sábado, 26 de maio de 2012

Comissão de Ética e Autoritarismo da Extrema Esquerda

Artigo escrito por Roberto Ellery Jr, professor da Universidade de Brasília.

Uma característica marcante dos militantes de esquerda é o autoritarismo. A certeza de serem detentores da verdade histórica os torna arrogantes e incapazes de viver com a diversidade de opiniões. Pouco importa se tal verdade invariavelmente leva a miséria e a morte de milhões.

Aqui na UnB estamos vivenciando um destes momentos onde radicais de esquerda mostram toda sua intolerância com a diversidade de ideias. Na semana passada foi deflagrada uma greve em uma assembleia com menos de duzentos professores. Embora grande para os padrões destas assembleias, o número de professores presentes não chegou a dez por cento do total de professores da UnB. Já divulguei meus motivos para ser contra esta greve e não vou abusar deste espaço para listá-los novamente. O que me fez escrever este texto foi a decisão do Comando de Greve de criar uma Comissão de Ética para determinar o que os professores podem ou não podem fazer durante a greve (detalhes em http://cienciabrasil.blogspot.com.br/2012/05/comando-de-greve-e-agora-o-dono-das.html)

Nos últimos tempos temos visto várias tentativas de grupos de esquerda de criar comissões de ética formais ou informais para regulamentar todas as atividades da sociedade, destaco as que pretendem regulamentar a imprensa. Aos poucos todas as nossas decisões são confrontadas com padrões éticos determinados por estes grupos. Desde decisões o sobre o que comemos ou bebemos até como embalar nossas compras passaram a ser avaliado por esta métrica das comissões de ética. Como estas comissões são tipicamente controladas por grupos de esquerda somos coagidos a nos comportarmos pelos padrões coletivistas, do contrário somos condenados com aéticos.

Pois bem, a tal Comissão de Ética do Comando Local de Greve acaba por ser um exemplo claro da lógica destas comissões. Incapaz de convencer a maioria dos professores de aderir à greve, os grevistas passaram ao terreno das ameaças. No passado faziam ameaças físicas, como ameaças físicas tendem a ser ineficientes no longo prazo hoje fazem ameaças morais. Na essência nada mudou. Incapaz de convencer a maioria, a extrema esquerda passa para intimidação.
Peço a todos que defendem a liberdade individual ajudem a denunciar esta prática fascista de criar uma Comissão de Ética para impor adesão a greve, mesmo os que forem favoráveis à greve ou completamente indiferentes à UnB e seus professores. Hoje é uma comissão de ética para intimidar professores que não querem aderir a uma greve, amanhã pode ser para intimidar você a seguir certo comportamento em nome de um suposto bem coletivo. Exagero meu? Digam qual autoritarismo não se impôs a partir de uma ética ou qual terrorismo não parte de uma ética.

Roberto Ellery Jr, UnB

4 comentários:

Ciência Brasil disse...

Vejam aqui:

http://unbemgreve.wordpress.com/2012/05/25/comissao-de-etica/

Coisa triste!!

Anônimo disse...

Esse é o comportamento esperado nos movimentos grevistas das universidades brasileiras. A academia ainda é dominada por pessoas formadas durante os governos militares e que tiveram formação intelectual tutoradas por indivíduos formados logo depois do pós-guerra, no auge da guerra fria, quando os ideais marxistas ainda eram o dogma vigente.

Anônimo disse...

Caro Professor Roberto Ellery! Caro Prof. Adolfo Sachsida!


A extrema esquerda na UNB confunde "direito de greve com dever de greve".

Pela primeira vez desde sempre (nunca soube disso em nenhuma outra universidade), o órgão responsável na UNB colocou em pauta o cancelamento de aulas dentro do período de greve, ao invés de considerar apenas a prorrogação do semestre. Eles vão forçar os professores a entrar em greve?

Os alunos grevistas como não podem usar técnicas de intimidação, usam a técnica do barulho. Vamos ser justos, não são maioria. Existe uma divisão clara entre aqueles a favor e contra o movimento grevista estudantil (50% a favor e 50% contra). Greve estudantil é legal? Alguém conhece o código em que isso está aprovado? Na minha época de estudante, a gente fazia greve na sexta para ver umas minas. Mas a gente deixava quem quisesse assistir aulas.

Comissão de ética? O que é isso? Justamente onde a estrema esquerda encontra a extrema direita!?

De um cidadão que paga seus impostos e se sente lesado por estar financiando grupos de extrema esquerda dentro da Universidade Pública

Anônimo disse...

A UNB virou um antro de esquerda: "Direito de greve virou dever de greve!"

Essa noticia esta em

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6653

CEPE reconhece greve e garante reposição dos dias parados


O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UnB reconheceu a greve, garantiu a reposição integral dos dias parados e admitiu que o calendário terá de ser revisto. Significa que:

1. Reconhecimento da greve dos professores. A Universidade de Brasília oficialmente reconhece que suas atividades estão prejudicadas pela paralisação decretada em assembleia da ADUnB.

2. Reposição integral das aulas. Após a greve, os alunos têm direito de receber do professor todo o conteúdo ministrado a partir de 21 e maio (dia de início da paralisação), mesmo que o docente tenha continuado a dar aulas após essa data. Ou seja, professores que continuam dando aula podem ter que repor o conteúdo para alunos que não vieram à UnB durante a greve. Da mesma forma, notas dadas durante esse período podem ser contestadas pelos estudantes.

3. As datas finais do calendário estão suspensas. Isso significa que os prazos máximos para encerramento de atividades acadêmicas, como emissão de notas e pedidos de recursos, terão de ser revistos após o fim da greve dos professores. Atividades administrativas, de pesquisa e extensão continuam mantidas

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