não estamos dispostos a paz a qualquer preço. Existe um ponto além do qual não iremos e nem eles devem avançar; b) a paz não é tão doce e nem a vida é tão boa para aceitarmos abrir mão de nossos princípios em troca delas; e c) nós podemos evitar a guerra a qualquer momento, podemos evitar a guerra agora mesmo, para isso basta uma palavra: rendição. (O texto do discurso está aqui).

Pergunto aos meus amigos do IPEA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, de Furnas, dos Ministérios, e todos do serviço público: é isso? Estamos nos rendendo? Claro que existem riscos em ir para o confronto, mas é isso que queremos deixar aos nossos filhos?

Partido político algum é dono do patrimônio nacional. No entanto o IPEA é tratado como se fosse. No Banco do Brasil e na CEF ocorre o mesmo, idem na Petrobras e na esplanada dos ministérios. Isso está errado. Temos que reagir, temos que dizer NÃO. Temos que dizer BASTA de interferência política em órgãos técnicos.

Todo funcionário público tem um compromisso com a lei. Aceitar a dilapidação do patrimônio público em brigas políticas é inaceitável. Temos um compromisso não só com a lei e com o Estado Brasileiro, mas também com nossos filhos. É isso que queremos ensinar a eles? Covardia, medo, trocar a honra por segurança? É essa a lição que deixaremos?

Claro que em qualquer escolha existem riscos associados, todos sabem disso. De minha parte a escolha está feita: prefiro morrer de pé do que viver de joelhos. Eu quero um presidente capaz para o IPEA, quero diretores do nível que o IPEA merece. Digo o mesmo para o BB e a CEF, para a Petrobras, para Furnas e para todo corpo técnico do governo. Chega de nomeações políticas. Chega de dilapidar o patrimônio público. Nenhum partido, por mais forte que seja, é dono do Brasil.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meu apoio para a Presidência do IPEA

Antes de mais nada gostaria de dizer que adoraria ser Presidente do IPEA. Tenho a competência técnica, e a experiência administrativa necessária, para ocupar tão importante cargo. O IPEA é talvez o único lugar do governo federal com recursos humanos, capacidade técnica, disponibilidade de estrutura física, e recursos financeiros suficientes para elaborar as grandes reformas de que o país precisa.

Infelizmente, eu não conto com o apoio político necessário para chegar a tão nobre posição. Mas isso não me exime de, com minha experiência e conhecimento, me posicionar sobre quem deve ser o próximo presidente do IPEA. O próximo presidente do IPEA precisa reunir as seguintes características: 1) ter conhecimento da casa (saber quem são os técnicos (quais são suas expertises e projetos), e conhecer os procedimentos administrativos do instituto bem como sua história de respeito a diversidade de opiniões); 2) ter capacidade técnica (titulação, publicações, liderança acadêmica em sua área de atuação); 3) ter tido experiência prévia em cargos de direção (seja como chefe de departamento, diretor de pesquisa, ou qualquer outra experiência administrativa); e 4) bom senso (talvez a mais importante de todas as características).

Sem dúvida existem no Brasil, ou no exterior, vários nomes que satisfazem as quatro condições acima. Contudo, a grande maioria desses nomes não conta com apoio político (o que, tal como no meu caso, reduz muito suas chances). Sendo assim, declaro aqui meu apoio ao nome de José Aroudo Mota para a presidência do IPEA.

Eu conheço o Professor Dr. José Aroudo Mota de longa data. Ele tem doutorado e tem reconhecimento acadêmico em sua área de pesquisa. Além disso, ele já demonstrou lidar muito bem com procedimentos administrativos nos cargos em que ocupou. Quando ele foi meu diretor no IPEA sempre demonstrou bom senso e conhecimento sobre os procedimentos da Instituição. Aroudo é técnico do IPEA há mais de 10 anos, o que garante seu conhecimento sobre os procedimentos e história da Instituição. Aroudo Mota é o nome que apoio para a presidência do IPEA.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Inflação, alimentos e oferta de moeda

Abaixo segue meu primeiro post publicado no site Ordem Livre. Até o final do ano estarei escrevendo mensalmente para esse grande expoente do pensamento liberal. Aproveito a ocasião para agradecer a toda equipe do Ordem Livre pela oportunidade de expor minhas idéias.

No momento, boa parte dos especialistas e da imprensa responsabilizam a elevação no preço dos alimentos como causa do aumento da inflação. Certamente, o item alimentação tem um bom peso nos índices de preço. Sendo assim, variações no preço dos alimentos conduzem a variações proporcionais na inflação.

