segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Notícia Mais Importante do Ano

Semana passada ocorreu, com pouca atenção da imprensa, o fato mais importante do ano para o Brasil: a vitória da chapa Aliança pela Liberdade para o Diretório Central de Estudantes da Universidade de Brasília. Pela primeira vez na história os alunos da UnB elegeram uma chapa não vinculada a partidos políticos. Em vez disso, escolheram uma chapa com nítido viés liberal. Viés liberal que foi pejorativamente taxado de conservador pelos adversários derrotados. Liberal no sentido de lutar pela UnB, e não contra a dominação americana. Liberal no sentido de brigar por melhores banheiros, e não contra a dívida externa. Liberal no sentido de propor melhorias na UnB, e não dar sugestões de política econômica.

Por que esse foi o fato mais importante do ano para o Brasil? Simples, pois ele sugere que até mesmo os alunos de universidades públicas já estão cansados da baderna esquerdista. Os alunos da UnB que votaram numa chapa anti-esquerdista semana passada, serão os mesmos que não votarão em candidatos de esquerda nas próximas eleições. As lideranças que venceram a eleição talvez sejam as mesmas que vencerão outras eleições no futuro. Esse é o recomeço, é a volta dos ideais de liberdade e responsabilidade individual. Toda grande mudança começa com um primeiro passo, a vitória desse valente grupo na UnB é o presságio de novos tempos. Tempo em que a esquerda perdeu o absurdo monopólio de ser considerada portadora da verdade e da bondade. O que foi demonstrado na UnB é que defender idéias de liberdade individual – contrárias ao agigantamento do Estado e em prol da validade da lei e do estado de direito – é uma bandeira que rende votos, é uma causa a ser defendida por nossa sociedade.

Quem sabe os partidos políticos aprendam com a lição da UnB. Quem sabe os políticos aprendam a lição: liberdade individual, propriedade privada, e manutenção do estado de direito, são as grandes bandeiras da sociedade brasileira em prol do desenvolvimento econômico, em prol de uma sociedade mais justa e menos desigual.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que nos espera em 2012?

Segue meu artigo publicado no Ordem Livre.

Os últimos acontecimentos referentes ao Banco Central do Brasil deixa claro que o combate a inflação deixou de ser prioridade. Quando um país estabelece uma meta de inflação de 4,5% ao ano, podendo chegar até 6,5%, isso parece aquele time de futebol que se coloca como meta perder “apenas” de 3 a 0. E o pior, o BACEN sequer consegue esse objetivo. Alguém duvida que, para 2012, a mesma leniência ao combate a inflação irá continuar? Alguém dúvida que, para esse governo, uma inflação de 6% não é problema?

Se o lado monetário da política econômica vai mal, o que dizer do lado fiscal? Truques, enrolação, equipe formada por viés ideológico (e não por talento ou capacidade), são a regra no que diz respeito aos Ministérios da Fazenda e Planejamento. Quando um time tem Pelé e Garrincha, você sabe que pode vencer a qualquer momento. Quando seu time tem Guido Mantega e Miriam Belchior você sabe que é questão de tempo para uma catástrofe acontecer. Alguém pode justificar a recente medida referente ao IPI elaborada pela equipe econômica? Esses são os talentos que estão a frente da política fiscal.

Existe uma fantasia sendo disseminada nos jornais: o lado fiscal da economia vai bem, prova disso seriam os superávits primários do governo. Nada mais equivocado do que tal análise. O lado fiscal do governo está em frangalhos, está se sustentando única e exclusivamente por causa das arrecadações tributárias recordes que estão ocorrendo. Ao contrário do que diz a boa prática, o ajuste fiscal brasileiro está sendo feito a base de aumentos da arrecadação, e não devido à reduções no gasto do governo. Adivinhem o que irá ocorrer quando a economia der uma “engasgada”, e os recordes de arrecadação desaparecerem. Inclua aqui o aumento do salário mínimo para vigorar em 2012, a necessidade de mais recursos públicos para as obras da Copa e das Olímpiadas, e o aumento tradicional dos gastos públicos que antecedem as eleições.

Inflação alta e situação fiscal deteriorada, isso é o que nos espera em 2012. Como um país nessa situação espera ter um crescimento sustentável no longo prazo?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Europa do Cerrado, escrito por Rodrigo M. Pereira

Texto escrito por Rodrigo M. Pereira

A revista The Economist elaborou recentemente um mapa do Brasil, onde compara os estados brasileiros a países, considerando o PIB, o PIB per capita, e a população. Em termos de PIB, temos no Brasil uma Polônia (estado de São Paulo), uma Cingapura (RJ), ou uma Swazilândia (Roraima). Fica bem claro que a distribuição regional do PIB brasileiro ainda é incrivelmente desigual, com o PIB de São Paulo sendo quase três vezes o PIB do Rio de Janeiro, o segundo estado mais rico da federação, e dezenas e até centenas de vezes maior que o PIB dos estados mais pobres.

