segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Palhaçada na USP

Até quando vai continuar essa palhaçada na USP???

Ontem a diretoria do DCE deu um golpe para continuar no poder. Hoje, um professor foi agredido por dar aulas.... o que acontecerá amanhã?

Até quando o Reitor da USP vai continuar com sua leniência e covardia? Não existem mecanismos disciplinares nessa Universidade??? Picaretas podem promover badernas impunemente para atrapalhar o estudo dos alunos que querem aprender?

Até quando as autoridades públicas de São Paulo, aí incluído o governador, assistirão a essa baderna como se o problema não fosse com eles? Será que irão esperar pela morte de alguém para tomarem alguma decisão???

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Minha experiência no movimento estudantil

Abaixo segue meu artigo publicado ontem no Ordem Livre.

Nesses tempos de golpe no Diretório Central dos Estudantes da USP, nada melhor do que reavivar minhas memórias de quando participei do movimento estudantil, no Centro Acadêmico de Economia da Universidade Estadual de Londrina. Fui dirigente do CA de economia por dois mandatos, primeiramente como Primeiro-Tesoureiro, e depois como Primeiro-Secretário.

Estávamos em 1990 e eu era calouro na universidade. Então uma greve de alunos foi convocada. Não satisfeitos com a aprovação da greve, o movimento estudantil decidiu votar pela invasão da reitoria. Essa proposta foi colocada em votação e foi derrotada. Contudo, a assembleia não terminou por ai. Vieram discursos e mais discursos, todos salientando a falta de credibilidade da reitoria e do governo. Então veio a surpresa: a proposta de invadir a reitoria foi novamente colocada em pauta. Dado que muitos alunos contrários a essa idéia já tinham ido embora, a proposta tinha boas chances de ser aprovada. Nesse momento, me levantei e pedi a palavra: “Nós estamos aqui criticando a falta de credibilidade do reitor e do governador, mas estamos agindo igual a eles. Essa proposta já foi derrotada, votá-la novamente sugere pouca credibilidade de nossa parte”. Fui voto vencido, e a reitoria foi invadida naquela mesma noite. Eu fui pra casa.

Alguns meses depois, participei de uma chapa para concorrer ao CA de economia. Eu sempre ia as reuniões, e participava ativamente da divulgação dos eventos. Qual foi minha surpresa quando fui informado de que numa reunião, a qual eu não havia sido convidado, eu havia sido indicado para participar do conselho (e não da Primeira-Tesouraria). Como tenho personalidade forte, imediatamente ameacei me retirar da chapa, só assim fui reconduzido a posição original. Com o tempo, vim a saber que a pessoa que ocuparia meu lugar era filiada ao PT (aliás ele está em Brasília, num cargo alto do governo, atualmente). No meu segundo mandato no CA foram tantos desentendimentos que tive que pedir para sair. Basicamente, como nunca fui de esquerda, havia uma resistência enorme a projetos de minha iniciativa. Conheci bons amigos no meu tempo de CA, mas outros estavam ali apenas para marcar território para partidos socialistas.

De maneira geral, os engajados politicamente no movimento estudantil seguem sempre o mesmo ritual: reuniões, reuniões e mais reuniões. Basta que você não vá a uma delas para que propostas com as quais você nunca concordaria sejam automaticamente aprovadas. Outro truque é a série infindável de discursos: antes da votação das propostas existe algo como 3 a 4 horas de pessoas falando os prós e os contras da proposta. Ao contrário do aparente caráter democrático, essa embromação enorme tem outro propósito: fazer tantos discursos quanto os que forem necessários para o esvaziamento da plateia. Tão logo o aluno comum se canse de ouvir tantas besteiras (ou tenha que ir embora para trabalhar), e restem apenas uns poucos alinhados na plateia, a proposta é posta em votação. Em resumo, a sequência infindável de discursos tem como objetivo não o esclarecimento da plateia, mas sim o esvaziamento da mesma para que propostas mais radicais possam ser aprovadas em nome dos alunos.

Particularmente, acho pouco saudável que alunos possam intervir nas decisões de uma universidade. Universidade é lugar de meritocracia, universidade só é universidade porque uns estão lá ensinando e pesquisando, enquanto outros estão lá para aprender. Submeter a vida, e o destino, de professores e funcionários de uma universidade a um grupo passageiro de estudantes me parece uma decisão pouco inteligente.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Comunidade Econômica Européia e os Estados Brasileiros

Até a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os estados brasileiros eram livres para gastarem o que quisessem. Além disso, se os mesmos se tornavam insolventes (incapazes de pagarem suas contas) era obrigação da União socorrê-los. Na minha opinião, o melhor mesmo era que cada estado fosse livre para assumir dívidas mas sabendo que a União não iria socorrê-los em caso de necessidade. Como isso não foi possível, a LRF foi a segunda melhor opção (mesmo que no final os estados continuem a burlá-la).

A comunidade econômica européia é exatamente igual aos estados brasileiros pré aprovação da LRF: todos os países por lá são livres para gastar como bem entendem, mas quando vão à falência os outros países são obrigados a ajudá-los. Alguma dúvida de que esse desenho institucional não vai funcionar? Se a comunidade européia quer ter alguma chance de sucesso, então está na hora de deixar países como a Grécia irem a falência. Ajudar a Grécia só vai aumentar o estímulo para que outros páises, tal como a Itália, continuem sua trajetória fiscal irresponsável.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O que você acharia se a polícia reforçasse o policiamento em seu bairro?

O que você acharia se a polícia reforçasse o policiamento em seu bairro? Você ficaria feliz se mais policiais, e mais viaturas, fizessem a ronda no bairro onde você mora?

Num país violento como o Brasil, só existe um lugar onde mais policiais não são bem vindos: a USP. Por que será que a minoria dos estudantes da USP quer distância da polícia? Será pela mesma razão de que traficantes não gostam da polícia na favela?

Que tal sugerirmos para esses valentes alunos que a polícia pare de fazer a ronda nos bairros onde eles moram? Afinal, se não querem a polícia na universidade também não devem querê-la perto de suas casas....

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lula, o SUS, e o Almirante George Bowyer

Durante a batalha naval conhecida por Glorioso Primeiro de Junho (armada da Grã-Bretanha contra a armada Francesa), o Almirante George Bowyer foi ferido e perdeu a perda. Ao chegar a enfermaria para receber tratamento ele insistiu que se respeitasse o protocolo tradicional: aqueles feridos antes dele deveriam receber atendimento primeiro. A isso dá-se o nome de nobreza, honra. Será que podemos dizer o mesmo de nosso ex-presidente?

Acredito que todos nós fazemos escolhas na vida, e certamente somos responsáveis por elas. No Brasil, devido a precariedade do sistema público de saúde, é evidente que quem tem recursos prefere se tratar em hospitais privados. Então por que critico Lula? Critico Lula pois esse bufão era o mesmo que enobrecia o sistema público de saúde no Brasil. Esse bufão fez campanhas eleitorais enaltecendo as melhoras que ele providenciou na saúde pública. Era esse bufão que afirmava que "a saúde é quase perfeita", ou ainda que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) eram tão boas que "até da vontade de ficar doente para usar". Pois aí está sua chance para usá-las senhor ex-presidente.

Toda pessoa tem direito a fazer escolhas. Não se questiona o direito do bufão de escolher ser atendido no setor privado de saúde. Mas se questiona aqui seu comportamento moral: se o sistema público de saúde era tão bom para os outros, então por que ele mesmo não o usa? A resposta é simples: Lula não é o Almirante George Bowyer, honra e dever não são suas maiores preocupações.

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