Apesar de correto do ponto de vista contábil, o raciocínio do parágrafo acima esconde um truque: não há como todos os preços da economia subirem caso a oferta de moeda permaneça constante. Isto é, em última instância, é a oferta monetária a causa da inflação. Já no século XVI, o teólogo escolástico Martín de Azpilcueta (1493-1586) sugeria a relação entre escassez de dinheiro e preço das mercadorias. Seja na Roma antiga ou na Espanha da época colonial, existe farta documentação associando fenômenos inflacionários à descoberta e exploração de novas jazidas de ouro (a moeda padrão daquelas épocas). No século XX, expoentes da escola austríaca como Mises e Hayek sempre mostraram a relação entre oferta de moeda e inflação, ponto de vista esse compartilhado mais tarde pelo mais famoso dos monetaristas: Milton Friedman (prêmio Nobel de economia).

Num artigo recente no New York Times, Paul Krugman plota um gráfico mostrando a oferta de moeda e a inflação, concluindo daí que existe baixa relação entre essas variáveis. Apesar do gráfico do professor Krugman sustentar sua argumentação, temos aqui um truque de retórica. Quando economistas falam de inflação eles se referem a um aumento generalizado de preços. Isto é, é como se todos os preços da economia tivessem aumentado. É exatamente por isso que podemos entender inflação como perda de valor da moeda. Contudo, no mundo real, os índices de preço não captam TODOS os preços da economia, ao invés disso, tais índices captam um rol muito mais restrito de preços. Sendo assim, quando o professor Krugman diz que seu gráfico não mostra relação entre oferta de moeda e inflação, ele apenas constata uma baixa relação entre oferta de moeda e aquele determinado índice de preços. Mas isso de maneira alguma invalida o argumento mais geral de que: caso um índice de preços capturasse todos os preços da economia, tal índice só se alteraria de maneira recursiva em consequência de mudanças na oferta de moeda.

De uma maneira mais técnica, temos a seguinte identidade MV = PQ, onde M é a oferta de moeda, V é a velocidade de circulação do dinheiro, P é o índice de preços que captura todos os preços da economia, e Q é a produção. O que é inflação? Inflação é o aumento frequente em P. Um aumento frequente em P só pode ser explicado por aumentos frequentes em M ou V, ou quedas frequentes em Q. Mudanças esporádicas nessas três variáveis podem gerar mudanças no nível de preços, e consequentemente gerar inflação naquele respectivo intervalo de tempo. Contudo, apenas mudanças frequentes podem explicar fenômenos inflacionários de longa duração.

A evidência histórica sugere que quedas frequentes e prolongadas da produção não foram a regra no mundo nos últimos 500 anos. Pelo contrário, a produção da economia tem recursivamente aumentado. Sendo assim, devemos excluir quedas frequentes em Q como a origem da inflação dos últimos 500 anos. V, a velocidade de circulação da moeda, é uma das variáveis mais estáveis da economia. Ela pode aumentar ou diminuir ao longo dos anos, pode até ter uma tendência, mas mudanças em V são lentas, sendo incapazes de explicar mudanças em P para intervalos curtos de tempo como o mês ou o ano. Dessa maneira, fica evidente que a única variável capaz de alterar de maneira persistente e recursiva o índice de preços P, mesmo para intervalos curtos de tempo, é a oferta monetária M.

Inflação em qualquer época e em qualquer sociedade é sempre um fenômeno monetário. No Brasil não é diferente. A inflação atual aqui tem apenas duas causas: expansão da oferta monetária e do crédito associadas a um brutal aumento do gasto público.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro e Nova Orleans

Quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans a imprensa brasileira não poupou o presidente americano. Bush foi esculhambado pela imprensa brasileira.

Naquela oportunidade, lembrei a meus leitores que o federalismo americano era muito mais forte que o brasileiro. Isto é, não é tão simples ao governo federal americano intervir em questões estaduais. Dessa maneira, antes de culparem Bush deveriam culpar o governador do estado.

O Rio de Janeiro enfrenta novamente o pesadelo dos desabamentos, algo que já virou rotina dos meses de dezembro/janeiro. Pergunto, onde está a imprensa para culpar Dilma? Por que a imprensa brasileira tem tanta dificuldade de criticar o governo federal? No Brasil, o federalismo não funciona tão bem como nos EUA. Assim, nada mais justo do que atribuir uma boa parcela de culpa ao governo federal. Se não querem culpar Dilma, então que culpem Lula. Só não vale culpar o aquecimento global... ops, parece que é exatamente isso que parte da imprensa está fazendo.