Em termos de população temos dentro do Brasil por exemplo uma Argentina (estado de São Paulo), um Paraguai (Santa Catarina), ou uma Mongólia (Distrito Federal). A heterogeneidade na distribuição da produção parcialmente se explica pela heterogeneidade na distribuição da população sobre o território. Parcialmente, porque o resto da diferença vem de uma enorme desigualdade da renda per-capita. De fato, o que mais impressiona no mapa da The Economist são os dados de PIB per capita. Temos no Brasil uma Tonga (Maranhão, com US$3.327 per capita por ano), e uma Geórgia (Piauí, com US$2.929), mas também uma Rússia (RJ, US$11.786), ou uma Polônia (SP, US$13.331). As desigualdades regionais são naturais e existem em qualquer economia, mas no Brasil as diferenças são gritantes. Nos Estados Unidos, por exemplo, os 11 estados do sul do país que formaram a confederação tiveram suas economias devastadas pela guerra civil. Historicamente sempre foram mais pobres, mas houve um processo de convergência. Hoje, a renda média familiar nesses 11 estados corresponde a 90% da renda média familiar do país como um todo. No Brasil isso ainda está longe de acontecer.

Então eis que se destaca o incrível Distrito Federal, com US$ 25.062, uma mini-Europa dentro do terceiro mundo. Comparável a uma nação desenvolvida como Portugal, com renda-per-capita de US$23.844. Inexplicável, certo? Um enigma. Como uma unidade da federação que não possuiu parque industrial, não possui vasta produção agrícola pode ter indivíduos com uma renda média de quase duas vezes a renda média do estado mais rico da federação? A chave do enigma tem duas palavras: Governo Federal. A verdade é que o governo no Brasil é um Robin Hood ao contrário. Ele tira dos pobres para dar para aos ricos. Ele tem uma mão pesada que agarra 40% de tudo que é produzido em Tonga, na Geórgia e demais recantos desafortunados do país, inundando nossa mini-Europa do cerrado com dinheiro farto. Esse dinheiro vai remunerar um funcionalismo público, sobretudo um legislativo e um judiciário, com rendas vergonhosamente desalinhadas com a realidade do país. É também esse dinheiro que faz com que os melhores engenheiros, médicos e economistas do país abandonem suas ocupações na iniciativa privada pra virar improdutivos funcionários públicos.

Mas uma parte desses 40% do PIB brasileiro que o Estado toma vai alimentar os inúmeros esquemas de corrupção e desperdício de dinheiro público que ocorrem em Brasília. É o nosso Karma. Cada país tem o seu. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Karma de desperdício de dinheiro público são os gastos militares. A diferença, contudo, é que gastos militares são por definição, gastos. Eles dinamizam a economia, geram empregos, produção, via o que se conhece como multiplicador keynesiano. No Brasil, o dinheiro que alimenta a corrupção não é gasto, em geral é entesourado em contas na Suíça. Seu efeito sobre a prosperidade do país é nulo. Na melhor das hipóteses, ele dinamiza as economias dos países que exportam os Porsches, Ferraris, Camaros e outras maravilhas tecnológicas que despontam cada vez mais na paisagem de nossa Europa do Cerrado.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

As previsões do Sachsida pro Brasileirão

Candidatos ao título: 1) Corinthians que desde que copiou o São Paulo e passou a comprar a arbitragem é sempre um adversário perigoso; 2) Flamengo é time de chegada, tem ótimas chances; e 3) Fluminense é campeão, e sempre devemos respeitar um campeão. Além disso, tem a sequência de jogos mais leves de todos os postulantes ao título.

Candidatos a libertadores: 1) Vasco é um bom time, mas chegou aonde dava, tem a sequência mais difícil de todos os times que estão na ponta; 2) Botafogo, por alguma razão ainda vai arruinar sua temporada. Afinal, é o Botafogo; 3) São Paulo, contas antigas sempre valem alguma coisa....

Esqueçam: Palmeiras e Internacional. Vão ficar aonde estão, fora da libertadores.

Rebaixamento: 1) América sem discussão. 2) Avaí por merecimento. 3) Atlético paranaense (se houver justiça no mundo... sem sombra de dúvidas é o time mais mala do brasileirão, merece a segunda ou terceira ou quarta divisão). 4) Cruzeiro... o time do Cruzeiro é o caso clássico da passada de mão... alguém passou a mão em alguém ali e o time descambou...

Surpresa
: Atlético mineiro não vai ser rebaixado. Vai escapar na última rodada vencendo o Cruzeiro.

