sexta-feira, 29 de julho de 2011

TPM, ponto G e uma sugestão de política pública

Quinta-feira me reuni com meus amigos num barzinho para celebrar a publicação de um artigo. Depois de horas de profunda reflexão filosófica chegamos as seguintes conclusões:

1) TPM é uma invenção feminina para ganhar um passe livre, que varia de 3 a 25 dias, todo mês, para azucrinar a vida de todos ao redor. Já notaram alguma mulher com TPM mandar o chefe a merda? TPM só existe para a mulher detonar com subordinados, amigos, namorados, familiares, etc.. Mas na frente de superiores que podem prejudicar sua carreira a TPM da mulher simplesmente desaparece. Já viram alguma mulher com TPM no dia do pagamento do marido? TPM só existe quando não é dia de pagamento.
2) Ponto G é outra invenção feminina pra sacanear o sexo masculino. Já notaram que apesar de você apertar todos os centímetros possíveis do corpo da mulher nunca acha tal ponto? Não acha porque ele não existe!!! É outra criação feminina para dizer: nem pra isso você presta!!!!

Em vista dos pontos acima, proferimos a seguinte sugestão de política pública: a criação do ATPM, ou simplesmente o anti-TPM. Isso é, vamos criar uma doença masculina!!!! Nos mesmos moldes da TPM, o ATPM só ataca homens na sexta-feira e se prolonga durante todo final de semana!!!! Algumas frases de impacto para o homem dizer para sua companheira:
a) “Nem eu estou me aguentando hoje!!!! Vou me isolar em Goiânia no final de semana”.
b) “Dessa vez o ATPM pegou bravo!!! Não falem comigo, estou no bar”.
c) “Eu te amo muito, mas o ATPM tá difícil. Pra salvar nosso casamento vou ficar o final de semana fora”.
d) “Eu só viajei porque te amo muito!!! Não queria por nossa relação em risco!!!”.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Receituário Liberal e o Brasil

Como liberal convicto acredito que as idéias liberais, caso implementadas no Brasil, gerariam um grande aumento de bem estar em nosso país. Mas, enquanto cientista, não posso deixar de fazer a pergunta óbvia: e se estiver errado? Será mesmo que o receituário liberal é adequado ao Brasil?

A idéia liberal repousa num fundamento sólido: os indivíduos sabem o que é melhor para eles melhor do que um burocrata em Brasília. Em teoria é extremamente difícil rejeitar tal proposição. Para rejeitar tal proposição precisaríamos não só argumentar que um bom número de indivíduos é imbecil (não sabem o que é melhor pra eles), mas pior do que isso, deveríamos aceitar que um burocrata em Brasília é capaz de uma escolha mais sensata. Sendo assim, o receituário liberal prescreve um Estado pequeno, aliado a um forte grau de liberdade econômica.

O que não aparece no parágrafo acima é um detalhe sutil: uma economia de mercado depende fundamentalmente de confiança. A maioria esmagadora das transações econômicas não é baseada em contratos, baseia-se exclusivamente na confiança que as partes honrarão o que foi combinado. Quanto menos confiança menos transações, e quanto menos transações menos eficiente é tal sociedade. Em palavras, para determinado nível de desconfiança é bem provável que uma economia de mercado (liberal) produza resultados fracos em termos de bem estar.

Quais são os fatores que afetam o grau de confiança na honestidade das pessoas? Certamente instituições são importantes, outras variáveis tais como religião e boa educação familiar também. Mas de onde vem instituições fortes? Qual a origem da boa educação familiar? É aqui que a cultura de um povo faz a diferença. Então a grande pergunta que devemos nos fazer é: a cultura do brasileiro propicia o ambiente adequado para que uma economia liberal prospere? A cultura de nosso país gera um nível de confiança necessário para que o receituário liberal seja a resposta adequada?

Honestamente não sei responder com certeza as perguntas acima. Mas gostaria de ver pesquisas sólidas nessa área. Como liberal eu acredito que as idéias que defendo serão importantes para melhorar o Brasil. Mas, enquanto cientista, confesso que tal preocupação me assola.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

18 + 25 = 43

Meus Caros,

Hoje recebi a confirmação de que meu artigo "Do Central Banks affect Tobin's q?" (em conjunto com João Faria, Andre Mollick e Le Wang) foi aceito para publicação na International Review of Economics and Finance.

Agora tenho 43 artigos aceitos/publicados (18 internacionais e 25 nacionais), o que na área de economia é uma marca relevante. Como de praxe estarei pagando a cerveja numa data futura (dado que a maioria de meus colegas está de férias agora). Mas como publicar internacionalmente é igual a marcar um gol, estarei comemorando reservadamente hoje (afinal, a gente nunca sabe quando vai conseguir outra publicação internacional).

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