Você é assinante do "Estado de Minas"

Você é assinante do jornal "Estado de Minas"? Alguém em sã consciência pode assinar um jornal desses???

Olhem só a manchete de domingo desse jornaleco: "O Ritmo Frenético de Dilma Governar".... só pode ser sacanagem (Dica do Coturno Noturno). É nessas horas que temos que dar razão para o imortal Nelson Rodrigues....

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ficção e Realidade no Brasil

A novela das oito terminou, e adivinhe o que aconteceu com a vilã???? Ela escapou e se deu bem!!!!

Pois é, no Brasil é assim: nem na ficção conseguimos prender os bandidos... triste, muito triste.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Igreja Católica, a moderna Teoria Econômica e o atraso no Pensamento Econômico

Um tema recorrente nesse blog refere-se ao fato de que nada garante que nossa sociedade melhore no futuro. Os últimos 300 anos da civilização ocidental foram marcados por evolução constante no nosso padrão de vida (com curtos períodos de retrocesso, notadamente os períodos de guerra). Isso criou a falsa sensação de que esse padrão de vida, nossas conquistas morais tais como a liberdade, e a evolução científica estão garantidos. Doce ilusão.

Vamos olhar especificamente o caso da teoria econômica: Jean Buridan (1300-58), que foi reitor da Universidade de Paris, demonstrou que o dinheiro surgiu livre e espontaneamente no mercado (e não por decreto governamental). Contribuição essa que parece ter sido quase que completamente esquecida nesses tempos de moeda estatal. Nicolau Oresme (1325-82), bispo de Lisieux foi o primeiro a explicitar aquilo que viria a ser conhecido como “Lei de Gresham”. Contribuição essa que parece ter sido esquecida nesses tempos onde se tentam fixar as taxas de câmbio. Oresme foi mais longe ainda ao sugerir que o governo nunca deveria intervir no sistema monetário. Oresme também ressaltou que a desvalorição da moeda afeta negativamente a economia, pois afeta o comércio, provoca inflação e enriquece o governo à custa do povo. Lição essa que parece nunca ter sido aprendida pelo nosso Ministro da Fazenda.

O teólogo escolástico Martín de Azpilcueta (1493-1586) sugeriu claramente a relação entre escassez de dinheiro e preço das mercadorias. Em palavras, ele deixou claro que a inflação é um fenômeno monetário. Já o cardeal Thomas de Vio (1468-1534) não só defendia o comércio do ponto de vista moral como também expôs os princípios da Teoria de Expectativas Racionais quase 500 anos antes de Robert Lucas (prêmio nobel de economia). O frade franciscano Pierre de Jean Olivi (1248-98) argumentava que o “preço justo” de um bem provinha de um valor subjetivo que os indivíduos davam a esse bem (e não diretamente de seu custo de produção) Ou seja, o preço de um bem era consequência da interação entre oferta e demanda.

Dito tudo isso, ressalto que por vezes o conhecimento econômico foi simplesmente perdido. Por exemplo, 500 anos após os trabalhos do frade Olivi o conhecimento econômico ia na direção errada: atribuía o valor de um bem à teoria do valor trabalho (e não à idéia de valor subjetivo do frade). Esse erro monumental nos levou às idéias marxistas e ao atraso daí resultante. Mas estranho mesmo é a Igreja Católica, que foi o berço das idéias liberais em economia, ter se tornado nas últimas duas décadas do século XX abertamente marxista. Será que os padres católicos esqueceram suas obras?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Economia não é contabilidade

A inflação medida pelo IPCA fechou 2010 em 5,91%. Adivinha quem os "especialistas" estão culpando? Não, parece que ninguém se lembrou de culpar a farra fiscal do governo Lula. Não, parece que ninguém se lembrou de culpar o aumento da oferta de moeda e expansão do crédito (amplamente noticiado nesse blog). Culparam os alimentos...

Economia não é contabilidade. Os "especialistas" olham o IPCA e dizem que 23% do IPCA deve-se ao item "alimentação e bebidas". Daí concluem: dado que o preço dos alimentos subiu, a inflação subiu. Raciocínio correto em se tratando de um contador, mas insuficiente para um economista. Inflação em qualquer lugar do mundo só tem um nome: perda do poder de compra da moeda. E a moeda só perde valor se sua demanda cai ou se sua oferta aumenta. Em palavras bem simples: inflação é um fenômeno monetário.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ponto para o PPS

O PPS colocou em sua home page uma nota de solidariedade ao povo italiano, pedindo a extradição do terrorista Cesare Battisti. Parabéns ao PPS que classifica Battisti de criminoso comum (o que ele realmente é).