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais sobre o 11 de setembro

O tempo passa, mas ao invés de esclarecimento vejo vários colegas indo na direção oposta... passeando pelo facebook, blogs e chats, vejo manifestações que diminuem a gravidade dos ataques terroristas de 11 de setembro. De maneira geral, beira o absurdo o nível de estupidez (pra não dizer maldade) dos que querem diminuir a tragédia. Os argumentos dessas pessoas são quase sempre os mesmos, e de maneira geral podem ser divididos nos seguintes tópicos: os EUA usaram bombas atômicas no Japão, os nazistas mataram muito mais gente, o imperialismo americano mereceu, esse não foi o maior atentado terrorista da história, e 3.000 pessoas não são tantas pessoas assim.

Quanto ao argumento de que os EUA usaram bombas atômicas no Japão, devemos lembrar que isso ocorreu em tempo de guerra declarada. Comparar isso com ataques a civis em tempos de paz é maldade pura. Certamente, para estes “bravos” não faz diferença atacar covardemente pelas costas....

Argumentar que os nazistas mataram mais gente, daí o 11 de setembro não ser tão importante, esconde uma ignorância profunda: tenta mostrar que nazistas e terroristas são de estirpes distintas. ERRADO. Os terroristas são exatamente iguais aos nazistas: querem impor sua vontade à força aos outros. A única diferença entre eles é que os nazistas tiveram mais recursos a sua disposição. De a terroristas os mesmos recursos que a Alemanha Nazista tinha e o desastre será o mesmo.

O imperialismo americano mereceu é certamente o argumento que funciona num bar, para impressionar a gatinha lesada da cabeça, mas não resiste a perguntas simples. Que imperialismo? Desde quando os EUA tem colonias? Outro detalhe, os países vizinhos do Brasil nos acusam de imperialista. Será que isso justifica um ataque a nossos civis?

Esse não foi o maior atentando terrorista da história... 3.000 inocentes não são tantas pessoas assim. Argumento estúpido, imbecil, e cruel. Usando a definição padrão de ataque terrorista (que os “gênios” deveriam conhecer), o 11 de setembro foi sim o maior ataque terrorista da história. Por fim, a esses “gênios” tenho uma pergunta, qual é o número? 50? 200? 600? Quantos inocentes precisam morrer para vocês classificarem esse ato como bárbaro?

domingo, 9 de outubro de 2011

Gênio é gênio!!!

"A escravidão é uma condição humana tão vil e deplorável, tão diametralmente oposta ao temperamento generoso e à coragem de nossa Nação, que é difícil conceber que um inglês, muito menos um fidalgo, tomasse a sua defesa". (John Locke)

Mas se a escravidão é tão deplorável ao espírito humano, então por que a ela tem sido a regra na história da humanidade? Por que é tão difícil para muitos compreenderam que nenhuma conquista humana está a salvo?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Perdas em bolsas são perdas reais?

O presidente do Banco Central enfatizou que as perdas nas bolsas de valores, nos últimos quatro meses, foram de aproximadamente 10 trilhões de dólares. Isso daria uma magnitude do tamanho da crise internacional. Contudo, tenho uma dúvida: perdas nos mercados financeiros são perdas reais? Em que magnitude tais perdas podem afetar o lado real da economia?

Quando os investidores perdem 10 trilhões nas bolsas de valores isso tem um efeito direto na capacidade futura de investimento. A queda de valor nas companhias implica em menor rentabilidade para quem investiu nelas, o que diminui o estímulo a novos investimentos. Como as companhias passam a valer menos, sua capacidade de obter empréstimos também diminui, o que novamente afeta negativamente seu investimento. A expectativa de lucros menores no futuro também é outro fator a diminuir o investimento da companhia.

Sim, existem argumentos suficientes para se inferir que perdas no setor financeiro podem impactar negativamente no setor real da economia. Contudo, uma distinção importante deve ser feita: uma coisa é uma bomba (ou um terremoto) destruir 10 trilhões de dólares de ativos, outra bem diferente é essa perda se dar em bolsa de valores. No primeiro caso, o estoque de capital da economia se reduziu. A capacidade de produção diminuiu, a riqueza real foi diretamente afetada. No segundo caso a perda pode ser revertida. Ou ainda podemos dizer que o mercado apenas passou a precificar corretamente um desvio do passado. Ou seja, não é tão claro que a capacidade de produção da economia tenha se encolhido nesses 10 trilhões de dólares.

No final do dia o que vale é quanto uma economia é capaz de produzir em bens e serviços. Chamar isso de 1 bilhão ou 10 trilhões de dólares só faz diferença se a quantidade efetivamente produzida for diferente.

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