Parabéns ao Coturno Noturno que começou a seguinte campanha: Oposição traga os familiares das vítimas de Battisti ao Brasil.

Selva Brasilis no caminho certo

O Selva Brasilis é um dos melhores blogs da internet e novamente vai na direção correta: desce o sarrafo em Ben Bernanke.

Tal como eu já havia alertado aqui, Ben Bernanke (presidente do Banco Central americano) teria reprovado caso você aluno de Ben Bernanke (professor de economia). Fim da picada esse tal de QE (quantitative easing) que NADA MAIS É DO QUE IMPRIMIR MOEDA pura e simplesmente.

Se imprimir moeda for a solução então não temos problema nenhum. Basta o governo se endividar todo e pagar suas dividas imprimindo dinheiro. Fim da picada esse QE2. Isso mesmo, não satisfeito com o QE ter dado errado Bernanke e os gênios que o assessoram lançaram também o QE2.

Quando será que o monopólio da emissão de moeda será tirado das mãos irresponsáveis do governo? Já que a qualidade da moeda estatal é tão boa, então por que não permitir que empresas privadas possam competir nesse mercado?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Oposição no Brasil

Qual é o maior partido de oposição no Brasil? Não leitores, não é o PSDB, nem o DEM, e nem o PPS. Hoje o Brasil possui um único partido de oposição, o PMDB. O governo aprovou, por medida provisória, um salário mínimo de 540 reais. O PMDB é o único partido que se manifestou contra.

De maneira alguma quero dizer que a posição do PMDB está correta. Contudo a mesma não deixa de ser irônica.

Errar é humano....

Segue a lista dos piores momentos do futebol em 2010. Errar é humano... o vídeo mostra os 11 gols desperdiçados da maneira mais incrível. Interessante notar que o melhor jogador da copa do Mundo, David Villa, perde um gol incrível... (dica do Planeta que rola)

Jasão e os Argonautas

Para recuperar seu trono, Jasão deveria obter a lã de ouro. Para concluir tão perigosa missão, há aproximadamente 3.000 anos atrás foi reunida, pelo menos na mitologia, o maior grupo de homens que já havia existido. Esse grupo foi denominado de Argonautas e constituía-se de 50 heróis. Entre os argonautas estavam Hércules (o maior dos heróis da antiguidade), Calais (semi-deus do vento), Poriclimeno (tinha o poder de se transformar em qualquer animal marinho), Talau (rei de Argos) e Teseu (que matou o minotauro). Jasão conseguiu a lã de ouro e recuperou seu reino.

Três mil anos se passaram e penso comigo o que teria ocorrido caso Jasão fosse brasileiro. Já imaginaram quem seriam os argonautas? Ao invés de Hércules teríamos Lula (o maior dos bufões da antiguidade), ao invés de Calais Franklin Martins (se considera o semi-deus da imprensa), sai Poriclimeno e em seu lugar entra o PMDB (poder de se transformar em qualquer coisa desde que ganhe um ministério), ao invés de Talau teríamos Sarney (Rei do Maranhão), e ao invés de Teseu teríamos Cesare Battisti (o terrorista que matou quatro inocentes). Pois é, três mil anos se passaram e acho que não evoluimos tanto quanto deveríamos. Mas o pior mesmo é imaginar o que ocorreria caso esse grupo encontrasse a lã de ouro: Lula tentaria o terceiro mandato, Franklin Martins compraria uma rede de televisão, o PMDB compraria um ministério e duas estatais (com financiamento do BNDES), Sarney venderia o Maranhão (e não entregaria) para comprar o Piauí (com recursos do PAC) e Cesari Battisti faria o que sabe: matar mais inocentes.

Mas não sejamos tão duros com o Brasil, que tal selecionarmos a tripulação de Jasão com base nas lendas modernas: no lugar de Hércules temos Harry Potter, para a vaga de Calais temos Percy Jackson, no lugar de Poriclimeno os Super Gêmeos, para a vaga de Talau entra Obama, e ao invés de Teseu o Pedrinho do sítio do pica-pau amerelo.

Brincadeiras a parte, é um equívoco acreditar que o mundo sempre melhora. A história da humanidade está repleta de exemplos onde o conhecimento e a civilização involuíram. Lutar pela preservação da liberdade individual, da propriedade privada e de uma economia de mercado é a nossa garantia de que o futuro será efetivamente melhor do que o passado.

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